A visão bíblica do sexo

“Nós precisamos urgentemente apresentar para as pessoas um Evangelho que traz significado, alivia a nossa dor, nos faz entender que temos um papel como homens e mulheres, o de viver para Deus, de vencer a nossa solidão e vazio através de uma vida de prazer em Deus, não em nós mesmos. E essa vida se dá pela perspectiva moral, espiritual, sincera e verdadeira.”

Com o tema Sem Homofobia, Mais Cidadania – Pela Isonomia dos Direitos, aconteceu a 13ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Neste ano o tema da parada foi escolhido como uma forma de realizar uma campanha a favor da aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso que transformaria a homofobia em crime e prevê penas para pessoas com comportamentos ou atitudes homofóbicos. Houve cerca de três milhões e meio de pessoas e algumas autoridades presentes, como o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab.

Na verdade, o desejo dos participantes era extravasar um pouco e trabalhar o tema, já que é a discussão do momento em vários setores da sociedade. E na igreja a questão tem sido muito debatida, porque ela presencia todos os campos da sociedade e meios de comunicação que dão um apoio maciço para o homossexualismo no mundo inteiro.

Por exemplo, as igrejas britânicas serão forçadas a aceitar homossexuais ou “transexuais” praticantes em posições de líderes de jovens e funções semelhantes, sob a lei de igualdade que está para vir, disse o governo.

A lei de igualdade do governo trabalhista proibirá que as igrejas recusem empregar homossexuais ativos, mesmo que a religião delas sustente que tal conduta é pecado, disse a vice-ministra Maria Eagle, do Ministério da Igualdade.

Essa lei entrará em vigor no próximo ano, e as igrejas temem que ela as force a agir contra suas convicções religiosas em uma ampla extensão de áreas. Eagle indicou na conferência chamada “Fé, Homofobia, Transfobia & Direitos Humanos”, em Londres, que a lei “cobrirá quase todos os que trabalham em igrejas” (encontrado no site http://www.LifeSiteNews.com).

Nós imaginamos uma questão desta no Brasil. Alguns têm até falado na palavra discriminação e que nos púlpitos não podemos mais falar contra estas práticas.

As perguntas que vêm à nossa mente são: o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto? Como nos comportar diante da pressão tão forte que há na sociedade quanto à liberdade do homossexualismo? Como tratar uma pessoa que tem esta forma de vida?

Nós sabemos que homossexualismo é a tendência à prática sexual com indivíduos do mesmo sexo. Em relação às mulheres é chamado de lesbianismo. Mas na verdade a Bíblia usa este termo como o uso natural do corpo da maneira contrária à natureza.

O texto de Romanos 1.21-28 afirma: … porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam.

A questão séria é que a Bíblia não é preconceituosa quanto à pessoa, e sim quanta à sua prática. Aliás, a Bíblia enaltece e traz um status singular para o ser humano como pessoa. Ela fala de como o ser humano foi criado. O texto sagrado de Gênesis 1 diz que no princípio Deus criou o homem, e é muito interessante que Deus foi bem enfático em dizer e deixar clara a frase “macho e fêmea” (Gênesis 1.27). Nós não lemos que Deus criou macho e macho ou fêmea e fêmea. Isto com toda certeza seria um absurdo e uma ignorância gramatical no texto.

Quando nos perguntam o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto, respondemos com a maior tranquilidade e ao mesmo tempo com tristeza que o homem deixou a sua forma natural por causa da corrupção interna no seu coração.

O pecado lá do Éden nos afetou profundamente. Ele provocou desajustes profundos na alma e na mente humana. Por isso, o texto de Paulo em Romanos afirma que os homens mudaram a forma natural da natureza. Eu sei que é complicado demais lidar com a situação hoje, mas a resposta bíblica para a questão é que isso é um pecado por causa da natureza pecaminosa em nós. A questão é de pecado mesmo e não algo que tem a ver com a opção sexual.

A Escritura mostra isto de maneira absolutamente clara e objetiva: Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante (Levítico 18.22). E também diz em Levítico 20.13: Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte.

Eu não quero ser radical ou extremista, nem puritano, nem santarrão, nem quero ser tratado como perfeccionista, mas quero convidar todos a encararem o problema. Porque as escolas e meios de comunicação têm ensinado que aderir ao homossexualismo é algo natural e comum na sociedade. Isto não é em hipótese alguma.

Você já pensou na possibilidade de seu filho se casar com outro homem, ou sua filha se casando com outra mulher? E perceba que isto não tem a ver com preconceito!

Acredito que devemos ter posturas importantes no meio deste fogo cruzado:

1. Ensinemos nossos filhos sobre a visão bíblica de macho e fêmea

Não precisamos ter medo de ensinar os nossos filhos sobre o padrão da Escritura. Na criação e através da história Deus desejou adoração e culto; Ele, consequentemente, incitou homens e mulheres a adorá-lo e a servi-lo, fazendo-se conhecido como um Deus de beleza, majestade, esplendor e glória. Mas, note bem, Ele criou homens e mulheres. Cada um para desenvolver seu papel na aliança. Homem como homem e mulher como mulher. Não há inversão do ser.

O relato expandido da criação do homem e da mulher declara que Deus criou o macho, e este experimentou uma situação solitária e improdutiva (Gêneses 2.18-20). Deus, sabendo disto, providenciou uma companheira de uma maneira singular com o resultado de que o macho poderia, prontamente, reconhecê-la como sua carne e osso (Gênesis 2.23).

Não tenha medo de seguir o ensino sobre a masculinidade e a feminilidade, que são aspectos da imagem de Deus (GRONINGEN, Gerard Van. Da criação à consumação. São Paulo: Cep, 2006, vol. 1, p. 17).

Ensine seu filho e sua filha que Deus dotou os seres humanos com a capacidade de amar e de reproduzir vida. E isso deve ser feito na perspectiva de “macho” e “fêmea”. Não se esqueça de enfatizar a distinção sexual dentro da humanidade. Não dá para esquecer da expressão zakar no hebraico, que significa macho e tem o sentido de “pontiagudo”.

O termo neqeb é uma forma feminina que significa um buraco ou cavidade. O pensamento principal, no entanto, no contexto de Gênesis 1.27, é que a humanidade tem a bênção da fertilidade. Só que homem com mulher, e não da maneira que alguns meios têm ensinado.

Deus nos honrará com toda certeza ao ensinarmos os princípios bíblicos aos nossos filhos. Eles crescerão com a visão correta do papel do homem e da mulher. Geraremos uma juventude sadia e equilibrada que sonhará em constituir famílias para valorizar a aliança de Deus com o seu povo.

2. Aceitemos as pessoas, não o pecado

Um problema sério na nossa igreja hoje é que não estamos preparados para enfrentar os processos que estão acontecendo hoje. Precisamos olhar para a realidade em que vivemos. As pessoas vivem um vazio enorme, e para compensar isso buscam alternativas como esta a fim de terem um pouco de solução para esse vazio. Nós receberemos pessoas assim em nossas comunidades. E a Bíblia diz claramente que não aceita o pecado, mas aceita o pecador.

Nós não aceitamos a imoralidade do pecado, não aceitamos o erro que é o uso contrário da natureza humana, mas essas pessoas precisam alcançar a verdade, e para isso precisamos amá-las. Precisamos recebê-las com graça em nossas igrejas. Não há outro meio para pessoas assim aprenderem a verdade bíblica sobre macho e fêmea.

É na relação com a igreja do Senhor que elas entenderão e poderão ser transformadas pela graça de Deus. E assim entenderem que o homem deve ser feliz ao lado de uma companheira. Que a mulher deve desfrutar de uma relação profunda com um homem, e não com uma pessoa do mesmo sexo.

A era da comunidade acabou e vivemos o tempo da individualidade, cada um quer ser feliz à sua própria maneira. Precisamos urgentemente apresentar para as pessoas um Evangelho que traz significado, alivia a nossa dor, nos faz entender que temos um papel como homens e mulheres, o de viver para Deus, de vencer a nossa solidão e vazio através de uma vida de prazer em Deus, não em nós mesmos. E essa vida se dá pela perspectiva moral, espiritual, sincera e verdadeira.

Que Deus nos dê graça para lidar com este momento tão delicado na sociedade e que não tenhamos medo de mostrar com toda clareza a visão bíblica que é ver o homem realizando seu papel como homem e a mulher também exercendo seu papel como mulher.

Pr. Alcindo Almeida é formado pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e pastor da Igreja Presbiteriana da Lapa, na cidade de São Paulo. É casado com Erika de Araújo Taibo Almeida e pai de Isabella. Ele tem graduação em aconselhamento cristão no Centro Andrew Jumper e a validação do bacharelado em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É membro e um dos diretores do grupo de apoio pastoral Projeto Timóteo há 11 anos.

(É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo do material editorial publicado, desde que citada a fonte e com autorização prévia e documentada da REVISTA LAR CRISTÃO)

NOTA: Tenho a autorização prévia e documentada da Revista Lar Cristão em meus documentos.

A prática homossexual é condenada pelas três religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. No caso dos protestantes, enquanto eles se conservarem fiéis às Escrituras Sagradas, sua única regra de fé e prática, a conduta homossexual será considerada um desvio sexual. Entretanto, os cristãos horrorizados com a homossexualidade se obrigam pela mesma Bíblia a ficar horrorizados também com o adultério, com a hipocrisia, com o roubo, com o egocentrismo, com a soberba, com a incredulidade, com a inveja, com a violência, com a berrante injustiça social e daí por diante. E com a mesma intensidade!

Retirado de um texto da Revista Ultimato

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4 respostas para A visão bíblica do sexo

  1. A Bíblia condena a prática homossexual?

    por Artigo compilado

    Boicote homossexual contra Indiana

    Hoje há uma forte apologia ao homossexualismo nos meios de comunicação. Satanás está usando formadores de opinião em todo o mundo para disseminar a falsa ideia de que tais coisas sejam naturais. Para nossa perplexidade, há até alguns que se dizem evangélicos que consideram tais práticas como coisa natural. Esse é um dos desafios da igreja hodierna.

    A revista Época entrevistou Victor Orellana, que segundo a revista foi pastor da Assembleia de Deus, que assume publicamente ser homossexual, e até fundou uma igreja. Nessa entrevista, publicada na edição n° 254 de 31/03/2003, nas páginas 13 a 17, o entrevistado diz que a Bíblia não condena a prática homossexual e reinterpreta duas passagens bíblicas que falam sobre o assunto.

    A primeira passagem é Levítico 18.22, que diz: “Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é”. O entrevistado diz que a palavra hebraica para abominação é toevah e que tal termo “indica na verdade uma impureza ritual, não algo intrinsecamente mau” (pág. 17). Ele justifica sua posição pelo fato de essa palavra ser também aplicada para quem violar o kasherut, leis dietéticas prescritas na Lei de Moisés (Deuteronômio 14.3-8).

    É verdade que a Bíblia é um livro aberto, mas não escancarado; muitas interpretações diferentes podem ser aceitas, mas não todas. A Hermenêutica, ciência da interpretação, tem regras. Não é para cada um fazer o que quer com o texto sagrado, ou mesmo com qualquer outro texto.

    Essa palavra hebraica é aplicada não só para quem desrespeitar as leis dietéticas, mas também para condenar a idolatria (Deuteronômio 7.25), sacrifícios humanos (Deuteronômio 12.31), envolvimento com o ocultismo (Deuteronômio 18.9-14), transações desonestas (Deuteronômio 25.13-16) e a prostituição cúltica (1ª Reis 14.24). O livro de Levítico diz ainda que tal prática deveria ser punida com pena capital “Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles” (Lv 20.13). Portanto, não é verdade que a palavra toevah significa meramente pureza ritual.

    A outra passagem mencionada na entrevista é do Novo Testamento: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1ªCoríntios 6.10). O entrevistado diz que as palavras gregas usadas para ‘efeminados e sodomitas’ não têm a mesma equivalência dos atuais homossexuais, e que as nossas versões são um disparate.

    Todos sabem que o homossexual é identificado na Bíblia como sodomita, porque foi na cidade de Sodoma que esse pecado foi praticado de forma generalizada, e por causa disso Deus destruiu Sodoma e Gomorra, conforme encontramos em Gênesis 19.

    O apóstolo Paulo classifica os homossexuais em duas categorias: ativos – “sodomitas” – e passivos -“efeminados”. A palavra grega para “sodomita” é arsenokoites, que vem de duas palavras: arsen, que significa “varão”, e koite, que quer dizer “leito”, “cama” ou “coito”, como diz o Dicionário Vine: “Denotando relação carnal”. Só aparece aqui e em 1ªTimóteo 1.10, em todo o Novo Testamento. A palavra grega para “efeminado” é malakos, que significa “mole”, “macio”, “suave” e “delicado”, e só aparece três vezes no Novo Testamento grego (Mateus 11.8 e Lucas 7.25), e para indicar vestes delicadas nessas últimas passagens bíblicas.

    Os homossexuais são também identificados pelo termo “efeminado”, isso por causa de sua tendência feminina. A interpretação do entrevistado não resiste à exegese bíblica. As duas palavras acima, portanto, falam sim dos homossexuais da época. Fica claro que a declaração do entrevistado é falsa e que sua interpretação é inaceitável, pois não segue o espírito do texto bíblico.

    Deus criou o homem “macho e fêmea os criou” (Gênesis 1.27) para sua glória. Portanto, ninguém vive para si, mas para fazer a vontade de Deus. A verdadeira felicidade está em fazer a vontade de Deus, mas o homem se afastou de Deus e isso o levou à idolatria e depois à imoralidade. Isso é o que está claro em Romanos 1.19-28. O texto sagrado diz que “Deus os entregou às paixões infames” (Rm. 1.26), porque não reconheceram a Deus. O apóstolo considera, ainda, tais práticas como “torpeza” (Rm 1.27), uso desnatural “contrário à natureza” (Rm 1.26). Diz em outro lugar que os tais não herdarão o Reino de Deus (1ªCoríntios 6.9 e Gálatas 5.19-21).

    A consequência dessa apostasia é a imoralidade, incluindo o homossexualismo, tanto masculino quanto feminino. A Bíblia diz que a prática homossexual é um ato abominável aos olhos de Deus. No entanto, à medida que o tempo vai passando, a sociedade vai se tornando mais permissiva e os homens vão se afastando cada vez mais de Deus. Deixando a Palavra de Deus, vão buscar justificativa para o seu pecado na Psicanálise.

    O homem é um ser moral, o que significa que é responsável diante do Criador. Todos os seres humanos um dia vão prestar contas diante de Deus e ninguém poderá escapar dessa responsabilidade (Eclesiastes 12.13-14; Isaías 43.13 e Jeremias 23.24). Deus estabeleceu um padrão para a vida humana e essas normas estão registradas em sua Palavra, a Bíblia, única revelação escrita de Deus para a humanidade.

    Satanás é o principal promotor da prostituição. Desde os tempos do Velho Testamento que a sodomia e outras formas de prostituição estiveram ligadas ao culto pagão. Os pagãos praticavam nesses rituais o que se chama “prostituição sagrada”. Essas práticas são comuns nos cultos satânicos, pois o objetivo do Diabo é perverter a ordem das coisas. Tudo o que é perversão é uma afronta a Deus (Isaías 5.20-21). A luz da Bíblia, não é cristão quem defende ou pratica o homossexualismo.

    O Senhor Jesus morreu para tornar livres todos os homens, e Deus não faz acepção de pessoas. Deus aborrece o pecado, mas ama o pecador. Temos muitos testemunhos sobre a libertação de homossexuais pelo poder de Jesus Cristo, e que hoje estão servindo a Deus já casados, tendo constituído família. O apóstolo Paulo afirma que alguns sodomitas e efeminados de Corinto foram libertos e serviam a Deus na igreja: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1ªCoríntios 6.11). Temos o testemunho do irmão João Carlos Xavier, no livro O Dia em que Nasci de Novo (CPAD), obra premiada pela Associação Brasileira de Editores Cristãos (ABEC).

    Pr. Esequias Soares, Teólogo Apologista da CPAD, Assembleia de Deus Jundiaí/SP

    http://www.cacp.org.br/a-biblia-condena-a-pratica-homossexual/

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  3. Jônatas: Um exemplo de lealdade

    UMA AMIZADE APROVADA POR DEUS

    Jônatas, o filho mais velho de Saul, entrou para a história à sombra do pai, mas pouca coisa herdou de seu genitor.
    Ele demostrou ser um jovem guerreiro, cheio de coragem e determinação.
    Sua amizade por Davi não foi fruto de um conhecimento familiar ou de um amigo de longa data.
    A amizade entre eles nasceu de forma inesperada, quando o príncipe assistiu de perto a grande vitória do jovem pastor de ovelhas, sobre o imbatível gigante Golias, o campeão dos filisteus que desafiava os exércitos israelitas e afrontava o nome do Senhor dos Exércitos.

    UMA AMIZADE FIEL E DURADOURA

    Diz o texto bíblico:

    1ªSm 18:1
    “E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma.”

    Saul tomou Davi para viver no palácio e não permitiu ele voltar para sua casa em Belém.
    Mas uma vez, a Bíblia indica a profunda admiração de Jônatas, dizendo:

    1ªSm 18:3,4
    “E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
    E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.”

    Essas expressões significam que Jônatas não só admirava grandemente a coragem e audácia de Davi, como também sentiu no seu íntimo que deveria nutrir por ele profunda amizade fraternal.

    UMA ALIANÇA DO SENHOR.

    Grupos homossexuais procuram distorcer o sentido deste texto em que a Bíblia diz que Jônatas fez aliança com Davi, porque “o amava como à sua própria alma” e entregou a Davi suas vestes e equipamentos de combate (1ªSm 18:3,4); e fazem-no de forma desonesta e tendenciosa, afirmando que Jônatas sentiu atração sexual por Davi e que os dois deram início a uma relação homoafetiva. Nada é mais incoerente com a verdade bíblica. Jônatas era casado e pai de um filho, cujo nome era Mefibosete (2ª Sm 4:4). Em nenhum texto da Bíblia, é dito que Jônatas desobedeceu a Deus e à sua Lei. Ele sabia que, se fosse homossexual, estaria cometendo “abominação ao Senhor” e sofreria a pena de morte (Lv 18:22; 20:13). O fato de Jônatas despojar-se de suas vestes, de sua espada, de seu arco e de seu cinto indica que ele consciente e amorosamente transferiu o direito ao trono a seu amigo Davi.
    Na verdade, aquela amizade calorosa foi inspirada por Deus, pois Jônatas haveria de ser, tempos depois, o amigo que livraria Davi da sanha ciumenta e sanguinária de Saul. Eles fizeram uma aliança aprovada por Deus, e não uma parceria abominável aos olhos do Senhor: “E Jônatas e Davi fizeram aliança: porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (1ªSm 18:3). Mais tarde, eles confirmaram-na como uma “aliança no Senhor”: “Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do SENHOR […]”(1ª Sm 20:8a). Esses grupos que vivem na prática de abominações valem-se da declaração de Davi quando da morte de Jônatas para reforçar seus argumentos maliciosos.
    Ao saber da morte do amigo, Davi fez um lamento de grande emoção e tristeza ao lado do seu pai: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres” (2ª Sm 1:26). Tal afirmação revela que o amor fraternal entre eles tinha um sentido espiritual e emocional tão profundo que superava até mesmo o amor das mulheres. Jamais Jônatas e Davi, que fizeram “aliança do Senhor”, poderiam viver na prática do que o Senhor chama de atos abomináveis (Lv 18:22; 20:13). Somente a má-fé de quem usa a Palavra de Deus para justificar seus pecados pode afirmar que os dois amigos eram homossexuais.

    LIVRO DE APOIO DAS REVISTAS LIÇÕES BÍBLICAS – 2º TRIMESTRE DE 2017, LIÇÃO 6 – CPAD

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