A sensualidade

       Precisamos parar de atrelar nossa sexualidade às práticas pecaminosas ou ao diabo. O que vem a nossa mente quando falamos de sexo, prova o quanto ainda temos a nossa mente corrompida. Eu não consigo falar em sexo sem pensar em um homem e uma mulher que conhecem o Deus que os criaram, sabem quem são em Deus e por o Conhecerem, conhecem a si mesmos tendo a segurança para fazer tudo  conforme a semelhança do Deus que os criou. Há um caminho de celebração: sejam uma só carne!  Não vejo sexo fora dessa concepção. Andrea – Ministério Avalanche – na aula sobre Sexualidade ministrada na Escola de Plantadores de Igrejas.

       Vivemos em meio a uma cultura do desejo que valoriza a imagem. É muito fácil, então, tratar a sexualidade numa perspectiva sensual. Uma vez corrompida pelo pecado, o homem tem a tendência de supervalorizar o visível e ignorar o invisível, concentrando todos os atributos da sexualidade naquilo que vê, estimulando um excessivo valor da mente. Quando estamos atrelados simplesmente aquilo que é físico, que pode ser sentido, tocado, cheirado, que gera emoção a partir dos sentidos, a atração não é espiritual pois não há consciência de semelhança com o Criador, não há revelação da identidade de Deus em cada pessoa. É uma relação puramente fisiológica e interesseira, nada diferente do que acontece entre os animais.

      O homem espiritual não tem uma vida condicionada aos sentidos, tampouco estabelece relações baseado no que pode receber, no lucro que pode ter ou no prazer que pode conseguir. Na verdade, esse homem tem um sentido a mais que o faz capaz de perceber a intensidade com que as coisas são . Um sentido que o faz sensível ao outro em uma relação em que deseja compartilhar a vida juntos, sendo auxílio, expressão de carinho, de compreensão, de zelo, de perdão… Esse ser sabe o que é ter uma identidade sexual masculina ou feminina que vai além da aparência, e desempenha o seu papel como homem ou mulher não como imposição mas por convicção de identidade. Há uma ligação plena entre imagem e semelhança.

       A Palavra de Deus pergunta “Por que as pessoas ainda tentam dominar as outras com o não toque, não prove, não faça…” Esses mecanismos diz a Bíblia, não tem valor nem nenhum poder contra a sensualidade, pelo contrário, a repressão só a estimula.

       Portanto estimulemos e nos concentremos em falar em como relacionarmos intimamente com uma pessoa na plena conciência da identidade de Deus e do propósito dessa identidade. Relacionar é a disposição de compartilhar com o outro, de se doar, de repartir e não de satisfazer desejos individuais, de forma que no fim se tenha uma expressão conjunta de quem Deus é.

       O desafio para a igreja é receber todos aqueles que, de alguma forma, estão sendo corrompidos pela sensualidade, de forma abusiva ou não, sem reproduzir na igreja os mesmos mecanismos sensuais da sociedade.

       A igreja precisa ser o lugar do afeto saudável, do afeto desprovido de maldade. Ela precisa ter seu entendimento renovado, estudar, pesquisar sobre assuntos que a mídia tem estampado, para que dê as respostas adequadas às dúvidas que se levantam.

       A igreja precisa ser o lugar onde cada ser humano, em um ambiente de amor, possa descobrir sua verdadeira identidade em Jesus, ter seus sentimentos restaurados, ser curado de seus traumas, ter seus pecados perdoados, conhecer a alegria de ser filho de Deus. Assim, teremos homens e mulheres seguros de sua identidade, desempenhando, cada um deles, o propósito pelo qual foram criados.     

Cartaviva

Revista de Cultura e Informação Editada pelo Ministério Sal da Terra – Uberlândia- MG – Brasil | Ano 2010 Nº12

Ministério Sal da Terra

http://www.saldaterra.org.br

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