A vida do Cristão entre os não-cristãos – Parte 2

A vida do Cristão entre os não-cristãos

1ª Pe 2:11

“Queridos amados, suplico-vos como estrangeiros e peregrinos, a vos absterdes das paixões carnais, que guerreiam contra a alma.”

Só de passagem

Pedro disse, “Não somente vocês são Cristãos estrangeiros, mas são peregrinos também.“ Um peregrino é um estrangeiro em seu caminho de um lugar para outro. Um peregrino é alguém que passa pelo caminho. Sempre lembro que um Cristão está em rota. Ele não está onde começou e não está no seu destino final; ele está somente onde está agora.

Às vezes um homem visitará Chicago. Ele se apresenta ou algum amigo que eu conheça o faz, geralmente um pregador, escritor ou algo do gênero, e eu digo, “Você está visitando Chicago?”

“Não, estou só de passagem vindo de Detroit ou Cleveland (ou algum outro lugar), e estou a caminho de Omaha ou Denver, no oeste.”

Ele está apenas de passagem. Ele tem seu bilhete no bolso e apenas parou para conversar com um amigo em sua jornada. Essa é a característica de um peregrino. Isso é o que significa – alguém em rota, alguém de passagem. Alguém que não se estabelece. Este é o conceito Cristão das coisas. O céu é nossa pátria, para a qual estamos rumando, e a terra é um deserto.

Os cristãos são muitas vezes criticados por seu conceito do mundo como sendo um “véu de lágrimas?” Mas esse é o conceito Cristão, pegue-o ou deixe-o. O mundo no qual vivemos é, por causa do pecado, uma visitação temporária que o pecado fez; é um deserto ao longo da jornada, e podemos descansar um pouco, mas só por uma noite. Então pegamos nossa tenda e caminhamos para mais perto de casa. Nunca estaremos assentados aqui, e nunca nos tornaremos naturalizados.

Costumo passar o tempo apenas folheando o hinário, observando esta ideia de que os Cristãos são estrangeiros em seu caminho para o céu. Permita-me citar apenas alguns trechos de alguns grandes hinos. John Mason Neale (1818-1866) escreveu:

Ó, alegre bando de peregrinos,

Se adiante passareis

Com Jesus como companheiro,

Tendo a Jesus como vosso Cabeça!

O reverendo John Samuel Monsell Bewley (1811-1875) escreveu uma estrofe do hino “Em nosso caminho nos regozijamos”, que eu particularmente aprecio:

Em nosso caminho nos regozijamos, alegremente sigamos;

Nosso Líder tem conquistado, vencido está nosso inimigo;

Cristo por fora, nossa segurança, Cristo por dentro, nossa alegria;

Quem, se formos fiéis, pode destruir nossa esperança?

E todo mundo se lembra dessa famosa canção de Wellch, “Guia-me, ó Tu, grande Jeová”, de William Williams (1717-1791):

Guia-me, ó Tu, grande Jeová,

Peregrino por esta terra estéril;

Eu sou fraco, mas Tu és poderoso,

Abraça-me com tua poderosa mão.

Pão do céu, Pão do céu,

Sacia-me até que eu não queira nada mais;

Sacia-me até que eu não queira nada mais.

John Cennick (1718-1755) escreveu o seguinte em “Filhos do Rei Celestial”:

Estamos viajando para casa, para Deus,

No caminho que nossos pais trilharam;

Eles estão felizes agora, e nós

Logo sua felicidade deveremos ver.

E em 1721, Nikolaus L. Von Zinzendorf (1700-1760) escreveu:

Jesus ainda guia,

Até que nosso descanso seja ganho!

E embora o caminho seja árduo,

Nós seguiremos, calmos e sem medo.

Guia-nos por tua mão

À nossa pátria.

Isso é apenas uma amostragem. Você pode encontrar palavras similares às dúzias escritas por aqueles que concebem sua terra como um deserto através do qual o peregrino Cristão percorre seu caminho até a pátria. Mas ele não está sozinho; a pessoa do Senhor Jesus Cristo é sempre Aquele invisível caminhando a seu lado e dentro dele. O peregrino pode ter que parar e armar sua tenda durante a noite; pode ter que assumir a característica de um soldado e lutar ao longo de seu caminho; mas ele está sempre em trânsito.

Deixe sua vida interior guiar a você

Enquanto estamos em trânsito, “absterdes das paixões carnais, que guerreiam contra a alma” (1ªPe 2:11). Estas paixões carnais são os apetites naturais que têm sua semente no corpo e na mente. Estes apetites naturais seriam inocentes exceto para o pecado, mas são agora inimigos da alma.

Aqui está um daqueles casos em que você não pode dar ordem a ninguém; você pode apenas suplicar-lhes como peregrinos e estrangeiros que são. Mas podemos estar certos disso: qualquer pessoa que vai fazer sua jornada com segurança e sucesso terá que manter-se livre daquelas paixões carnais que combatem contra a alma. Se não o fizermos, seremos derrubados e parados em nossa trilha. A vida interior deve superar a carne, ou a carne vai superar e destruir a vida interior. É estranho e deplorável, mas verdadeiro, que uma parte de nós luta contra a outra parte de nós. Isso é a lei da natureza; ela luta contra a natureza superior. A carne luta contra o espírito, e a concupiscência carnal luta contra nossa alma. Thomas à Kempis disse, “A paz será sempre encontrada não em ceder nossos apetites mais rasos, mas em resistir a eles.”

Ralph Waldo Emerson (1803-1882), um simples filósofo, embora não um Cristão (mas um grande pensador), disse isto: “Toda vitória que ganhamos sobre a carne, embora leve, provará ser um ato fortalecedor para nossas almas.” Somos peregrinos caminhando para casa, e os únicos inimigos reais, os únicos inimigos perigosos, estão dentro de nós. Deus mudou os leões no lado de fora. Deus diz a Satanás, “Só até aqui, não mais longe.” Deus tem falado aos exércitos do mundo e os proibidos de tocar em seu ungido, ou trazer ao seu profeta qualquer dano. Sofremos tentações dentro de nós, às quais se nos rendêssemos, destruiriam nossa alma. Assim diz o Espírito Santo, “Suplico-vos como estrangeiros e peregrinos, a vos absterdes das paixões carnais, que guerreiam contra a alma.”

BIBLIOGRAFIA: VIVENDO COMO UM CRISTÃO

EDITORA MOTIVAR

A.W. TOZER (1897 – 1963)

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Uma resposta para A vida do Cristão entre os não-cristãos – Parte 2

  1. Elisha disse:

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