O DISCÍPULO RADICAL – CUIDADO COM A CRIAÇÃO – A CRISE ECOLÓGICA – JOHN STOTT

      É a luz desse ensino bíblico irrepreensível que precisamos confrontar a crise ecológica atual. Ela tem sido explorada de várias formas, mas toda análise provavelmente conterá os quatro aspectos a seguir:

       Primeiro, o crescimento populacional acelerado do mundo. De acordo com a subdivisão populacional da ONU, os cálculos começaram em 1804, quando a população mundial chegou a 1 bilhão. No começo do século 21, ela já havia chegado a 6,8 bilhões, e estima-se que, em meados do mesmo século, terá alcançado a incrível marca de 9,5 bilhões.

      Como é difícil nos lembrar de estatísticas, um simples mnemônico pode ajudar:

Passado 1804   1 bilhão
Presente 2000 6,8 bilhões
Futuro 2050 9,5 bilhões

       Como será possível alimentar tantas pessoas, especialmente quando cerca de um quinto delas não possui condições básicas de sobrevivência?

       Segundo, a depleção dos recursos da terra. Foi E. F. Schumacher quem, em seu conhecido livro O Negócio é Ser Pequeno, chamou a atenção do mundo para a diferença entre patrimônio e renda. Por exemplo, combustíveis fósseis são patrimônio – uma vez consumidos, não podem ser repostos. Os apavorantes processos de desflorestamento e desertificação são exemplos do mesmo princípio. E também a degradação ou poluição do plâncton dos oceanos, da superfície verde da terra, das espécies vivas e dos habitats dos quais elas dependem para terem ar e água puros.

       Terceiro, o descarte do lixo. Uma população em crescimento traz consigo um problema em crescimento quando se trata de descartar de forma segura os subprodutos da fabricação, do empacotamento e do consumo.

       No Reino Unido, a cada três meses, uma pessoa comum produz o equivalente ao seu próprio peso em lixo. Em 1994, um relatório intitulado Sustainable Development: the UK strategy (desenvolvimento sustentável: a estratégia do Reino Unido) recomendava uma “hierarquia de gerenciamento do lixo” dividida em quatro etapas, num esforço para conter esse problema que se torna cada vez maior.

      Quarto, a mudança climática. De todas as ameaças globais que o nosso planeta enfrenta, essa é a mais séria.

       A radiação ultravioleta na atmosfera nos protege, e se o ozônio for deteriorado, somos expostos ao câncer de pele e a distúrbios em nosso sistema imunológico. Assim, quando em 1983 um enorme buraco na camada de ozônio apareceu sobre a região Antártica e os países vizinhos, houve um grande alarme público.

      Poucos anos mais tarde, um buraco semelhante apareceu sobre o hemisfério Norte. Na época reconheceu-se que a deterioração do ozônio era causada pelos clorofluorcarbonos (CFCs), os compostos químicos utilizados em aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores e propulsores. O Protocolo de Montreal convocou as nações a reduzirem pela metade a emissão de CFCs até 1997.

      A mudança climática não é um problema isolado. O calor da superfície da terra (essencial para a sobrevivência do planeta) é mantido por uma combinação da radiação do sol e da radiação infravermelha que ele emite no espaço. É o chamado “efeito estufa”. A poluição da atmosfera por “gases da estufa” (especialmente dióxido de carbono) reduz as emissões infravermelhas e aumenta a temperatura da superfície da terra. Esse é o fantasma do aquecimento global, que pode ter consequências desastrosas na configuração geográfica do mundo e nos padrões do mundo e nos padrões do clima.

      Refletindo sobre esses quatro riscos ambientais, é impossível não perceber que todo o nosso planeta está ameaçado. Não é exagero falarmos em “crise”. Mas o que deveríamos fazer? Para começar, podemos ser gratos, pois, finalmente, em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco 92) aconteceu no Rio de Janeiro e resultou em um compromisso para um “desenvolvimento global sustentável”. Outras conferências têm afirmado que as questões ambientais merecem a atenção constante das principais nações do mundo.

       E lado a lado com essas conferências oficiais várias ONGs têm surgido. Mencionarei apenas duas organizações explicitamente cristãs que mais se sobressaem, a Tearfund e a Rocha, que recentemente celebraram aniversário de 40 e 25 anos, respectivamente.

      A Tearfund, fundada por George Hoffman, é comprometida com o desenvolvimento no sentido mais amplo e trabalha em cooperação com “sócios” nos países em desenvolvimento. A maravilhosa história da Tearfund é relatada por Mike Hollow em seu livro A Future and a Hope.

       A Rocha é diferente e muito menor. Foi fundada em 1983 por Peter Harris, que documentou seu crescimento em dois livros: A Rocha: uma comunidade evangélica lutando pela conservação do meio ambiente (relatando os dez primeiros anos) e Kingfisher’s fire (atualizando a história). Seu contínuo desenvolvimento é notável, e atualmente ela atua em dezoito países, estabelecendo centros de estudo de campo em todos os continentes.

       É muito bom dar suporte a ONGs ambientais cristãs, mas quais são as nossas responsabilidades individuais? O que o discípulo radical pode fazer para cuidar da criação? Deixarei que Chris Wright responda. Ele sonha com uma multidão de cristãos que se importam com a criação e levam a sua responsabilidade ambiental a sério:

Eles escolhem formas sustentáveis de energia quando é viável. Desligam aparelhos em desuso. Sempre que possível, compram alimentos, mercadorias e serviços de empresas que tenham diretrizes ambientais eticamente saudáveis. Eles se aliam a grupos de conservação. Evitam o consumo demasiado e o desperdício desnecessário e reciclam o máximo possível.

       Chris deseja também ver um número crescente de cristãos incluindo o cuidado da criação em seu entendimento bíblico de missão:

No passado, os cristãos eram instintivamente interessados nas grandes e urgentes questões da cada geração […]. Isso inclui os males causados por doenças, ignorância, escravidão e muitas outras formas de brutalidade e exploração. Os cristãos têm defendido a causa das viúvas, dos órfãos, dos refugiados, dos prisioneiros, dos doentes mentais, dos famintos – e, mais recentemente, têm aumentado o número daqueles comprometidos em “fazer da pobreza passado”.

       Desejo ecoar a eloquente conclusão de Chris Wright:

É totalmente inexplicável ouvir alguns cristãos afirmarem que amam e adoram a Deus, que são discípulos de Jesus, mas mesmo assim, não se preocupam com a terra, que carrega seu selo de propriedade. Eles não se importam com o abuso que a terra sofre e, realmente, considerando seus estilos de vida esbanjadores e por demais consumistas, conspiram contra isso. Deus deseja […] que nosso cuidado com a criação reflita nosso amor pelo Criador.

Dt 10:14

“Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há” .

John Stott

O discípulo radical

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3 respostas para O DISCÍPULO RADICAL – CUIDADO COM A CRIAÇÃO – A CRISE ECOLÓGICA – JOHN STOTT

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  2. Aquecimento global: o que é e o que a Bíblia diz

    A presidente Dilma Rousseff apresentou, ontem (28), nas Nações Unidas, a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos. Além de zerar o desmatamento ilegal, as metas até 2030 são: reduzir em 43% as emissões dos gases que agravam o efeito estufa, tendo como base o ano de 2005; 23% da geração de energia elétrica serão renováveis, sem contar a energia hidrelétrica. Tudo isso tem a ver com o esforço da ONU para desacelerar o avanço do aquecimento global. Mas o que é aquecimento global?

    João Martinez, de A Rocha Internacional, nos ajuda a entender este fenômeno que atinge o mundo, em especial, os mais pobres.

    ***

    O que é aquecimento global?

    Seja pelos efeitos de processos naturais ou decorrente da ação humana, acredita-se que a elevação da temperatura da Terra traz mudanças climáticas significativas capazes de causar a extinção de plantas e animais, problemas sérios de abastecimento alimentar e acesso à água, aumento no número e na intensidade de desastres naturais e até mesmo o derretimento das calotas polares e a consequente elevação do nível do mar.

    Existe uma grande pressão política e econômica para se negar ou minimizar as mudanças climáticas, apesar de todas as evidências já apresentadas pela comunidade científica que reforçam a necessidade de tomarmos medidas urgentes e eficazes de prevenção, contenção e gestão do problema.

    Os países mais prejudicados pelo aquecimento global e as consequentes mudanças climáticas costumam ser os que não têm muitas condições de combater o problema devido à falta de recursos científicos, tecnológicos e financeiros.

    O que causa o aquecimento global?

    De acordo com os especialistas, o aquecimento global e as mudanças climáticas são causadas principalmente pela:

    – remoção da vegetação e desmatamento das florestas, responsáveis por equilibrar os fatores naturais que regulam a temperatura da Terra, a umidade do ar e a precipitação de chuvas

    – liberação de gases de efeito estufa principalmente por parte dos países mais industrializados (o Brasil ocupa o quarto ou quinto lugar no ranking, principalmente em função do desmatamento e dos incêndios florestais)1

    – queima de combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel, gás natural, carvão mineral e outros) para gerar energia

    – falta de conhecimento ou desrespeito à legislação correspondente

    Os gases de efeito estufa (Dióxido de Carbono, Metano, Óxido Nitroso e outros) causam um aumento significativo na temperatura da Terra, criando ou intensificando uma barreira na atmosfera que dificulta ou impede a propagação do calor, assim como acontece em uma estufa.

    Percebe-se que estes fatores causadores estão frequentemente relacionados com as práticas humanas não sustentáveis, ou seja, que não garantem a existência dos recursos naturais e do meio ambiente para as gerações futuras.

    Efeitos do aquecimento global no Brasil

    As previsões relacionadas aos possíveis efeitos do aquecimento global no Brasil não são animadoras e incluem:

    – a diminuição da Floresta Amazônica em até 50% no século atual, causando uma perda substancial não apenas de plantas e espécies animais, mas também de ecossistemas inteiros2

    – a inundação de grandes zonas litorâneas devido à elevação do nível do mar, incluindo o litoral carioca, até o ano 21003

    – o ocorrência mais frequente de desastres naturais, tais como os furacões, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país4

    – elevação da temperatura média das Regiões Norte e Nordeste em até 4°C, piorando as condições de seca e desertificação5

    Na verdade, já podemos observar a manifestação e intensificação de alguns dos efeitos acima. Milhões de brasileiros já enfrentam o comprometimento dos seus meios de sobrevivência, sofrem com a crise energética e hídrica, e lutam para ter acesso a alimentos suficientes e de boa qualidade para si e para as suas famílias.

    A Bíblia diz algo sobre o aquecimento global?

    À primeira vista, não, mas lembre-se que a Bíblia foi escrita há muitos séculos atrás e estes problemas são relativamente novos. No entanto, há um crescente reconhecimento de que vários fatores causadores do aquecimento global e das mudanças climáticas têm suas raízes em questões morais e éticas amplamente abordadas na Bíblia: ganância, egoísmo, roubo, corrupção, falta de amor, mentira, infidelidade a Deus e desrespeito aos seus preceitos.

    Ao refletirmos sobre tudo isso, vale muito a pena tentarmos responder as seguintes perguntas: Por qual motivo Deus criou o mundo? Qual é o lugar da humanidade no mundo? Como as nossas atitudes em relação a toda a Criação de Deus podem ser mudadas?

    A Bíblia nos dá subsídios que nos ajudam a responder as perguntas acima, individualmente ou em grupos:

    Jó 38:22-30 Nessa passagem, somos lembrados de que Deus criou, sustenta e controla o mundo, a natureza e o clima, não somente para o benefício dos seres humanos.

    Jó 40:4-5 Essa passagem nos ajuda a ver que somos muito pequenos diante dos mistérios da Criação e do Deus Criador.

    Oséias 4 Aqui vemos que as nossas falhas e pecados afetam o clima e que o comportamento dos seres humanos causa sofrimento a toda a Criação.

    Apesar de tudo isto, em Gênesis 1:26-28 e Gênesis 2:15, nos deparamos com uma chamada surpreendente: Deus confiou aos seres humanos a importante tarefa de cuidar da sua preciosa Criação.

    Ao invés de apenas nos entristecermos por termos falhado tanto na importante tarefa de cuidar da Criação, inclusive sendo um dos maiores contribuintes para a sua destruição, precisamos nos arrepender e pedir perdão a Deus – o conceito bíblico conhecido como metanoia é bem oportuno aqui, significando uma mudança completa de atitudes, crenças e estilos de vida.

    Não vale a pena entrarmos em pânico ou permitirmos que fiquemos paralisados pela culpa ou constrangimento. Ao contrário, devemos ser motivados a responder aos problemas ambientais, ao aquecimento global e às mudanças climáticas a partir do amor de Deus pela humanidade e a sua Criação.

    Podemos começar de novo no nosso relacionamento com Deus, com o nosso próximo e com o Planeta em que vivemos. Quando as nossas atitudes e os nossos relacionamentos são transformados, somos naturalmente levados a responder de forma prática como indivíduos, em nossas comunidades locais, e como cidadãos desse Planeta incrível em que vivemos.

    Como posso responder?

    Felizmente, muitas igrejas e comunidades de fé estão começando a refletir sobre os desafios apresentados pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas como um todo, procurando compreender como podem cumprir a tarefa dada por Deus de cuidar da Criação.

    Há muitas medidas práticas que podemos tomar:

    Individualmente

    – Adote um estilo de vida simples e favorável ao meio ambiente que inclua a reciclagem, menos consumo e a escolha cuidadosa do que consumimos

    – Compense a emissão dos gases poluentes emitidos pelos meios de transporte rodoviários e aéreos que utilizamos, através do plantio de árvores ou de doações a um fundo de compensação de gás carbônico, tal como o oferecido pela Climate Stewards (Mordomos do Clima)

    – Apoie, divulgue e envolva-se com o trabalho da organização cristã ambiental A Rocha Brasil

    Em comunidade

    – Incentive a sua igreja a tornar-se uma igreja ecocidadã

    – Desenvolva ou apoie uma iniciativa ou projeto ambiental em sua região

    – Faça estudos bíblicos sobre o que significa ser mordomo da Criação de Deus, informe a sua igreja sobre os desafios do aquecimento global e pregue sobre estilos de vida

    – Informe-se sobre como a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei Federal Brasileira 12.167/2009)6 está sendo implementada na sua região e procure oportunidades de cooperação, defesa e promoção de direitos (advocacy)

    O que mais tem sido feito?

    Os governos de muitos países desenvolvidos e em via de desenvolvimento estão fazendo grandes investimentos para que possamos compreender melhor o aquecimento global, evitar que os problemas sejam intensificados, diminuir vulnerabilidades e apoiar comunidades que já estão sofrendo ou que virão a sofrer com os efeitos das mudanças climáticas.

    No caso do Brasil, o governo vem implementando políticas públicas bastante arrojadas e ambiciosas para ajudar o país a mitigar a emissão de gases de efeito estufa e conter o aquecimento global, as quais requerem o compromisso do setor industrial, de transporte e de toda a sociedade7.

    Investimentos significativos também têm sido feitos no Brasil no convívio com as novas condições e os novos desafios trazidos pelas mudanças climáticas através de medidas tecnológicas preventivas ou de preparação das comunidades humanas e do meio natural no enfrentamento dos impactos e efeitos adversos. Um exemplo muito motivador é o excelente trabalho das centenas de organizações da sociedade civil que fazem parte da Articulação Semiárido Brasileiro (Asa), as quais se dedicam à prática e promoção da agroecologia (agricultura familiar) e à construção de cisternas e outras tecnologias relativamente simples e econômicas que ajudam comunidades inteiras a terem água e alimentos o ano todo e a cuidarem do meio ambiente.

    ****

    Deseja aprofundar-se mais no assunto?

    Publicações:

    Christianity, Climate Change and Sustainable Living – Escrito por Nick Spencer e Robert White, este livro vem acompanhado de cinco estudos bíblicos sobre o tema Cristianismo, mudanças climáticas e vida sustentável. Disponível no site do Centro Jubileu.

    Planetwise – Dare to Care for God’s Creation – Este livro do Rev. Dave Bookless, d’A Rocha Internacional, nos ajuda a entender a importância de cuidarmos da Criação de Deus. Encomende a sua cópia no site.

    Os Desastres e a Igreja Local – Publicado pela Tearfund, este livro de 224 páginas oferece ricas orientações para líderes de igrejas em áreas propensas a desastres. Solicite uma cópia impressa enviando um e-mail para publications@tearfund.org ou faça o download gratuito no site da Tearfund.

    Jesus e a Terra – Escrito por James Jones e publicado no Brasil pela Ultimato, este livro nos ajuda a compreender a ética ambiental nos Evangelhos. Faça o seu pedido na loja da Ultimato.

    Cursos online gratuitos:

    Mudanças Climáticas – Curso de cinco semanas oferecido em espanhol pelo Banco Mundial e a empresa de tecnologia educacional Coursera.

    A Floresta Amazônica e as Mudanças Climáticas – Curso oferecido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) que pode ser concluído em menos de duas horas.

    http://www.ultimato.com.br/conteudo/aquecimento-global-o-que-e-e-o-que-a-biblia-diz?

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  3. rfbarbosa1963 disse:

    Século 21 registra anos mais quentes da história e temperaturas devem aumentar ainda mais, alerta ONU

    O aumento das temperaturas oceânicas tem contribuído de forma excepcional para tempestades e inundações em muitos países, ao mesmo tempo que provoca extrema seca em outros, explica a OMM.

    Confirmando previsões, o ano de 2014 entrou para a história como o mais quente já registrado, disse a Organização Meteorológica Mundial (OMM), afirmando que essa classificação não é um fato isolado, mas parte de uma tendência mais ampla de comportamento do clima.

    A Organização divulgou essa análise nesta segunda-feira (02) para servir de apoio às negociações sobre o novo acordo do clima, que acontecerão em Genebra (Suíça) entre 08 e 13 de fevereiro. Esse diálogo ajudará a alcançar o compromisso universal, que deverá ser adotado em dezembro de 2015.

    “A tendência do aquecimento como um todo é muito mais importante que o ranking individual de um ano”, esclareceu o secretário-geral do OMM, Michel Jarraud ao explicar que os padrões de temperatura erráticos afligindo nações em todo o planeta são consistentes com o esperado pelas mudanças climáticas.

    O aumento das temperaturas oceânicas tem contribuído de forma excepcional para tempestades e inundações em muitos países, ao mesmo tempo que provoca extrema seca em outros. Como exemplo, mencionou a precipitação na costa pacífica do Japão, que chegou a 301% acima do normal, a maior desde o registro estatístico em 1946.

    Ele advertiu que 14 das 15 maiores temperaturas registradas ocorreram no século 21 e alertou que o aquecimento global tende a crescer, dado que a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera aumentaram, bem como a temperatura dos oceanos.

    Cerca de 93% do excesso de energia armazenada na atmosfera por gases de efeito estufa, provenientes de combustíveis fósseis e outras atividades humanas, terminam nos oceanos, explicou Jarraud. Assim como o clima em geral, as temperaturas do oceano chegaram a níveis recordes em 2014, apesar da ausência de efeitos naturais que justificariam esse aumento, como “El Niño”. As altas temperaturas registradas em 1998 – o ano mais quente antes do século 21 – ocorreu em parte por causa desse fenômeno.

    http://www.ultimato.com.br/conteudo/seculo-21-registra-anos-mais-quentes-da-historia

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