Onde está Deus no meu SOFRIMENTO?

Nem tudo é o que parece ser.

Na sexta-feira santa, Jesus foi vítima inocente do ódio dos religiosos e das autoridades de Roma. Sua causa parecia ter sofrido derrota total e sua vida fora destruída. Nesse clima aconteceu a ressurreição, que colocou em foco o fato de que Ele não era um fracassado, mas sim um vitorioso! No Calvário, entre aparente escuridão, derrota e tragédia, ele cumpriu sua suprema missão ao estabelecer a pedra angular da redenção, sobre a qual permanece seu reino eterno.

Precisamos nos lembrar sempre da lição que podemos tirar do contraste entre a sexta-feira santa e o domingo da ressurreição. Em nossas vidas somos confrontados com dificuldades aparentemente intransponíveis, fracassos e desapontamentos. Você e eu chegamos a imaginar se Cristo é realmente o Senhor, Soberano sobre todas as coisas. Contudo, nem tudo é o que parece ser. O atual nem sempre é o final. Aprisionaram Jesus. Imediatamente ele passou às mãos do inimigo. No mesmo dia morreu e antes que a noite chegasse já tinha sido sepultado. Porém, aquele entardecer foi somente um prelúdio para a nova e radiante manhã que estava para chegar. Quando a página da História foi virada, a situação era diferente. Jesus triunfara! Ele estava vivo!

Qual é a situação do verdadeiro cristão hoje? Muitos cristãos têm perdido o zelo e o ardor por Cristo e o evangelho, em vez de procurar, com todo empenho e dedicação, obedecer ao que sabemos ser a vontade de Deus. Somados à letargia que paralisa a vida cristã dos filhos de Deus, os sofrimentos e provações que surgem inesperadamente pelo caminho minam sua paz, esperança e a tênue confiança que ainda sentem por Deus. Como reagir diante da dor se não têm certeza de que o Senhor ainda está ao seu lado, sente compaixão por eles, quer confortá-los, ajudá-los, protegê-los e recobri-los com seu amor incondicional? Como enfrentar as circunstâncias adversas sem reconhecer e recorrer ao poder de Deus que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, e é o mesmo que vem habitar em nós e nos capacitar a enfrentar os sofrimentos e circunstâncias desfavoráveis da vida?

Deus tem um plano cujo desenrolar atravessa nossas adversidades, porém ele permanece ao nosso lado na fornalha da provação. O seu poder fica patente na direção de todos os detalhes do nosso sofrimento, para que eles resultem em bênção para nós e glória para ele. Quando absorvermos essas verdades, conseguimos enfrentar experiências dolorosas sem amargura e ressentimento. O aparente silêncio de Deus não significa que ele não está ativo e envolvido em tudo o que nos diz respeito. É no sofrimento que ele permanece ainda mais próximo e seu amor por nós se amplia.

Revista Lar Cristão

Edição nº120

Jaime Kemp

www.revistalarcristao.com.br

A.W.Tozer

“Estar crucificado implica em três coisas: Primeiro, o crucificado tem os olhos sempre voltados para uma só direção; segundo, ele não pode voltar atrás; terceiro, ele não tem mais planos próprios”.

 

Ed René Kivitz

Pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo

“O sofrimento tem essa capacidade de aproximar as pessoas umas das outras, gerando uma onda de solidariedade, e também de aproximar todo mundo de Deus, ou pelo menos fazer muita gente buscar mais a ajuda dos céus.” 

1ª Pe 4:15-19

“Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso ou como quem se intromete em negócios alheios.
Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.
Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?
E, “se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador? “
Por isso mesmo, aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem confiar suas vidas ao seu fiel Criador e praticar o bem.”

 

 

Inicialmente inclui um hino conhecido meu, chamado a paz do Senhor, cantado pelo Rebanhão. Mas, em outro momento encontrei este hino presbiteriano com a grafia. Lembro-me vagamente do mesmo ao entoar, cantar em algum lugar. Belíssimo hino.

A postagem  “Onde está Deus no meu sofrimento” e o hino abaixo se completam. Em função disto substitui o mesmo. 

 

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Uma resposta para Onde está Deus no meu SOFRIMENTO?

  1. Um convite para os que sofrem

    Um convite para os que sofrem

    O sofrimento é uma experiência comum a todos os homens. Ainda que muitos tenham todo o conforto que possa existir nesta vida, o sofrimento sempre encontra o seu espaço. Essa experiência perturbadora para a condição humana é de certa maneira o objeto de atenção da filosofia, da religião, da arte, das ciências em geral, do entretenimento etc.

    O cristianismo genuíno, sustentado pelo ensino bíblico, ensina que a experiência do sofrimento é não apenas real, mas também inescapável. O cristianismo prega que a presença e a influência do pecado nesse mundo caído são a causa primeira de todo o sofrimento. Cristãos e não cristãos estão sujeitos aos mesmos efeitos da presença do pecado e sua influência, no que tange ao sofrimento. O fato de os cristãos serem alvo da graça redentora de Cristo e terem o seu pecado perdoado e não mais serem punidos por causa dele não os isenta de sofrerem a sua ação no mundo. Mesmo que não possam mais ser governados pelo pecado por pertencerem a Cristo, ainda assim os cristãos são acossados por toda sorte de males que ele provoca: possuem corpos vulneráveis e mentes impressionáveis, e estão sujeitos a decepções, frustrações, insucessos, perdas e, por fim, à morte.

    Então, o que diferencia a experiência do sofrimento entre os cristãos da experiência do sofrimento entre as demais pessoas? Os cristãos, por estarem vitalmente unidos a Cristo, possuem uma nova perspectiva do sofrimento. Não procuram negar, relativizar ou deixar-se tomar pela perplexidade. Os cristãos entendem o sofrimento na dimensão da cruz do Salvador. O padecimento do discípulo faz parte de seu discipulado. O sofrimento para o cristão é como o cinzel nas mãos de um hábil escultor. À sombra da cruz são forjados os grandes servidores do evangelho e os homens de melhor caráter. O sofrimento para o cristão é parte de seu processo de configuração à semelhança de Cristo. Ainda que ele nunca deva ser desejado, buscado nem muito menos produzido, o discípulo maduro o entende como um selo sobre a sua vocação em Cristo. Em Cristo — e só nele –, sofrer é uma bem-aventurança que nos faz mais dependentes, menos autossuficientes e mais gratos em tudo e por tudo. O sofrimento produz os mais ardentes buscadores de Deus, e estes, uma vez socorridos e auxiliados, tornam-se os mais inflamados adoradores. Sofrer nos une mais perfeitamente a Cristo. Por último, sofrer nos leva a desejar o céu com mais paixão. Pois o céu é o único lugar onde a experiência do não sofrer, do gozo, da paz e da felicidade plena e perfeita é possível.

    Portanto, sofrer sem Cristo é como entrar num labirinto de porquês sem respostas ou no túnel escuro da desesperança. Sem Cristo, o sofrimento faz vir à tona o pior que existe em nós. Sofrer sem a graça da união vital com Jesus Cristo pela fé leva-nos ao ceticismo, ao cinismo, à amargura, à murmuração e à maledicência e, por fim, a uma existência vazia e sem sentido. Porque os que sofrem agarrados à própria sorte não têm para onde fugir. Mas cada discípulo do Senhor pode ouvir constantemente o mais belo convite já feito neste mundo de dor: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

    “Se com ele sofremos, também com ele reinaremos” (2ªTm 2.12a).

    • Luiz Fernando dos Santos é ministro da Palavra na Igreja Presbiteriana Central de Itapira, SP.

    http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/367/um-convite-para-os-que-sofrem

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