Estudo de Iniciação Cristã – GERE – Criação e Queda

CRIAÇÃO DO HOMEM

O homem criado à imagem e semelhança de Deus

       Este assunto demanda de absoluta revelação, considerando-se que a ciência não alcança o estado original do homem, a não ser por meio de suas várias teorias de evolução. Portanto o Senhor Deus é o único capaz de nos dizer como fez o homem e quando saiu de suas mãos uma nova criação. Assim quando lemos que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança devemos entender:

(A)Imagem e Semelhança Natural… Assim como Deus é um Ser pessoal, o homem feito à sua imagem é um ser pessoal, isto é não foi criado por espécie, mas de modo pessoal e particular (Sl 139:16). O homem não pode perder a sua personalidade, porque se diz que a personalidade permanece no homem como parte da semelhança de Deus. A semelhança natural visto que uma coisa em que se distingue a personalidade é o exercício da vontade em vista dos fins. O animal não exerce a vontade da mesma maneira que o homem.

(B)Imagem e Semelhança Moral… Na santidade temos a semelhança moral de Deus. Em Deus a santidade é o atributo fundamental. O homem tem perdido a santidade, mas tem permanecido na capacidade de renová-la (1ªPe 1:16). 

(C)Domínio sobre o Reino Animal… Segundo as Escrituras o homem foi criado como cabeça da criação animal. Na queda o homem perdeu a perfeição deste domínio. No estado original o homem tinha o domínio reconhecido pela criação animal, e segundo o quadro apresentado no Gênesis, os animais voluntariamente estavam sujeitos ao homem (Gn 1:28).

ORIGEM DO PECADO NO ATO PESSOAL DE ADÃO

       Com respeito à origem desta natureza pecaminosa que é comum a raça, a qual é o motivo de todas as presentes transgressões, a razão não oferece nenhuma luz. As Escrituras, entretanto, se referem à origem desta natureza ao ato livre dos nossos primeiros pais pelo que eles se afastaram de Deus, corromperam-se a si mesmos e trouxeram sobre si próprios as penalidades da Lei (Rm 5:19).

O registro bíblico da tentação e queda em Gênesis 3:1_7

Seu caráter geral não é místico nem alegórico, mas histórico,

por que:

(A)Não há insinuação no registro em si mesmo que não seja histórica.

(B)Como uma parte de um livro histórico, a conclusão é que esta parte em si mesma seja histórica.

(C)Os mais antigos escritores se referem ao pecado em seus detalhes históricos.

(D)Este ponto de vista em que a narrativa é histórica não nos impede de admitir  que as árvores da vida e do conhecimento eram símbolos de verdade espirituais embora ao mesmo tempo fossem realidades visíveis (externas).

 

A tentação envolve, além da indução externa, os desejos carnais pelas coisas proibidas. A serpente seduziu Eva com três elementos. Adão e Eva tinham total capacidade de rejeitar a proposta da serpente, pois Deus criou o ser humano com livre-arbítrio e liberdade de escolher entre o bem e o mal (Gn 2:16_17). A sutileza é uma maneira refinada e sútil de mostrar algo de maneira disfarçada, quase imperceptível, que exige agudeza de espírito para ser detectada. Essa é uma das especialidades de Satanás e foi com sutileza que Satanás levou o primeiro casal à ruína e, com ele, toda a humanidade (Rm 5:12).

A RAZÃO DA NOSSA FÉ – LIVRO DE APOIO DO 3º Tm. 2017 ADULTO CPAD

O andamento (curso) da tentação e a queda resultante. A tentação seguiu os seguintes estágios:

(A)Um apelo da parte de Satanás a inocentes apetites. O primeiro pecado estava no fato de Eva escolher a busca de seu próprio prazer sem buscar a vontade de Deus. Esta condição a levou a ouvir o tentador em lugar de refutá-lo ou afastar-se dele.

(B)A negação da verdade de Deus por parte do tentador, com uma acusação contra Deus de ciúme e fraude em manter as suas criaturas em uma posição de ignorância e dependência.

Consequências da queda

Morte – Esta morte vista sob dois aspectos:

(A)Morte física – ou separação da alma do corpo. A semente da morte, naturalmente implantada na constituição do homem, começou a se desenvolver em si mesma no momento em que o acesso a arvore da vida foi negado ao homem. O homem daquele momento em diante era uma criatura morta (Rm 5:12).

(B)Morte espiritual – ou separação da alma de Deus. Nisto podemos incluir a perda do brilho da semelhança moral de Deus no homem. Também a depravação de todos os poderes integrantes da personalidade humana. Em outras palavras, a cegueira do seu intelecto, a corrupção de suas emoções e a escravidão de sua vontade. Procurando ser um deus, o homem se tornou um escravo. Procurando independências ele deixou de ser dono de si mesmo (Rm 3:23).

Exclusão positiva e formal da presença de Deus

Isto significa:

(A)O término do relacionamento familiar com Deus e a colocação de barreiras entre o homem e seu criador, (querubins e sacrifícios).

(B)O banimento do jardim do Éden, onde Deus tinha especialmente manifestado a sua presença. Tanto o Éden como Adão antes da queda são revelações de Deus a nós que um mundo sem pecado poderia existir. Esta exclusão positiva da presença de Deus, com a tristeza e dor que ela envolve, pode ter servido para ilustrar ao homem a natureza da morte eterna da qual ele agora precisava buscar libertação.

Imputação do pecado de Adão a sua posteridade

       Temos visto que todos os homens são pecadores, que todos os homens são por natureza destituída da glória de Deus, culpados e condenáveis; e que a transgressão de nossos primeiros pais até onde se refere à raça humana, era o primeiro pecado. Nós ainda precisamos considerar a conexão entre o pecado de Adão e a depravação, culpa e condenação da raça.

(A)A escritura ensina que a transgressão de nossos primeiros pais constituiu a sua posteridade pecadora (Rm 5:19). Assim, o pecado de Adão é imputado a cada membro da raça humana, da qual ele, Adão, era o “gérmen” o cabeça (Rm 5:16). Por causa do pecado de Adão que nós nascemos destituídos da glória de Deus e sujeitos à penalidade de Deus.

       Em outras palavras, o pecado de Adão é a causa e base da depravação, culpa e condenação de toda a sua posteridade, simplesmente porque Adão e sua posteridade são um e por virtude desta unidade orgânica, o pecado de Adão é o pecado da raça.

(B)A doutrina do pecado original é somente a interpretação ética de fatos biológicos – os fatos de hereditariedade e de enfermidade congênita universal, que requer uma base e explanação ética.

(C)A idéia do pecado original tem correlação com a idéia da graça original ou da constante habitação e operação de Cristo, o Deus Altíssimo, em cada membro da raça humana.

Anúncios
Esse post foi publicado em Bíblia, Estudo Biblico. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Estudo de Iniciação Cristã – GERE – Criação e Queda

  1. rfbarbosa1963 disse:

    Ao ler um documento do Jornal Batista Digital associado a redução da maioridade penal, tema amplamente divulgado na nação brasileira nos dias atuais, resolvi postar como comentário associado a “Imputação do pecado de Adão a sua posteridade”, sub-tópico a este estudo. Muito boa as considerações e reflexões do Pr José Marcos.

    Departamento de Ação Social da CBB

    Redução da maioridade penal: vendo além do que mostra a mídia

    José Marcos da Silva, pastor da Igreja Batista em Coqueiral – Recife – PE; presidente do Instituto Solidare

    No dia 31 de março de 2015 a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados declarou a constitucionalidade da Proposta de Emenda Constitucional 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Desde então, a população tem se posicionado de duas maneiras antagônicas e intrigantes: por um lado, mais de 80% da população é favorável à redução; por outro, centenas de entidades da sociedade têm se posicionado contrárias. Esse fenômeno aponta para uma contradição, pois as entidades da sociedade, como movimentos e ONGs, representam os interesses delas. Na outra mão da via, a grande mídia, sobretudo a TV aberta, teima em dar ênfase a crimes cometidos por adolescentes, quando dados oficiais – da UNICEF – mostram que menos de 1% dos crimes que atentam contra a vida, no Brasil, são cometidos por menores. Diante desse impasse, formulo algumas considerações:

    1ª – Contra o argumento de que o adolescente precisa ser punido pelos crimes cometidos é válido lembrar que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê penalidades já a partir dos 12 anos, em várias modalidades de punição;

    2ª – Para o argumento que o menor é protagonista de grande parte da criminalidade no Brasil, lembro a informação da UNICEF, trazida acima, e ainda o fato de que, entre os anos de 2006 a 2012, mais de 33 mil adolescentes foram assassinados, fazendo do Brasil o segundo país que mais mata jovens no mundo, conforme dados da mesma instituição.
    Isso mostra que eles são mais vítimas do que vilões;

    3ª – Encarcerar o menor no sistema prisional brasileiro não resolveria o problema, pelo contrário, aumentaria a criminalidade, senão, vejamos: menos de 20% dos menores que cumprem medidas socioeducativas voltam a cometer atos infracionais, enquanto que no sistema carcerário brasileiro esse número aumenta para mais de 70%, segundo o Instituto Avante Brasil. Além disso, todos nós sabemos que as penitenciárias brasileiras, mais do que ambientes de cumprimento de pena, são “escolas do crime”, principalmente pelo teor desumanizante de sua estrutura física e psicológica. Com maior probabilidade, um menor sairá desse ambiente “doutor” em delinquência;

    4ª – Índice de criminalidade se reduz com condições humanas de vida. Quem convive nas favelas desse país sabe bem que nossas crianças e adolescentes são vítimas de um sistema que não provê os direitos mínimos necessários para uma vida com dignidade. Consegue-se reduzir a criminalidade quando se provê escola de qualidade, moradia
    decente, trabalho digno para o trabalhador, e os demais direitos constitucionais. A solução que não passar por esse caminho, será como “tapar o sol com uma peneira”;

    5ª – A maioria dos países mantém a maioridade penal em 18 anos, além do que, países que reduziram a maioridade penal tendem a voltar atrás, como é o caso da Alemanha, Japão e França. Antes de punir o adolescente, o Estado deve fazer a sua parte. Aposto caro que, se isso acontecesse, índices de criminalidade seriam reduzidos;

    6ª – Temos uma constituição que se posiciona quanto ao tema (Art. 228) e um ECA moderno, que estão alinhados com padrões internacionais e com a recomendação da ONU quanto ao cuidado com crianças e adolescentes. O problema da criminalidade não está na lei, mas, sim, no descumprimento desta;

    7ª – Dizer que a lei brasileira acoberta o menor infrator e que, por isso, o crime organizado se utiliza do menor, bem como usar esse argumento para se alterar a lei é apenas mudar o foco do problema, pois se o criminoso se utiliza de adolescentes de 16 anos como escudo para seus crimes, com a diminuição da maioridade penal, utilizar-se-á de adolescentes de 15, 14. Ao seguirmos essa lógica, teremos que prender nossas crianças vulneráveis.

    Concluo com um texto breve do livro de Isaías, que diz:

    “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades; para privarem da justiça os necessitados, e arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos” (Is 10.1-2).

    Por estar convicto de que punir sem dar condições para que o transgressor faça novas escolhas é também um ato criminoso; sou contra a redução da maioridade penal.

    http://www.batistas.com/OJB_PDF/2015/OJB_25.pdf

    Curtir

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s