Estudo de Iniciação Cristã – GERE – Os dons do Espirito Santo

Os Dons são uma dádiva, um presente de Deus para sua igreja e não devem ser ignorados (1ªCo 12:1). A finalidade dos dons é a edificação, exortação e consolação da igreja (1ªCo 14:3).

       Os dons são distribuídos segundo a vontade de Deus (1ªCo 12:11).

       Os dons não são distribuídos por mérito pessoal (Ef 2:8_9).

12.1- A CLASSIFICAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

       Há nas Escrituras Sagradas cinco (5) listas de Dons do Espírito Santo, porém estudaremos a princípio apenas a primeira lista de 1ªCo 12:8_10.     

       Os dons espirituais, para serem mais bem compreendidos, são divididos em três categorias:

a) Dons de Revelação (1ªCo 12:8). 

(*)O dom da revelação, ou conhecimento, é a capacidade especial que Deus concede a alguns membros do corpo de Cristo, que os capacita a receber conhecimento específico para corrigir um processo, indicar soluções ou confirmar propósitos para o bem-estar e crescimento da igreja.

(*)https://institutoparacleto.org/2017/03/17/no-reino-de-deus-evite-resistir-ou-fugir-dos-seus-planos/

-Palavra de Sabedoria (Mt 21:24; 2ªRs 3:15_17).

-Palavra de Conhecimento (Jo 1:48).

-Discernimento de espíritos (1ªCo 12:10; At 8:23; 13:6_13; 16:16_18).

b) Dons verbais ou de Alocução (1ªCo 12:10).

-Profecia: Trata-se de um dos mais conhecidos e procurados. Mas também é o mais perigoso, devido ao seu mau uso.  Não tem finalidade de estabelecer normas ou dirigir a igreja. Também não deve ser visto como forma de consultar o futuro.

-Variedade de Línguas.

A NATUREZA DAS LÍNGUAS

A glossolalia. É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais. Trata-se um termo técnico de origem grega glossa, “língua, idioma”, e de lalía, “modo de falar” (Mt 26:73), conjugado à “linguagem” (Jo 8:43), substantivo derivado do verbo grego lalein, “falar”. A expressão lalein glossais, “falar línguas” (1ª Co 14:5), é usada no Novo Testamento para indicar “outras línguas”. É importante saber que as línguas manifestas no dia de Pentecostes são as mesmas que aparecem na lista dos dons espirituais (1ª Co 12:10,28; 14:2). Ambas são de origem divina e sobrenatural, mas são diferentes apenas quanto à função.

A xenolalia é, ao mesmo tempo, a mais difícil variação da glossolalia para documentar e a mais amplamente registrada. Por exemplo, Emílio Conde relatou, na obra História das Assembleias de Deus no Brasil, p.67, que no primeiro batismo nas águas na cidade de Macapá (AP), em 25 de dezembro 1917, a nova convertida Raimunda Paula de Araújo, ao sair das águas foi batizada com o Espírito Santo. Ela falou em línguas estranhas com tanto poder que os assistentes encheram-se de temor de Deus. Os judeus negociantes da cidade haviam comparecido ao batismo. Um deles, Leão Zagury, ficou tão emocionado e maravilhado com a mensagem que ouvira que não se conteve e clamou em alta voz no meio da multidão; “Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher esta falando a minha língua”. O judeu não era crente. Porém, Deus, através da crente Raimunda, falou-lhe em hebraico.”

*Glossolalia

“[Do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua] Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas. […]A glossolária, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedade de línguas, é um dom  espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja”.

 

-Interpretação de Línguas.

c) Dons de Poder (1ªCo 12:9_10).

-Dom da Fé: Aqui não se revela a fé salvadora, ou seja, aquela que é necessária para a salvação. Antes, está em foco uma fé especial, um alto grau de fé. Foi essa modalidade de fé que sustentou os cristãos que foram perseguidos e martirizados, porém conservaram sua fé em Cristo (At 6:8_15).

-Dom de Curar: Significa que alguém será usado por Deus para ministrar curas de enfermidades. Porém, isso não quer dizer que essa pessoa está habilitada para curar todos os doentes.

-Dom da Operação de Milagres: Todos nós temos em mente uma forma bem definida sobre o que vem a ser um milagre. Para exemplificar esse dom, apresentamos o ministério de Jesus (Mt 8:26, Jo 6:11).

 

 

 

 

 

 

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8 respostas para Estudo de Iniciação Cristã – GERE – Os dons do Espirito Santo

  1. A revelação precisa encontrar os corações abertos e a mente preparada para discernir com sabedoria os próximos eventos. De diferentes formas, os homens resistem ou fogem do Plano de Deus. Não foi assim com a vida do profeta Jonas? O Amor de Deus é que nos atrai com cordas de Paz e Justiça.

    https://institutoparacleto.org/2017/03/17/no-reino-de-deus-evite-resistir-ou-fugir-dos-seus-planos/

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  2. Profecias bizarras e incoerentes

    por Artigo compilado

    Profcias bizarras e incoerentes

    Recentemente, dois vídeos ligados a falsas profecias “viralizaram” nas redes sociais. Num deles, um milagreiro — que diz ter visitado mais países do que os reconhecidos pela ONU — resolveu revelar a cinco irmãos, em um culto, os números de uma famosa loteria. Disse ele: “O Senhor falou para mim que tem cinco pessoas que vão se tornar milionárias, pois vão acertar na Mega-Sena. Cinco irmãos que jogam na Mega-Sena levantem a mão. Não tenham medo; não tenham vergonha”. E, por incrível que possa parecer, eles se manifestaram! O “profeta”, então, lhes disse: “Anote aí: 7, 8, 3, 4, 2, 0. Se anotou, recebeu a bênção”. E o povo o aplaudiu.

    No segundo vídeo, um famoso “apóstolo” — que costuma desafiar e amaldiçoar pessoas que se lhe opõem — profetizou a um candidato a vereador: “Está selado; eu ligo na terra. Se a boca de Deus fala por mim, amanhã por essas horas você vai estar cantando o hino da vitória. Ou Deus não fala por mim”. Resultado: o candidato não obteve nem cinco por cento dos votos que precisava para ser eleito! Este episódio e o anterior me fizeram lembrar de imediato do que está escrito em Deuteronômio 18.22: “Quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele”.

    De acordo com as Escrituras, os dons do Espírito Santo jamais contrariam a Palavra de Deus, a qual nos orienta a ganhar dinheiro trabalhando, e não por meio de jogos de azar (cf. Gn 3.19). Ademais, Deus não incentiva ninguém a querer ser um milionário (1ªTm 6.9-10). Ressalte-se, ainda, que o “profeta” do primeiro vídeo sequer sabia do que estava falando, pois demonstrou total ignorância quanto ao tipo de loteria mencionada, fomentando ainda mais a zombaria por parte dos inimigos da fé evangélica. Tanto o primeiro vídeo como o segundo, igualmente grotescos, nos levam a meditar a respeito do que é a profecia e suas finalidades, à luz da Palavra de Deus.

    Como pentecostais, cremos nos dons do Espírito, mas também sabemos que a verdadeira profecia, proveniente de Deus, de fato, é apresentada quando um servo seu, fiel à sua Palavra, transmite uma mensagem específica por meio da inspiração direta do Espírito Santo (1ªCo 14.30 e 2ªPe 1.21). Trata-se de uma manifestação sobrenatural, cuja função precípua é a edificação das igrejas (1ªCo 14.3-4). Sendo proveniente de Deus, uma profecia é coerente e lógica, e não esdrúxula e contraditória.

    Nos tempos do Antigo Testamento, os profetas eram intermediários entre o Senhor e os seus servos. Estes consultavam aqueles e recebiam sua mensagem sem questionamento, como se fora da parte de Deus (1ªSm 3.20; 8.21-22 e 9.6-20). Esse tipo de ministério durou até João Batista (Lc 16.16). Na Igreja, o profeta não é uma espécie de mediador, pois temos a Bíblia completa e podemos consultar a Deus diretamente por meio do Senhor Jesus (1ªTm 2.5; Ef 2.13; Hb 10.19-22; Gl 6.16 e Fp 4.6). Há um ministério profético hoje — que é diferente do ministério veterotestamentário — e também o dom de profecia, mas ambos devem ser julgados segundo os critérios prescritos na Palavra de Deus (At 19.6; 21.9 e 1ªCo 14.29).

    O ministro de Deus que profetiza ao pregar a Palavra do Senhor (1ªCo 12.28) é diferente de quem entrega uma profecia esporadicamente em um culto (v.10), embora ambos sejam chamados de profetas nas páginas neotestamentárias (At 21.8-10). O dom de profecia pode ser concedido a qualquer pessoa que o busca (1ªCo 14.1,5,24,31), enquanto o ministério profético depende de chamada divina (Mc 3.13 e Ef 4.11). Quanto ao uso, o dom de profecia decorre de uma inspiração momentânea, sobrenatural; já o ministério profético é residente e está relacionado com a pregação da Palavra de Deus (At 11.27-28; 13.1 e 15.32).

    Quais são as finalidades da profecia nas igrejas? Edificação, exortação e consolação (1ªCo 14.3,4,12,17). Ela edifica: a Igreja é comparada a um edifício; o Senhor Jesus é o seu fundamento (1ªCo 3.10-14; Ef 2.22; 1ªPe 2.5), e a profecia é um dos meios pelos quais os salvos são edificados. Ela também exorta: incentiva e desperta o crente, fortalecendo-o na fé. E ela consola: o Senhor se utiliza dela para confortar o crente com palavras semelhantes às de Deuteronômio 31.8; Isaías 41.10 e 45.1-3.

    É, portanto, prática antibíblica consultar profetas em nossos dias, pedindo-lhes direção quanto a casamentos, viagens, negócios etc. (1ªCo 14.13,26,28). O dom de profecia não tem autoridade canônica; não se manifesta para alterar ou contradizer o que está escrito na Bíblia Sagrada (1ªTm 4.9; Sl 119.142,160; Ap 22.18-19 e Pv 30.6). Ele não é prioritário para o governo das igrejas. Suas finalidades, como vimos, são: edificar, exortar e consolar. O Espírito orienta as igrejas por meio dos dons espirituais (At 13.1-3 e 16.6-10), mas os ministros de Deus não devem se subordinar a “profetas” e “profetisas” (Ap 2.20-22; At 11.28-30 e 15.14-30).

    Por outro lado, por que vemos poucas manifestações genuínas do dom de profecia em nossos dias? Isso ocorre por causa da ignorância, pois pouco se fala nas igrejas acerca desse dom, como ocorria em Éfeso (At 19.2-3). Coisas supérfluas têm ocupado o lugar que devia ser destinado à manifestação do Espírito no culto (cf. 1ªCo 14.26). Em muitos lugares não tem havido lugar para o Espírito operar (1ªTs 5.19). Líderes há que, alegando preocupação com as “meninices”, desprezam as profecias (v.20), esquecendo-se de que é sua missão ensinar os “meninos” quanto ao uso correto desse dom (1ªCo 14.22-33; cf. 13.11).

    Se os crentes fossem ensinados a julgar as profecias, haveria menos espaço para falsos profetas. Haveria menos “revelações” risíveis e bizarras nos cultos, como “Jeová me disse que está curando uma irmã de câncer na próstata” ou “o homem de branco está dando um útero novo para um irmão, nesta noite”. O povo de Deus, como Corpo de Cristo — que está em perfeita sintonia com a Cabeça (Ef 4.14-15; 1ªCo 2.16; 1ªJo 2.20,27; Nm 9.15-22 e Jo 10.4,5,27) —, deve julgar a profecia por meio da Palavra de Deus (Jo 17.17; At 17.11 e Hb 5.12-14). E esta mostra que a verdadeira profecia se cumpre (Ez 33.33 e Jr 28.9), conquanto apenas isso não seja o suficiente para autenticá-la; o Senhor permite que, em alguns casos, predições de falsos profetas se cumpram, a fim de provar seu povo (Dt 13.1-4).

    Diante do exposto, ainda que Deus nos tenha outorgado a sua Palavra (Sl 119.105) e nos presenteado com o dom de discernir os espíritos (1ªCo 12.10-11; At 13.6-11 e 16.1-18), profecias e revelações ilógicas, incoerentes ou bizarras, como as mencionadas nos primeiros parágrafos deste texto, podem ser detectadas sem nenhuma dificuldade. Como vimos, basta conhecer um pouco da vida de certos “profetas” ou simplesmente usar de bom senso para julgar as suas “revelações” segundo a reta justiça (Jo 7.24).

    Ciro Sanches Zibordi
    Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz, Ano 86, número 1.579, dezembro/2016

    http://www.cacp.org.br/profecias-bizarras-e-incoerentes/

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  3. O discernimento de espíritos

    O ideal na vida do cristão é que cada crente realmente nascido de novo viva na esfera da maturidade cristã, plenamente desenvolvida, o que significa cultivar a prática de constante oração, ser cheio do Espírito, ler e meditar na Palavra de Deus, cuidar continuamente de sua santificação, dar um santo testemunho com a sua vida e seu modo de viver, servir alegremente e de coração na obra do Senhor da maneira que Deus lhe orientar.

    A vida cristã nesta dimensão conduz a um profundo discernimento, em geral, conforme as tarefas que o Senhor coloca à nossa frente. O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios (1ªCo 2.10-16) fala muito bem disso, bem como em muitas outras passagens paralelas.

    Não esqueçamos que há também o discernimento humano, natural, introspectivo, que muitas pessoas já trazem do berço, contribuindo para isso o tipo de temperamento de que alguém é portador. Também contribuem decisivamente, para esta espécie de discernimento, a idade, o conhecimento, a sabedoria, a experiência, as provações da vida, a observação etc.

    Uma Operação Divina

    A referência em apreço aqui é 1ªCo 12.10, que trata do referido dom concedido pelo Espírito Santo, mas há outras passagens que aludem ao assunto.

    É um dom divino altamente defensivo e necessário à Igreja do Senhor, como corpo coletivo, mas também aos seus membros em particular. Há três dons espirituais, que dada a sua semelhança, podem ser confundidos, caso o leitor não tenha maiores conhecimentos do assunto em pauta. Esses três são: a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e o discernimento de espíritos (1ªCo 12.8-10). Convém notar, que no original não apenas “espíritos” está no plural, mas igualmente o termo “discernimento”. Isto é, é um dom divino multifacetado na sua operação. Assim, os espíritos serão desmascarados, seja qual for a tática e a estratégia que usem.

    A sabedoria, como dom espiritual aqui mencionado, manifesta-se através da direção divina, e opera na esfera do conhecimento, da pregação, do ensino da Palavra, da orientação, da escolha de obreiros; mas também no governo da igreja, nas emergências, e nas mais diversas situações. Vislumbres desse dom conseguimos ter já no Antigo Testamento, no caso de José (Gn 41.23-29; At 7.10), de Daniel (Dn 1.17), de Salomão (1ªRs 4.29-34), de Davi (no livro dos Salmos e em episódios da sua vida, conforme narrado nos livros históricos da Bíblia). Na vida de Jesus este dom se manifesta de modo incomparável (Mc 6.2; Lc 2.46-47; At 1.2).

    A ciência, como dom do Espírito Santo, conforme vemos na passagem já aludida, é conhecimento revelado. É ver o invisível. É uma fração da onisciência e onividência de Deus. Essa ciência ou conhecimento, de que trata esse dom espiritual, tem a ver com fatos, eventos, pessoas e coisas. Quanto a pessoas, esse conhecimento sobrenatural tem a ver com fatos pessoais, mas nunca a leitura de suas mentes e pensamentos. Deus não transfere esse direito a ninguém.

    Alguns casos bíblicos desse conhecimento sobrenatural, através do Espírito Santo, podemos ver em Samuel, tendo conhecimento antecipado sobre as jumentas perdidas de Quis (1ªSm 9.15-20) e também seu conhecimento antecipado dos sinais de confirmação do reinado de Saul (1ªSm 10.2-9). É o caso do profeta Eliseu, que sobrenaturalmente conheceu os movimentos do exército da Síria (2ªRs 6-8) e também o que se passava no íntimo de Geazi (2ªRs 5.20-26). É ainda o caso do profeta Aías, identificando e apontando a mulher de Jeroboão, antes que se aproximasse (1ªRs 14.6). Certamente temos casos desse dom operando em escala incomparável em Jesus (Mt 16.23; Lc 19.5; Jo 1.48; 2.25; 4.18).

    Os espíritos, como menciona a passagem de 1ªCo 12.10, são de três categorias: o espírito divino, o angelical e o humano, sendo que o angelical pode ser da parte de Deus, ou das trevas. O termo discernir, no original, significa “ver aquilo que está em oculto”. Na obra de Deus, este dom permite ao seu portador ver se o inimigo está mascarado, agindo disfarçadamente e prejudicando a obra de Deus, ou se o espírito humano está agindo de modo totalmente natural, carnal, temporal, secular. É, pois, um dom altamente defensivo para o povo de Deus que crê, busca e recebe os preciosos dons do Espírito Santo.

    O fato narrado em Atos 16.16-18 é claramente um caso de operação do dom de discernimento de espíritos através de Paulo. O demônio que atuava naquela moça escrava procurou agir de forma mascarada, tentando enganar os servos de Deus, proferindo inclusive palavras elogiosas e verdadeiras em relação a Paulo e Silas, bem como a Deus mesmo, pois ele disse (por meio da moça) que aqueles homens anunciavam o caminho da salvação e, em seguida, referiu-se a Deus como “Deus Altíssimo”, reconhecendo a sua soberania sobre tudo e sobre todos. Mas Paulo logo viu que era um demônio que estava camuflado ali, e em nome de Jesus ordenou que fosse embora. Este dom do Espírito, como os demais, não agem segundo a vontade do seu portador, mas segundo a vontade de Deus e para a sua glória. Isto é, não é a todo instante que ele está em ação no seu portador, mas sim conforme a vontade de Deus.

    Outrossim, o discernimento de espíritos não é simples empatia do espírito humano, mais avolumado em certas pessoas e noutras não. Certamente, o dom de que estamos tratando, discernimento de espíritos, está implícito no julgamento das profecias da igreja, como em 1ªCo 14.29. Vê-se, pois, que este dom divino é de grande valia para desmascarar enganadores e falsários, que se apresentam como pessoas inofensivas, cooperadoras e santificadas, sem, no entanto, apresentarem frutos que os comprovem.

    Pr. Antonio Gilberto da CPAD

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