A História da música “Amazing Grace(Maravilhosa Graça)”

“A lei é punitiva, a graça é remissora.”

Ef 2:8

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”

Rm 5:18

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.”

 

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2 respostas para A História da música “Amazing Grace(Maravilhosa Graça)”

  1. Brasil — um retrato em preto e branco

    NOTA: Acrescentei na pagina principal duas imagens com alguns gráficos sobre o tema

    O diagrama do navio negreiro Brookes, produzido em 1788, talvez possa ser considerado o primeiro infográfico da história. Usando a planta do navio, Thomas Clarkson assinalou as dimensões e desenhou 482 escravos no espaço a eles destinado — deitados, alinhados em fileiras, os corpos encostados uns nos outros ou no casco do navio. Ele foi amplamente divulgado em panfletos, jornais, revistas e livros, e posteriormente 7 mil cópias em formato de pôsteres foram fixadas em paredes de “pubs” e de casas em toda a Inglaterra. Tornou-se uma peça essencial da luta abolicionista no país.

    Negros escravos

    Naquele tempo em que não havia fotografias, o diagrama se transformou em um ícone. O desenho provocava uma impressão instantânea de horror a todos que o viam: agora era possível ver o que antes podiam apenas imaginar. Essa figura simples, que atestava uma realidade irrefutável, é possivelmente uma das imagens políticas mais amplamente reproduzidas de todos os tempos.

    O movimento abolicionista inglês (sob a liderança de cristãos) conseguiu um feito inédito naquela época. Em grande parte, o êxito de suas iniciativas se deu por ter conseguido criar conexões entre o próximo e o distante, estabelecendo alguma empatia: inúmeras pessoas ficaram indignadas com a quebra (e ausência) dos diretos de “outras” pessoas.

    O infográfico das páginas seguintes — à semelhança do desenho do Brookes — quer lançar luz em uma realidade pungente, mas distante da reflexão e prática da igreja, bem como despertar empatia.

    “Não é normal” — não há racionalizações que deem conta de justificar — o fato de o Brasil não ser um só, para negros e brancos. Destacar as desigualdades não tem a finalidade de “dividir” o país. É o cotidiano de milhares de vidas e os dados — inegáveis — que expressam da pior forma possível essa realidade de exclusão e violência. É preciso reconhecer a existência de uma estrutura histórico-social-cultural que veda aos negros, especialmente aos jovens, oportunidades iguais; em muitos casos não se trata apenas de melhores oportunidades, mas da própria vida.

    A mídia reproduziu largamente a comparação feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública ao divulgar no dia 4 de junho o Atlas da Violência 2017: “Todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam o número de homicídios registrado no Brasil em três semanas de 2015. Em 498 ataques, 3.314 pessoas morreram no mundo, de acordo com levantamento da Esri Story Maps e da PeaceTech Lab. Segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, cerca de 3,4 mil pessoas foram assassinadas no Brasil a cada três semanas em 2015”.

    O estudo registra 59.080 assassinatos no país em 2015. De cada cem pessoas assassinadas, 71 eram negras. Enquanto a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes negros subiu 18,2%, a mesma taxa teve queda de 12,2% entre habitantes não negros, entre 2005 e 2015. A estimativa é que os cidadãos negros tenham um risco quase 25% maior de sofrer assassinato em relação a outros grupos populacionais.

    Não dá para ficar indiferente frente a essas disparidades tão gritantes.

    A afirmação de John Stott oferece princípios bíblicos orientadores: “Porque ele é o Deus da criação, nós afirmamos a unidade da raça humana. Porque ele é o Deus da história, nós afirmamos a diversidade de culturas étnicas […] Por causa da unidade da raça humana, nós exigimos diretos iguais e respeito igual para minorias étnicas […] Por causa da glória da igreja, devemos procurar nos livrar de qualquer racismo persistente e nos esforçar para fazer dela um modelo de harmonia, no qual o sonho multiétnico se torne realidade”.¹

    • Klênia Fassoni

    Nota
    1. Trecho do capítulo “Celebrando a diversidade étnica”, do livro Os Cristãos e os Desafios Contemporâneos, de John Stott (Ultimato, 2014).

    http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/366/brasil-um-retrato-em-preto-e-branco

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  2. rfbarbosa1963 disse:

    Ninguém nunca foi, não é e nunca será justificado pelas obras. Somos justificados pela fé, como descrito em:

    Rm 5:1_2
    “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;
    Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.”

    As obras são consequência de um coração quebrantado e pronto a perdoar e a ajudar o seu próximo como descrito em:

    Tg 2:14_26
    “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
    E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
    E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
    Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
    Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.
    Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.
    Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?
    Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?
    Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.
    E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
    Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.
    E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?
    Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.”

    A questão é a motivação de um coração quebrantado pronto a repartir, ajudar, contribuir ao seu próximo. Quer seja com os seus talentos ou mesmo com as suas posses.

    Isto é graça. Favor imerecido.

    A lei é punitiva “Faz o que é certo e jamais será punido.”

    A graça é remissora –“Anistia as nossas dívidas.”

    Is 1:18
    “Vinde então, e argui-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.”

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