A vida na plenitude do Espírito

Ef 5:18

“Enchei-vos do Espírito.”

      Quero aqui afirmar audazmente que é minha feliz crença que todos os cristãos podem receber copioso derramamento do Espírito Santo em medida muito superior à recebida na conversão, e também poderia dizer muito superior a desfrutada hoje pelas fileiras de crentes ortodoxos em geral. É importante compreender isso corretamente, pois, enquanto as dúvidas não forem removidas, será impossível a fé. Deus não surpreenderá um coração vacilante com uma efusão do Espírito Santo, nem encherá do Espírito ninguém que tenha perguntas doutrinárias sobre a possibilidade de encher-se.

       Se isto parece severo, lembremo-nos de que o caminho da cruz nunca é fácil.  O brilho e o fascínio que acompanham os movimentos religiosos populares são tão falsos como o fulgor sobre as asas do anjo das trevas quando, por um momento, se transforma num anjo de luz. A timidez espiritual que receia mostrar a cruz em seu verdadeiro caráter, em hipótese alguma deve ser desculpada. E só pode resultar em desapontamento e tragédia, por fim.

       A plenitude do Espírito requer, então, que renunciemos ao nosso tudo, que nos submetamos a uma morte interior, que livremos os nossos corações daquele milenar acúmulo da escória adâmica e abramos todas as acomodações para o Hóspede celestial.

       Andar na plenitude exige, por exemplo, que vivamos na Palavra de Deus como o peixe vive no mar. Não quero dizer com isto que meramente estudemos a Bíblia, nem que façamos um “curso” de doutrina bíblica. Quero dizer que devemos meditar “dia e noite” na sagrada Palavra, que devemos amá-la, banquetear-nos com ela e assimilá-la todas as horas do dia e da noite. Quando as atividades da vida obrigam a nossa atenção, ainda assim podemos, graças a uma espécie de bendito reflexo, manter a Palavra da Verdade diante das nossas mentes.

       A vida permanentemente no Espírito não é uma edição especial, de luxe, do cristianismo, para ser usufruída por certos raros e privilegiados grupinhos acaso feitos de material mais excelente e mais sensível do que os restantes. Ao contrário, é o estado normal próprio para todo remido, homem ou mulher, do mundo inteiro. É “o mistério que estivera oculto dos séculos e gerações; agora, todavia se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Colossenses 1:26, 27). Faber, num dos seus hinos mais reverentes e suaves, dirigiu estas boas palavras ao Espírito Santo:

Oceano, ó Tu, Oceano amplo e envolvente,

Oceano de incriado amor;

Tremo quando lá dentro de minha alma

sinto mover-se Tuas águas.

És um mar que não tem praia nenhuma;

Temível és, e és imenso;

É um mar que bem pode contrair-se

P’ra caber no meu coração.

A.W.TOZER

A Conquista Divina

Editora Mundo Cristão

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