A Família e a Escola Dominical

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TEXTO ÁUREO

Dt 31:12

“Ajunta o povo, os homens e as mulheres, os meninos e os estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam e aprendam e temam ao SENHOR vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei;”

Verdade Prática

A Escola Dominical contribui decisivamente para a formação espiritual, moral, cultural e social da família.

Leitura Bíblica em Classe

Ne 8:1_7

”E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.

E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.

E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.

E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.

E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.

E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra.

E Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.”

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

       A Escola Dominical é a maior e mais acessível agência de educação religiosa da igreja. O seu principal objetivo é levar as crianças, adolescentes, jovens e adultos a aprender e a praticar a Palavra de Deus. Por isso, ela é um fator determinante na formação espiritual, moral, social e cultural das famílias.

       A Escola Dominical, quando bem estruturada, torna-se um dos meios mais eficazes de evangelização. É notório que missionários, pastores e demais obreiros e obreiras, passaram pela Escola Dominical e continuam a frequentá-la zelosamente, pois nela o caráter cristão é desenvolvido segundo a Bíblia Sagrada.  

I – A ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL

 1 – Raízes bíblicas da Escola Dominical

  • Conforme ensina-nos o pastor Antonio Gilberto em seu Manual da Escola Dominical, esse educandário tem as suas raízes desde o Antigo Testamento, passando por Moisés (Dt 6:7; 11:18_19; 31:12_13), pela época dos sacerdotes, reis e profetas de Israel (Dt 24:8; 1ªSm 12:23; Jr 18:18; 2ªCr 15:3; 17:7_9), durante e após o cativeiro babilônico (Ne 8), chegando aos dias de Jesus, sendo Ele o Mestre dos mestres (Mc 2:1,2; 6:2,6, 34; 12:35;Lc 5:17; 24:27) e da igreja do primeiro século até os nossos dias (Mc 6:30; At 5:21, 41, 42).

2- A origem da Escola Dominical.

     A fase moderna da Escola Dominical, assim como a conhecemos, teve inicio em um domingo de 1780. O jornalista britânico, Robert Raikes, desejava escrever um editorial sobre a melhoria do sistema carcerário de sua cidade. Ao perceber que muitas crianças ficavam na rua falando palavrões e brigando, mudou de idéia e escreveu sobre como levar aqueles meninos à igreja, visando alfabetizá-los e evangelizá-los. A maioria das crianças não sabia ler nem escrever, pois durante a semana eram forçadas a trabalhar em fábricas; algo bem comum durante a Revolução Industrial. E, no domingo, perambulavam pelas ruas.

       a)O projeto. Raikes divulgou o projeto de alfabetizar as crianças, ensinando-lhes gramática, matemática e a Bíblia. Apelou às pessoas a fim de que, voluntariamente, ajudassem-no a tirar as crianças das ruas, educando-as nos lares e na igreja.

       b)Semeando Lições de Vida. As professoras voluntárias, além de alfabetiza-las, ensinavam-lhes noções de ética, moral e histórias bíblicas. Era uma verdadeira educação integral. Quatro anos depois, após espalhar-se por várias cidades, a Escola Dominical já contava com 5 mil alunos. No Brasil, ela foi fundada em 19 de agosto de 1855 pelo casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley.

ALGUNS FATOS HISTÓRICOS
Primeira ação da Escola Dominical 20/07/1780

Robert Raikes estabeleceu os seguintes compromissos: Experimentar por três anos o trabalho em andamento; em seguida, ele divulgaria ao mundo os frutos da Escola Dominical.

Publicação em jornal do impacto do novo trabalho na vida das crianças 03/11/1783

As igrejas passaram a dar apoio ao trabalho de Raikes. A Escola Dominical passou das casa particulares para os templos, os quais enchiam-se de crianças. A data de 03 de Novembro de 1783 é então considerada o dia natalício da Escola Dominical.

Antes de Raikes já havia reuniões semelhantes a da Escola Dominical

No entanto, quem popularizou e dinamizou o movimento foi Robert Raikes. E o atual sistema de escola pública inspirou-se no movimento da Escola Dominical.

3 – O que é Escola Dominical

       É uma escola que ministra o ensino da Palavra de Deus de forma acessível a todos os alunos – desde o berçário aos adultos – contemplando todas as faixas etárias. A Escola Dominical é gratuita e conta com o apoio de homens e mulheres que, voluntariamente, lecionam a Palavra de Deus. É o maior trabalho que se pode realizar na igreja. Os seus professores. Os seus professores e organizadores não têm qualquer retorno financeiro a não ser a alegria de saber que são instrumentos de Deus para abençoar vidas através do Ensino da Bíblia sagrada. Os que exercem este ministério sabem que esta é a maior recompensa.

II – FINALIDADES DA ESCOLA DOMINICAL

1- Auxiliar no ensino das Escrituras

       O ensino bíblico sistemático, e por faixas etárias, é de grande significado espiritual e moral para toda a família. Por isso, tem de ser ministrado por pessoas maduras que amem comunicar a Palavra de Deus, pois como instruí-nos o apóstolo Paulo, se o nosso ministério “é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12:7). A família é beneficiada quando o ensino alcança os objetivos propostos na formação cristã de todos os seus membros. Não há dúvidas do que a Escola Dominical é melhor lugar para isso.

2- Auxiliar na evangelização.

       É desejável que a Escola Dominical resgate este supremo objetivo: evangelizar (Mc 16:15). Uma classe pode incumbir-se de levar convites aos descrentes para virem à igreja no domingo seguinte, ou para o culto vespertino. Uma gincana pode ser realizada, concedendo pontos às classes que trouxerem mais visitantes não convertidos à Escola Dominical. Tal iniciativa é uma ótima forma de apresentarmos o Evangelho aos que ainda não receberam a Cristo.

3- Auxiliar no discipulado.

       Jesus mandou fazer discípulos e não prioritariamente membros e congregados (Mt 28:19). Por esse motivo que os que aceitam a Cristo devem ser eficazmente discipulados. Nesse sentido, a Escola Dominical desempenha um importante e insubstituível papel. Portanto, que haja classes de discipulado para as crianças, adolescentes, jovens e adultos. Mas acima de tudo, não nos esqueçamos de que como discípulos de Cristo, a nossa vida é um permanente discipulado (2a Co 3:18).

III – A ESCOLA DOMINICAL FORTALECE A FAMÍLIA

1- As crianças são bem instruídas

       Dizem os estudiosos que a personalidade humana é definida até os sete anos. O que aprendemos nessa fase, refletirá decisivamente em nosso desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo e social, influenciando-nos por toda a vida. Nesse aspecto, advertem-nos as Sagradas Escrituras: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22:6). Por conseguinte, a Escola Dominical ajuda, e muito, no desenvolvimento da personalidade infantil, pois encaminha cada criança no aprendizado cristão.

2- A juventude é prevenida contra o pecado.

        A juventude é vítima de muitas brutalidades sociais: álcool, drogas, sexo ilícito, delinquência, etc. Por isso mesmo, nossos jovens devem frequentar assiduamente a Escola Dominical, pois aqui são alertados contra todos estes males tão característicos de uma sociedade sem Deus. O salmista oferece um caminho seguro para que o jovem previna-se contra os males desse tempo: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119:9).

3- Os adultos frutificam.

       Por aceitar a Cristo na idade adulta e não haver recebido uma sólida formação espiritual e moral durante a infância e juventude , há crentes que acabam não formando uma consciência clara e madura da vida cristã. A Escola Dominical, todavia, está apta a ajuda-los a formar o seu caráter cristão estimulando-os à leitura da Bíblia Sagrada e à prática da vida cristã em seu dia a dia (Jo 5:39). Assim, os adultos tornam-se aptos a dar muitos frutos na obra do Senhor (Jo 15:1_16).

CONCLUSÃO

       Nenhuma instituição de ensino tem efeito tão benéfico sobre a família como a Escola Dominical. Nos países onde ela é valorizada, sempre há testemunhos de pessoas que se tornaram úteis à sociedade e ao mundo. Portanto, a igreja precisa valorizar a Escola Dominical: a maior escola de formação cristã do mundo. Os que são assíduos na Escola Dominical absorvem o ensino da Bíblia, e passam a ter uma conduta pautada nos princípios elevados da Palavra de Deus.

REFLEXÃO

“Um dos intuitos, pois da Escola Dominical, é o fazer de seus alunos, homens e mulheres, verdadeiros cristãos, cujas vidas se assemelhem em palavras e obras ao ideal apresentado por Jesus, conforme lemos em Romanos 8:20.” Antonio Gilberto

Lições Bíblicas – 2º Trimestre de 2013 – A Família Cristã no Século XXI – Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

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7 respostas para A Família e a Escola Dominical

  1. Republicou isso em A Família e a Escola Dominical

    Acrescentei um comentário “Para que serve a Escola Dominical”, texto do Pr Luiz Fernando dos Santos, da Igreja Presbiteriana Central de Itapira, SP.
    Muito bom o texto, que complementa outros comentários da mesma postagem.

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  2. Para que serve a Escola Dominical?

    “Quem examina cada questão com cuidado, prospera, e feliz é aquele que confia no Senhor” (Pv 16.20).

    O avivamento não é uma coisa que a igreja possa agendar e realizar. Mas ela pode, sim, desejar que aconteça. Ela pode orar, suplicar, estudar o assunto, checar as Escrituras, conhecer a sua natureza, os seus resultados e quais transformações foram produzidas de modo duradouro.

    Também é possível constatar os enganos do inimigo se misturando à obra realizada e os exageros cometidos por lideranças quando o zelo cego deseja as experiências pelas experiências e não a apropriação de seus benefícios para a vida em permanente santificação.

    No processo de desejo e preparo para que um avivamento aconteça, a Escola Dominical ocupa uma função importantíssima, eu diria chave. Um dos grandes desafios da Igreja no século 21 é exatamente a falta de informação bíblica com solidez e qualidade. É irônico que num tempo de tantas facilidades e de tantos recursos tecnológicos exista uma crescente ignorância bíblica no seio do povo de Deus.

    As Escrituras e tantos outros recursos como dicionários, comentários, sermões e ferramentas para exegese e hermenêutica estão disponíveis em todas as plataformas. Você pode ir para o culto hoje com dezenas de versões e traduções bíblicas, com uma volumosa biblioteca altamente especializada e com as obras dos autores mais badalados no momento no ‘tablet’ e no Smartphone. Mesmo assim, a ignorância parece não ceder; antes, piora a cada dia. Muita informação e pouca profundidade. Muita informação e nem sempre acontece a formação. Por quê?

    Porque a mente precisa ser treinada para poder usufruir com proveito tais recursos. Os textos em linguagem digital geralmente são curtos, sintéticos, sem grande desafio para o raciocínio, sem grandes dificuldades para a mente formar suas próprias conclusões. As respostas podem vir mesmo antes de a questão ser posta. A Escola Dominical pode ser um lugar da inteligência da fé, munida destes e outros recursos, pode ser o espaço ideal para o aprofundamento das questões mais relevantes e que mais desafiam a veracidade e a racionalidade da fé cristã.

    “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1ªPe 3.15). Fica claro por esta citação que o preparo, o treinamento da mente, a capacidade de argumentar com coerência fazem parte do amadurecimento, do discipulado e de uma vida operosa no Evangelho.

    Portanto, é um dever da liderança da igreja local investir na Escola Dominical e na formação dos professores. É um dever moral dos cristãos valorizarem esta escola para a edificação de suas almas e também para o equipamento espiritual e intelectual de corações e mentes capazes de testemunhar e de compartilhar o Evangelho. Quando as Escrituras são disseminadas, ensinadas e explicadas, quando as sublimes doutrinas da Graça e o estudo diligente de todas as doutrinas sobre a Trindade e as últimas coisas fazem parte do currículo básico da Escola Dominical será inevitável que haja um despertamento para uma adoração mais grata, mais vibrante, mais emocionante em face do encantamento que a verdade de Deus provoca na alma. Sem dúvidas numa atmosfera espiritual regida pela verdade e com uma adoração sustentada pela razão o caminho para o avivamento pode estar sendo aberto.

    A Escola Dominical tem um papel importante também na evangelização. Ela deve ser um centro de discipulado e envio. Como os apóstolos sentados aos pés do Mestre e, depois de ouvi-lo atentamente, foram enviados em missão. O mesmo deve acontecer na Escola Dominical. Assentamo-nos para ouvir sobre o Reino, o amor do Pai, as Bem-aventuranças, a prática da justiça e etc.; somos enviados a oferecer e dar de graça o que de graça e pela graça recebemos. Na Escola Dominical aprendemos a viver e a agir como discípulos, como quem apreende a consciência de ser enviado ao mundo como o seu Mestre.

    Sem uma Igreja bem treinada, com uma fé inteligente e articulada; sem um povo com bases bíblicas e doutrinárias sólidas e bem identificadas; sem uma adoração racional, vibrante e sem uma profunda identificação como discípulos de Jesus nem o avivamento e nem a evangelização serão possíveis. Graças sejam dadas a Deus pela Escola Dominical. Valorizemos, pois, esta maravilhosa “escola de vida”.

    Luiz Fernando Dos Santos
    É pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP).

    http://www.ultimato.com.br/conteudo/para-que-serve-a-escola-dominical?

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  3. rfbarbosa1963 disse:

    Um pouco da história da Escola Dominical no Brasil

    As primeiras classes de instrução bíblica no Brasil apareceram em conexão com a presença dos huguenotes na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no século XVI. Os holandeses no norte do país, principalmente em Pernambuco, criaram também escolas de instrução religiosa.

    O movimento que redundou no que atualmente conhecemos como “Escola Dominical” no Brasil teve início em 19 de agosto de 1855 em Petrópolis. O reverendo Roberto Kalley e sua esposa, dona Sara, missionários escoceses da Igreja Congregacional, foram os organizadores desta Escola Dominical.

    No primeiro domingo compareceram cinco crianças. Com o desenvolvimento do trabalho, organizaram-se classes, em português, alemão e inglês, em razão dos colonos estrangeiros que chegavam a essa região do estado do Rio de Janeiro.

    Os metodistas registram em suas obras históricas o aparecimento da Escola Dominical em junho de 1836 com o reverendo Justin R. Spaulding e os presbiterianos falam em trabalho pioneiro com o missionário Ashbel Green Sinonton em 12 de abril de 1860. Como batistas, por exemplo, não temos registro algum do aparecimento da Escola Bíblica Dominical, mas, em relatório de 12 de dezembro de 1882, o missionário William Buck Bagby fala em tradução de um catecismo batista para crianças e fala também da tradução de uma história batista. Conclui-se então que a Escola Dominical, se ainda não existia com o aparecimento, em 15 de outubro de 1882, da Primeira Igreja Batista da Bahia, hoje Brasil, estava prestes a ser implantada.

    De 1855 até 1911 o trabalho das Escolas Dominicais dependia em grande parte da iniciativa particular das igrejas locais. Em 1911, foi organizada a União de Escolas Dominicais do Brasil. Foi o primeiro esforço para arregimentar os elementos que se interessavam na instrução religiosa por meio das Escolas Dominicais. Em 1928, a União de Escolas Dominicais foi transformada em organismo oficial das igrejas evangélicas com o nome de Conselho Nacional Evangélico de Educação Religiosa. Em 1931, passou a chamar-se Conselho Evangélico de Educação Religiosa do Brasil. Em 1934, o Conselho foi incorporado à Confederação Evangélica do Brasil, que era o órgão representativo das igrejas congregacionais e cristãs, episcopal, metodista, presbiteriana e presbiteriana independente.

    Os batistas no Brasil, antes mesmo de se constituírem em Convenção, perceberam logo de início a importância da educação religiosa. No ano de 1900 foi organizada a Casa Editora Batista, tendo como seu diretor o missionário William Edwin Entzminger. O Jornal Batista, fundado em 10 de janeiro de 1901, começou já em janeiro de 1903, a publicar as lições da Escola Dominical para adultos. Nesse mesmo ano apareceu “O Infantil”, livreto contendo histórias e a lição da Escola Dominical para as crianças. Em 1907, quando os batistas completavam 25 anos de presença no Brasil, surgiu a “Revista de Adultos” e, em 1909, “O Amigo da Juventude”.

    Nessa época fundou-se a Convenção Batista Brasileira, com a realização de sua primeira assembleia em julho de 1907. Nesta assembleia, foi organizada a Junta de Escolas Dominicais, que em 1922 passou a denominar-se Junta de Escolas Dominicais e Mocidade. Havia, nesse tempo, 117 Escolas Dominicais e 157 classes nas Igrejas Batistas.

    O Curso Normal, para professores e oficiais da Escola Dominical, iniciou-se com a publicação do Manual da Escola Dominical em Recife, em 1918. Esse manual veio contribuir grandemente para o desenvolvimento de nossas Escolas Dominicais. Os demais livros do Curso Normal foram surgindo gradativamente.

    Um aspecto do trabalho de Escolas Dominicais, que deve merecer nossa especial atenção, é o das Assembleias de Escolas Dominicais. A mais antiga de que temos conhecimento é da extinta Convenção Sul – Baiana, que realizou um esplêndido trabalho. A Convenção Batista da Bahia manteve uma Convenção da Escola Dominical que funcionava em uma das sessões da Convenção das igrejas.

    Em Pernambuco, foi organizada pela Convenção Evangelizadora em novembro de 1941, uma Junta de Escolas Dominicais para promover o trabalho entre as igrejas. Em junho de 1941, foi organizada a Assembleia de Escolas Dominicais do campo vitoriense. O Departamento de Escolas Dominicais manteve itinerantes em alguns campos. O ideal, na época, era que tivesse para cada campo um obreiro especialmente dedicado à tarefa de promover o trabalho de Escolas Dominicais entre as igrejas.

    O trabalho de Escolas Dominicais em nossas igrejas vem crescendo consideravelmente. A organização e os métodos de ensino têm evoluído. Templos com adaptações especiais para Escola Dominical foram sendo construídos e as possibilidades desse trabalho se apresentam sobremodo alvissareiras para o futuro, mesmo em meio aos questionamentos e inovações que surgem a todo o momento sobre a forma de ser igreja hoje. Já em 1941, tínhamos segundo estatísticas da época, em números redondos, 780 igrejas, 2.000 pontos de pregação, 1.500 Escolas Dominicais, 70.000 alunos e 8.000 professores.

    Concluindo, esta remissão histórica, podemos afirmar que graças às participações de William Fox, de Joseph Hughes de William Brodie Gurney, de William Watson, e de Benjamin Franklin Jacob, para situar-nos apenas nos mais antigos, a Escola Dominical foi sendo aperfeiçoada ao longo dos anos. Eles fizeram unicamente aquilo que, no passado, fizeram os patriarcas, os juízes, alguns reis, os profetas, os apóstolos e o Senhor Jesus Cristo – criaram escolas para ensinar e pregar a Palavra de Deus.

    A história nos mostra que haja o que houver, venha o que vier em termos de modelos eclesiásticos, o ensino da Palavra de Deus vai sobreviver porque é ordem de Jesus e desejo de Deus: “Ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos” (Mt 28.20).

    Solange Cardoso de Abreu d’Almeida

    O JORNAL BATISTA
    Órgão oficial da Convenção Batista
    Brasileira. Semanário Confessional,
    doutrinário, inspirativo e noticioso.
    Fundado em 10.01.1901

    Ano CXIV Edição 17 Domingo, 26.04.2015

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  4. rfbarbosa1963 disse:

    EBD – Uma escola para todos

    A Constituição Federal, no Título II, que trata dos direitos e garantias fundamentais, em seu artigo 6o, declara que “São direitos sociais a educação (…) na forma desta Constituição”. Entretanto, a realidade nos aponta muitos cidadãos brasileiros fora de nossas instituições de ensino. Na zona rural, muitas crianças e adolescentes vão para a lavoura muito cedo para ajudar a família. Na zona urbana, especialmente nos grandes centros, vemos cidadãos que deveriam estar em uma escola, mas estão em sinais de trânsito vendendo balas e outras quinquilharias para ajudar no orçamento da família; sem contar aqueles que, desde cedo, filiam-se ao tráfico. O direito à educação existe, mas ainda há muito por fazer para que seja uma realidade absoluta em nossa Pátria. A educação é para todos. Será mesmo?

    O direito à educação não está apenas estampado na nossa Constituição. Antes mesmo de ela existir, a Bíblia já reforça a necessidade do ensino. Desde o início da história da salvação encontramos esta preocupação, a começar dentro dos lares, conforme Deuteronômio 6, não como opção para as famílias, mas como mandamento. Mais tarde, foram criadas escolas para o estudo da Torá, além das escolas de profetas. Essa preocupação perpassou o Antigo Testamento e, em Neemias 8, encontramos o povo sedento pela Palavra de Deus. Naquela memorável manhã todos se reuniram para ouvir os ensinos da Palavra. Nos tempos do Novo Testamento, a igreja, mesmo sem templo, se reunia nas casas para o estudo da Palavra.

    Os Batistas brasileiros marcaram e têm marcado a história pelo seu fervor e importância que têm dado à Escola Bíblica Dominical – EBD. A Convenção Batista Brasileira considera que a EBD é uma escola para todos, sem distinção e todos têm direito de estudar a Palavra de Deus. É uma escola para todos, porque:

    Desde que nasce, a criança já pode participar de uma classe específica e até envelhecer ainda terá uma classe exclusiva passando por todos os períodos de sua vida, tais como: quando tiver de 0 a 2 anos, a sua classe será Brincando; de 3 e 4 anos, a classe Crescendo; de 5 e 6 anos, a classe Caminhando; de 7 e 8 anos, a classe Aprendendo; de 9 a 12, a classe de juniores (Vivendo); de 13 a 18 anos, a classe de adolescentes (Diálogo e Ação); de 19 a 36 anos, a classe de jovens (Atitude); de 36 até 60 anos, a classe de adultos (Compromisso); depois de 60 anos, a classe da Terceira idade (Realização).

    Além dessa divisão etária, que possibilita a participação de todos, cada classe e cada idade tem a sua literatura específica, preparada dentro de suas características e capacidade de aprendizagem, com linguagem apropriada, atividades adequadas à idade, diagramação, ilustrações, em um processo editorial que valoriza o que tem em mãos.

    Quanto ao conteúdo, embora seja essencialmente bíblico e deve ser porque é escola que tem a Palavra de Deus como livro texto, cada faixa etária tem o seu currículo apropriado à sua capacidade de aprendizagem. Para as crianças de 0 a 8 anos, a Bíblia é estudada a partir de conceitos como: mundo natural (meio ambiente), Deus, Jesus, próximo, indivíduo, igreja, família, Bíblia. Para os juniores (pré-adolescentes), o currículo é de quatro anos com assuntos bíblicos diversificados; os adolescentes estudam um currículo de seis anos correspondente ao tempo que passam nessa faixa etária; os jovens e adultos têm um currículo de oito anos em que têm oportunidade de estudar toda a Bíblia e, nesse tempo curricular, tais temas não se repetem. Assim, quem perde um trimestre de estudo bíblico na EBD só depois de oito anos terá oportunidade de estudar de forma analítica, sistemática e em grupo.

    A EBD é uma escola para todos porque todos podem participar dela, sem exceção: os membros de nossas igrejas, os freqüentadores não batizados, os vizinhos crentes e não-crentes. É missão nossa, deixada por Jesus, arrebanhar novos alunos para lhes ensinar “A obedecer a todas as coisas que vos ordenei” (Mt 28.20).

    Solange Cardoso de Abreu d’Almeida
    O JORNAL BATISTA
    Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
    Fundado em 10.01.1901

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  5. rfbarbosa1963 disse:

    Família, ideal de Deus através do ensino Bíblico.
    Comentários

    Eu me considero um sonhador.

    Sonho um dia, ver a minha família reunida aqui neste apartamento para exaltar o nome do Sr Jesus através dos louvores, canções, orações e ouvir a Palavra de Deus quer seja ministrada pela minha pessoa ou outra. Um culto no lar. Já praticamos isto quando os meus filhos eram crianças.

    Falamos, ouvimos ou escrevemos muito sobre koinonia na igreja. Mas a mesma deve aflorar do lar para a igreja e não o contrário.
    Se eu sou educado nos caminhos do Senhor desde a minha infância e passo isto aos meus filhos, amém.
    Mas a realidade é bem diferente. Ou seja, encontramos na igreja aquilo que não encontramos em nossos lares, um só pensamento, um só cântico, uma só fé.
    Então se pelo menos, transferimos isto para o nosso lar, somos bem aventurados. E então a comunidade dos salvos é formada.
    Mas não somos apenas salvos do inferno ou da condenação eterna quando aceitamos Jesus como senhor e salvador.
    Nós somos salvos para cumprir o plano de Deus e ser uma família de muitos filhos, como Jesus.
    Uma família com imperfeições, com falhas, desacertos, mas uma família. Não um grupo, ou bando, mas uma família.
    Ora, em uma família qualquer, tendo o Espírito Santo como líder, como guia, a despeito das imperfeições dos homens e mulheres, haverá sempre comunhão, harmonia.
    Se isto não está acontecendo, não adianta eu dobrar os joelhos, clamar, jejuar, chorar, interceder por todos, se os outros membros da família não possuem a mesma visão de koinonia entre si. De reconhecer que de uma maneira ou de outra, somos filhos do mesmo Pai. Do Deus eterno, imortal, invisível, mas real. Que somos pessoas imperfeitas, com máculas, pecados e mesmo assim habitação de Deus. Que opera individualmente em cada um de nós para sermos um só corpo de muitos membros e que cada membro apresenta suas particularidades que se complementam. E isto leva tempo, muito tempo.
    E quando se fala em tempo lembremos também de uma semente plantada que ao seu próprio tempo, gera uma arvore, com seus próprios frutos.
    É preciso paciência. Lembremo-nos do que está escrito:
    1ªCoríntios 13:4
    “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.”

    Por isto afirmei que me considero um sonhador.
    Sei que estes meus sonhos um dia vão se realizar, não sei quando, mas vão se realizar. Sou paciente.
    Sou paciente também para afirmar outro sonho.
    Meus filhos são formados, trabalhadores, honestos e comprometidos.
    Sonho em vê-los como bom marido, esposa, pai ou mãe.
    Há outros sonhos também como estes, mas também necessários para sermos de fato uma família de muitos filhos como Jesus, conforme o link do hino abaixo.

    http://wp.me/pViQl-Ao

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  6. rfbarbosa1963 disse:

    Pr. Levir Perea Mello
    PIB em São Caetano – PE

    “Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino” (2ªTm 4.1-2).
    A família como ideal de Deus não pode de maneira alguma diminuir ou negligenciar o desejo de aprender os ensinos do Senhor Jesus, sob pena de sofrer graves consequências espirituais. O povo de Deus do Antigo Testamento, por exemplo, recebeu ordens do Senhor de levar muito a sério o aprendizado da Palavra de Deus:

    “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás
    nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Dt 6-9).

    O crente do AT levava muito a sério os ensinos bíblicos, e quando deixava de ler e praticar sofria às consequências. A EBD de uma igreja é moldada pela família nuclear, ou seja, a família de seus membros. Se positivo, é sinal de dedicação e gratidão; se negativo é sinal de desleixo e falta de compromisso. Tive o desprazer e a tristeza de ser informado sobre uma igreja batista que em assembleia votou e decidiu encerrar suas atividades aos domingos pela manhã – ou seja, a EBD acabou! A família cristã verdadeira e comprometida com o Reino de Deus precisa perseverar na prática saudável do ensino bíblico. O nosso texto é uma exortação do servo Paulo para o seu filho na fé Timóteo, com forte conotação escatológica, que por sua vez passaria os ensinos para a igreja:

    “Prega a palavra a tempo e a fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade (paciência) e ensino.”

    O contexto escatológico diz:

    “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos”.

    Será que já estamos vivendo esses tempos? Para que a família da fé, a igreja do Senhor, seja fortalecida e avivada, se faz necessário que a família nuclear seja achada fiel, santificada e consagrada, não descuidando um só momento da comunhão vertical e horizontal, o que implica em mais oração, mais estudos e pesquisas. Lembremo-nos de que o Senhor está no comando e que sempre precisamos do ensino bíblico.

    O Jornal Batista – Adaptado
    Ano CXIV
    Edição 16
    Domingo, 20.04.2014

    Bem aventurada a família que se une com um propósito bem definido de se alimentar da Palavra de Deus, aprender para adquirir vigor espiritual.

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  7. rfbarbosa1963 disse:

    Durante um determinado período, praticamos o culto doméstico na Av. Plinio Casado, tendo eventualmente a participação de outras pessoas, alem dos pais, netos e avos paternos. Era um momento de louvor e adoração, e também para leitura e/ou estudo bíblico (basicamente um texto de uma das revistas do SETEB – Seminário Teológico de Base da IPNV).

    Este culto no lar, a despeito dos contratempos, foi muito bom, pois em família, apesar das características pessoais, maturidade e solidez cristã relativamente distinta moldava e tem moldado o nosso caráter. Não apenas pelo estudo bíblico em si ou os momentos de louvor, mas sobre tudo pelo fato de que de maneira individual reconhecíamos que precisamos uns dos outros em todos os âmbitos de nossa vida.

    Lembro-me de uma passagem bíblica:
    1ªCo 12:12_27 – Um só corpo, muitos membros.
    Grifei dois versículos, a saber:
    1ªCo 12: 20, 27.
    “Pois há muitos membros, mas um só corpo”.
    “Ora, vós sois o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo”.

    Já fiz alguns comentários que nós não somos eremitas, mas pessoas que se relacionam uns com os outros e esse é um padrão bíblico, divino, belíssimo, sendo nestes relacionamentos interpessoais que aparecem as ranhuras, rachaduras, as falhas individuais, mas também os momentos de solidificação de nossa fé cristã na idade contemporânea. Algo que acontecia como descrito no livro de Atos capítulo 2 com a descida do Espírito Santo.

    Era comum parente, vizinho, conhecido, participarem esporadicamente dos cultos no lar.

    O mais importante é que nós somos seres gregários, de relacionamentos interpessoais.

    É claro que há momentos que o nosso desejo é ficar isolado e isto não é sinal de enfermidade espiritual, intelectual ou psíquica.O salmista há alguns milênios escreveu:
    Sl 102:6, 7
    “Sou semelhante à coruja do deserto, como uma coruja entre as ruínas.”
    Velo, e sou como o pardal solitário no telhado.”

    Sabe o que é ser como uma coruja no deserto. Imagino apenas. Não há nada, a não ser o calor do sol, provavelmente vento, frio e areia.

    Neste salmo, em minha Bíblia de Estudo “Bíblia de Referência Thompson” está escrito como título do salmo o seguinte:
    “Oração do aflito que, ao desfalecer, derrama o seu lamento perante o Senhor.”

    É nos momento de solidão, escassez que somos consolados e renovados em nossa fé.

    Bem aventurada a família que se une com um propósito bem definido de se alimentar da Palavra de Deus, aprender para adquirir vigor espiritual.

    Mas, apesar dos contratempos foi um período muito bom, de aprendizado e edificação.

    Muito bem, estamos em 2014 e já se passaram alguns anos em que fazíamos culto no lar. Thiago agora mora em Brasília – Distrito Federal, local onde está cursando uma faculdade à noite e trabalhando ao longo do dia. Thais concluiu a sua faculdade de medicina veterinária na UFF, e está exercendo a sua profissão em uma clinica veterinária. Meus pais atualmente moram no bairro Carolina, local onde possuem outras casas e alguns inquilinos.

    Rose continua habitando na Rua Tauá, local onde com muito trabalho, construímos o nosso lar. E eu por circunstâncias diversas habito na Plínio Casado, principalmente por questões higiênicas. Sou um homem que apresenta pequena incontinência urinária, pois a minha bexiga é neurogênica(possuo enurese noturna). Como tenho praticado atividades físicas continuamente(outra sequela definitiva do AVC é que tenho paresia dos membros inferiores direito, derivado de um comprometimento cronico parcial do nervo fibular inferior direito, detectado em exame de eletroneuromiografia dos membros inferiores), a minha bexiga está sendo normalizada gradativamente, pois a mesma é um músculo. O meu dia a dia é normal, na medida em que tenho me educado em beber líquidos. Uso diariamente uma roupa íntima descartável, porém ainda apresento enurese noturna, então uso uma fralda geriátrica e durmo em uma cama com proteção. Preciso ter paciência com o meu corpo, pois ele é habitação do Espírito Santo, e este local é excelente não apenas por questões geográficas, mas, sobretudo um local apropriado para orar e estudar a Palavra de Deus. Louvado seja Deus.

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