Os Grupos menos evangelizados no Brasil – Projeto mapeia presença evangélica em comunidades amazonenses

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Esta edição da revistinha PASSATEMPOS MISSIONÁRIOS é totalmente dedicada aos grupos menos evangelizados no Brasil. Além dos tradicionais caça palavras, palavras cruzadas, quizes e as Reflexões Missionárias.
Passatempos Missionários é uma publicação do blog Veredas Missionárias, e objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja sobre a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos.
Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas evangélicas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.
A revista possui 20 páginas, em tamanho A5, e está em formato PDF.

Fonte: Veredas Missionaria

Devido às especificidades da região, sempre foi um grande desafio reunir dados e informações quantitativas exatas e confiáveis sobre o trabalho missionário no Amazonas. Tendo em vista suprir essa necessidade, um grupo de cristãos, formado por missionários, pastores, pesquisadores e voluntários, iniciou em abril de 2012 o Projeto Fronteiras, que tem entre seus objetivos pesquisar e processar informações sobre as etnias indígenas a respeito das quais pouco se sabe, as migrações indígenas nos principais rios e os bolsões ribeirinhos menos evangelizados e socialmente carentes na Amazônia.

Após estabelecer uma metodologia e uma estratégia de pesquisa, os pesquisadores estiveram durante três anos em campo levantando e catalogando os dados, que podem ser acessado no site do Projeto.

O Projeto Fronteiras é resultado da parceria entre algumas organizações. Entre elas estão a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB ), Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), Projeto Amanajé e Instituto Antropos.

Confira a seguir o mapa criado pelo Fronteiras que identifica por cores a presença evangélica no estado do Amazonas

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Cores de acordo com a presença evangélica nas comunidades

  • Vermelho: 0 a 10%.
  • Laranja: 11 a 20%.
  • Amarelo: 21 a 30%.
  • Verde: 31 a 40%.
  • Azul: acima de 41%.

De acordo com pesquisas, estima-se que o Amazonas tem em torno de 7.500 comunidades tradicionais. Se apenas 20% das comunidades tradicionais do Estado do Amazonas tem presença evangélica identificada, significa que os 80% restantes são 6.000 comunidades sem presença evangélica – que representa mais de 500.000 pessoas a serem alcançadas.

Revista Passatempo Missionários

Ultimato | Paralelo 10 ultimato@ultimato.com.br

Indígenas no Brasil — um universo pouco conhecido

Não há como negar que a realidade dos indígenas brasileiros é pouco conhecida pela maioria de nós.

Na introdução do livro Indígenas do Brasil, Ronaldo Lidório, o organizador, inicia assim o tema: “[Este livro] é uma convocação para percebermos que há vários universos sociais paralelos neste país. Um deles é a sociedade indígena” e, mais à frente, denuncia: “Por anos assistimos às injustiças mais profundas contra a sociedade indígena sem nutrirmos sentimento algum de revolta ou ao menos desconforto. Era um mundo à parte, responsabilidade de outros; a dor dos sofridos não era nossa luta”.

Eli Ticuna, um dos autores do livro A Questão Indígena — Uma luta desigual, concorda: “Quando pensamos no índio, a primeira imagem que vem à mente é aquela do homem nu, guerreiro com arco e flecha nas mãos, de olhos puxados, cabelos lisos e de rosto e corpo pintados. Há nessa imagem um misto de belo e exótico, ora idealizador, ora preconceituoso” e, em seguida, completa: “O índio brasileiro é cidadão que tem anseios, carências e necessidades específicas, que precisam ser supridas”. De um lado, idealizações; de outro, injustiça.

O texto da Equipe Curatorial da mostra “Dja Guata Porã — Rio de Janeiro indígena”, em exposição no Museu de Arte do Rio (MAR) desde outubro, salienta que, apesar do fato de que “ser carioca” seja inseparável de sua herança indígena — inclusive o próprio termo “carioca” vem da aldeia tupinambá Kariók, localizada no Outeiro da Glória –, esta presença não é amplamente reconhecida: “A história indígena do Rio de Janeiro ainda se mantém encoberta, silenciando a presença dos povos indígenas e sua enorme contribuição à nossa vida cotidiana e à nossa capacidade de imaginar o futuro”.

O que não sabemos sobre os indígenas do Brasil? 

Primeiro que é um universo diversificado e multicultural, com 340 diferentes etnias, falantes de 181 diferentes línguas. Algumas das etnias possuem uma população inferior a cem pessoas e existem pelo menos 27 grupos isolados, etnias que possuem pouco ou nenhum contato com outros indígenas ou não indígenas. Há uma crescente migração urbana — praticamente 50% dos indígenas brasileiros já vivem em áreas urbanas e para estes há acelerada perda da língua materna. Para os que permanecem em ambientes de aldeamento os problemas de saúde, educação e subsistência se intensificam. 

Houve uma explosão dos que passaram a se autodeclarar indígenas nas últimas décadas: em 1991, eram 294 mil. Em 2000, a pesquisa do IBGE contabilizou 734 mil indígenas e, em 2010, 900 mil.

O evangelho está em franco crescimento no grupo, sendo que 150 etnias possuem presença de igreja indígena. São dezesseis seminários e cursos com ênfase no preparo indígena. Segundo o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), 270 obreiros indígenas passaram por seminários entre 2007 e 2016; 182 etnias possuem presença missionária evangélica, representando mais de trinta agências e quase cem diferentes denominações. A tradução da Bíblia também avança, mas ainda há 69 línguas sem nenhuma porção bíblica traduzida.

Enquanto a expectativa de vida do brasileiro é de 73 anos, a dos indígenas é de 45. A mortalidade infantil média brasileira é de quinze crianças em cada mil nascidas vivas, entre os indígenas é de 43,46 e entre os ianomâmis é de 149. O suicídio entre jovens de 10 a 19 anos entre os indígenas é oito vezes maior do que entre jovens brancos e negros. A demarcação de terras indígenas é de vital importância para os índios. Veja no quadro subsequente a situação atual do processo demarcatório.

infográfico das páginas seguintes lança luz sobre o pouco conhecido universo indígena do Brasil. Ultimato espera provocar empatia que se traduza em envolvimento por meio de ações concretas.

Boa parte das informações contidas no infográfico foi extraída do banco de dados do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais do Brasil (DAI/AMTB). Fontes governamentais e de outras organizações foram consultadas. 

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/368/indigenas-no-brasil-um-universo-pouco-conhecido

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