Como os pentecostais interpretam as sagradas escrituras?

       É perceptível hoje na hermenêutica evangélica que o pentecostalismo ajudou a resgatar a diversidade da pneumatologia do Novo Testamento, especialmente pelo uso dos estudos da crítica da redação e da chamada “teologia bíblica”, mas sem abraçar o ceticismo sobre a unidade, inspiração, inerrância e coerência das Escrituras. Cremos, como pentecostais, que a Bíblia é a Palavra de Deus e não abrimos mão desse pressuposto. Somos crentes na possibilidade de milagres e da intervenção divina, inclusive sobre o desenvolvimento e a formação final do cânon.

       Outro ponto a ser destacado é o papel teológico das narrativas, especialmente ao lembrar que cada narrativa tinha um propósito de ensino, embora, evidentemente, nem sempre é fácil achar o conteúdo teológico dos textos narrativos. As narrativas são teológicas porque elas buscam a causa da história vivida.

       O Espírito Santo é derramado em Atos sobre todo tipo de gente: imperfeita, medrosa, vulnerável, sem relevância social e também sobre ricos, eruditos e governantes. Não há ambiente mais democrático, plural e global como o cenáculo envolto pelo derramamento do Espírito. A narrativa de Atos e dos Evangelhos convida-nos à experiência pentecostal.

CPAD

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