Aspectos do avivamento real

por Artigo compilado

Comecemos o estudo deste tema lendo Habacuque 3.2-4.

“Tendo ouvido, ó Senhor, as tuas declarações e sinto-me alarmado. Aviva, a tua obra, ó Senhor, no meio dos anos, e faze-a conhecida na tua ira, lembra-te da misericórdia. Deus vem de Temã e do Monte de Pará vem santo. A sua glória cobre os céus e a terra se enche do seu louvor. O seu resplendor é como a luz. Raios brilham da sua mão; ali está velado o seu poder”.

Vejo neste texto a causa e os efeitos do verdadeiro avivamento. Nele encontramos tudo o que caracteriza um autêntico avivamento. Inclusive os elementos que o compõem e os fatores que o motivam.

  1. Fatores Motivantes

a) A Palavra de Deus – Sem ela a fé se apaga e o povo se corrompe. A nação israelita vivia numa época de crise espiritual que ameaçava o futuro do reino. O desrespeito à lei de Deus, a imoralidade, a idolatria, a injustiça, social e outras mazelas, já provocavam a ira de Deus prestes a se manifestar.

Quando as pessoas desprezam a Palavra do Senhor perdem a visão dos deveres para com Deus e o próximo. Tornam-se insensíveis, subestimam o valor das coisas espirituais e eternas e são capazes de apegar-se até mesmo às coisas detestáveis e prejudiciais. Por isto, quando o profeta ouviu as declarações de Deus, ficou alarmado em face da situação espiritual do seu povo.

O que procede de Deus tem a marca da durabilidade.

  1. Oração com objetivo – Alarmado, quebrantado pelas declarações do Senhor, o profeta apelou para as misericórdias de Deus e orou: “Aviva a tua obra, ó Senhor”. Sem o reconhecimento da bondade e da severidade de Deus (Romanos 22), sem oração, arrependimento e quebrantamento de coração, por parte do povo de Deus, não pode haver avivamento (2ªCrônicas 7.14). O Espírito de Deus não convive com o pecado. Ninguém é salvo no pecado. Jesus nos salva do pecado (Mateus 1.21).

Característica do Verdadeiro Avivamento

a) Durabilidade – Com frequência ouvimos falar da “noite de avivamento”, “culto de avivamento”, promovidos por grupos ou congregações. Não faz mal nenhum, não é, porém, o essencial. Não será a solução do magno problema da humanidade. Não é este avivamento que Habacuque pediu a Deus. Sua oração foi “aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos”. O que procede de Deus tem a marca da durabilidade. O Espírito-Santo precisa de tempo e ambiente para trabalhar. O avivamento é uma operação divina com vista à vida eterna vida (Jo. 3.16; 5.24).

b) Notoriedade – O profeta orou “Aviva a tua obra no decorrer dos anos” e acrescentou “no decurso dos anos faze-a conhecida”. A tática dos avivalistas consiste no uso abundante dos meios de comunicação, antes e no decorrer das cruzadas, anunciando o que irá ser feito, o que fazem e o que acontece. Muitas vezes, no entanto, os resultados não correspondem ao conteúdo das programações e logo tudo cai no esquecimento e até no descrédito. Quando o avivamento é real e a igreja vive o avivamento da parte de Deus, as multidões são atraídas, torna-se notório, todos o conhecem (Atos 8.4-8; 9.34-35; 40.42).

  • A Causa do Avivamento

A presença do Senhor é a causa do avivamento.

O profeta, despertado pela Palavra de Deus, orou “aviva a tua obra ó Senhor”. No texto lemos duas vezes “Deus vem”. “Vem o santo”. Avivamento é a presença de Deus com o seu povo, operando poderosamente, desbaratando as hostes do maligno, promovendo a libertação de todos os vícios malévolos, de todos os costumes perniciosos, e do pecado em qualquer de suas fornias. É Deus dominando e destruindo todas as obras do diabo e comunicando vida com abundância a todos os que creem na verdade divina. É o Espírito Santo constrangendo os pecadores a confiar na eficácia da obra expiatória de Cristo, e despertando nos salvos vivo interesse pela santidade de Deus. É o mesmo Espírito produzindo no coração purificado pelo sangue de Cristo, incontido anseio pela comunhão com o eterno e a vida abundantemente frutífera (1ª Coríntios 15.58).

Aspectos do Avivamento

Após registrar a vinda de Deus, o profeta relata:

a) “A sua glória cobre océus”. Esta é a glória dos feitos miraculosos do Senhor. João, após relatar os primeiros milagres de. Cristo, acrescenta: “manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele” (João 2.1-11).

Quando o avivamento é real as multidões são atraídas.

  • a) “A terra se enche do seu louvor”. Este é o louvor produzido pelo Espírito. Não depende dos saltos, dos gritos e do incentivo do pregador.
  • b) “O seu resplendor é como a luz. Raios brilham da sua mão”. Esta é a luz do discernimento pelo Espírito, que afugenta o formalismo que impede o avivamento e repele o fanatismo que o estraga.
  • c) “Ali está velado o seu poder”. Este é o poder que não consiste em declarações triunfalistas da sua presença no ambiente do culto. É o poder que não se confunde com o dos magos de Faraó (Êxodo 8.18-19), que triunfa das mágicas do Simão de Samaria (Atos 8.9-14) e dos enganos do ‘falso profeta Barjesus’, de Pafos, em Chipre (Atos 13.4-12).

É de avivamento com tais características que a igreja precisa!

“Aviva a tua obra, ó Senhor”.

Pr. Estevam Ângelo de Souza

Assembleia de Deus – São Luís/MA

Presidente da Convenção Maranhense

http://www.cacp.org.br/aspectos-do-avivamento-real/

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