O cristianismo e o despertar no gigante asiático

Os avanços e os retrocessos do cristianismo na China, país que deverá ter em 2030 a maior população cristã do mundo.

O colosso chinês, grande promessa econômica, infelizmente ainda deixar de lado os direitos humanos, executando seus cidadãos só porque contraíram Sars, pneumonia asiática.

A China é intitulada como o “grande gigante adormecido”. Por esse motivo, ela dá sinais de que, em alguns anos, irá acordar de seu sono milenar, tornando-se a próxima potência mundial. Desde sempre, os chineses despertam interesses, porque sua história envolve sete mil anos de tradição. Quem pensa que os chineses são atrasados, e até hoje só andam de bicicleta, se engana.

Ano passado, a China foi considerada a terceira potência mundial em relação à corrida espacial. Hoje, cresce cerca 8% ao ano.

Mas, infelizmente, tal crescimento não torna o país o melhor lugar para se viver, pois ainda há milhares de pessoas que vivem num passado remoto, sem tecnologia; num futuro incerto.

Nesta edição, veremos também a postura religiosa da China moderna e sua cultura fascinante.

Nós, brasileiros, às vezes, não prestamos atenção no óbvio: há mais de dez anos o nosso setor comercial tem sido grandemente influenciado por produtos chineses. E fácil notar. É só percorrer as ruas Santa Efigênia e 25 de Março, na capital paulista. Lá, encontramos todos tipos de bugigangas eletrônicas cujos rótulos trazem os dizeres made in China. Para elucidar ainda mais o que estamos dizendo, certamente há, aí na sua mesa do escritório, ou em sua casa, uma calculadora produzida na China. Melhor! Se alguém quiser conhecer um pouco desse país sem sair do Brasil é só ir ao bairro da Liberdade, em São Paulo.

Cultura milenar e fascinante!

A grandeza de povo se faz sentir desde Bruce Lee, o maior divulgador das artes marciais da China, aos ingênuos escultores e mestre das artes, que vivem isolados no Tibete. A arquitetura chinesa se tornou um de seus maiores cartões-postais, já que são notórias a marca de seus templos retangulares e a forma harmônica de suas casas quadradas. Tudo isso misturados com arranha-céus. Além do mais, possui a maior obra arquitetônica do mundo, a única que pose ser vista do espaço. Estamos falando das Muralhas da China, que cortam o país. A maioria da arquitetura chinesa está ligada às religiões dos templos: que variam do budismo ao taoismo indo até a religião ancestral do povo. Mas todas elas seguem a mesma estrutura básica.

Os chineses também são conhecidos por dominarem a arte da porcelana e da escultura de marfim. Muitos artesões, no interior do país, ainda guardam a tradição de esculpir em rochas, uma arte influenciada pelo budismo ou por seus antepassados.

Da capital Pequim a Hong Kong, a variedade da alimentação é um espetáculo à parte! Causando, ao mesmo tempo, curiosidade e espanto aos ocidentais. Existem lá mercados populares, uma espécie de feira livre, igual à do Brasil, onde se vende de tudo, de cobras a animais silvestres. Os chineses comem muitas coisas que para nós, latino-americanos, são estranhas:cachorros, raízes amargas, etc. Eles têm várias regras e costumes associados ao ato de comer. Por exemplo, devem comer sentados. Há uma ordem estabelecida de quem pode sentar-se primeiro entre os homens, mulheres, velhos e jovens. Os pratos principais devem ser consumidos com os palitos e a sopa, tomada com colher.

Um bom banquete chinês é preparado num sistema de mesas. Cada mesa deverá acomodar entre dez e doze pessoas. Um jantar típico consiste de quatro pratos de entrada, tais como: frios ou quentes, seis a oito pratos principais. Depois, vem um saboroso cardápio de petiscos e sobremesa. Os métodos de preparo incluem mexidos, cozidos, comidas a vapor, fritura profunda, fritura rápida, fritura de panela, entre outros.

Os tomates são cortados em rodelas ou em forma de escultura. Os rabanetes brancos ou pepinos podem ser usados para aumentar a atração visual de um prato.

Todos esses elementos contribuem para fazer da comida chinesa uma verdadeira festa aos olhos e narinas, e também ao paladar. Os chineses acreditam que os alimentos são remédios, têm poder curativo.

Paradoxo social

Os chineses possuem princípios éticos muitos elevados. São tidos como ótimos trabalhadores. Sua educação faz deles seres humanos extremamente devotados ao trabalho e ao governo. Têm como base de vida o respeito ao mais velhos, ao professores e a todas as pessoas que possam ensiná-los alguma coisa. No entanto, sua condição social é extremamente desigual. Existem por lá lugares parecidos com Los Angeles e outros semelhantes, em todos os sentidos a Cabul. A tamanha desigualdade social pode ser sentida na “pele” quando se trata dos direitos humanos estabelecidos pela ONU – Organização das Nações Unidas. A situação tem mudado, mas numa escala quase imperceptível!

Em 2003, com o advento da Sars, pneumonia asiática, alguns chineses foram executados por terem contraído a doença. É o caso, por exemplo, do agricultor Liu Baocheng, que foi condenado à morte simplesmente porque transmitiu, involuntariamente, a doença a dezenas de pessoas. Outro indivíduo está correndo o risco de ir para o paredão! Trata-se de um funcionário de saúde da província central do país. O pecado agora está relacionado aos dados que mostram que a AIDS aumentou consideravelmente na região. Segundo a ONU, a estatística que aponta cerca de 1070 executadas, entre 2002 e 2003, é subestimada. Qualquer que seja a conta exata, o país é, de longe, o campeão mundial de execuções. Os condenados têm poucos dias de vida. A execução é feita em estádios. A vítima é morta com um tiro na nuca com uma bala comprada pela própria família. “Os ocidentais não sabem o poder discricionário que os dirigentes chineses têm”, explica o norte-americano Ross Terril. Terril é um experiente estudioso da China, já residiu em Pequim e é autor do livro O novo império chinês.

O crescimento econômico que chama a atenção dos EUA e da União Européia ainda não pode ser visto na vida dos chineses, que possui uma renda per capita de aproximadamente 900 dólares, praticamente miserável, comparada à brasileira: quase cinco vezes mais.

Outro grave fator que envolve os chineses é o aborto de bebês do sexo feminino. Por conta disso, a China pode chegar, até o ano 2020, a ter uma população masculina maior que a da Malásia: aumentando os crimes e a prostituição no país.

A religião

O povo chinês é tido como extremamente religioso. Embora o governo comunista tenha certo conservadorismo quanto à religião, mas, em se tratando da civilização milenar chinesa, a crença está totalmente enraizada à sua origem. Primeiro veio Confúcio (551 a.C.). Este famoso filósofo chinês devolveu suas idéias na época da dinastia Chou, caracterizada pela falta de valores morais. Logo depois, foi a vez do budismo, no século 1o (antes da nossa Era). Todavia, foi somente no século 4o que começou a difundir-se amplamente, tornando-se, pouco a pouco, a religião de maior influência. Atualmente, existem mais de 13 mil templos budistas e 200 mil monges e monjas na China.

O taoísmo se formou no século 2o. Sua origem está nas práticas das feiticeiras e dos alquimistas, que vivem em busca de imortais e gênios, uma atitude própria da sociedade chinesa dos antigos tempos que adorava espíritos e demônios. “Considera que, por meio do aperfeiçoamento, o homem pode chegar a unificar-se com Dao e tornar-se imortal”. Existem mais de 1.500 mosteiros taoístas e a quantidade de monges e monjas é de mais de 25 mil.

O islamismo foi introduzido na China em meados do século 7o, durante as dinastias Tang e Song. Mas foi somente na dinastia Yuan que o islamismo prosperou. Hoje, existem naquele país mais de trinta mil mesquitas e quarenta mil imames e akhunds.

O catolicismo teve início no mesmo século, depois da Guerra do Ópio de 1840, quando se propagou em grande escala Atualmente, existem quase quatro milhões de católicos e a quantidade de religiosos e servidores passa de quatro mil. São mais de 4.600 igrejas e centros de reunião.

O protestantismo foi inserido nos primeiros anos do século 19 e se difundiu em grande escala depois da Guerra do Ópio. Hoje, são quase dez milhões de protestantes, com dezoito mil pastores, doze mil igrejas e mais de 25 mil lugares simples para suas atividades.

No Tibete, a maioria das massas populares professa o budismo tibetano. Atualmente, o Tibete possui mais de 1.700 locais de atividades budistas e seus monges e monjas internos quase chegam a 46 mil. Nas casas dos fiéis, há, quase sempre, uma pequena sala de sutras ou nicho com a estatueta de Buda.

Nas províncias de Xinjiang e Ningxia, as repartições governamentais oferecem diversos serviços para a peregrinação dos muçulmanos. A partir da década de 80, mais de quarenta mil muçulmanos chineses viajaram em peregrinação a Meca. Em Xinjiang, existem mais de 23 mil mesquitas, 29 mil religiosos e empregados, satisfazendo às necessidades dos fiéis em suas atividades religiosas.

Abrindo as portas

Existem muitas agências missionárias em campo na China. A Missão Portas Abertas, do missionário André, o “contrabandista” de Deus, desenvolve junto a esse povo um notável trabalho de entrega de Bíblia. No interior da China, onde Portas Abertas faz distribuições de Bíblias, existem muitos vilarejos que não possuem estradas e o acesso a esses lugares é bastante difícil. Mas quando os missionários conseguem chegar, o evangelho é bem aceito.

“Ainda há muito trabalho a ser feito na China. É insuportável saber que inúmeros vilarejos têm somente dois exemplares da Bíblia para que as crianças possam aprender de Deus”, disse Johnny Li, representante e conferencista internacional da Missões Portas Abertas.

O problema maior se agrupa na região urbana, onde a concentração da superpopulação, aliada à busca material a qualquer preço, têm sido um grande obstáculo ao crescimento do evangelho. Sem contar a austeridade dos comunistas, que lutam contra os evangélicos. São cerca de sessenta milhões de comunistas, embora muitos sejam, secretamente, religiosos. Para se ter uma idéia, existem comunistas que professam, em segredo, a fé cristã.

Os missionários na China enfrentam problemas quando têm de ensinar jovens e crianças. A proibição parte do governo, que alega que, caso esses segmentos sejam educados na fé evangélica, o partido comunista perderá seu domínio. Mas, quanto a esse assunto, Deus concedeu uma estratégia aos missionários. Estão criando as chamadas igrejas domésticas, grandes responsáveis pelo crescimento do evangelho por lá, onde, em secreto, ensinam a Bíblia para as crianças.

A superpopulação chinesa é um alvo atual para se fazer missões e propagar o “Ide” de Jesus. O nosso maior encorajamento deve ser para que esse gigantesco país acorde do seu sono. O despertar econômico para o capitalismo, de acordo com importantes pastores que estiveram na China, é uma resposta às orações do povo de Deus. Mas ainda há muitos obstáculos a serem vencidos. O “gigante” chinês já mostra sinais de abertura política e social, mas o desafio continua latente.

As agências missionárias precisam de ajuda financeiramente e de oração, para que possam levar o evangelho ao amigo gigante de olhos puxados que dorme. Vamos acordá-lo!

Linha do tempo em relação à civilização chinesa

* 5000 a.C – Primeiros indícios de uma vida em comunidade

* 1600 a.C – Primeira dinastia organizada

* 1300 a.C – Utilização do método decimal

* 551 a.C – Nascimento do filósofo Confúcio, pensador influente até hoje

* 500 a.C – Utilização do arado de ferro

* 220 a.C – O uso da bússola

Marco zero: nascimento de Jesus Cristo

* 105 – Invenção do papel

* 130 – Primeiro sismógrafo rudimentar

* 650 – O papel-moeda começa a ser usado

* 1044 – Invenção da pólvora

* 1500 – A grande muralha começa a ser construída

* 1842 – A China perde a guerra do ópio e os europeus invadem seu território

* 1949 – Os comunistas chegam ao poder com Mão Tsé-tung

* 1958 – 30 milhões morrem no grande salto para frente que durou dois anos

* 1964 – A China testa sua primeira bomba atômica

* 1966 – Início da revolução cultural, que faz três milhões de vítimas

* 1976 – Morre Mao Tsé-tung e Deng Xiaoping torna-se o novo líder

* 1978 – O refrigerante Coca-Cola chega ao país

* 1989 – O massacre dos estudantes na praça da paz celestial

* 1997 – Hong Kong é devolvida ao governo chinês

* 2003 – Primeira nave espacial chinesa tripulada vai ao espaço

* 2004 – Governo chinês começa rever os direitos humanos impostos

Fonte: universidade de São Paulo – USP

Você sabia que… a China tem uma população de 1,3 milhões de pessoas
Estatística religiosa

Sem religião: 49,58 %

Religião chinesa: 28,50 %

Budismo: 8,38 %

Cristãos: 7,25 %

Tradição étnica: 4,29 %

Muçulmanos: 2,00 %

Curiosidades
  • A china possui cerca de 50 milhões de usuários de Internet.
  • Milhões de agricultores vivem e trabalham como há centenas de anos, sem conhecer o mundo moderno.

os últimos anos, a República Popular da China vem atraindo as atenções do mundo de maneira crescente. Essa nação rigidamente comunista no âmbito político e abertamente capitalista na economia tem assombrado a comunidade internacional com suas impressionantes taxas de crescimento. Em poucas décadas, a superpotência emergente se tornou o maior exportador, o terceiro maior importador e a segunda maior economia do mundo. É também o país mais populoso da terra, com 1,36 bilhão de habitantes, e um dos maiores em extensão geográfica, com 9,6 milhões de quilômetros quadrados.

O país, cujo nome nativo é “Zhonghuá” ou “reino central”, também tem chamado a atenção de muitos ocidentais por duas outras razões: o crescimento do cristianismo e as fortes reações governamentais. Sendo uma nação milenar e isolada, a China desenvolveu um intenso apreço por sua história e cultura, acompanhado de forte desconfiança em relação a outros povos. Essa xenofobia se constituiu numa grande barreira para o cristianismo, visto como uma religião estrangeira, ocidental. Daí a trajetória sinuosa da fé cristã no país, com períodos alternados de tolerância e repressão.

O cristianismo ingressou na China há cerca de 1400 anos. As principais religiões do país eram o confucionismo, o taoismo e o budismo. A primeira presença cristã comprovada ocorreu no ano 635, quando um grupo de monges sírios nestorianos, liderados por Alopen, chegou à capital imperial da dinastia Tang. No início do século 17, foi descoberto em Xian um notável monumento de pedra escura, datado de 781, contendo um histórico da missão nestoriana no século e meio anterior.

A primeira missão católica romana surgiu no século 13, depois que Gêngis Khan e seus sucessores mongóis dominaram o norte do país. O frade franciscano João de Montecorvino chegou a Pequim em 1294 e foi consagrado arcebispo do Extremo Oriente em 1308. Após serem expulsos em 1369, os católicos retornaram em 1600, com o célebre jesuíta Mateus Ricci. O primeiro bispo chinês, Lo Wen-Tsao, foi consagrado em 1685. No século 18, houve forte tensão entre os jesuítas e membros de outras ordens na chamada “controvérsia dos ritos”, sobre a relação entre fé e cultura.

Os protestantes somente chegaram ao país no início do século 19, numa época de forte isolamento em relação ao mundo exterior. O pioneiro foi o inglês Robert Morrison, um hábil linguista que traduziu a Bíblia para o idioma nacional e, na companhia do colega William Milne, ordenou o primeiro pastor nativo, Liang Fah. Outros missionários de destaque foram Karl Gützlaff e William Burns, que se preocuparam com a evangelização do vasto interior; Hudson Taylor, fundador da famosa Missão do Interior da China (1865), e Timothy Richard, grande incentivador da educação.

Em 1900, no contexto de “um elo fatal entre a penetração imperialista e a pregação do evangelho” (Stephen Neill), explodiu a mais violenta manifestação de sentimento antiestrangeiro e anticristão na China, a Insurreição dos Boxers. As famílias dos missionários protestantes tiveram mais de 180 vítimas fatais e milhares de cristãos chineses foram mortos. Após a intervenção de uma força internacional, as missões voltaram a se fortalecer. Em 1911, ocorreu a proclamação da República da China, sob a liderança de Sun Yat-sen, um cristão. O governante seguinte, Chiang Kai-shek, declarou-se cristão em 1930 e foi batizado. A situação mudou com a invasão japonesa (1937-1945) e a subsequente tomada do poder pelos comunistas, que proclamaram a República Popular da China em 1º de outubro de 1949. Os nacionalistas fugiram para Taiwan (Formosa).

O corpo missionário protestante havia chegado ao auge em 1925, com 8.158 obreiros. Em 1949, haviam diminuído para 4.062, com igual número de católicos. De 1951 a 1953 ocorreu uma retirada em massa e muitos dos que permaneceram foram para a prisão. Os cristãos chineses sofreram com a ideologia antiocidental do novo regime e toda a obra educativa, médica e social foi retirada das igrejas. A partir de 1958 tornou-se mais rígido o controle estatal sobre a religião e muitos abandonaram a fé. A repressão se tornou especialmente severa durante a Revolução Cultural (1966-1976), com a supressão de locais de culto e de práticas religiosas.

A situação melhorou sob o sucessor de Mao, Deng Xiaoping, seguindo-se uma grande expansão do cristianismo a partir dos anos 80, especialmente após a repressão contra os manifestantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial (Tiananmen), em Pequim, em 1989. O maior crescimento ocorre nas igrejas domésticas ou subterrâneas, que existem paralelamente às reconhecidas. Em 2010, o número total de cristãos foi estimado em 67 milhões ou 5% da população, sendo a maior parte composta de protestantes. Alguns estudiosos avaliam que a China está a caminho de ter a maior população cristã do mundo em 2030. Contribui para isso a desilusão com o socialismo e com o próprio crescimento econômico das últimas décadas.

O país reconhece oficialmente quatro religiões: budismo, taoismo, islã e cristianismo (católicos e protestantes). As atividades das organizações religiosas reconhecidas são regulamentadas pela Administração Estatal para Assuntos Religiosos, que controla todos os aspectos da vida religiosa. O cristianismo é supervisionado por três grandes entidades: Movimento Patriótico Three-Self, Conselho Cristão da China e Associação Católica Patriótica Chinesa. O governo monitora de perto as atividades religiosas desses grupos. Para se registrar como uma organização religiosa reconhecida, os líderes devem receber treinamento a fim de “adaptar” a doutrina ao pensamento e à cultura chinesa, isto é, à ideologia comunista.

Desde 2014 o governo chinês tem empreendido forte campanha contra o cristianismo, visando tanto as igrejas oficiais quanto as clandestinas. Multiplicam-se as detenções arbitrárias, multas, bloqueio de acesso a locais de culto, interrupção de reuniões, encarceramentos prolongados, demolição de templos e remoção de cruzes. Isso ocorre principalmente em Wenzhou (Província de Zhejiang), conhecida como a “Jerusalém da China”, devido a sua grande população cristã. A implementação das políticas religiosas recai em grande parte sobre os oficiais locais do partido, variando de um lugar para outro. Por trás do discurso oficial de “penetração de forças hostis ocidentais”, percebe-se o temor do regime quanto ao seu futuro. O cristianismo é o maior agrupamento da sociedade civil na China e um número crescente de defensores dos direitos humanos é composto de cristãos.

https://www.icp.com.br/missoes009.asp

• Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e professor no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. É autor de Erasmo Braga, o Protestantismo e a Sociedade Brasileira, A Caminhada Cristã na História e Fundamentos da Teologia Histórica. Artigos de sua autoria estão disponíveis em www.mackenzie.com.br/historia_igreja.html.

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/357/o-cristianismo-no-gigante-asiatico

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s