Sobre a Igreja e o Estado

       CREMOS, professamos e ensinamos que Deus constituiu autoridades para administrarem a vida em comunidade e exercerem juízos nas sociedades, pelo bem da coletividade: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13:1). Com esse ensino, a Bíblia elimina a possibilidade de a igreja desconsiderar as autoridades constituídas. O Estado é o povo politicamente organizado exercendo a soberania em um território. A Igreja do Senhor Jesus Cristo vive em sociedade e respeita o Estado, colaborando com as autoridades que o representam na preservação da ordem pública e na formação de cidadãos de caráter íntegro e honesto, produtivos e conscientes de que a autoridade é “ministro de Deus para teu bem” (Rm 13:4). Por outro lado, esses mesmos cidadãos são também conscientes que a verdadeira pátria de um cristão está nos céus: “Mas a nossa cidade está nos céus” (Fp 3:20), e de que são, por isso mesmo, cidadãos do Reino de Deus.

1 – As autoridades constituídas

       Reconhecemos a legitimidade das autoridades constituídas e ensinamos nossa submissão a elas: “Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação […]. Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência” (Rm 13:2,5); temos, porém, a Bíblia Sagrada como a nossa única regra de fé e prática. Enquanto organização civil, a Igreja está submetida ao Estado, tendo como limite de tal submissão os preceitos bíblicos, de sorte que, em caso de conflito entre as normas emanadas do Estado e a Bíblia, esta prevalece sobre aquelas: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29).

2 – O direito de sufrágio

       Sendo um direito público subjetivo de natureza política, o Sufrágio(*), decorre naturalmente de nossa condição de cidadão, pelo que, como cidadãos cristãos, podemos votar, ser votados e participar da organização e da atividade do poder estatal.

(*)=Acrescentei algo sobre o sufrágio, dentro do blog no tópico: Política/Sobre a Igreja e o Estado/Sufrágio.

Bibliografia

Declaração de Fé das Assembleias de Deus

CGADB – CPAD 3ª Impressão

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