Segunda onda da Pandemia por Coronavírus

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O que é uma segunda onda de uma pandemia? Vamos ter uma segunda onda por coronavírus SARS-COV-2?

O risco de uma segunda onda do vírus permanece, segundo especialistas as medidas de precauções não podem ser atenuadas, pois, são importantes para que este risco não se torne real.

Recentemente China e Coreia do Sul voltaram a registrar novos casos de COVID-19 devido ao retorno de cidadãos que estavam no exterior. Estes casos acontecem de forma importada em um cenário no qual as transmissões comunitárias “basicamente foram interrompidas”. Também pacientes que testaram negativo voltaram a testar positivo e há um relaxamento das medidas de contenção da doença.

Especialistas propõe três fatores que podem fazer novas ondas do Coronavírus acontecerem:

1) Pacientes que se recuperaram voltaram a testar positivo

Embora em pequeno número, alguns pacientes recuperados do Coronavírus começaram testar positivo depois de terem resultados negativos.

Dados recentes de Wuhan mostra que 5% a 10% dos pacientes que se recuperaram do Coronavírus e receberam alta do hospital tiveram um resultado positivo novamente.

O problema é que estes pacientes saíram da quarentena e começaram a interagir normalmente com outras pessoas, aumentando o risco de infectar mais pessoas.

2) Casos importados de Coronavírus

O epicentro do Coronavírus que era em Wuhan, agora está nos EUA, Itália e Espanha. Enquanto novos epicentros surgem no mundo, os locais que teoricamente venceram o vírus voltam a ter casos registrados em razão da importação do Coronavírus.

3) Negligência com medidas de prevenção

Virologistas e cientistas da China, Coreia do Sul e outros países em recuperação afirmam que o maior problema nos EUA e na Europa é a falta de pessoas usando máscaras.

George Gao, diretor-geral do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), afirmou “O grande erro nos EUA e na Europa, na minha opinião, é que as pessoas não estão usando máscaras. Este vírus é transmitido por gotículas e contato próximo. As gotas desempenham um papel muito importante – você precisa usar uma máscara, porque quando você fala, sempre há gotas saindo da sua boca.”

A modelagem matemática sobre a pandemia realizada pelo Imperial College, no Reino Unido, sugere que as medidas de distanciamento social do país, incluindo o fechamento de escolas e universidades, podem ser necessárias por grande parte dos próximos dois anos para manter a proporção de pessoas com infecções graves por COVID-19 no hospital em níveis administráveis.

As pandemias anteriores foram caracterizadas por ondas de atividade espalhadas por meses.

Uma pandemia cresce e atinge picos que são caracterizados por um grande número de casos de pessoas infectadas e de óbitos. Os picos das pandemias são momentos críticos, o rápido crescimento nos casos de doenças provoca o esgotamento dos leitos hospitalares e os recursos se tornam escassos, podemos chamar este cenário de primeira onda.

Logo após o pico, o número de casos de pessoas infectadas e os óbitos caem. Muitos acreditam que o perigo está deixando de existir.

Após uma primeira onda, o nível de atividade da doença diminua com queda no número de contágio e óbitos, levando a uma falsa sensação de controle e muito pensam que o pior já passou.

Torna-se uma árdua tarefa manter decisões restritivas e continuar com uma política de comunicação de risco que informe a população sobre o risco de outras ondas que possam ser pior que a primeira.

Um ponto crítico é que uma primeira onda teoricamente “fácil” pode provocar decisões prematuramente equivocadas, aumentando a possibilidade de outros ondas com resultados drásticos.

O que podemos aprender com a segunda e terceira onda da gripe espanhola?

Em 1918 a pandemia por gripe espanhola atingiu toda a população do mundo, ela foi detectada pela primeira vez no Kansas nos Estados Unidos, foi uma primeira onda considerada leve.

Em pouco tempo os casos caíram, as mortes diminuíram e o mundo parecia respirar aliviado, em poucos meses em 1918 mesmo aconteceu uma segunda onda, muito mais letal que a primeira, matando milhões de pessoas. São recortes de jornais históricos e histórias desta segunda onda que costumamos ler e estudar.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, a gripe espanhola teve três ondas:

1) A primeira onda foi considerada mais branda, tendo sido detectada em março de 1918 no Kansas, Estados Unidos, num campo de treinamento de tropas destinadas ao front da Primeira Guerra.

2) A segunda onda aconteceu quando, depois de percorrer os continentes, retornou aos Estados Unidos em agosto, matando milhões, transformada “em algo monstruoso, parecendo-se muito pouco com o que é comumente considerado gripe”, com uma taxa de letalidade de 6% a 8%.

3) A terceira onda foi mais moderada e aconteceu no início de 1919, de fevereiro a maio daquele ano. No entanto, “nada – nem infecção, nem guerra, nem fome – jamais tinha matado tantos em tão pouco tempo.”

segunda onda gripe espanhola

Texto por Fábio Reis para PFARMA

* A reprodução é permitida, desde que citado o autor e fonte com link para https://pfarma.com.br

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