Meu AVE em 2006.

       Hoje tenho absoluta convicção de que o Acidente Vascular Encefálico sofrido em 2006 de uma maneira direta ou indireta foi ação divina. Tanto isto é verdade que hoje congrego na ADJ 25 de Agosto, fui transferido da REDUC por um processo de readaptação profissional para o Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), e continuo exercendo o magistério no IEGRS, readaptado no noturno como professohttps://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/testemunho-de-conversao/minha-esposa-roselyr articulador pedagógico(extra-classe), localizado no mesmo bairro da residência e Igreja. Rosely congrega na IPNV do Jardim 25 de Agosto, meus pais estão congregando na Igreja de Nova Vida da Vila São Luiz em Duque de Caxias, Thiago atualmente mora no Distrito Federal com a Fabíola, e a própria Thais concluiu a Faculdade de Medicina Veterinária na UFF, no 2ºSemestre de 2012, além de estar sempre na igreja.

Já há algum tempo tenho o desejo de dar meu testemunho ainda que pelos meios de comunicação disponíveis, dos fatos que antecederam o AVC (Acidente Vascular Cerebral) sofrido na madrugada da sexta-feira santa de 2006.

       Pois bem, em uma quinta-feira, após aplicar uma prova, retornei para casa e como de hábito, lancei no computador as notas destas provas e depois fui dormir. De madrugada acordei sentindo muitas dores de cabeça e pedi a Rosely um analgésico. Após tomar o comprimido, me levantei para ir ao banheiro, e após alguns passos, cai desacordado. Rose chamou os meus filhos que estavam dormindo e com a ajuda de uma vizinha me levou para o Hospital Mário Lione. Depois de me examinarem, resolveram me enviar para o Hospital das Clínicas.

Após um período de coma induzido e recuperação, tive alta.

Duas angiografias cerebrais efetuadas após este período atestaram que o AVC sofrido foi congênito (Doença ou Síndrome de Moya-Moya – DMM – [https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/743782/sindrome+moyamoya+o+que+e+quais+as+causas+e+os+sintomas+como+sao+o+diagnostico+e+o+tratamento+existe+prevencao+como+evolui.htm] ).

A doença de moyamoya, descrita pela primeira vez no Japão, em 1957, é uma doença cerebrovascular caracterizada pela presença de uma rede anormal de vasos colaterais na base do crânio, que lhe confere um padrão angiográfico particular, como uma nuvem de fumo de cigarro – significado do termo japonês. Estes vasos de moyamoya resultam de fenômenos de estenose e oclusão progressivas das artérias que derivam para o polígono de Willis–carótidas internas e cerebrais anterior e média (http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0872-671X2017000200011).

       Em uma das minhas consultas com o neurocirurgião comentei se a causa do AVC foi o volume de trabalho que eu inconscientemente adquiri ao longo dos anos, o que foi imediatamente descartado por ele. Na verdade as muitas atividades poderiam causar uma elevação de pressão, o que não era o meu caso.

      (***)Lembro-me claramente que estava deitado em uma cama hospitalar no quarto da Thais após a alta do hospital das clínicas. As minhas pernas e mãos doíam muito (inicialmente a sequela do AVC foram nos dois membros inferiores e superiores) de tal maneira que comecei a chorar esperando graça e misericórdia de Deus. Em algum momento um trombo no meu cérebro se deslocou e as minhas dores nos membros esquerdos simplesmente desapareceram. Como as dores nos membros direitos ainda continuaram, indaguei ao Sr Deus acerca deste fato e veio a memória quase simultaneamente algumas passagens dos salmos “esperei com paciência pelo Senhor…”. Ao perceber a mensagem de Deus para mim, pedi perdão e me aquietei. Como sou petroleiro tenho direito ao Home Care, ou seja, assistência médica no lar, tendo o acompanhamento quase que diário de fisioterapeutas, enfermeiros e uma pessoa para ajudar nos afazeres domésticos, além de visitas de médico, assistente social e nutricionistas. Durante este período dormia no quarto da Thais em cama hospitalar e usava cadeiras de rodas para me locomover.

       Jamais desisti, acreditava fielmente na providência divina com relação a restauração da minha saúde física apesar de andar em cadeira de rodas. E foi nesta perseverança que voltei a andar, claro com as sequelas de quem tinha sofrido um AVC. Sai da cadeira de rodas e comecei a usar um andador, como uma criança, sempre perseverando. Neste período ainda estava afastado das minhas atividades profissionais tanto na Petrobras quanto no magistério e fazia fisioterapia continuamente primeiramente na Fisiomed e logo depois que retornei as minhas atividades profissionais na COTRIN. Como estava afastado pelo INSS e magistério precisei ir no perito do INSS e um perito do Estado, que ao me periciarem, fui liberado (347 dias de licença médica pelo INSS e um tempo semelhante de afastamento pelo magistério estadual). Neste tempo ainda não usava bengala, pois tinha esperança de voltar a andar normalmente. Na verdade só comprei uma bengala depois que fiz a segunda angiografia cerebral, que confirmou a causa do AVC (Doença de Moya-Moya) e que havia sequela. Simultaneamente fiz uma pergunta a minha ortopedista/traumatologista, se com as atividades fisioterápicas os meus membros inferiores direitos seriam normalizados, a que respondeu, com imensa sinceridade, que não, ou seja, a hemiparesia dos membros inferiores direito era sequela do AVC. Era cansativo, mas não havia outra forma de conciliar trabalho e fisioterapia.

Na verdade este relato de certa forma minucioso é apenas uma forma de expressar uma verdade que eu já sabia anteriormente.

Quero apenas relatar um texto bíblico:

Lm 3:22_23.

“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim.

Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade”.

Milagres

     Após o meu retorno a REDUC, fui informado que havia uma comissão que se chama “COMISSÃO DE READAPTAÇÃO PROFISSIONAL” os quais decidiram pela minha transferência da REDUC para o CENPES, devido às condições mais apropriadas no mesmo (Transferência em 02/10/2008). Utilizo há algum tempo uma bengala como ponto de apoio para caminhar (Sequela do AVC =Hemiparesia dos membros direitos – https://pt.wikipedia.org/wiki/Hemiparesiahttps://www.efdeportes.com/efd132/acidente-vascular-encefalico-na-alteracoes-na-marcha.htm), por orientação da minha ortopedista Dra Rosângela Félix e durante o dia e a noite uma roupa intima descartável (outra sequela definitiva do AVC é que possuo enurese noturna, ou seja, possuo uma bexiga neurogênica).

      Um somatório de pequenas coisas do dia a dia tem facilitado a minha vida como profissional e educador de maneira que gradativamente estou me adaptando a estas atividades. Dou graças a Deus por isto.

       Hoje, não mais utilizo o carro para dirigir, por precaução, e me transferi para a ADJ25Ag. em D.Caxias. Logo depois de minha viagem a Bahia, conversei com meu pai e ele cedeu o apartamento da Avenida Plínio Casado. A Rose trouxe algumas pessoas para uma geral no apartamento e compramos alguns móveis. Tudo é perto (mercados, farmácias, etc.), isto traz descanso para mim e para todos. Considero ali o meu refúgio secreto, um lugar de oração, de choro, mas também um lugar em que tenho encontrado forças para me recuperar e prosseguir na jornada de cabeça erguida. Além do mais é um lugar que costumeiramente preparo as minhas atividades acadêmicas associados ao magistério eclesiástico.

      Normalmente no domingo uso um táxi para a Escola Dominical pela manhã, pois exerço o diaconato como professor. As minhas atividades eclesiásticas tem se resumido a Escola Dominical pela manhã com o Pr Paulo como superintendente da EBD e/ou reunião com os professores da EBD e do corpo diaconal em data e horário específico com  o Pr Isaías.

Uma das áreas que mais me afligiu é a incontinência urinária, pois apresento uma bexiga neurogênica(*). Como realizava atividades físicas no CPS(Centro de Promoção de Saúde) localizado no SOP b do Cenpes Expansão, em média duas vezes por semana,  tendo o abono de uma hora da gerência por conta de estar incluído no Programa de Prevenção de Doenças Cardiovasculares – PPDC (alto risco) antes da minha aposentadoria e até os dias atuais pratico atividades físicas na academia e natação (normalmente 1000 m/semana) no  SESI próximo da residência, a incontinência urinária tem melhorado gradativamente, pois como a bexiga é um músculo as atividades físicas têm estimulado o mesmo. Porém a noite na hora de dormir ainda apresento enurese noturna e preciso dormir com uma fralda geriátrica além da Plenitud (**) por baixo. Como durmo em uma cama protegida com capa, caso de madrugada me molhe é melhor para fazer a minha higiene. Outrossim, o meu urologista no ano de 2016 me passou um anti-diurético para uso contínuo, que uso ao dormir. É óbvio que a noite, após um determinado horário reduzo ao máximo a ingestão de líquidos, porém não podemos nos esquecer que a região em que moramos possui um clima tropical e preciso hidratar meu corpo frequentemente. Pois além de petroleiro exerço o magistério à noite. Outrossim no inicio, o tipo de roupa íntima que utilizo não se vendia em qualquer lugar. Várias vezes tive que comprar  a Plenitud Active utilizando a ECT. Na verdade só encontrava este material em Duque de Caxias na Nossa Drogaria, localizada no centro de Duque de Caxias. Interessante é que, a muitos anos atrás, logo depois que os meus peritos(***) me liberaram para retornar ao trabalho e magistério turno da noite, eu precisei adquirir uma roupa íntima descartável e procurei m vários lugares, pois a anatomia do órgão  sexual masculino é diferente da anatomia do órgão sexual feminino, tornando quase que impraticável exercer estas atividades usando uma fralda geriátrica, foi quando encontrei nesta drogaria a peça que uso até dias atuais. É muito deprimente afirmar isto.  É a pura realidade. Mas como já comentei outras vezes o nosso Deus é o Deus de providencia. Atualmente várias drogarias na cidade e também Supermercados já possuem a mesma. De qualquer maneira, as atividades físicas e uso de um anti diurético tem, com certeza, melhorado gradativamente esta sequela. Segue abaixo, alguns exercícios direcionados para a região onde o sistema urinário se localiza. Louvado seja Deus.

(***)=(INPS [pois sou celetista como petroleiro, ou seja, trabalho com carteira de trabalho assinada oito (8) horas por dia  ou 40 horas semanais) e também o perito do magistério estadual lá na Rua Silva Jardim, nº31, Centro, sendo simultaneamente estatutário, ou seja, exerço o magistério estadual no turno da noite com 16 horas semanais]).

(*)=A bexiga neurogênica (https://medicoresponde.com.br/bexiga-neurogenica-quais-as-causas-sintomas-e-tratamento/) consiste na perda do funcionamento normal da bexiga provocada por lesões de uma parte do sistema nervoso.

Causas

Uma bexiga de baixa atividade (hipotônica), geralmente é o resultado da interrupção dos nervos locais que a estimulam, sendo incapaz de se contrair (não contrátil) e de esvaziar bem, ou pode ser hiperativa (espástica), esvaziando-se então por reflexos incontrolados. Doenças neurológicas como AVE, podem afetar as vias de controle miccional no sistema nervoso central, na medula, no sistema nervoso autônomo ou nos nervos periféricos, podendo a queixa urinária ser a primeira manifestação da doença.

(**)Roupa íntima descartável que uso diariamente (Plenitud Active Plus- Com controle de odores e formato fácil de vestir e tirar – https://www.vivaplenitud.com.br/). Atualmente em 2019, são aproximadamente 1000 roupas intimas/ano ou 125 pacotes contendo 8 plenitud active e 400 fraudas geriátricas/ano. Quem compra tudo isto é a minha esposa. Procura os lugares que possuem um custo menor para não onerar nossas finanças.

       Outro dos principais benefícios de estar na Plínio Casado além da proximidade do comércio é que posso fazer a minha higiene pessoal sem o receio costumeiro para pessoas com problemas semelhantes. É difícil, mas é o meu corpo, preciso zelar dele, ter paciência com ele, pois sou habitação do Espírito Santo de Deus. Durante o período de acompanhamento de uma fisioterapeuta, devido a fratura do fêmur, a mesma me ensinou uma série de atividades fisioterápicas para praticar em minha cama associada ao problema de enurese noturna e os meus membros tem reagido muito bem.

        Os benefícios das atividades físicas e fisioterápicas ao longo destes anos é mais ligado a ergonomia(desenvolver e aplicar técnicas de adaptação de elementos do ambiente de trabalho ao ser humano, com o objetivo de gerar o bem-estar do trabalhador e consequentemente aumentar a sua produtividade) e ortopedia (deformidades relacionadas aos elementos do aparelho locomotor, como ossos, músculos, ligamentos e articulações).

       A alguns dias em uma consulta com a minha ortopedista, traumatologista, foi solicitada uma eletroneuromiografia dos membros inferiores. Foi realizado, tendo como laudo: “Quadro eletroneuromiográfico sugestivo de comprometimento crônico parcial do nervo fibular à direita”, como imagem abaixo:

       É esse problema do nervo fibular que causa a hemiparesia do membro inferior direito.

           Uma das imagens acima mostra com maior precisão a lesão traumática do nervo fibular, indicando uma inclinação maior do pé direito.      Obviamente que a lesão traumática em meu corpo é infinitamente menor. Basta olhar as imagens abaixo e observar uma inclinação maior do meu pé direito.  

Abaixo, algumas imagens minhas praticando atividades físicas e pode-se observar que a minha marcha é prejudicada.

Faço questão de mostrar estas imagens para demonstrar como as atividades fisioterápicas, físicas em academia como esta e a natação frequente (nado semanalmente aproximadamente 1000 metros, nado livre) exercem um efeito ortopédico de grande envergadura, pelo menos para a minha pessoa. Sofri AVC em 2006, e desde este tempo inicialmente fazia fisioterapia, logo depois atividades físicas em academia, como esta e natação (+/- 1000 m/semana) e os benefícios são evidentes. 

Por exemplo, em 2006 quando comecei a prática destas atividades, os meus membros inferiores direito consumiam a borracha de qualquer tênis na altura do dedo mindinho em aproximadamente um mês e atualmente utilizo um calçado com material equivalente que dura em média 1½ ano.

Lembrando que estas lesões são sequelas neurológicas. E obviamente, atualmente em 25/06/2019, o “ângulo” de desvio é menor.

Volto a lembrar do meu leito de enfermidade em 2006 (***)[“esperei com paciência pelo Senhor…”] e observo a providencia divina para aliviar, atenuar, reduzir e até mesmo eliminar estas sequelas.

Louvado seja Deus, que me ouviu no leito de enfermidade e me atendeu conforme a sua vontade que é boa perfeita e agradável.

     Quando do meu retorno ao trabalho após o meu AVC, efetuei uma série de exames gerais, entre os quais a Ultrassonografia Abdominal Total, que detectou pedras na vesícula. Desde este tempo fiz outros exames semelhantes, sendo que o último indicou aumento na quantidade e tamanho, e como inicialmente o meu endocrinologista juntamente com a minha pessoa consideramos melhor aguardar, desta vez preferi efetuar a cirurgia, mesmo porque  foi melhor do que sofrer uma crise vesicular qualquer,  visto que esta enfermidade foi assintomática. Graças a Deus, que tomei a decisão correta ao realizar a cirurgia no Hospital Barra D’or, onde foram retiradas sete pedras vesiculares.

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