Defendendo a família dos males da pós-modernidade

        Vivemos numa época de profundas mudanças em todos os seguimentos da sociedade. O mundo atual vem passando por um momento de crise multidimensional, cujas facetas afetam vários aspectos da vida como: a saúde, a qualidade de vida, as relações sociais, a economia, a tecnologia e a política.

       Em decorrência dessa crise e devido às mudanças culturais e de comportamento advindas da pós-modernidade, a família sofreu, nassas últimas décadas, sérios ataques que abalaram profundamente sua estrutura. Os ataques surgem de diferentes áreas como mídia (falada e escrita), internet, escola, entre outras. Infelizmente, a verdade e os valores morais e espirituais vêm sendo substituídos pelo engano e relativismo.

       Como o cristão deve proceder frente a essa realidade? Quais são seus maiores desafios? Quais cuidados devem-se ter para não se tornar vítima dessa situação? Essas e outras questões serão debatidas a seguir com o intuito de promover não só uma análise da situação, mas também, sobretudo, gerar um despertamento para lutarmos pela preservação da família. Embora exista uma orquestração diabólica para a destruição do lar, ainda existem aqueles que pagam o preço por  sua restauração.

       O líder/conselheiro deve alertar os pais, preparando-os para enfrentar esses desafios, mostrando meios de proteção do lar e como manter o casamento cada vez mais sólido.

1 – ATAQUES À FAMÍLIA

       Deus  instituiu a família e estabeleceu princípios para o seu desenvolvimento. Cada integrante da família (marido, mulher e filhos) tem seu papel bem definido na Palavra de Deus (Ef 5:22_33; 6:1_4) e, quando os princípios do Criador não são aplicados, a família corre o risco de ser destruída. Satanás, de forma sistemática e constante, tem atacado a família.Seu intento é destruí-la e, por isso, a família tem sofrido sérios ataques. Especialistas mostram que as mudanças sociais pelas quais a família tem passado trouxeram consequências para a sua constituição. Vejamos alguns elementos que vem contribuindo para o desmoronamento da família:

1 – A influência da mídia

       A família vem sofrendo um terrível ataque à medida que se expõe à invasão e ao controle dos meios de comunicação, que, de uma forma indesejada, despejam um verdadeiro lixo dentro de casa, poluem o ambiente e prejudicam o relacionamento familiar.

       Infelizmente, os filhos são massificados pela mídia e pelos seu programas nocivos que desvalorizam a família e vão de encontro aos valores morais e espirituais.

Entendemos por valores os princípios, leis ou normas que regem a vida cristã fundamentados na Palavra e no caráter de CRISTO.

Os programas veiculados diariamente na TV apresentam cenas de violência, sexo e erotismo exagerados, amplamente difundidos nas novelas, filmes e nos famosos “reality shows”, programas de auditórios entre outros.

       No Seminário Internacional Criança, Adolescente e Mídia, o estudo Kiddo’s -Latim America Kids Study, é mostrada a realidade brasileira de crianças e adolescentes como consumidores de mídia, numa pesquisa feita em 2003, com 1500 crianças de classe A, B e C residentes nos grandes centros do país.

       O estudo apresenta dados preocupantes. Segundo a pesquisa, 59% das mães trabalham fora e têm, portanto, somente o período noturno para ficar com seus filhos. Somente 14% de das crianças declaram brincar/jogar com os pais. A atividade que mais fazem juntos é ir ao Shopping.  

       Quanto aos meios de comunicação usados 99% assistem TV, 87% ouvem rádio, 79% leem quadrinhos, e 34% usam Internet. Observou-se o contexto em que a criança e o adolescente têm contato com os diferentes tipos de mídia é dentro de casa, uma grande parte do tempo sozinho ou com os irmãos e, à noite, na companhia dos pais. A televisão continua sendo o principal veículo de entretenimento e interação da criança com o mundo.

       Um fato preocupante apresentado nos resultados dessa pesquisa é sobre o tempo em que a criança fica na frente da “telinha”. Para termos idéia da gravidade da situação, constatou-se que 81% das crianças assistem TV durante duas ou mais horas por dia. Algumas delas chegam a ficar seis ou sete horas em frente a uma televisão. Isso não seria possível se não houvesse algo de subliminar no conteúdo exposto. Somente 21,9% dessas crianças têm algum tipo de TV por assinatura, o que as obriga assistir a programação de baixa qualidade oferecida nos canais abertos. E para agravar a situação, observou-se que 36,4% das crianças costumam assistir TV sozinhas. Mais de 50% até 11 anos assistem TV entre 18 horas e 21 horas. Quase 40% assistem até às 23 horas, horário em que ocorre uma forte exposição ao conteúdo televisivo adulto.

       Os resultados mostraram que a criança assiste não somente a programação infantil, mas também toda programação da televisão. Dos dez programas de maior audiência pelas crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos, oito são considerados para adultos e somente dois fazem parte da programação infanto-juvenil. Os programas mais assistidos são os realities shows como o Big Brother, a Fazenda, etc., filmes, novelas, programas humorísticos e programas de auditório.

       De acordo com a pesquisa, na percepção dos pais, a exposição das crianças a uma grande parte da programação adulta da TV aberta e também a alguns dos programas infanto-juvenis vem gerando consequências indesejáveis para a formação dessas crianças e jovens. Essa exposição leva a substituição do sonho infantil pela ilusão adulta, privam a criança do mundo do “faz -de-conta” e da pura fantasia ao apresentarem um mundo em que as pessoas e situações são reais, mas alimentam ilusões de riqueza, sucesso e felicidade. Com isso, confundem as crianças e dificultam sua percepção do que é real e do que é imaginário.

       Os pais também alegam a banalização do sexo, da violência e da própria linguagem. Eles criticam a forma como a mulher é retratada na TV, as cenas de sexo e a sensualidade usadas e abusadas em nome do humor; atacam a violência, o “mundo cão”, a exploração da desgraça e degradação humana, a banalização da linguagem, o uso incorreto do português e a pobreza do vocabulário; também mostram o desrespeito ao próximo, a negação de valores, a discriminação e o preconceito retratados na exposição de pessoas ao ridículo, na caracterização de papéis em função da raça, cor, etc., a falta de solidariedade, de honestidade, de humildade, e a desestruturação dos conceitos de família e das relações efetivas, indo frontalmente contra tudo aquilo que os pais tentam passar para os filhos.

       Os meios de comunicação são hoje os maiores divulgadores de valores antibíblicos e prejudiciais à vida espiritual. Satanás apoderou-se desses meios para enganar e iludir as pessoas, afastando-as de Deus.

       As pessoas, em sua maioria, não se preocupam com o que a TV está oferecendo, querem apenas entretenimento e relaxamento. Assistem tudo ignorando o impacto que isso pode causar à vida cristã. Muitas vezes, a TV causa danos irreparáveis à vida espiritual.

2 – A inversão de valores

       Vivemos numa época…

Psicologia Pastoral – A Ciência do Conhecimento Humano como Aliada Ministerial

Jamiel de Oliveira Lopes – CPAD

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