Defendendo a família dos males da pós-modernidade

        Vivemos numa época de profundas mudanças em todos os seguimentos da sociedade. O mundo atual vem passando por um momento de crise multidimensional, cujas facetas afetam vários aspectos da vida como: a saúde, a qualidade de vida, as relações sociais, a economia, a tecnologia e a política.

       Em decorrência dessa crise e devido às mudanças culturais e de comportamento advindas da pós-modernidade, a família sofreu, nassas últimas décadas, sérios ataques que abalaram profundamente sua estrutura. Os ataques surgem de diferentes áreas como mídia (falada e escrita), internet, escola, entre outras. Infelizmente, a verdade e os valores morais e espirituais vêm sendo substituídos pelo engano e relativismo.

       Como o cristão deve proceder frente a essa realidade? Quais são seus maiores desafios? Quais cuidados devem-se ter para não se tornar vítima dessa situação? Essas e outras questões serão debatidas a seguir com o intuito de promover não só uma análise da situação, mas também, sobretudo, gerar um despertamento para lutarmos pela preservação da família. Embora exista uma orquestração diabólica para a destruição do lar, ainda existem aqueles que pagam o preço por  sua restauração.

       O líder/conselheiro deve alertar os pais, preparando-os para enfrentar esses desafios, mostrando meios de proteção do lar e como manter o casamento cada vez mais sólido.

I – ATAQUES À FAMÍLIA

       Deus  instituiu a família e estabeleceu princípios para o seu desenvolvimento. Cada integrante da família (marido, mulher e filhos) tem seu papel bem definido na Palavra de Deus (Ef 5:22_33; 6:1_4) e, quando os princípios do Criador não são aplicados, a família corre o risco de ser destruída. Satanás, de forma sistemática e constante, tem atacado a família.Seu intento é destruí-la e, por isso, a família tem sofrido sérios ataques. Especialistas mostram que as mudanças sociais pelas quais a família tem passado trouxeram consequências para a sua constituição. Vejamos alguns elementos que vem contribuindo para o desmoronamento da família:

1 – A influência da mídia

       A família vem sofrendo um terrível ataque à medida que se expõe à invasão e ao controle dos meios de comunicação, que, de uma forma indesejada, despejam um verdadeiro lixo dentro de casa, poluem o ambiente e prejudicam o relacionamento familiar.

       Infelizmente, os filhos são massificados pela mídia e pelos seu programas nocivos que desvalorizam a família e vão de encontro aos valores morais e espirituais.

Entendemos por valores os princípios, leis ou normas que regem a vida cristã fundamentados na Palavra e no caráter de CRISTO.

Os programas veiculados diariamente na TV apresentam cenas de violência, sexo e erotismo exagerados, amplamente difundidos nas novelas, filmes e nos famosos “reality shows”, programas de auditórios entre outros.

       No Seminário Internacional Criança, Adolescente e Mídia, o estudo Kiddo’s -Latim America Kids Study, é mostrada a realidade brasileira de crianças e adolescentes como consumidores de mídia, numa pesquisa feita em 2003, com 1500 crianças de classe A, B e C residentes nos grandes centros do país.

       O estudo apresenta dados preocupantes. Segundo a pesquisa, 59% das mães trabalham fora e têm, portanto, somente o período noturno para ficar com seus filhos. Somente 14% de das crianças declaram brincar/jogar com os pais. A atividade que mais fazem juntos é ir ao Shopping.  

       Quanto aos meios de comunicação usados 99% assistem TV, 87% ouvem rádio, 79% leem quadrinhos, e 34% usam Internet. Observou-se o contexto em que a criança e o adolescente têm contato com os diferentes tipos de mídia é dentro de casa, uma grande parte do tempo sozinho ou com os irmãos e, à noite, na companhia dos pais. A televisão continua sendo o principal veículo de entretenimento e interação da criança com o mundo.

       Um fato preocupante apresentado nos resultados dessa pesquisa é sobre o tempo em que a criança fica na frente da “telinha”. Para termos idéia da gravidade da situação, constatou-se que 81% das crianças assistem TV durante duas ou mais horas por dia. Algumas delas chegam a ficar seis ou sete horas em frente a uma televisão. Isso não seria possível se não houvesse algo de subliminar no conteúdo exposto. Somente 21,9% dessas crianças têm algum tipo de TV por assinatura, o que as obriga assistir a programação de baixa qualidade oferecida nos canais abertos. E para agravar a situação, observou-se que 36,4% das crianças costumam assistir TV sozinhas. Mais de 50% até 11 anos assistem TV entre 18 horas e 21 horas. Quase 40% assistem até às 23 horas, horário em que ocorre uma forte exposição ao conteúdo televisivo adulto.

       Os resultados mostraram que a criança assiste não somente a programação infantil, mas também toda programação da televisão. Dos dez programas de maior audiência pelas crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos, oito são considerados para adultos e somente dois fazem parte da programação infanto-juvenil. Os programas mais assistidos são os realities shows como o Big Brother, a Fazenda, etc., filmes, novelas, programas humorísticos e programas de auditório.

       De acordo com a pesquisa, na percepção dos pais, a exposição das crianças a uma grande parte da programação adulta da TV aberta e também a alguns dos programas infanto-juvenis vem gerando consequências indesejáveis para a formação dessas crianças e jovens. Essa exposição leva a substituição do sonho infantil pela ilusão adulta, privam a criança do mundo do “faz -de-conta” e da pura fantasia ao apresentarem um mundo em que as pessoas e situações são reais, mas alimentam ilusões de riqueza, sucesso e felicidade. Com isso, confundem as crianças e dificultam sua percepção do que é real e do que é imaginário.

       Os pais também alegam a banalização do sexo, da violência e da própria linguagem. Eles criticam a forma como a mulher é retratada na TV, as cenas de sexo e a sensualidade usadas e abusadas em nome do humor; atacam a violência, o “mundo cão”, a exploração da desgraça e degradação humana, a banalização da linguagem, o uso incorreto do português e a pobreza do vocabulário; também mostram o desrespeito ao próximo, a negação de valores, a discriminação e o preconceito retratados na exposição de pessoas ao ridículo, na caracterização de papéis em função da raça, cor, etc., a falta de solidariedade, de honestidade, de humildade, e a desestruturação dos conceitos de família e das relações efetivas, indo frontalmente contra tudo aquilo que os pais tentam passar para os filhos.

       Os meios de comunicação são hoje os maiores divulgadores de valores antibíblicos e prejudiciais à vida espiritual. Satanás apoderou-se desses meios para enganar e iludir as pessoas, afastando-as de Deus.

       As pessoas, em sua maioria, não se preocupam com o que a TV está oferecendo, querem apenas entretenimento e relaxamento. Assistem tudo ignorando o impacto que isso pode causar à vida cristã. Muitas vezes, a TV causa danos irreparáveis à vida espiritual.

2 – A inversão de valores

       Vivemos numa época de inversão de valores. A família na pós-modernidade, vem perdendo a sua função como agente educador., tornando-se desarticulada. Até mesmo os papéis dentro da família estão indistintos, ou seja, nem os pais nem os filhos sabem os seu papéis; há uma inversão dos direitos e deveres.

       Os filhos que recebiam as informações exclusivamente dos pais e avós agora absorvem os valores que são impostos pela sociedade.

       A família recebeu a incumbência divina de educar os filhos. Cabe a ela solidificar os valores éticos e morais e ensinar sobre os valores das coisas espirituais. A perda da referência familiar está levando a sociedade a um caos total.

       O ambiente social onde nos desenvolvemos e os fatores relacionados aos processos psicológicos como: os valores culturais, os valores morais e espirituais, atitudes, necessidades, estereótipos, tendências cognitivas, etc., são preponderantes para um desenvolvimento saudável.

       Infelizmente, a sociedade passou a ditar as normas por meio da mídia, anulando os bons princípios estabelecidos pela família. A Televisão, a internet e outros meios de comunicação têm contribuído para mudanças nos padrões e valores socioculturais envolvidos na organização da vida social.

       A mídia com o discurso de retratar a realidade, induz o povo a praticas perniciosas, destruindo ainda mais a já fragilizada relação familiar. Ao mesmo tempo em que fala do perigo das drogas, ela enaltece cantores  que morrem por overdose, mostrando-os como heróis. De uma forma muito sutil, esses meios de comunicação introjetam mensagens quase imperceptíveis que exercem uma grande influência no comportamento da família.

       A sociedade já não valoriza os princípios moraís e éticos tradicionais ou aqueles respaldados nos preceitos bíblicos; mas, de forma coercitiva, impõe uma nova filosofia de vida, desprovida de responsabilidade e pudor.

Conselhos práticos

       Devemos agir com sabedoria, rejeitando valore contrários a vontade do Senhor. Devemos ensinar os bons princípios aos filhos sem, no entanto, estabelecer normas de condutas por imposição, buscando a cada dia mais conhecimento da Palavra de Deus e revestindo-nos das armaduras de Deus para resistirmos no dia mau e permanecermos firmes no Senhor ( Ef 6:10,11,13).

As virtudes cristãs concernentes à família estão sendo substituídas por valores anticristãos: filhos que não respeitam os pais; permissivos quanto a moralidade; e a substituição do culto doméstico por entretenimentos perniciosos, etc. (Wagner dos Santos Gaby. Lição 10 – A Inversão dos Valores – 2008, CPAD).

 

3 – O relativismo das coisas

       Dentre os ardis que atingiram a família, talvez o que causou um maior impacto tenha sido a propagação de conceitos filosóficos, principalmente com o advento do Iluminismo (séc. XVIII), que colocou a razão acima da moral cristã, que, como um vendaval, invadiu a sociedade promovendo mudanças radicais.

       Outros conceitos surgiram como: o Humanismo, que destrona o Senhor Deus como autoridade absoluta e enaltece o homem; o materialismo crescente, que põe a abundância dos bens materiais como alvo principal da vida; e o relativismo, que nega os valores absolutos, tornando todas as coisas relativas. Essas filosofias têm impactado a sociedade e, consequentemente, a família cristã.

       O impacto do secularismo e do indiferentismo religioso sobre a família, promovido por uma sociedade de consumo, dominada pelo hedonismo e pela ambição de poder vem gerando uma conduta social baseada no relativismo ético.

       Além de permeada pela ideia dos simulacros e simulação – algo que se propõe real, ou substituto da realidade, não permitindo o discernimento entre realidade e ilusão -, a sociedade atual faz uma inversão de valores e estabelece um novo padrão de normalidade. O que era certo parece tornar-se errado, e o que era errado parece tornar-se certo. Jovens, por exemplo, que admitem em um grupo de amigos que nunca tiveram um relacionamento sexual tornam-se alvo de zombaria e são hostilizados como uma “geração jurássica“, antiquada.

       Essa onda de influências filosóficas que invade a sociedade como um tsunami é a grande tendência da atualidade e está implícita em documentos como o CDC – Convenção sobre os Direitos da Criança – documento adotado por unanimidade pela ONU em 20 de Novembro de 1989, que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos econômicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

       A Convenção da ONU dos Direitos da Criança impõe limitações rigorosas no direito de um pai ou mãe dirigir e treinar os seus filhos. A CDC remove dos pais o direito de disciplinar fisicamente os filhos por rebelião e desobediência.

       Em atendimento ao CDC, a Suécia e outros países oficialmente proíbem qualquer disciplina física, e pais “infratores” são tratados como criminosos, enquanto assassinos e estupradores menores de 18 anos não podem ser tratados com tais.

       Cerca de 190 países ratificaram a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. O Brasil criou em 1990 o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente -, espelhado nos interesses e imposições desse documento.

       Diante dessa trágica realidade, constatamos que grande é a nossa responsabilidade de mantermos as estacas e os mourões bem fincados, de ter sólido o alicerce sobre o qual se mantém firme a família.

II – O LAR E AS INFLUÊNCIAS MUNDANAS

       Possivelmente, você já tenha passado por grandes desafios na sua vida; existem, no entanto, forças que transcendem nossos problemas cotidianos, que atuam de forma sorrateira, impelindo-nos ao pecado e à desobediência a Deus.

1 – O mundanismo

       A palavra “Mundo” tem vários significados na Bíblia:

  • Mundo cósmico (Gn 1:1) – representa o universo ou toda a criação de Deus;
  • Mundo humano (Jo 3:16) – representa a humanidade, o mundo que Deus amou;
  • Mundo material (1ªJo 2:15) – representa os prazeres materiais da vida , o mundo que não devemos amar;
  • Mundo espiritual (Ef 6:12; 1ª Jo 2:16; 5:4_5) – representa as forças espirituais do mal (Satanás, anos decaídos e demônios), o mundo invisível que precisamos vencer.

       O termo mundanismo deriva-se mais precisamente da expressão “mundo material”, que está relacionado aos prazeres efêmeros desta vida. Assim sendo, uma pessoa torna-se mundana à medida que busca apenas os gozos materiais.

2 – A influência do mundanismo

O mundo espiritual trabalha incessantemente influenciando o mundo humano através do mundo material. Os métodos usados pelo inimigo são quase imperceptíveis e são usados nas coisas que mais gostamos e admiramos.

       Na sociedade moderna, vem ocorrendo uma aniquilação ou descaracterização cultural. A Televisão, a Internet e outros meios de comunicação contribuem para mudanças nos padrões e valores socioculturais envolvidos na organização da vida social. 

       Como já vimos, esses meios de comunicação vão introjetando mensagens que fatalmente não são percebidas, mas que influenciam de uma forma muito sútil. Há muitas propagandas e comerciais veiculados na mídia televisiva, que sem percebermos, passam uma mensagem oculta, contrária aos valores éticos contidos na Bíblia, como por exemplo, os que tentam apresentar a infidelidade, a “traição como algo normal na sociedade contemporânea.”

        A industria de entretenimento apresenta na televisão shows e filmes que promove a profanação, violência e sexo ilícito. Grupos musicais e cantores cantam músicas que estimulam o estupro, as drogas, os assassinatos, o suicídio e até mesmo temas satânicos.

2.1 – Internet

       A internet também tem sido um instrumento perigosíssimo usado pelo reino das trevas. Infelizmente, não existem limites para o acesso a sites pornográficos ou games que propagam a violência.

       É bem verdade que a internet tem suas vantagens. O mundo virtual é mais rápido, mais direto e imediato, pois ele globaliza o acesso as informações, facilita a comunicação, diminui distâncias entre pessoas que vivem longe, acelera a comunicação tanto no trabalho quanto no campo pessoal, gerando oportunidades de reencontros, produzindo menores gastos para os usuários e para as empresas.

       Além disso, a Internet oferece uma grande variedade de meios de comunicação virtual, entre eles: e-mail, redes sociais, torpedos, chats, mensagens de texto, blog e tantos outros dispositivos de relacionamento virtual criados para facilitar e estimular este tipo de interação social. Mas se não tivermos cuidado e discernimento, seremos tragados de forma sorrateira, substituindo facilmente nossa linguagem, usos e costumes e, sobretudo, os valores cristãos pelos antivalores apresentados nas mídias, Há outras formas sutis mais usadas por Satanás para influenciar principalmente os jovens. Vejamos aluns exemplos:

2.2 – A música 

A música teve origem nos céus. A Bíblia fala de trombetas, harpistas e corais celestiais (Ap 14:2,3). É Deus quem dá a inspiração para as grandes e belas canções que servem para o nosso enlevo espiritual. Porém Satanás utiliza=se desse instrumento para atrair multidões. Não é por acaso que os campeões de vendas de CDs no Brasil são os grupos ou cantores que possuem dançarinos seminus que apresentam uma coreografia cheia de sensualidade e gestos obscenos, cujas músicas falam de sexo ou então usam termos pejorativos. Como cristãos, não devemos aceitar essas coisas, pois as tais ofendem a santidade de Deus.

2.3 – Astros e estrelas do cinema e da televisão

       No decorrer de nossas vidas, conhecemos inúmeras pessoas a quem admiramos e que, por muitas vezes, procuramos imitá-las. Segundo os especialistas, na imitação, a criança e o adolescente vivenciam novas emoções e buscam novas experiências, Porém, mesmo estando ainda em fase de desenvolvimento e de formação da própria identidade, isso não afeta a personalidade, já que , à medida que crescem, a imitação torna-se menos evidente.

       Entretanto, entendemos, que a imitação torna-se perigosa quando se cria uma realidade ilusória e a pessoa passa a querer viver de acordo com o que está na indústria cultural, que cria os “semideuses” explorados amplamente na publicidade. São “astros” criados nas telas do cinema e da TV — a chamada fábrica de ilusões –, no mundo do esporte e da música.

       Às vezes, colecionamos pôsteres ou revistas que falam dessas pessoas. Entretanto, dificilmente percebemos que estamos imitando comportamentos estranhos e até bizarros de pessoas ímpias, promíscuas, que blasfemam de Deus e de sua Palavra.

       Infelizmente, a mídia enaltece essas pessoas, levando alguns jovens a acreditar que elas são realmente “estrelas”. Há muitos que desejam alcançar o sucesso dessas pessoas, mas tudo não passa de um mito ou de uma representação. A vida de muitas dessas pessoas, nos bastidores, é de infelicidade, solidão, tristezas e angústias. Cristo, porém, apresenta-se a você como o Grande Herói, invisível, mas real, verdadeiro e puro, bem diferente daqueles que aparecem nos palcos, nas telas do cinema ou da televisão.

Conselhos práticos

       Devemos ter cuidado da sutileza do inimigo para não sermos influenciados. Hoje, é comum o uso de gírias, palavrões (palavras torpes ou obscenas) e expressões pejorativas nos meios de comunicação. Essas expressões estão presentes nas músicas, nos desenhos animados, nos filmes, nas novelas, nos programas de “humor” e, principalmente, na linguagem utilizada por alguns apresentadores de programas de Televisão.

        Precisamos ter cuidado para não aceitarmos isso como algo normal (Rm 12:2). Lembre-se de que você é cristão e faz parte do reino de Deus, onde este tipo de linguagem não é utilizada (Ef 4:29).

2.4 – A sensualidade e o culto ao corpo

       A mídia incentiva as pessoas a trajarem-se de forma sensual. A sensualidade tornou-se algo enfático no momento.

       A ditadura da beleza difundida amplamente na mídia leva muitos a tentarem de todas as formas alcançarem um  corpo perfeito.

       Há muitas pessoas que comprometem sua renda, gastam todo o seu salário com produtos de beleza, academias, salões de beleza, cirurgias plásticas, tratamentos em clínicas de estéticas, spas, etc., ou seja, buscam inúmeras afirmativas para alcançar um “modelo padrão”. Porém, muitos se frustram e se deprimem ao perceberem que isso não é possível. Por trás desse apelo midiático, existe a “indústria da beleza”, que fatura pesado e enriquece cada vez mais.

Conselhos práticos

       Não é errado cuidar da aparência, da autoimagem e do corpo, fazer exercícios ou frequentar uma academia, desde que isto seja feito para ter uma boa saúde e um bem-estar físico e  emocional.

       O apóstolo João, ao escrever a Gaio, diz: “Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma” (3ªJo 2 – NVI). O exagero é prejudicial e pode causar danos físicos e psíquicos.

3 – O cristão e o mundo

       Há duas coisas básicas que a Bíblia alerta em relação ao mundo:

       Primeiro: “Não ameis o mundo” (1ªJo 2:15);

       Segundo: “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12:2). Descubra as razões por que não devemos amar ou nos conformar com este mundo.

       A expressão “mundo” aqui se refere aos prazeres materiais desta vida. Foram as glórias deste mundo que Satanás ofereceu a Cristo durante a tentação (Mt 4:8,9).

       A Bíblia mostra as razões por que não devemos amar o mundo.

       Primeiro: Quem se torna amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus: “[…] não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4:4). “[…] Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1ªJo 2:15b).

       Segundo: Nada do que está no mundo vem de Deus: “Porque tudo o que há no mundo (mundo material), a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo (mundo espiritual)” (1ªJo 2;16 – inserções nossas).

       Terceiro: O mundo é passageiro: “E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1ªJo 2:17).

       A Bíblia também mostra que não devemos ficar conformados com este mundo. Conformar-se é adotar para si uma forma de vida semelhante às ´pessoas que vivem distanciadas de Deus. Há diferença entre a pessoa que serve a Deus e a que não o serve (Ml 3:18; Rm 12:2). Portanto, saiba que você pode vencer o mundo. O mundo é um inimigo que pode ser vencido quando usamos nossa fé (1ªJo 5:4).

III – OS CUIDADOS QUE O CRISTÃO DEVE TER

       Quando o Senhor Deus instituiu a família, Ele visou dar ao homem a oportunidade de ele desfrutar do prazer e da felicidade ao lado de sua esposa e filhos. Vimos, no entanto, que as mudanças socioculturais fizeram o homem desviar-se dos desígnios de Deus  para com a família. Apesar de tudo ainda há esperança.

       Vejamos alguns cuidados básicos necessários que podem fazer a diferença.

1 – Deixar Cristo ser Senhor absoluto do lar

       Um lar bem estruturado glorifica a Deus. Mas, para se ter um lar feliz e bem estruturado, é necessário que Cristo seja o Senhor absoluto desse lar. Quando Cristo é o Senhor de nossa casa, significa que Ele ocupa o primeiro lugar em tudo e que nada é mais importante que Ele (Mc 12:30). Por isso precisamos ter total controle sobre o que assistimos na TV e o que acessamos na internet, não deixando que as coisas que ofendem a santidade de Deus entrem em nossas casas. Segundo a Bíblia, não pode haver comunhão entre a luz e as trevas e não há harmonia entre Cristo e Belial (2ªCo 6:14,15). Se Cristo é o Senhor de nossas vidas, então não podemos dividi-lo com nada deste mundo.

2 – Manter a Palavra de Deus como regra de fé e prática

       Uma das grandes necessidades do cristão na atualidade á manter as Escrituras como base da autoridade e estudá-la sistematicamente para compreender os desígnios de Deus.É nas Escrituras que encontramos as respostas de que precisamos para obter uma vida cristã sadia. A Palavra de Deus precisa ser usada como regra de fé e prática.

3 – Não aceitar o padrão de normalidade estabelecido pela sociedade

       Devemos estabelecer sempre a Palavra de Deus como o único meio de orientação seguro para as nossas vidas, sem deixar a mídia exercer controle sobre nós, nem sempre nosso lar. Precisamos fazer a diferença entre o que é comum e o que é normal.

       Nem tudo o que é comum é normal. O padrão de normalidade estabelecido pela sociedade não serve para um cristão. Como filhos de Deus, não devemos aceitar o padrão estabelecido pela mídia. Nós fomos chamados por Deus para fazer a diferença (Ml 3:18).

4 – Ensinar valores morais e espirituais aos filhos

       O pais cristãos tem consciência da responsabilidade que possuem no desenvolvimento dos valores morais e espirituais dos filhos. A questão é: como fazer isto de forma adequada? A maneira mais eficaz de ensinar valores aos filhos é usando a Palavra de Deus como recurso. A Bíblia deve ser usada como um manual pleno de instrução e formação de valores.

       O apóstolo Paulo afirma: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2ªTm 3:16,17 – NVI).

5 – Realizar sempre o culto doméstico

       O culto doméstico é um excelente caminho para a estabilidade do lar. Quando a Palavra de Deus é ensinada, Cristo assume a supremacia no lar, e a família alcança as bençãos espirituais.

       O culto doméstico ainda é a alternativa mais viável para a formação dos valores morais e espirituais. Deus, através de sua Palavra, encoraja-nos a usar a correção de forma adequada, ensinando nossos filhos para que seu comportamento infantil não se torne seriamente antissocial e destrutivo. De acordo com o livro de Provérbios, se ensinarmos os nossos filhos os caminhos do Senhor, mesmo quando eles envelhecerem, não se desviarão (Pv 22:6).

6 – Dedicar tempo para a família

       A falta de tempo e do diálogo  familiar talvez seja um dos problemas mais frequentes nos lares cristãos que tem causado um grande estrago em muitas famílias.

       Os maiores vilões desse problema têm sido a ausência dos pais, quer seja pelo trabalho ou atividades da igreja e o tempo gasto na frente da TV e do computador.

   O cuidado com a família é o que há de mais importante depois do nosso relacionamento com Deus (1ªTm 5:8). O apóstolo Paulo indaga: “Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? (1ªTm 3:5). Há pessoas que se dedicam tanto as atividades da igreja que se esquecem de cuidar da sua própria casa. Levar os filhos à igreja não é o suficiente, mesmo quando o pai é o pastor. Os valores também devem ser ensinados e praticados dentro de casa.

7 – Ser um exemplo em casa

       O lar é a primeira escola responsável pela formação do ser humano e a construção de sua cidadania. A família é uma espécie de laboratório da vida onde são desenvolvidas as mais variadas experiências que poderão ajudar ou dificultar a relação do indivíduo com o mundo.

      A falta de uma educação adequada compromete o desenvolvimento pleno do ser humano.

       A forma de ensino mais eficaz é o exemplo da vida dos pais. Os filhos tendem a imitar as realizações e as qualidades dos pais; assim sendo, provar um modelo consistente é importante na educação dos filhos.

Psicologia Pastoral – A Ciência do Conhecimento Humano como Aliada Ministerial

Jamiel de Oliveira Lopes – CPAD

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