Mecanismos fisiológicos na emoção

       Sabe-se hoje que as áreas relacionadas com os processos emocionais ocupam distintos territórios do cérebro, destacando-se entre elas o Hipotálamo, a área Pré-Frontal e o Sistema Límbico.

       Para melhor compreendermos a origem de nossas emoções, faz-se necessário observarmos alguns aspectos da anatomia humana. O cérebro funciona como um elo entre a mente e o corpo. No córtex cerebral, há um local específico chamado hipotálamo, considerado a sede das emoções. O hipotálamo é responsável pela tomada de consciência das emoções. Quando tomamos consciência de nossas emoções, nosso organismo manifesta alterações orgânicas compatíveis.

       Todo esse processo é comandado pelo nosso sistema nervoso. É através dele que sentimos e, ao mesmo tempo, tomamos consciência dessas emoções. O sistema nervoso é dividido em: Sistema Nervoso Central (SNC), Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e Sistema Nervoso Periférico (SNP). O Sistema Nervoso Central é a sede das atividades nervosas que comandam as relações do organismo com o meio externo. O Sistema Nervoso Autônomo comanda o funcionamento dos órgãos de nutrição ou de vida vegetativa. O Sistema Nervoso Periférico é constituído por fibras que ligam o sistema nervoso central ao receptor, no caso da transmissão de impulsos sensitivos; ou ao efetor, quando o impulso é motor.

       As emoções, principalmente aquelas de maior intensidade, provocam mudanças profundas em todo o corpo. As numerosas mudanças corporais que ocorrem durante a emoção não são fenômenos desconexos; reúnem-se em padrões organizados sob a influência do sistema nervoso e das glândulas endócrinas. As mudanças fisiológicas mais comuns são:

  • A aceleração do coração – não é por acaso que o coração  há muito é um símbolo da emoção.
  • Respiração – alteração do ritmo e profundidade da respiração.
  • Resposta Pupilar – a pupila tende a dilatar-se ou contrair-se dependendo do estado de excitação ou tranquilidade em que se encontra o indivíduo.
  • Secreção de saliva – diminuição de saliva, provocando secura na boca.
  • Resposta pilomotora – termo técnico utilizado para pele arrepiada.
  • Motilidade gastrointestinal – a excitação emocional pode levar à náusea ou á diarreia.
  • Aumento da Pressão arterial – enrubescimento ou palidez na pele. Ocorre devido ao processo de dilatação ou constricção dos vasos sanguíneos.
  • Tremor e tensão dos músculos – os músculos tensos podem tremer quando os músculos opostos são contraídos simultaneamente

       Os estados emocionais mais duradouros podem, sob certas condições, manter tensão interior e ter consequências físicas  prejudiciais, resultando em perturbações psicossomáticas.

       Sentimentos e emoções são em grande número em nossas mentes; eles afetam nossos corpos, nosso comportamento, nossas vidas.

       Hoje em dia, há dados suficientes para podermos afirmar que, por exemplo, em período de estresse, quando as pessoas desenvolvem muitas reações emocionais negativas, é mais provável que surjam certas doenças relacionadas com o sistema imunológico, como, por exemplo, a gripe, herpes, diarreias, ou outras infecções ocasionadas por vírus oportunistas. Em contrapartida, o bom humor, o riso e a felicidade ajudam a manter e/ou recuperar a saúde.

Psicologia Pastoral – A Ciência do Conhecimento Humano como Aliada Ministerial

Jamiel de Oliveira Lopes – CPAD

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