As fobias

       Fobia é uma espécie de medo mórbido. Medo é um sentimento desagradável que exerce grande influência entre os seres humanos. 

É sempre uma emoção de afastamento que envolve fuga do perigo. É uma resposta emocional a uma ameaça ou perigo. Surge medo quando percebemos algo perigoso ou uma situação ameaçadora., onde não possuímos capacidade de domínio da ameaça. É um sentimento de impotência”. (Hilgard, 1976)

        Em geral, o medo é adquirido. A criança, por exemplo, que ouve constantemente que, se não se comportar bem, o “bicho papão” vai pegá-la, ou que, em dado momento, ela é deixada em um quarto escuro e diz ter um velho que vai agarrá-la poderá desencadear nela um medo de ambientes escuros e de pessoas idosas..

          Medo é um sentimento que todo ser humano vivencia em algum momento da vida. Quase todos seres humanos já tiveram, alguma vez na vida, a sensação de que morreriam ou ficariam loucos, gerando nestes: desapontamento e preocupação, pânico, timidez e ansiedade.

      Os sintomas mais comuns do medo são: dispneia (dificuldade respiratória), reação de sufocamento, sudorese, náuseas, parestesia, rubor e calafrios.

       Os tratamentos mais indicados para as fobias são a psicoterapia e, mais recentemente, a dissensibilação, condicionamento operante e terapia comportamental.   

       O medo poderá ser útil e, de certa forma, necessário, quando ocorre como uma reação emocional ao perigo. Entretanto, a partir do momento em que esse medo passa a ser excessivo, prolongado e incomum, torna-se um medo mórbido. O excesso de ansiedade pode desencadear esse tipo de medo.

       O psiquiatra Geraldo José Ballone (2001) diz: 

As emoções negativas podem, por sua vez, determinar não apenas uma repercussão orgânica, como  se vê em psicossomática, mas, sobretudo, uma repercussão psicoemocional. Neste caso, o excesso de ansiedade poderia se traduzir por Transtornos de Ansiedade. Atualmente as classificações internacionais (CID.10 e DSM.IV) reconhecem as seguintes manifestações clínicas da ansiedade patológica:

Ataque de Pânico: caracteriza-se por crise súbita de sintomas de apreensão, medo intenso ou terror, acompanhados habitualmente de sensação de morte iminente. Aparecem também durante estes ataques, sintomas como palpitações, opressão ou mal estar torácico, sensação de sufocamento, medo de perder o controle, de ficar louco.

Agorafobia: caracteriza-se pelo aparecimento de ansiedade ou comportamento de evitação de lugares ou situações de onde escapar pode ser difícil ou complicado, ou ainda de onde seja impossível conseguir ajuda no caso de se passar mal.

Fobia específica: caracteriza-se pela presença de ansiedade clinicamente significativa, como resposta à exposição a determinadas situações e/ou objetos específicos temidos irracionalmente, dando lugar a comportamentos de evitação.

Fobia social: caracteriza-se pela presença de ansiedade clinicamente significativa como resposta a situações sociais ou atuações em público, e também podem dar lugar a comportamentos de evitação.

       No âmbito espiritual, é importante reconhecer que é a confiança em Deus que nos permitirá identificar o perigo e enfrentá-lo, não permitindo que o medo tenha qualquer controle sobre nós.

       A primeira menção na Bíblia do termo medo está em Gênesis 3:10: […]Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.” (ARA). Tal sentimento começou no jardim do Éden, levando nossos primeiros pais a correrem e fugirem de Deus após a queda.

     Partino-se desse princípio, o medo está relacionado com nossa pecaminosidade; por isso, ele não deve exercer domínio sobre nós. A Bíblia é enfática quando nos faz entender que o medo é algo que pode ser regulado pela vontade do homem.

       Por três vezes, Jesus ordena aos crentes: “não temais” (Mt 10:26,28,31). Paulo escreve: “Porque não recebestes o espírito da escravidão, para, outra vez, estardes em temor […]” (Rm 8:15).

       Alguns aspectos devem ser considerados para vencer as fobias:

  • Reconheça que o seu temor é real.
  • O medo, na verdade, não é do objeto causador, mas de algo que foi associado àquele objeto.
  • O objeto causador não produz essas experiências. As mesmas são produzidas pessoalmente pelo indivíduo, podendo, assim, ser controladas ou deixadas de ser produzidas.
  • O que o indivíduo teme são alguns sentimentos físicos normais de antecipação ao objeto do medo.

       O medo mórbido pode desencadear um temor do que o indivíduo possa sentir. Essas sensações antecipatórias geram mais temor, o que, por sua vez, produz sentimentos físicos mais intensos, contribuindo para disparar ainda mais o medo. Ao invés de ser temido, o medo deve ser compreendido e usado em sua justa finalidade, a fim de que, diante de algum perigo possível, o indivíduo possa estar preparado para uma ação corajosa. 

Psicologia Pastoral – A Ciência do Conhecimento Humano como Aliada Ministerial

Lidando com as emoções e sentimentos – O caminho para a maturidade emocional

Jamiel de Oliveira Lopes – CPAD

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