A Nossa Missão no Mundo: Missão Integral

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Algumas das fotos acima é a dos batizandos nas águas no dia 21/10/2018. Foi uma colheita farta. Louvado seja Deus. As outras fotos são referente a homenagem a todos os professores da EBD na ADJ25A concernente ao dia dos mestres em 15/10/2019. 

“Se ignorarmos o mundo, trairemos a Palavra de
Deus, a qual nos envia para servir ao mundo. Se
ignorarmos a Palavra de Deus, não teremos nada
para oferecer ao mundo.”
– definição retirada da Declaração da Miqueias
Global sobre Missão Integral
(pág. 134).

“Missão Integral é a igreja demonstrando a sua
fé em Jesus em todos os aspectos da vida. É
reconhecer que as pessoas são mais do que
a fome e o desespero que sentem. Elas são
complexas e preciosas, feitas à imagem de Deus.
Elas também são amadas. Missão Integral é
responder ao chamado de Deus para amar-nos
uns aos outros, completamente.”

– Declaração da Tearfund sobre Missão Integral

“O Jesus ressuscitado espera que a sua
comunidade de discípulos, que está pregando
as Boas Novas entre as nações, também esteja
buscando a unidade cristã, compartilhando
os seus recursos com as pessoas pobres e
necessitadas, engajando-se em iniciativas
dispendiosas de pacificação e sentindo fome e
sede pela justiça de Deus.”

– Vinoth Ramachandra

Definições

Missão Integral: Missão Integral é a igreja expressando e demonstrando a sua fé em Jesus Cristo em todos os aspectos da vida. Missão Integral é o trabalho da igreja no sentido de contribuir para a transformação positiva das pessoas no âmbito físico, espiritual, econômico, psicológico e social.

Igreja: O corpo de discípulos constituído por Jesus para expandir o Reino de Deus na terra através da pregação das Boas Novas e da formação de discípulos.

Reino de Deus: O lugar onde a justiça de Deus reina e onde o shalom é alcançado. Todas as coisas são reparadas. O Reino já está aqui, mas não em sua plenitude. Vemos apenas relances rápidos e provamos uma pequena porção do Reino até a volta de Cristo.

Missão Desconectada Vs. Missão Integral

por Jason Filetar

Quando eu tinha quatorze anos de idade, fiz uma viagem missionária aos bairros centrais decadentes de Chicago. Devo enfatizar que não foi uma viagem missionária “integral”, mas sim uma viagem missionária “desarticulada”. Fomos pregar o evangelho para comunidades que estavam sofrendo. Cometemos uma série de erros ao longo do caminho: presumimos que as pessoas não conheciam o evangelho, que o Espírito de Deus não estava presente e vivo naqueles lugares e que pregar o evangelho significava simplesmente ganhar almas, convencendo ou fazendo as pessoas sentirem-se culpadas o suficiente para repetir “a oração do arrependimento”. Então, como foi a viagem? Lembro-me de ter “ganho” algumas almas naquela viagem e de ter ficado orgulhoso por ter sido usado por Deus. Lembro-me do homem desabrigado que tinha cheiro de bebida e que consegui levar às lágrimas, fazendo-o sentir-se culpado pelos seus erros, e que em seguida foi restaurado através das orações fervorosas que fizemos de joelhos na calçada, a um quarteirão de um complexo urbano carente.

Entre todas as coisas boas que lembro de ter feito, também lembro que senti que estava faltando algo. Não há dúvida de que aquele homem tenha feito a oração, mas ele foi sincero? Ele estava sóbrio? Quando lemos nas escrituras que Jesus perdoava pecados, muitas vezes ele também curava o corpo fisicamente – ele levava plenitude completa para as pessoas, para as famílias e, às vezes, para comunidades inteiras. Eu conseguiria fazer o mesmo em sessenta minutos, em uma esquina? Eu tinha convencido um homem embriagado a repetir uma oração, sem oferecer nenhum tipo de plenitude à fragilidade de seu corpo — sua fome, sua falta de uma moradia financeiramente acessível, seu vício em álcool etc. Ele ia acordar no dia seguinte no mesmo estado de fragilidade do que no dia em que oramos juntos. Não devia ter acontecido algo mais? Eu tinha apenas quatorze anos, mas sabia que estava faltando alguma coisa. Infelizmente, só quando li a Bíblia depois de quase cinco anos, percebi que quando proclamamos as Boas Novas sem nenhum tipo de demonstração (a qual requer um relacionamento autêntico), não estamos realmente pregando as Boas Novas de Jesus Cristo. Nesse caso, pregamos uma versão modificada, que se parece com as Boas Novas, mas não são elas propriamente ditas.

Missão Integral

por René Padilla

Embora tenha virado moda usar o termo “missão integral” nos últimos anos, a abordagem de missão que esse termo expressa não é algo novo. A prática da missão integral remonta ao próprio Jesus e à igreja cristã do primeiro século. Além disto, um número cada vez maior de igrejas está pondo este estilo de missão em prática, sem necessariamente usar esta expressão para fazer referência ao que estão fazendo; ou seja, missão integral não faz parte do vocabulário delas. Está claro que a prática da missão integral é muito mais importante do que usar esta nova expressão para referir-se a ela. A expressão “missão integral” passou a ser usada principalmente pela Fraternidade Teológica Latino-Americana (FTL) aproximadamente vinte anos atrás. Foi uma tentativa de enfatizar a importância de concebermos a missão da igreja dentro de um marco mais bíblico e teológico do que do marco tradicional, o qual havia sido aceito pelos círculos evangélicos devido à influência do movimento missionário moderno. Do que se trata esta abordagem de missão? Em quais aspectos ela se diferencia da abordagem transcultural tradicional?

MISSÃO INTEGRAL – UM NOVO PARADIGMA

Do ponto de vista da missão integral, a missão transcultural tradicional está longe de explorar completamente o significado da missão da igreja. A missão pode ou não incluir o cruzamento de fronteiras geográficas mas, em todos os casos, ela requer principalmente cruzar a fronteira entre a fé e a falta de fé, seja no próprio país da pessoa (em casa) ou em um país estrangeiro (no campo missionário), dando testemunho de Jesus Cristo como sendo o Senhor da vida como um todo e de toda a criação. Examinemos quatro diferenças principais entre Missão Integral e Missão Transcultural Tradicional.

Missão Integral X Missão Transcultural Tradicional

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Todas as igrejas enviam e todas as igrejas recebem. O caminho da missão não é uma via de mão única. Não parte apenas dos países cristãos para os países pagãos; é uma via de mão dupla. Algumas igrejas enviam, quase que exclusivamente de países ocidentais cristãos, e algumas recebem, quase que exclusivamente do Sul Global. O mundo todo é um campo missionário, e cada uma das necessidades humanas é uma oportunidade para o serviço missionário. A igreja local é chamada para demonstrar a realidade do Reino de Deus entre os reinos deste mundo, não apenas pelo que fala, mas também pelo que é e pelo que faz em resposta às necessidades humanas em todos os lugares. Apenas o país receptor é visto como campo missionário. A casa dos missionários costuma ser um país cristão do Ocidente, e o “campo missionário” deles encontra-se em algum país pagão. Não é surpresa que a maioria dos missionários de carreira (às vezes, com muitos anos de ministério) decide aposentar-se em seus países de origem. Todo cristão é chamado para seguir a Jesus Cristo e comprometer-se com a missão de Deus no mundo. Os benefícios da salvação são inseparáveis de um estilo de vida  missionário, o que implica, entre outras coisas, a prática do sacerdócio universal dos crentes em todas as esferas da vida humana, de acordo com os dons e ministérios que o Espírito de Deus concedeu livremente ao seu povo. Somente alguns cristãos são missionários. Os missionários são pessoas chamadas por Deus para servi-lo, e há também os cristãos comuns, que desfrutam dos benefícios da salvação, mas que estão isentos de compartilhar do que Deus deseja fazer no mundo. A vida cristã, em todas as suas dimensões, seja no âmbito individual ou comunitário, é a principal testemunha do senhorio universal de Jesus Cristo e do poder transformador do Espírito Santo. Missão é muito mais do que palavras; ela é demonstrada através de uma vida que recupera o propósito original de Deus para o relacionamento do ser humano com o seu Criador, com o seu próximo, e com toda a criação. A vida e a missão da igreja poderiam ser separadas. Se o ato de enviar e apoiar alguns de seus membros em missões estrangeiras fosse uma condição para que uma igreja fosse considerada missionária, é possível que tal igreja não tivesse nenhuma influência significativa ou impacto algum no bairro ao seu redor: a vida da igreja tem um caráter local (em casa), e o trabalho de missões acontece em outro lugar, preferivelmente em um país estrangeiro (o campo missionário). Quando a igreja está comprometida com a missão integral e com o compartilhamento do evangelho através de tudo o que ela é, faz e diz, ela compreende que o seu objetivo não é tornar-se numericamente grande, materialmente rica ou politicamente influente. O seu propósito é encarnar os valores do Reino de Deus e testemunhar sobre o amor e a justiça que foram revelados em Jesus Cristo, pelo poder do Espírito Santo, para a transformação da vida humana em todas as suas dimensões, no âmbito individual e comunitário. O cumprimento deste propósito pressupõe que todos os membros da igreja, sem exceções e devido ao fato de terem se tornado parte do Corpo de Cristo, recebem dons e ministérios para o exercício dos seus sacerdócios, para os quais foram ordenados em seu batismo. Missão não é responsabilidade e privilégio de um grupo pequeno de pessoas fiéis que se sentem chamadas para o campo missionário (geralmente um país estrangeiro), mas de todos os membros, visto que todos fazem parte do sacerdócio real e, como tal, foram chamados por Deus para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1ª Pedro 2:9), onde quer que estejam. Compreendido nestes termos, este novo paradigma de missão não é tão novo assim; pelo contrário, trata-se da recuperação do conceito bíblico de que a missão é, na verdade, fiel aos ensinamentos das escrituras na medida em que é colocada a serviço do Reino de Deus e da sua justiça. Missão integral é o meio concebido por Deus para alcançar, dentro da história, o seu propósito de amor e justiça, o qual foi revelado em Jesus Cristo, através da igreja e no poder do Espírito Santo.

http://tearfundbrasil.org/wp-content/uploads/Live-Justly_Portuguese_AW_no_blanks.pdf

 

       “Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19:10; 1ªTm 1:15). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão (1ªCo 9:20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da Seara em João 4:35. O “ide” de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16:15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos.”

Revista Lições Bíblicas 4ºTrimestre de 2018.

“Outrossim, nós cristãos, precisamos comprometermo-nos pessoalmente na busca da excelência. Precisamos viver uma vida pacífica, manter em dia nossas contas e trabalhar com integridade. Quando nós conquistamos o respeito dos outros pela forma como bem conduzimos nossa própria vida, conquistamos também o direito de nos tornarmos lideres para outros.” (Bíblia da Liderança Cristã – Almeida Revista e Atualizada). 

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