Jesus nos chama para sua missão

Deus chama todos os seus discípulos para atuarem na sua obra missionária. Por isso, todos nós somos chamados por Jesus para a Grande Comissão: “Ide, fazei discípulos…”. Quem não puder ir para o campo missionário, por conta de seus contextos culturais ou geográficos, pode apoiar outros. Ao mesmo tempo, devemos atuar de forma missionária em nosso próprio contexto, na família, na vizinhança, no trabalho etc.

Separamos alguns conceitos e estratégias missionárias, encontrados no livro de Atos dos Apóstolos, e queremos compartilhar com você!

Estratégias missionárias em Atos

Os conceitos de missão e de missionário devem ser conectados em primeiro lugar a Deus, que é quem envia, e à igreja local, que, em nome do Senhor, coopera dando o suporte para o envio. O livro de Atos apresenta várias estratégias para a expansão missionária da igreja. Muitas ainda hoje podem servir de modelo.

UMA ESTRATÉGIA GEOGRÁFICA. O texto de Atos 1.8 apresenta a estratégia geral para o crescimento do movimento cristão em crescimento. Trata‑se de uma expansão “exterior”, que começa em Jerusalém, onde ocorreram os eventos que culminaram na morte e na ressurreição de Jesus, e se espalha por toda a Judeia e Samaria, em direção aos confins da terra. Desta maneira, aprendemos que a expansão missionária, em termos geográficos, deve se tornar cada vez mais abrangente e alcançar as nações mais distantes.

UMA ESTRATÉGIA URBANA. Também encontramos o uso de outra estratégia com característica urbana, ou seja, a evangelização de cidades‑chave. O Livro de Atos relata que Filipe se dirigiu a Samaria, Pedro foi a Cesareia e Paulo visitou as cidades‑chave do Oriente próximo e da Europa. Isto nos sugere a importância do ministério urbano até os dias de hoje. A ONU estima que entre 80 e 90% da população latino‑americana é urbana, e isso tem grandes implicações para a obra missionária.

Pessoas‑chave. Quando Paulo foi a Chipre, tratou com o procônsul do país. Em Atenas (outro centro metropolitano) conversou com os filósofos e alguns se converteram, entre eles um certo Dionísio, chamado “o areopagita” (veja 17.18,34). Quando em Éfeso, Paulo trabalhou durante dez anos entre os estudiosos da escola de Tirano. Como resultado, “todos os habitantes da Ásia ouviram a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos” (19.10). Que relatório! Filipe também é um bom exemplo dessa estratégia, pois ao evangelizar o eunuco vindo da Etiópia, abriu o caminho para a entrada do evangelho na África.

Igrejas autóctones. O Espírito Santo orientou as igrejas recém ‑fundadas para que fossem igrejas autóctones (20.28). O primeiro passo para se alcançar esse objetivo, e também o mais difícil, é procurar desenvolver uma liderança local capacitada (20.29‑31). Além disso, as igrejas procuravam, quando possível, tomar conta das próprias necessidades financeiras e, acima de tudo, assumir a tarefa também de levar o evangelho avante. Isto não quer dizer que não havia cooperação entre as igrejas. Muito pelo contrário, prestar ajuda e cooperação são atitudes não só positivas como essenciais para todas as igrejas (veja Jo 17.20‑21). Contudo, uma dependência excessiva enfraquece a igreja e prejudica a eficácia e a integridade do seu testemunho na sociedade. O alvo da autoctonia é o alcance evangelístico e missionário de cada comunidade cristã. Esta é a essência da Igreja. Por desenvolverem uma liderança local, as primeiras comunidades cristãs dispunham de toda a infraestrutura necessária para levar avante a evangelização do seu próprio povo. A igreja de Tessalônica é um bom exemplo para nós (1ªTs 1.8).

Implantação de igrejas. A implantação de uma igreja tem algumas características ou pré‑requisitos: coragem para compartilhar a Palavra de Deus; ousadia para transpor barreiras culturais, de modo intencional ou não; naturalidade em se viver o evangelho, mesmo sob tensão ou perseguição; estratégia para aproveitar as “pontes” ou o que se tem em comum com o outro (veja At 11.19, quando pregou ‑se somente aos judeus).

Instrução na igreja. Ao chegar e ver a graça de Deus, Barnabé foi buscar Saulo em Tarso e, por um ano, eles juntos ensinaram numerosa multidão em Antioquia (At 11.21‑26). Uma igreja não pode viver, crescer, se estabelecer, ser relevante, ser autossustentável sem a realidade de um ensino bíblico intencional e perseverante. José, chamado Barnabé por sua característica encorajadora, foi buscar um homem experimentado nas Escrituras, alguém conhecido pelo seu zelo em relação à Palavra de Deus. O resultado deste trabalho nos é mostrado na visão da igreja em Antioquia, ao enviar seus próprios líderes como missionários (At 13.1‑3).

Influência de uma igreja missionária. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11.26). O fato de terem sido chamados cristãos mostra a influência que geraram na cidade. Discípulos bem‑instruídos são uma poderosa ferramenta nas mãos de Deus para atingirem a comunidade que os cerca. Uma igreja missionária cheia do Espírito Santo anuncia Cristo, e não a si mesma. Nos dizeres do próprio Senhor Jesus, o Espírito Santo “me glorificará” (Jo 14.16), revelando‑nos que uma igreja cheia do Espírito Santo glorifica, anuncia e manifesta a pessoa do Salvador a todos os povos.

Iniciativa e envolvimento da igreja missionária. Em At 11.27‑30, um profeta chamado Ágabo deu a entender, pelo Espírito, que haveria de vir grande fome por todo o mundo. A Igreja logo tomou a atitude de enviar socorro aos irmãos que moravam na Judeia. Essa dimensão de generosidade só existe na vida da igreja que vê além de seus limites. Uma atitude responsiva e positiva revela um coração missionário que deseja servir, anunciar a verdade de Deus, mas principalmente viver a mensagem do reino, no temor do Senhor. O envolvimento de amor e de compaixão pelos que sofrem é marca registrada de uma igreja missionária, uma igreja que se importa*.

*Texto extraído da Bíblia Missionária de Estudo, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil

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