Por que compreender a personalidade

       A falta de conhecimento gera equívocos que pode gerar danos e prejuízos a nós mesmos e aos outros. Há na igreja uma grande tendência de generalizar-se os problemas psíquicos, principalmente as esquizofrenias, como sendo possessão demoníaca. Há até mesmo aqueles que acreditam que depressão, síndrome de pânico e sintomas como insônia são caracterizados por opressão e possessão demoníaca.

       Precisamos distinguir personalidade  mórbida das possessões e atividades de demônios. Para percebermos quando uma personalidade é mórbida, temos que entender a personalidade de um modo geral.

       Vamos recapitular alguns conceitos vistos anteriormente:

1 – Compreendendo a personalidade

Personalidade – definições de efeitos externos – enfoca apenas o aparente ou aspectos que causam a impressão em outras pessoas: “hábitos ou ação que conseguem influir em outras pessoas “.

       Definições de efeitos de estrutura interna: “a soma total de todas as disposições biológicas inatas, impulsos, tendências, apetites e instintos do indivíduo, bem como as disposições e tendências adquiridas por experiência”. Semblante externo de nós mesmos.

       “A personalidade é a organização dinâmica, no indivíduo, nos sistemas psicofísicos que determinam seu comportamento e seu pensamento característicos.”

Caráter – o termo caráter vem do grego que significa gravar. É muitas vezes usado como sinônimo de personalidade. “E a marca de um homem – seu padrão de traços ou seu estilo de vida”. O temperamento “civilizado”.

Caráter na visão bíblica – é o verdadeiro eu. A Bíblia chama-o de “a essência secreta do coração”. O fruto do temperamento burilado pela disciplina e educação recebidos na infância e pelos comportamentos básicos, crenças, princípios e motivações, denominado, às vezes, alma — é composta por cérebro, emoções e vontade.

Temperamento – Segundo McDougall, é “uma sombra de efeitos reduzidos sobre a própria vida psíquica, pelo metabolismo ou mudanças químicas que se efetuam constantemente em todos os tecidos do próprio corpo”. Características com as quais nascemos.

       Combinação de características congênitas herdadas de nossos pais e avós e coordenadas com base na nacionalidade, raça, sexo e outros fatores hereditários.

       Tim LaHaye (2004) diz que o temperamento pode ser modificado!

Sim, o temperamento pode ser modificado! Isso é claramente perceptível na segunda carta aos Coríntios 5:17 onde Paulo diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Uma vez que o temperamento é a nossa “natureza antiga”, o que o homem necessita é de uma “natureza nova”. Essa “natureza nova” é transmitida ao homem quando ele aceita Jesus Cristo em sua vida.

       O autor acrescenta:

Pedro, que experimentou grande e dolorosa mudança de temperamento ao longo de sua conversão, escreve em sua segunda carta 1:4: “vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.” Há indivíduos autocontrolados, mas que não curaram boa parte de suas fraquezas, por não estarem em Cristo Jesus, pois Satanás conhece nossas fraquezas de temperamento e se aproveita delas para nos derrotar. Mesmo um psicólogo teve que admitir que só Jesus transforma um temperamento fraco e depravado em um espírito poderoso em Jesus Cristo. Infelizmente, muitos cristãos não alcançaram a completa transformação porque não se mantiveram em uma relação permanente com Jesus Cristo (Jo 15:1_14). A plenitude do Espírito Santo não é apenas ordenada a todo cristão: “E não vos embriagueis com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18), mas se evidencia no controle da natureza humana pelo Santo Espírito de maneira tal que o cristão viva a vida de Cristo.

       O autoconhecimento é o caminho possível para o equilíbrio, o domínio e o controle dos pensamentos, emoções e nossa vontades, e, principalmente, para saber lidar com as frustrações.

   O conhecimento de si mesmo pode ser feito com ou sem ajuda de profissional. É bem verdade que é humanamente impossível alguém ter um controle absoluto das emoções. No entanto é viável ter domínio sobre muitas delas.

    O ensinamento bíblico para mantermos o equilíbrio emocional é ter a capacidade de autodisciplina ou DOMÍNIO PRÓPRIO; é permitirmos que, em nossas vidas, seja produzido o fruto do Espírito:

Gl 5:22, 23 – ARA

“[…] amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” .

2 – Quando a personalidade torna-se doente

       Uma personalidade é considerada mórbida quando ocorrem alterações caracterizadas por padrões de percepção, de reação e de relação que são relativamente fixos, inflexíveis, não aceitas socialmente, incluindo uma variedade de situações.

       As pessoas com alterações da personalidade são geralmente rígidas e sentem dificuldade da adaptarem-se à realidade. São pessoas propensas a ter problemas nas suas relações sociais e interpessoais e também no trabalho.

       A psicopatologia Clínica caracteriza-se principalmente pelos seguintes sintomas: ansiedade, depressão, pesar, ideação paranoide, delírios, alucinações e alterações do pensamento. Geralmente, as pessoas normais possuem os quatro primeiros em algumas ocasiões, de forma leve. Os neuróticos apresentam-nos de maneira severa, e os psicóticos apresentam as demais alterações.

Psicologia Pastoral – A Ciência do Conhecimento Humano como Aliada Ministerial

Jamiel de Oliveira Lopes – CPAD

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