O destino dos injustos

       É sensato imaginar que tudo na vida tem seu lado positivo e seu lado negativo. Assim, como há o bem, há também o mal; como há galardão, há castigo; como há amigos, há inimigos; como há benção, há maldição; como há verdadeiro, há mentiroso; como há justo, há injusto; como há vida, há morte; assim também, como há céu, há inferno. Como pode um Deus benigno e tão cheio de amor condenar alguém? Os nossos sentimentos ou pensamentos nada têm a ver com os de Deus. Quem contesta o inferno tem opinião contrária à de Deus. A doutrina do inferno, conforme ensina a Bíblia e conforme nós cremos, não neutraliza o amor de Deus, porque não pode haver amor sem justiça (Na 1:3). Deus não tem prazer em condenar ninguém, por isso “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1ª Tm 2:4). O profeta Ezequiel diz que Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 18:23). A prova do amor de Deus está no Calvário: Ele deu o seu Filho Unigênito para que pudéssemos ser salvos (Jo 3:16) e franqueou a todas as pessoas a sua salvação: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2:11); “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At 17:30).

       Cada pessoa será responsável por seus atos diante de Deus. Trata-se de uma realidade baseada nos princípios básicos da moral. O castigo eterno dos ímpios é uma vindicação da lei e a manifestação da santidade de Deus, pois o pecado não significa apenas um só ato, mas diz respeito a uma condição da alma, a um estado impuro.

       O castigo divino é escalonado; cada um recebe de acordo com a sua obra: “E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites. Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. e a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lc 12:47, 48). Jesus disse que haverá menos rigor para Sodoma do que para Cafarnaum (Mt 11:24). O apóstolo afirma que cada um receberá o castigo conforme a sua obra (Rm 2:5,6; 2ª Tm 4:14).

       O destino dos injustos é o inferno ardente, um lugar de suplicio eterno dos ímpios. Esse lugar aparece nas Escrituras Sagradas com diversos nomes, tais como abismo, literalmente “lugar sem fundo, insondável, profundeza”, a tradução da palavra grega ábyssos (Lc 8:31; Ap 9:2_4); fornalha de fogo, lugar onde “haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 13:50); trevas exteriores, outra expressão para designar o inferno como lugar de maldição eterna, e “ali, haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 22:13); fogo eterno (Mt 25:41); tormento eterno (Mt 25:46) ou “suplício eterno” (TB); vergonha e desprezo eterno (Dn 12:2).

       A palavra “inferno” vem do latim infernus, que significa “lugar inferior”. Foi usada por Jerônimo, na Vulgata Latina, para traduzir do hebraico a palavra she’ôl ( http://www.cacp.org.br/sheol-na-biblia-hebraica/), no Antigo Testamento que significa, “o mundo invisível” (Sl 89:48) e o seu equivalente grego na Septuaginta e no Novo Testamento é a palavra hadês (http://www.cacp.org.br/o-hades/). O “Hades é a região dos mortos” (Lc 16:23,24). Jerônimo translitera  os termos geena (Mt 5:22, 29, 30) e tártaro (2ª Pe 2:4). Geena é o inferno, o lago de fogo apocalíptico (Ap 19:20, 20:10, 14, 15). Tártaro significa “lançar ao inferno; prender no inferno”.

A Razão da Nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos – Livro de Apoio das Lições Bíblicas do 3ºT 2017 Adulto CPAD

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