Tudo tem seu tempo certo

Família

Jaime Kemp

Cada família precisa aprender a desenvolver a arte de permanecer juntos, amadurecer… e ajustar-se diante das circunstâncias

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Primavera, verão, outono e inverno. Cada estação tem suas características próprias. Temperaturas, cores, flores e fauna diferentes. Quando eu era criança, entre oito e dez anos, enquanto crescia nas montanhas, na zona rural do norte da Califórnia, nos Estados Unidos, sempre gostei mais do verão. Não que eu não gostasse das outras estações, como, por exemplo, o inverno. O frio daquela região da América vinha acompanhado de muita neve, e isso me incentivou a aprender a esquiar com apenas sete anos de idade.
Ah, mas o verão! O verão anunciava o final do período escolar, além de colocar à disposição de um menino levado e cheio de energia a inesgotável diversão da vida no campo. Eu nadava nos lagos e pescava trutas nos rios, acampava ao lado do riacho com meu melhor amigo, Grant Landenslager, caçava faisão, coelhos e esquilos. O verão era, sem dúvida, a minha estação predileta.
Assim como o transcorrer do ano é marcado por diferentes estações, também no casamento existem diferentes fases, com suas alegrias e prazeres, lutas e dificuldades. Creio que posso mencionar pelo menos sete fases entre o dia do casamento e o dia da morte de um dos cônjuges. Todas elas carregam desafios, tentações, contentamentos e lutas.
Cada casamento é único, singular, entretanto cada casal, cada família precisa aprender a desenvolver a arte de permanecer juntos e amadurecer, enfrentar crises, tomar decisões, resolver problemas e ajustar-se diante das circunstâncias, sejam elas adversas ou não. Como disse o sábio rei Salomão em Eclesiastes 3.1: “Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião”. E no versículo 11, ele afirma: “Deus marcou o tempo certo para cada coisa…”.

As fases do casamento

Casamento é para ser um dueto, mas às vezes mais parece um duelo. O casal precisa aprender a viver em harmonia sob o mesmo teto, a fazer refeições juntos à mesma mesa e dormir na mesma cama.

Adaptação

Para alguns, o primeiro ano de casamento pode ser o mais difícil. Por quê? Bem, ao unir a “família Pereira” à “família Oliveira” eles percebem que cada uma tem suas tradições, suas idiossincrasias e sua maneira de encarar a vida. Dependendo da maturidade de cada cônjuge será mais tranquilo ou não conviver em harmonia. Mas, infelizmente, alguns casais não conseguem ajustar-se nesta primeira fase e logo no início da vida conjugal decidem separar-se.

Filhos pequenos

A segunda fase do casamento é aquela que anuncia a chegada dos filhos. Ela pode perdurar entre 5-10 anos, mas para alguns pode durar bem mais. Conheço casais que, depois de terem dois ou três filhos já nos primeiros cinco anos de casados, estão certos de que “fecharam a fábrica”, porém passados alguns anos, surpresa! Inesperadamente são presenteados com “uma raspinha de tacho”, como o povo gosta de dizer.
Essa fase projeta uma época de grande alegria, pois “os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção” (Salmos 127.3 – NTLH). Bebê e crianças pequenas são egoístas por natureza e querem (às vezes até mesmo exigem) que suas necessidades sejam satisfeitas imediatamente. Como costumo dizer, se não fosse pelo fato de as crianças serem pequenas e frágeis, a maioria estrangularia os pais num acesso de raiva descontrolada.
A responsabilidade de educar os filhos pequenos, associada à sabedoria de saber lidar com os quase constantes momentos de raiva descontrolada, urgências e emergências que eles têm, pode corroer o romantismo que o casal viveu serenamente durante a primeira fase do seu casamento. Algumas vezes uma criança pode unir mais o casal ou distanciá-lo, conforme a maneira como, de comum acordo, ambos decidem criar os filhos e do tempo que reservam e dedicam para cultivar e desenvolver seu relacionamento.
 

Filhos adolescentes

Esta é uma época, entre 10-17 anos, de mudanças e desafios para os filhos. Ela também pode ser uma fase de alegria para os pais, enquanto observam o amadurecimento gradual dos filhos, esforçando-se sempre para compreender e respeitar a velocidade de desenvolvimento e a facilidade ou dificuldade apresentada por cada um.
De uma coisa tenho certeza: os pais devem dobrar seus joelhos constantemente e pedir que Deus lhes dê sabedoria, muita paciência e graça para lidar com os filhos.
Muitas vezes, o que também pode dificultar essa fase é o fato de o homem, marido e pai deparar-se com o que chamamos de crise da meia-idade, entre os 35-45 anos. É um período difícil, quando aparentemente muitos homens vivem uma “segunda adolescência”, em geral justamente na época em que seus filhos estão chegando à primeira, na idade adequada. Isso explica a faísca de atrito que passa a existir entre eles. Também a mulher, esposa e mãe, pouco mais tarde, entra na menopausa, que, para muitas, causa desconforto e depressão.
Uma definição de maturidade é a habilidade de aceitar a vida como ela é, contudo nem todos são capazes. As pessoas lutam contra suas perdas, sonhos não realizados, frustração sexual, situação financeira e a monotonia do cotidiano.
 

Filhos jovens

A quarta fase pode predizer algum alívio. Os filhos estão cursando o colegial, a faculdade ou procurando emprego. Mas ela também traz desafios: a dificuldade de abertura de mercado para os filhos encontrarem um emprego, a responsabilidade de pagar a faculdade, que, geralmente, sobrecarrega o orçamento financeiro dos pais. Sei bem o que isso significa, pois paguei os quatro anos de faculdade para cada uma de minhas três filhas, sem falar nas despesas dos seus casamentos. Não é fácil. Mas isso não quer dizer que, além de desafios, existem muitas alegrais nessa fase. 

O ninho vazio

Quero alertar os casais a manterem a chama do amor bem viva ou correrão o perigo de chegar a essa fase bem distanciados emocionalmente. Talvez esse distanciamento seja o motivo por que muitos casais que vivem a realidade do ninho vazio, isto é, com os filhos praticamente ou já fora de casa, se separam, pois não têm mais nada para compartilhar, não cultivaram seu relacionamento durante as fases anteriores e então preferem terminar o casamento.
Embora os filhos sejam adultos, esse tipo de solução é tremendamente prejudicial a eles. Eu sei, pois foi exatamente isso que aconteceu com os meus pais. Por esse motivo, todo casamento precisa se reabastecer, do início ao fim, por meio do companheirismo, do romantismo, do amor e compartilhamento, especialmente quando o ninho fica vazio.

O casal fica sozinho novamente

As estatísticas provam que quando o ninho fica vazio, um grande número de casais desiste do casamento porque são surpreendidos pela triste constatação de que não têm mais nada em comum, que, com os filhos criados e assumindo sua própria vida, mais nada restou para uni-los.
Sempre digo que não existe nada mais bonito do que o amor e o romantismo demonstrados por dois jovens no dia do casamento, esperando com ansiedade a sua lua de mel. Não há nada mais bonito a não ser o amor e o carinho de duas pessoas idosas experimentando essa nova proposta de vida conjugal com adequação e conscientização, amor e afeto, aproveitando ao máximo seu “anos dourados”, dedicando-se juntos ao crescimento dos netos.

Missão cumprida

No início deste artigo contei que quando o inverno chegava com a neve, eu me divertia esquiando, com toda a energia de uma criança. Mas os anos passaram e agora estou vivendo a sétima e última fase da minha vida e do meu casamento com a minha querida esposa, Judith. Porém, meus 74 anos de idade não me impedem de sonhar e colocar minha esperança e o que resta da minha energia no ministério. Estamos atentos, na expectativa, aguardando o que Deus vai nos propor em relação a isso.
Olho para trás e penso em tudo o que vivi ao lado de minha esposa, minhas filhas, meus amigos e no meu ministério e sinto-me feliz. Quero continuar assim até o dia em que o Senhor nos chamar, eu e Judith, e nos “promover” para viver junto d’Ele.
Realmente não tenho mais a energia daquele menino que se acabava de tanto brincar, descendo a montanha em alta velocidade, destemido, num skate rudimentar, mas muito resistente, que meu pai fez para mim. Ainda me sinto animado e forte para viajar pelo Brasil e ensinar 200, 300 adolescentes e jovens sobre namoro, noivado, casamento e sexo.
 

Alguns segredos

Quero finalizar dizendo que cada fase do casamento e da vida familiar necessita de alguns fatores essenciais para sua estabilidade e harmonia:
1. O amor entre os cônjuges precisa ser cultivado em cada fase do casamento;
2. O compromisso de fidelidade deve ser respeitado, não importa a tempestade que venha desabar sobre a relação;
3. As expectativas devem ser reais e plausíveis em cada fase;
4. É necessário haver uma visão bíblica, séria, prática e acordada entre ambos a respeito de finanças;
5. Uma vida sexual sem egoísmo, que realize os dois;
6. Uma comunicação aberta, autêntica e crescente;
7. Uma vida espiritual sólida em que ambos desenvolvam o hábito de compartilhar a Palavra de Deus e a prática da oração.

Oro para que, seja qual for a sua idade, sejam quais forem as circunstâncias que o rodeiam, seu passado ou situação atual, você se sinta encorajado a encarar a vida como um atraente desafio e tenha a capacidade e a determinação de viver e aproveitar cada fase dela e do seu casamento segundo a vontade de Deus. Só dessa maneira você poderá desfrutar verdadeiramente de tudo o que ela pode lhe oferecer.

 Edição 138
Maio . Junho | 2014

http://www.revistalarcristao.com.br/138_materia.html

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É tempo de descansar

Cobre-me
Com Tuas mãos
Com poder
Vem me esconder, Senhor

Se o trovão e o mar se erguendo vêm

Sobre a tempestade eu voarei
Sobre as águas Tu também és Rei
Descansarei, pois sei que és Deus

Minh’alma está
Segura em Ti
Sabes bem
Que em Cristo firme estou

Se o trovão e o mar se erguendo vêm
Sobre a tempestade eu voarei
Sobre as águas Tu também és Rei
Descansarei, pois sei que és Deus

Estou neste momento entrando em um período razoável de descanso. De 14/09/2018 à 14/12/2018 não farei atualizações ou inserções de novas postagens. Talvez faça pequenas correções nas postagens durante este período, mesmo porque no geral trabalho desde o final da minha adolescência (+/- 38 anos), tendo apenas os períodos de férias pré-estabelecidas nos regimes de trabalho como estatutário e celetista e os afastamentos por motivo de saúde. Sinceramente, não sei se realmente vou ter atividades diversas fora do uso do blog. E não sei se viajarei, mesmo por que apesar de aposentado pelo inps (Petrobras) continuo na ativa no magistério a noite.

Imaginem…. Um homem com 55 anos, aposentado sem muitos afazeres domésticos… não sei… vou tentar… espero em Deus conseguir….. mas de qualquer maneira este período de aproximadamente três meses não farei novas postagens no geral.

O blog “Sal da Terra e Luz do Mundo” tem cumprido o seu propósito.

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/2016/01/30/visitas-no-wordpress/

 

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São até o momento 157.556 visualizações de pessoas em 103 países  diferentes no blog. Selecionei as dez nações que mais visitam o blog:

 

 

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IMPORTANTE: Se você, caro visitante esta ou é de uma destas nações acima, gostaria de lhe conhecer, saber um pouco das suas necessidades e procurar ser útil a ti em algo. Basta clicar nos links abaixo, ok.

Obrigado.

Pb Ricardo Fernandes Barbosa ADJ25A (Assembléia de Deus do Jardim 25 de Agosto, localizada na cidade de Duque de Caxias, RJ, Brasil).

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/minhas-preferencias-no-blog-sal-da-terra-e-luz-do-mundo/

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/minhas-preferencias-no-blog-sal-da-terra-e-luz-do-mundo/quero-lhe-conhecer-2/

Neste ínterim quem acessar o blog poderá clicar em qualquer link, pois há muitos textos e temas diversos para edificação e ensino bíblico.

 É tempo de descanso

Sair para um lugar deserto implica, literalmente, parar tudo, cessar todos os afazeres.

 

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Casamento do meu filho, Thiago e Phabyola

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Em meus comentários associados a mocidade, juventude falei algo da celebração do casamento do meu filho, lá em Brasília (DF) no Espaço Florativa(https://www.casamentos.com.br/sitio-casamento/espaco-florativa–e104593), domingo passado, dia 02/09/2018. Para ouvir, basta clicar no link abaixo. O áudio está um pouquinho longo (pouco mais de 40 minutos), mais acredito que está completo. Outrossim, pode ser ouvido por partes.

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/lar-cristao/jovens-mocidade/meus-comentarios-associados-a-mocidade-juventude/

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Telenovela como instrumento de aprendizagem moral e ética

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Lourenço Stelio Rega

Uma das tarefas que tenho dado aos meus alunos de ética é assistir alguns capítulos da telenovela das 21h da Rede Globo (que em geral não são reprisados no quadro “Vale a pena ver de novo”, em horário mais cedo), com um roteiro de avaliação em mãos. Os relatórios que eles têm feito são surpreendentes, pois, em geral, as pessoas assistem a um programa de TV, filme ou mesmo, telejornal, como se estivesse no “ponto morto” sem fazer a devida análise e avaliação do que está assistindo.  

Uma das perguntas que podemos sempre fazer é: por que isto que estou assistindo foi escolhido para ser assim?Por que as notícias deste telejornal focalizaram estes acontecimentos e não outros?Quais foram os critérios seletivos para estas escolhas?O mesmo ocorre com uma telenovela, o que está por trás do roteiro, das cenas que surgem a cada segundo de modo envolvente e brilhante diante de nossos olhos? O que o autor da telenovela e a própria rede de televisão estão querendo ensinar? Qual a ideologia que está por trás de tudo isso?  

O roteiro que dou aos meus alunos é muito simples, veja abaixo e experimente utilizar nesta próxima semana e me escreva os resultados que você obteve (escreva para: antissegregacionista). 

PARA UMA LEITURA ANALÍTICA DA TV

Procure analisar os programas tendo em mãos os seguintes itens:

  1. Qual o exemplo de caráter foi expresso pelo programa? Os exemplos de vida no programa poderão ser imitados, à luz da visão cristã de vida?
  2. Que tipo de relacionamento social foi visto? Como as pessoas são tratadas?
  3. Que sonho ou fantasia o programa gerou no telespectador? (Lembre-se que o aspecto bem forte da comunicação humana é essencialmente lúdico, portanto baseado em fantasia, sonhos, imagens, que são aspectos não verbais da linguagem ou comunicação humana).
  4. Qual a velocidade dos acontecimentos? O telespectador tem o necessário tempo para analisá-los a partir de referenciais éticos cristãos?
  5. Que ideais de vida o programa apresentou? O programa apenas retratou a vida como é ou apresentou ideais mais elevados de vida a serem alcançados?
  6. Que tipo de reação à vida foi transmitido? Exemplos:

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Eu sei que muita ênfase tem sido dada à Psicanálise, mas, queiramos ou não, há alguns princípios da Psicologia Comportamentalista que ainda não conseguiram ser superados, como o de que um estímulo repetido constantemente acaba se tornando em hábito. Cenas repetidas diariamente, com toda a dinâmica, cor, música de fundo, que demonstrem infidelidade, mágoa, ira, vingança, etc., podem fragilizar concepção de vida a respeito destes sentimentos que cada um de nós tem, fazendo uma profunda “lavagem cerebral” em nossos valores morais e éticos. 

E cada vez fica mais intensa a ruptura de fronteiras éticas e morais, não apenas pelas novelas da Rede Globo, mas por promovida pelos diversos meios massivos de comunicação. Em novelas passadas, por exemplo, falava-se em homo afetividade como algo possível, depois veio um beijo entre dois homo afetivos, depois cerimônia de união homo afetiva e agora na novela “Em família”, que se encerrou há poucos dias, houve muitos lances de como educar um filho e tratar do assunto da união homo afetiva (eles falavam em casamento, mas no caso é união por não envolver homem e mulher). E até foi engraçado, pois ele falava em homo afetividade, mas na cerimônia falou-se que eles eram homem e mulher, portanto a matriz bipolar continua. Já escrevi aqui nesta coluna artigo demonstrando que a homo afetividade não tem fundamento científico, nem base neuro-bio-genética. (querendo uma cópia é só me escrever), mas é fruto da validação subjetiva individual da Pós-Modernidade. Hoje há notícias de pesquisas, ainda inconclusas, procurando demonstrar que alterações nos “disruptores endócrinos” podem alterar e afetar a função erógena de uma pessoa. Se isso se confirmar, e confirmará também que a homo afetividade é uma disfunção, portanto, precisará de tratamento e cura. Isso tudo sem contar om a crescente fragilização matrimonial e familiar que é possível notar nas telenovelas, com a valorização da infidelidade, da traição, da mentira que agora passam a ser consideradas virtudes ao contrário.

Imagine que, dia após dia, semana após semana, o que ocorrerá com a estrutura de valores éticos de uma pessoa que se submete a assistir a uma novela, sem qualquer referencial de análise. Democracia significa que todos têm o direito de livre consciência e de decisão, que as pessoas têm o direito de avaliar o que ouve o que assiste.

Estamos vivendo sob uma ditadura ética imposta pela televisão (mas também pela ideologia instalada pelo atual governo) que nos quer determinar como educar nossos filhos, como deve ser nosso sentimento em relação ao nosso casamento e no trato das pessoas em situações de conflitos, invadindo nossos lares, nossas consciências.

Querido pastor, enquanto você imagina que os ensinos de seus dois sermões dominicais de meia hora cada estejam trabalhando com a construção de sólida estrutura ética e moral em suas ovelhas, será que durante a semana, os 30 minutos diários de imagens dinâmicas, coloridas e ainda com musiquinha de fundo, não poderiam estar atuando de modo mais profundo?

Não precisamos nos afastar disso tudo, mas ter uma atitude analítica e profética. Aliás, tenho percebido que nossas igrejas em geral perderam essencialmente essas primordiais funções. Por que não discutir com nossos filhos cada filme, cada programa de TV, com este roteiro numas das mãos e com a Bíblia em outra? A ética bíblica é de diálogo, a ética destes programas é de ditadura impositiva que não permite o diálogo. 

O Jornal Batista digital – Ano CXIV Edição 30 Domingo, 27.07.2014.

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei um artigo da Ultimato, associado aos gigantes da fé  “Raça de Gigantes”. Com a morte de Billy Graham, chegou ao fim uma galeria de personagens bastante singulares na história do protestantismo – os pregadores a grandes multidões, os evangelistas de massa. Graças aos seus talentos de oratória e organização, eles foram usados para levar a mensagem do evangelho a milhares e, depois, a milhões de pessoas.

Vale a leitura.

Acrescentei um texto disponibilizado na revista ultimato de maio/junho de 2018 “Etica cristã e secularismo” como comentário na postagem acima.

Acrescentei  a organização denominacional das Assembleias de Deus brasileiras.

Observando o site da Revista Lar Cristão, encontrei este texto. Muito bom e atual o tema.

Em função disto, estou disponibilizando o mesmo.

O Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP), disponibilizou um Texto compilado e adaptado por Maria Candida Alves, jun/2018.

Excelente e completo “Bíblia X Ciência”, que disponibilizei no blog, no link “Fé x ciência”. 

No 3º Trimestre de 2018 selecionei uma diversidade de hinos, músicas diversas que acrescentei em vários documentos ou postagens já disponibilizadas no blog ao longo do tempo. Fui inspirado pela Pessoa do Espírito Santo de Deus, mediante a disponibilização da CPAD na Revista Lições Bíblicas na classe dos Adultos o tema “Adoração, Santidade e Serviço” – Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Logo, se alguém já leu alguma postagem anteriormente, não fique surpreso, caso a mesma nos dias atuais apresente um hino ou louvor qualquer.

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O evangelho anátema

Ed René Kivitz

Ao comentar o fato de que o Diabo usou as Escrituras quando da tentação de Jesus, o Padre Antonio Vieira afirmou que “a palavra de Deus usada com sentido diverso daquele pretendido por Deus ao proferi-la é palavra do Diabo”. Isso é coerente com a dura recomendação do apóstolo Paulo: “Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja anátema — amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja anátema — amaldiçoado!” (Gl 1.8-9).

A maneira como a subcultura religiosa cristã, inclusive evangélica, interpreta e se apropria de textos bíblicos selecionados resulta num “outro evangelho”. Os textos bíblicos (mal interpretados) são transformados em clichês, e o conjunto dos clichês implica uma lógica absolutamente distinta da mensagem, vida e obra de Jesus.

Tome por exemplo a maneira como geralmente se interpreta a afirmação do apóstolo Paulo “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). O texto é exaustivamente usado para confortar pessoas vitimadas por uma tragédia ou infortúnio: “Não se preocupe, isso aconteceu porque Deus tem algo melhor para você”; “Deus fecha uma janela e abre uma porta”; “Deus sabe o que faz, ele está preparando algo grande para a sua vida”. Imagine o coração da mãe que ao sepultar o filho ouve como palavra de conforto a sugestão de que Deus levou seu filho porque deseja dar-lhe algo mais valioso, e que, ao fim, diante do bem maior, ela agradecerá pela morte do filho.

Bastaria ler o texto em seu contexto. O texto completo diz que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que foram chamados segundo o seu propósito”, a saber, “serem formados à imagem de seu filho Jesus, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. O bem para o qual concorrem todas as coisas é a formação da imagem de Jesus naqueles que amam a Deus. Isso não significa que você teve seu carro roubado porque Deus quer dar-lhe um carro melhor, ou que o roubo do seu carro acabou sendo bom para você, pois o seguro paga mais do que você conseguiria vendendo o carro (risos). Também não quer dizer que sua demissão se explica pelo fato de Deus estar preparando um emprego muito melhor para você. Romanos 8.28-30 significa — como diz a nota de rodapé da tradução da Nova Versão Internacional — que “em todas as coisas Deus coopera com aqueles que o amam, para trazer à existência o que é bom”, sendo que o que é bom é a imagem de Jesus Cristo.

Outro exemplo do “evangelho anátema” está baseado na afirmação de Jesus “se vocês tiverem fé e não duvidarem poderão dizer a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e assim será feito. E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão”. Desse episódio resulta o clichê “a fé remove montanhas”.

Evidentemente, Jesus não está ensinando como podemos nos valer da oração e da fé para promover nosso próprio conforto e satisfação pessoal. A montanha à qual Jesus se refere não representa um obstáculo qualquer na vida dos seus discípulos. Você não pode usar esse texto como motivação e garantia de superação de obstáculos. Jesus está se referindo ao monte Sião e, consequentemente, profetizando contra Jerusalém.

Jesus cita os profetas Jeremias e Joel: “Sião é como uma figueira estéril”. O contexto de Mateus 21.18-22 informa que o monte que abriga o templo é agora covil de ladrões e bandidos. E por isso sofrerá juízo. Jesus sabe perfeitamente que a mesma multidão que gritava “Hosana ao Filho de Davi” escolherá Barrabás, e gritará a respeito dele, Jesus, “Crucifica-o”. O Messias será rejeitado em Jerusalém. O povo de Jerusalém não o receberá pela fé. E o monte Sião deixará de ser o lugar central da relação entre Deus e o seu povo. O monte Sião será deslocado, a montanha mudará de lugar quando surgir um povo que tem fé. O apóstolo Paulo, em Gálatas 3.7, resume o ensino de Jesus dizendo que “os que são da fé, estes é que são filhos de Abraão”.

Jesus, portanto, não está ensinando que a fé é um recurso para que os seus seguidores superem obstáculos, vençam desafios ou realizem todos os seus desejos. “Tudo o que pedirem em oração, se crerem, receberão” não é, de forma alguma, um cheque em branco que Jesus oferece aos seus discípulos. Jesus está afirmando que seus discípulos são o povo da fé, que tira Sião do lugar, e coloca no centro da história um outro monte — o monte Calvário.

Uma casa se faz com tijolos, mas um amontoado de tijolos não é uma casa. Assim também um discurso evangélico se faz com textos bíblicos, mas um amontoado de textos bíblicos não é necessariamente o evangelho de Jesus Cristo. Não raras vezes é um “evangelho anátema”.

Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo. É mestre em ciências da religião e autor de, entre outros, “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”.

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/348/o-evangelho-anatema

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei algo sobre a REDE Mãos Dadas(*).

(*)=A Rede Mãos Dadas é composta por 36 parceiros institucionais e tem como objetivo fortalecer a sociedade brasileira em geral e especificamente cristãos evangélicos em suas ações voltadas à promoção das crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade social para uma vida digna na qual tenham seus direitos garantidos e exerçam sua cidadania de maneira integral.

Acrescentei um comentário,  “Jesus ou Buda: que diferença faz?”, retirado do site da Ultimato. Muito bom o comentário, em uma entrevista com Ziel Machado e Mila Gomides.

O CACP disponibilizou um artigo compilado, muito bom, associado a teologia da prosperidade. 

Excelente este artigo. Vale a leitura. 

Acrescentei o louvor “Tua graça me basta”. 

Acrescentei este texto que aborda com muita sabedoria o tema “O cuidado com alunos idosos na ED”.

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A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade

Nesta postagem estudaremos sobre a edificação da cidade e da popularmente conhecida Torre de Babel, pelos primeiros habitantes da terra no pós-dilúvio. A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade é o tema da Lição 10 das Lições Bíblicas do 4º trimestre de 2015 para a Escola Bíblica Dominical.

Texto Áureo

“E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gn 11:6)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 11:1-9

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.”

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O capítulo 11 do livro de Gênesis descreve o recomeço da civilização na terra após o Dilúvio. Embora não nos foi deixado muitos detalhes de como teria sido o mundo antediluviano, sabemos que após a catástrofe mundial aconteceram profundas mudanças na continuidade da raça humana. Uma das mudanças mais significativas ocorreu nesse capítulo de Gênesis, onde Deus confunde a língua dos homens, para não entender um a língua do outro.

Um dos fatores que levaram a primeira civilização humana à depravação total foi o monolinguísmo. Entre os filhos imediatos de Adão e Eva, inexistiam fronteiras idiomáticas, culturais e geográficas. Eis porque os exemplos de Caim e Lameque alastraram-se logo por toda a terra.

       Na lição de hoje, encontraremos a família noética correndo o mesmo perigo. Temendo um novo dilúvio, e recusando-se a povoar a terra, puseram-se os descendentes de Noé a construir uma torre, cujo topo, segundo imaginavam, tocaria os céus.

       A fim de impedir a degeneração da segunda civilização, o Senhor confunde-lhes a língua, levando a linhagem de Sem, Cam e Jafé a espalhar-se pelos mais longínquos continentes.

       Deste episódio, surge a multiplicidade linguística e cultural da humanidade.

No final dessa lição, poderemos notar também que mais uma vez nossa geração não se diferencia tanto em relação àquela que tentou construir a famosa torre.

Ponto Central

  • O monolinguismo contribuiu para que a primeira civilização humana se tornasse uma civilização depravada e distante do Criador.
  • Um dos fatores que contribuíram para que a depravação da humanidade viesse a crescer de forma vertiginosa foi o monolinguismo. A terra havia sido purificada pelas águas do dilúvio, mas a semente do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Não demorou muito para que o pecado se alastrasse novamente. Já que não havia impedimento quanto a língua, os homens cheios de soberba, e com um espírito de rebelião se unem para fazer um monumento que seria símbolo da sua empáfia. Deus não estava preocupado com a construção ou com o tamanho da torre, mas com a arrogância que dominava, mais uma vez o coração do homem. O Senhor abomina a altivez, o orgulho (Pv 6:17). Que venhamos guardar os nossos corações destes sentimentos tão nefastos.

I – A Torre de Babel

Em nenhum momento a Bíblia esclarece quanto tempo após o Dilúvio, aconteceram os relatos do capítulo 11 de Gênesis. Algumas pessoas encontram alguma dificuldade entre os capítulos 10 e 11 de Gênesis, pelo fato de no capítulo 10 já relatar uma divisão por línguas enquanto o capítulo 11 mostra o surgimento da diversificação de línguas.

A verdade é que esse foi apenas um método de organização e construção do texto utilizado pelo autor, onde no capítulo 10 ele enfatiza a descendência de Noé e as divisões geográficas, e no capítulo 11 ele mostra como ocorreram tais divisões com a dispersão da raça humana. Em resumo, o capítulo 11 antecede cronologicamente o capítulo 10. Existem também alguns interpretes que defendem que a ordem está correta (10 e 11), e acreditam que a confusão das línguas tenha ocorrido apenas dentro da história semita, porém essa posição não é muito aceita.

Não sabemos quanto tempo se havia passado desde que Noé saiu da arca até a construção da torre de Babel. De qualquer forma, seus filhos, Sem e Jafé, não puderam impedir seus descendentes de cair na apostasia de Cam.

1 – O monolinguismo

Como dissemos acima, existem alguns estudiosos que defendem a ideia de que a confusão das línguas tenha ocorrido apenas dentro da história semita. Eles entendem que o capítulo 11 pertence a uma seção do livro de Gênesis, dedicado aos semitas. Como consequência dessa interpretação, tal confusão das línguas teria originado diferentes dialetos apenas entre os semitas. Essa interpretação é bastante contestada. A interpretação mais aceita sobre o capítulo 11 de Gênesis é a de que a confusão das línguas teve um impacto total, ou seja, a humanidade estava concentrada ali, e que antes disso todos falavam o mesmo idioma, o que parece claro nos versículo 1 e 6. Não se sabe qual era o idioma inicial antes do relato desse capítulo e, embora alguns sugiram o hebraico, não existe fundamentação nenhuma para uma sugestão como essa. Abraão, ao deixar a sua terra natal, falava o arameu (Dt 26:5) que nos lábios de seus descendentes, sofreria sucessivas mudanças até transformar-se na belíssima língua hebréia. O interessante é que depois do cativeiro babilônico, os israelitas voltariam a usar o aramaico, inclusive Jesus (Mc 15:34).

Gênesis 11:1,6

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.

E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.”

2 – Uma nova apostasia

Em Gênesis 1:28 podemos ver uma ordem direta de Deus para que o homem se espalhe e povoe a terra. Em Gênesis 9:1-7 Deus, mais uma vez, claramente repete a mesma ordem. Já em Gênesis 11:4, encontramos o típico comportamento desobediente do homem, se recusando a fazer a cumprir a vontade de Deus e, sem uma intervenção divina, toda obra do homem sempre foi e sempre será inimizade perante Deus.

Gênesis 11:4

“E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.”

Se por um lado o monolinguismo facultava a rápida disseminação do conhecimento, por outro, propagava com a mesma rapidez as apostasias da nova civilização. E, assim, não demorou para que a revolta, misturada ao medo, se tornasse incontrolável. Por isso, revoltam-se os descendentes de Noé contra Deus: “Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11:4).

       Se Deus não tivesse intervindo a situação ficaria  mais insustentável do que no período anterior ao Dilúvio.

3 – Um monumento à soberba humana

O símbolo da desobediência e soberba que controlava aquela civilização era uma torre “cujo cume toque nos céus”. Não fica claro no texto se aquelas pessoas tinham medo de uma nova inundação, mesmo conhecendo a promessa de que Deus nunca mais castigaria a terra com um Dilúvio. Seja como for, o que o texto esclarece é que eles desobedeceram a Deus, e confiaram em seus próprios avanços tecnológicos.

Apesar das garantias divinas de que não haveria outro dilúvio, os filhos de Noé buscavam agora concentrar-se num lugar alto e forte. Entregando-se ao medo, acabaram por erguer um monumento à soberba e à rebelião.

A ordem do Senhor àquela gente era clara: espalhar-se até os confins da Terra. Quando não a obedecemos, edificamos dispendiosas torres, onde a confusão é inevitável. Cada um fala a sua língua, e ninguém se entende mais.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

  • “Os descendentes de Sem povoaram as regiões asiáticas, desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território de Jafé e Cam. Foi entre eles que Deus escolheu seu povo, cuja história constitui o tema central das Sagradas Escrituras.
  • Os descendentes de Cam foram notavelmente poderosos no princípio da história do mundo antigo. Constituem a base dos povos que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles estabeleceram-se na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia.
  • Os descendentes de Jafé foram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes do mundo moderno”.
  •  Decorridos 120 anos depois do dilúvio, os habitantes de Sinar começaram a construir uma torre, para talvez, formalizarem algum culto idólatra. Mas Deus confundiu-lhes a língua que falavam, dispersando-os em seguida. Daí em diante, a torre passou a ser conhecida como Babel que, em hebraico, significa “confusão”. É bem provável que a torre de Belus, na cidade de Babilônia, haja sido a culminação de Babel. Constituía-se ela numa pirâmide quadrada de oito pisos, cuja base media mais de um quilometro de circunferência (Gn 10:10; 11:9).

II – Confusão de Línguas

1 – Uma cidade à prova d’água

O objetivo principal daquelas pessoas era a construção de uma cidade muito bem estruturada que mantivesse toda a humanidade integrada (Gn 11:4). Essa cidade ficava em um vale nas terras de Sinar e, juntamente com a cidade, começaram a edificar uma torre bastante imponente. Naquela região não havia pedras para servirem de tijolo, e nem cal para ser usado como massa. Por isso o material usado foi a argila para fazer tijolos, e o betume para servir como uma massa. Ninrode foi o homem que assumiu a liderança daquele povo. Saiba quem foi Ninrode.

A engenharia dos descendentes de Noé era bastante avançada. De início, projetaram uma cidade epicentro seria uma torre que, segundo imaginavam, arranharia o céu (Gn 9:4). Aquele lugar se tornaria uma fortaleza impenetrável, mas independentemente dos planos dos homens, Deus lhes frustraria os objetivos e cumpriria sua vontade espalhando-os pela terra.

       Em seguida, preparam o material: tijolos bem queimados e betume. O seu objetivo era construir uma cidade a prova d’água. Se houvesse algum dilúvio, escalariam a torre, e tudo estaria bem. Na verdade, não queriam cumprir o mandato cultural que o Senhor confiara ao patriarca: povoar e trabalhar a terra (Gn 9:4).

2 – A torre que Deus não viu

Aos olhos dos homens, a torre parecia alta. Mas, à vista de Deus, nada era. Ironicamente, o Altíssimo teve de baixar à terra para vê-la: “Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam” (Gn 11:5).

       Assim são os projetos firmados na vaidade humana. Aos nossos olhos, muita coisa; à vista de Deus, tolas pretensões. Se o Senhor não tivesse intervindo, a segunda civilização tornar-se-ia pior do que a primeira (Gn 11:6). Nenhum limite seria forte o bastante para conter aquela gente, que já começava a depravar-se totalmente.

É importante dizer que a expressão Torre de Babel não aparece nos relatos do Antigo Testamento, porém ficou popularmente conhecida assim. Essa torre seria um tipo de centro e ponto de reunião daquela cidade. Podemos notar também o elemento antropomórfico na descida de Deus para ver a cidade e a torre que os homens estavam edificando.

3 – Quando ninguém mais se entende

Por isso mesmo, o Senhor decreta: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” (Gn 11:7). Nascia ali, na planície de Sinear, o multilinguismo.

       Como ninguém mais se entendia, os descendentes de Noé foram apartando-se uns dos outros, e reagrupando-se de acordo com a sua nova realidade idiomática. Os filhos de Sem formaram uma grande família linguística, da qual se originaram o aramaico, o moabita, o árabe e, mais tarde, o hebraico. O mesmo fenômeno deu-se entre as linhagens de Jafé e Cam. É bem provável que Pelegue tenha nascido nesse período (Gn 10:25).

       Apesar da confusão da linguagem humana, Deus permitiu que os idiomas conservassem evidências de um passado, já bastante remoto, quando todos os seres humanos falavam uma só língua.  

O versículo 7 do mesmo capítulo 11 do livro de Gênesis descreve com clareza o surgimento da variedade de idiomas. A confusão das línguas foi um juízo da parte de Deus sobre os homens que trouxe confusão, frustração e dispersão.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 “A história nos conta que, em assembleia, os novos habitantes de Sinar tomaram uma decisão totalmente fora da vontade de Deus. O propósito da ação é claro. Queriam fama (Gn 11:4). E desejavam segurança: “Para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”. Ambas as metas seriam alcançadas somente  pelo empreendimento humano. Não há dúvida sobre a ingenuidade das pessoas. Não tendo pedras, fabricaram tijolos de barro e depois queimaram bem. Viram a utilidade do betume abundante na área e o usaram como argamassa.

    O interesse principal desse povo não estava numa torre, embora também houvesse a construção de uma cidade. A torre ia alcançar os céus. Nada é dito sobre um templo no topo da torre, por isso não está claro se a torre era como os zigurates que houve na Babilônia.

O paganismo está indiretamente envolvido nesta história, pois havia um ímpeto construtivo em direção ao céu e o único e verdadeiro Deus foi definitivamente omitido de todo  planejamento e de todas as etapas. Mas Deus não estava inativo. O julgamento de Deus logo veio. Para demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. O grande projeto foi abandonado e a sociedade unida, sem temor de Deus, foi despedaçada em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é pungente. Babel significa ‘confusão’ e a diversidade de línguas resultou em balbucis ou fala ininteligível”. 

CONHEÇA MAIS

A Torre de Babel

         “Como a humanidade, descendendo novamente de uma única família, tornou-se tão dividida? A história da Torre de Babel explica. Deus introduziu idiomas que dividem o povo como um ato de julgamento quando os descendentes de Noé tentaram arrogantemente alcançar os céus. O capítulo 11 de Gênesis nos mostra os descendentes de Sem, a linha da qual surgiram Abraão e, em última análise, Cristo.”

III – A Multiplicidade Linguística e Cultural

O episódio da torre de Babel criou diversas fronteiras entre os descendentes de Noé: linguísticas, culturais e geográficas.

1 – Linguísticas

Da barreira idiomática, surgiu a noção de nacionalidade, responsável pela criação de países e reinos. Só os impérios, geralmente antagônicos a Deus, buscam unificar o que o Senhor separou em Sinear (Dn 3:7). A multiplicidade linguística dos povos oprimidos, porém, torna inviável tal unificação, ainda que possa ser considerada “duradoura”, como foi o império romano.

       Já imaginou se toda a humanidade falasse o russo ou o alemão? Homens como Stalin e Hitler teriam certamente dominado toda a terra.

As diferenças linguísticas separaram não apenas aquele povo, mas também todas as gerações posteriores. Ainda hoje, com todo o avanço tecnológico, o idioma é a principal barreira entre as pessoas de diferentes países.

2 – Culturais

Consequentemente acompanhando as diferenças linguísticas, vieram as profundas diferenças culturais. A diversidade linguística trouxe também a diversidade cultural. Cada povo, uma língua, uma cultura, e costumes bem característicos. Tais fatores tornam inviável um Estado totalitário mundial. O governo do Anticristo, aliás, reinará absoluto por apenas 42 meses(Ap 13:5). Logo após, será destruído.

3 – Geográficas

Após a confusão das línguas do capítulo 11, não restavam mais alternativas ao homem a não ser espalhar sobre a terra, estabelecendo assim as divisões geográficas.

Acrescente-se a essas dificuldades as fronteiras naturais: rios, mares, montanhas, vales, etc. Cada povo com o seu território. Deus sabe o que faz.

Conclusão

A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade

Desde o princípio o homem tenta uma espécie de unificação. O evento descrito no capítulo 11 não deixa dúvida sobre essa ambição. O maior problema disso tudo é que inevitavelmente os propósitos humanos são contra os propósitos de Deus. Nas planícies de Sinar o homem tentou edificar uma torre, cujo cume chegasse até o céu.

Nossa civilização não fica atrás daquela civilização. Por trás da construção da cidade e da torre existe um instrumento que conhecemos muito bem: a tecnologia. O propósito deles era que seus nomes fossem perpetuados em uma civilização unificada e, logo cedo, já se percebe o uso da tecnologia para propósitos egoístas e contrários a Palavra de Deus.

Quanto a nós, vivemos na era da globalização, do maior avanço tecnológico que a humanidade já viu, todos estão conectados, unificados e, de certa forma, controlados. Muitos estão adotando a tecnologia como religião, uma religião cujo homem é um deus. Mas isso é cumprimento da palavra de Deus, antes do fim a ciência chegaria a um nível nunca visto e, talvez, ninguém melhor do que nós conseguiu compreender até agora o que Deus disse na segunda parte do versículo 6, quando Ele avisa que aquilo era apenas o começo, e que não haveria mais limites para o que o homem planejaria fazer.

Gênesis 11:6

“[…] e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.”

O episódio de Babel não impediu a proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2:4). A Palavra de Deus, atualmente encontra-se em quase todas as línguas. O que parecia maldição fez-se benção para todos os povos.

 Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas 

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei este documento, disponibilizado pelo CACP, “O que é um Cristão?”.

Excelente a matéria e esclarecedora.

Vale a leitura.

Acrescentei estas noticias atualizadas do gigante asiático, os avanços e os retrocessos do cristianismo na China, país que deverá ter em 2030 a maior população cristã do mundo.

Acrescentei este belíssimo hino.

O que é um estado laico? O Brasil é um estado laico. Estas e outras perguntas são respondidas nesta postagem.

Resolvi fazer uma pesquisa rápida sobre o tema “Empresas Estatais e Empresas Privadas”, até porque trabalhei durante aproximadamente 32 anos na Petrobras, e criei este documento, tendo inclusive alguns comentários específicos.

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Aborto: Minha posição e a ética cristã

Encontrei algo sobre o tema “Aborto” no site do CACP e na revista Lições Bíblicas – Adulto, o assunto é tratado no contexto da Ética Cristã. Em face disto, fiz a composição dos textos para gerar o tema desta postagem.

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INTRODUÇÃO

O tema aborto implica agressão  à dignidade humana e a inviolabilidade do direito à vida. Em nossos dias, muitos segmentos da sociedade se mostram favoráveis ou simpatizantes à pratica do aborto. Acerca do assunto a Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida(Gn 2:7; Jo 12:10), e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte (1ªSm 2:6).

   Aborto: Conceito Geral e Bíblico

       Aborto é a interrupção da gravidez. Parte da sociedade o considera como um direito da mulher, mas a Bíblia trata-o como um crime contra a vida.

1-Conceito geral de aborto

       A palavra “aborto” é formada por dois vocábulos latinos: “ab” (privação) e “ortus” (nascimento), que juntos significam a “privação do nascimento”. O substantivo “aborto” é derivado do verbo latino “aborior” (falecer ou sumir), expressão que indica o contrário de “orior” (nascer ou aparecer). Assim, conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Esta interrupção pode ser involuntária ou provocada.

2-O aborto no contexto legal

       O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.) condenava o aborto. No código de Napoleão (1769-1821) era crime hediondo. No Código Criminal do Império no Brasil (1830) era proibido. Hoje, a legislação brasileira permite apenas nos casos de risco de morte à mulher, estupro e anencefalia. Nos demais casos o aborto ainda é crime (Art. 124, CP). No entanto, no Congresso Nacional, Projetos de Lei tramitam com a proposta de legalizá-lo em qualquer caso.

3-Conceito bíblico de aborto

       Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Ex 21:22_23). No sexto mandamento, o homem foi proibido de matar (Ex 20:13), que significa literalmente “não assassinar”. Os intérpretes do Decálogo concordam que o aborto está incluso neste mandamento. Assim, quem mata o embrião, ou o feto, peca contra Deus e contra o próximo.

4-O aborto na historia da Igreja

“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2). O apologista Tertuliano (150-220) ensinou que a morte de um embrião tem a mesma gravidade do assassinato de uma pessoa já nascida e que impedir o nascimento é um homicídio antecipado. O polemista Agostinho (354-430) e o teólogo Tomás de Aquino (1225-1274) consideravam pecado grave interromper a gestação e o desenvolvimento da vida humana.

5-Qual a posição da Igreja?

Apoiada nas Escrituras, a Igreja de Cristo defende a dignidade humana desde a concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1ªSm 2:6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida(2ªTm 3:8). Sabiamente, a posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB [Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil] é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ªAGO, 2013).

Conclusão

A valorização da dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios e doutrinas imutáveis do Cristianismo. Em uma sociedade secularizada o cristão precisa tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana (1ªTm 4:1,2).

As estatísticas acusam o Brasil de ser um dos campeões mundiais em assassinatos. Como não temos certeza dos números, não podemos afirmar que as milhares de vidas perdidas a cada ano superam os números de outros países violentos como Sudão e Coréia do Norte, onde a vida é ainda mais desvalorizada. E lamentamos os tiroteios nas favelas onde jovens disputam um espaço vantajoso no tráfico de drogas.

Mas devemos nos preocupar igualmente com a destruição de vidas de crianças antes mesmo de elas nascerem no Brasil. Não é somente nossa geração que mostra uma atitude de descaso diante dos seres humanos fracos e dependentes. Antes de o cristianismo protestar contra o assassinato de crianças não desejadas no velho Império Romano, elas eram abandonadas, expostas ao frio e fome, até a morte aliviar seu sofrimento. Na Idade Média, crianças excepcionais e mentalmente retardadas foram afogadas. O pretexto que acalmava as consciências dos assassinos era a suposta ausência de alma nessas crianças. Os nazistas mataram judeus e pessoas com problemas mentais, achando válido o argumento de que, assim, a raça ariana ficaria mais pura. Líderes de governos marxistas acreditaram na evolução materialista sem interferência divina. Assim, foi fácil concluir que não há crime moral nem pecado em, deliberadamente, abortar uma criança antes de ela nascer.

Pensando apenas na biologia, a vida começa com a concepção e continua até a morte. É impossível demonstrar um momento em que a alma foi acrescentada ao feto. O código genético que controla o desenvolvimento do ser humano existe desde o primeiro momento de união das células do pai e da mãe. O que a criança em formação necessita é um ambiente favorável à manutenção da vida e alimento adequado para sobreviver.

A Bíblia não fala diretamente sobre aborto, mas os judeus, através de sua história, trataram a vida com muito respeito. Josefo (Contra Apion II, 202) apresenta a convicção dos contemporâneos de Jesus: “A Lei… proíbe as mulheres de causar o aborto ou destruir o feto; uma mulher que assim faz é considerada infanticida porque ela destrói uma vida e diminui a raça” (citado por E.E. Ellis, Human Rights and the Unborn Child). O Didachê dos Doze Apóstolos (2.2) do início do século II mostra a posição cristã: “Não procure abortar nem praticar infanticídio”.

É impossível escapar da conclusão de que abortar deliberadamente uma criança é pecado grave contra Deus e contra a humanidade. Disse Helmut Thielicke (The Ethics of Sex, 1964, p.227). “Tudo o que é necessário é se referir a alguns fatos simples biológicos para mostrar que o embrião tem vida autônoma, e estes fatos devem ser suficientes para estabelecer seu status como ser humano” (citado por E.E. Ellis, ibid).

Os argumentos que persuadiram a maioria dos juízes da corte suprema dos Estados Unidos (Roe vs. Wade) a legalizar e apoiar o aborto se basearam na dificuldade encontrada em definir quando o feto começou a viver. As crianças ainda não nascidas foram tratadas como não-pessoas sem proteção da lei. Um minuto depois de nascer, se alguém deliberadamente matar essa criança, a atitude será tratada como infanticídio culpável, com punição severa pela lei. A incoerência da decisão da maioria dos juízes da Suprema Corte torna-se mais do que evidente.

A oposição maciça ao aborto legalizado no Brasil pela Igreja Católica Romana tem mantido a posição tradicional – o aborto nunca pode ser justificado. O pensamento protestante justificou o aborto nos casos em que a vida da mãe corria perigo. A secularização da sociedade cada vez mais enfraquece as barreiras éticas e religiosas. Os protestantes liberais pouca oposição fizeram à lei americana que favorece a decisão que dava à mulher grávida o privilégio de abortar seu filho se quisesse, sem nenhuma punição do estado.

Enquanto a teoria da evolução se torna cada vez mais convincente aos formadores de opinião, apresentada como fato nas universidades e escolas mais valorizadas do país, que esperança haverá para que o aborto se torne mais do que uma decisão puramente privada? Será que os evangélicos vão se posicionar contra o aborto com a convicção daqueles que crêem que Deus é o Autor da vida e somente Ele tem o direito de tirá-la?

Que Deus nos abençoe;

Russel Shedd

http://www.cacp.org.br/aborto-qual-e-a-nossa-posicao/

Valores Cristãos – Enfrentando as questões morais de nosso tempo – Lições Bíblicas do 2ºT 2018 Adulto CPAD

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

 O 2º Simpósio (Simpósio aborda a relação entre cristãos e direitos humanos no século 21)de Justiça Social do Exército de Salvação é o tema deste comentário relacionado a atuação de Exército da Salvação.

Acrescentei a Biografia de Suzanna Wesley, mãe de John Wesley (líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivacionistas da Grã-Bretanha). 

Acrescentei dois videos excelentes,:

– História da Fundação da Igreja do Evangelho Quadrangular

-Igreja do Evangelho Quadrangular – Doutrina

Acrescentei a Biografia de Aimee Mc Pherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular.

Acrescentei como comentário as respostas da Maria do P. Socorro R. Chaves – professora doutora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal do Amazonas e coordenadora do Parque Científico e Tecnológico para Inclusão Social e do Observatório de Economia Criativa-AM – sobre  quais são as duas principais questões ambientais que o Brasil precisa enfrentar, a partir da visão cristã.

Muito bom e atual estas respostas, interessante a leitura para quem se interessar pelo assunto.

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Não devo dormir com meu noivo antes do casamento

 

10 razões porque não devo dormir com meu noivo antes do casamento

É muito natural, hoje em dia, que um casal de noivos durma junto para testar o relacionamento dos dois: “Devemos ou não nos casar?” Esta maneira de agir do mundo é correta? Há pessoas que estão vivendo juntas há 10 ou 15 anos e parece estar dando certo (isto é o que eles dizem).

Vejamos algumas razões que nos mostram que esta maneira de pensar do mundo está contra os planos de Deus para a nossa completa felicidade no casamento:

1) Porque sexo antes do casamento não nos fará conhecer o verdadeiro amor

Quando estamos fora do centro da vontade de Deus, aquilo que estamos planejando para nossa vida não pode dar certo. Em 1ª Ts 4.3 a Bíblia nos diz:

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição;”

Deus não aprova o sexo fora do casamento.

O homem pode até dizer que é liberal, que não acha nada demais haver o sexo pré-nupcial, mas, bem no íntimo de sua alma, ele prefere se casar com aquela moça pura, obediente à Palavra de Deus e que se guarda para o seu marido que a conhecerá na noite de núpcias.

Muitos desses noivos liberais, quando conseguem o que querem da noiva ficam achando que ela já praticou sexo com algum ex-namorado. O que prova o contrário?

Moça procure chegar até seu esposo de cabeça erguida, sem ter de que se envergonhar, fiel não só a ele mas principalmente ao Senhor que foi o criador do sexo que é lindo e puro dentro do casamento.

2) Porque sexo antes do casamento  nos afasta do perfeito plano de Deus

Não devemos ver o sexo como um simples prazer de momento, ou como um ato físico, mas como a união entre duas pessoas numa só. É um ato tão íntimo que podemos dizer que parte de você fica com ele e parte dele fica com você.

Se você já teve relação sexual com outro, então quando você se casar não poderá dar a seu marido, ou vice-versa, 100% de você porque parte de você já ficou com outro (a). Deus fez você para ser única e exclusivamente de seu marido. É este o Seu plano.

3) Como me vejo após ter relação sexual antes de me casar?

Em 1ª Co 7:8,9, a Bíblia nos diz que é melhor casar-se do que abrasar-se. Ainda em 1ª Co 7:32, ela nos diz que o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor. A Palavra de Deus chama de fornicação ao sexo pré-nupcial.

Tanto o homem como principalmente a mulher se desvalorizam se fazem sexo antes do casamento. Viver juntos antes de se casarem, faz com que apareçam um sem número de problemas. A situação se torna tensa. Surge um clima de insegurança e de desconfiança, aparecem pressões no relacionamento, auto desvalorização e o que é pior… aos olhos de Deus, eles fornicaram.

4) Como me sinto após ter relação sexual antes de me casar?

Temos que admitir que o “sentimento de culpa” que, muitas vezes, vive dentro de nós, se deve ao fato de sermos pecadores, miseráveis e de não seguirmos os conselhos bíblicos de nosso Deus Santo que sempre quer o melhor par nós.

No livro “Resposta Francas a Perguntas Honestas” de Jaime Kemp, um jovem diz o seguinte: “Sou crente em Jesus, filho de pastor e presidente da União de Mocidade da minha igreja. Isto também é uma das causas do tremendo sentimento de culpa, do qual não consigo me libertar. Toda esta angústia deve-se a um fato ocorrido há quase um ano e meio atrás. Por alguns meses, mantive relações sexuais com a esposa do regente do coral de nossa igreja. Foi uma experiência amarga. O sentimento de culpa tornou-se insuportável e nos fez terminar com aquele vínculo ilícito. As conseqüências porém, têm sido terríveis. Perdi a paz, a alegria em servir a Deus e a ousadia de testemunhar sobre Jesus. Passei, inclusive, a sentir dúvidas sobre minha salvação. Por favor, me ajude!” Este exemplo não é, na verdade, sobre um fato que aconteceu entre dois noivos mas entre um jovem e uma mulher casada. Mas o que queremos focalizar aqui, é o sentimento de culpa que surge quando estamos fora da vontade de Deus, quando estamos em pecado. Mas graças ao nosso Deus que nos ama e nos perdoa se confessarmos os nossos pecados e mostrarmos um arrependimento genuíno (veja 1ªJo 1.9).

5) O que surge fatalmente após uma relação sexual antes do casamento?

Geralmente, é mais a mulher que sonha em um dia ficar a sós com a pessoa que “ama” e se entregar de corpo e alma pensando que vai ter momentos muito prazerosos. Mas, com a pergunta: “Para vocês a experiência sexual foi agradável,desagradável ou uma decepção?”, num levantamento feito em uma clínica de mães solteiras, chegou-se à seguinte conclusão: 50% disse que foi uma decepção; 30% disse que foi desagradável e revoltante, enquanto só 20% respondeu que foi agradável. 1ªTs 4:4,5 nos diz: “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”

6) Que riscos você corre se tiver relação sexual antes do casamento?

O sexo antes do casamento é arriscado sob vários aspectos: doenças venéreas, aids…

As doenças venéreas podem causar infecções sérias, cegueira e até a morte. A aids, depois de muito sofrimento, causa a morte. E o pior é que pode ser transmitida para os filhos com os mesmos efeitos. Veja o que pode acontecer com você: “Marta, uma jovem crente, era noiva de Tiago, presidente do jovens de uma igreja muito conceituada, de doutrina firme, e de comunhão invejável. Por causa do “amor” que havia entre ambos e dos carinhos, que cada vez ficavam mais audaciosos, decidiram dormir juntos e esqueceram qual era a vontade de Deus com relação a duas pessoas solteiras. E tudo foi mais ou menos assim:

MARTA dormiu com TIAGO que tinha dormido com HELENA e com MARIA que tinha dormido com JOSÉ que tinha dormido com 5 prostitutas (duas delas tinha AIDS). Por causa de uma noite de amor e prazer com o noivo crente (ela tinha certeza que não havia perigo nenhum), Marta contraiu o vírus da Aids.

7) Será que sua vida pode mudar completamente após ter relação sexual antes do casamento?

Ao visitar um lar de mães solteiras podemos ver o desespero refletido em cada rosto. São jovens que não sabem como enfrentar o futuro; não sabem se um dia conhecerão o verdadeiro amor e se constituirão um lar.

A jovem crente deve colocar seu namoro nas mãos do Senhor. Quando ela começa a pensar que é senhora de tudo, que sabe o que está fazendo é, então, que o inimigo de nossas almas começa a agir. E é aí que ela começa a fazer o que não deve e, de repente, pode descobrir que está grávida.

A gravidez pode acontecer com qualquer pessoa e esta pessoa pode, até mesmo, ser você. E, quando isto acontece, você pode trazer dentro de você uma criancinha que já a partir do 28o dia de fecundação tem o coração já a palpitar. No 30o dia, quase todos os órgãos já começaram a funcionar. Antes mesmo de você descobrir que está grávida o seu bebê já é uma pessoa e se você pensar em abortar você estará matando o seu filho. Sl 139:13-16 diz: “Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.”

Quando a gravidez é descoberta, começam a surgir os problemas: vergonha, despreparo financeiro e ressentimento mútuo.

Mesmo sabendo que Deus nos perdoa, devemos evitar tamanhos transtornos.

8) Será que imaginamos o tamanho dos problemas que podem surgir se tivermos relações sexuais antes do casamento?

Nunca tenha certeza de que o rapaz que você “ama” e que diz que a “ama” se casará com você quando souber que você está grávida. O homem, mesmo aquele liberal, prefere se casar com a moça que guardou a sua virgindade  para ele. Na sua maioria, o homem quer ser o primeiro.

Deus foi, é e será sempre o mesmo. Para Deus não existem frases como: “Agora é tudo diferente…!”, “Antigamente é que se pensava assim!”, “Agora é tudo natural, temos que nos conhecer bem para não darmos um passo errado!”.

Veja que problemão você arranjou: Você descobre que está esperando um filho de seu noivo e ele lhe diz: “Será que este bebê não é de outro?” ou “Não, não quero me casar com você, pois não a amo!”.

E quanto a seus pais? Como enfrentá-los?

E quanto à igreja? Como encará-la?

E quanto a Deus? De todos os problemas, este é o mais grave! O seu pecado não foi contra ninguém, mas somente contra Deus. Veja o que o rei Davi disse a Deus em Salmos 51.4: “Contra Ti, contra Ti somente pequei, e fiz o que é mal à Tua vista”.

9) Será que a incompatibilidade no casamento surge quando não aceitamos o plano de Deus em nossa vida e mantemos relações sexuais antes do casamento?

Como nos enganamos em pensar que sabemos o que é o amor! Muitas vezes, nos entregamos de corpo e alma ao nosso noivo e pensamos que o que estamos fazendo é uma demonstração do amor verdadeiro. Puro engano!!! O que está havendo entre os dois é apenas uma atração sexual.

O amor verdadeiro é aquele de 1ªCo 13 que diz que o amor é sofredor, é benigno, não é invejoso… é aquele que enfrenta fraldas e louça suja, cabelo despenteado, bebê chorando por toda uma (s) noite (s) , dificuldades financeiras, doenças… e mesmo assim os dois ainda se amam e seguem juntos enfrentando bons e maus momentos que surgem em suas vidas.

Quando você se casa e vê que está tendo um casamento infeliz é quando então você descobre que o que você sentia (e provavelmente ele também) era apenas uma atração sexual.

10) Será que seu casamento e sua felicidade estarão ameaçadas se você mantiver relação sexual antes do casamento?

No livro “Love, Dating & Marriage” de George B. Eager, ele diz que “o sexo antes do casamento lança a semente da dúvida e da desconfiança”.

Alguns casais que mantiveram relações sexuais antes do  casamento, aparentemente vão bem mas existe no coração do marido, ou da mulher, ou de ambos, sentimentos de desconfiança, rejeição, ressentimento, etc. Outros, mesmo casados, continuam procurando o verdadeiro amor, mantendo relações extra-conjugais. Estes estão sempre procurando novas experiências.

Vejamos alguns versículos que nos mostram o que Deus realmente pensa sobre o casamento: 1ªCo 6:18; Hb 13:14; 1ªCo 6:9,10.

Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. (1ª Co 6:18 BRP)

 Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. (Hebreus 13:14 BRP)

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?

Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1ª Co 6:9-10 BRP)

Do mesmo modo que Deus condena a fornicação, Ele nos perdoa se viermos a Ele arrependidos.

Vejamos os versículos: 1ªJo 1:7-9; Jo 6:37.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1ª Jo 1:7-9 BRP)

 Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (Jo 6.37 BRP)

Valdenira N. de M. Silva. Adaptado de George B. Eager

Extraído do site SolaScripturaTT em 09/08/2014   

http://www.cacp.org.br/10-razoes-porque-nao-devo-dormir-com-meu-noivo-antes-do-casamento/

Nos comentários, escrevi algo sobre “Uma vida Cristã equilibrada”.

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

O tema desta postagem está presente na Revista e Livro de Apoio das Lições Bíblicas do 2ºT 2018 CPAD.

Eu apenas fiz a composição deste material para um só documento. 

Excelente. Esclarecedor e de fácil leitura e aplicação para nós cristãos que combatemos o bom combate em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Acrescentei este texto do Pr Luiz Fernando, ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira em SP, associando as Escrituras sagradas, com os desvios relacionados a família nos dias atuais.

Muito boa a reflexão disponibilizada no portal da Ultimato acerca do tema, complementando os outros já postados anteriormente.

Vale a leitura e meditação. 

Acrescentei algo sobre o sacramento, contextualizado com as duas ordenanças divinas para a igreja.

Acrescentei algo sobre o tema “Elementos e formas de estado, sistema, forma e regime de governo”.

Muito bom, e esclarecedor.

Resolvi postar esta música, principalmente, devido a beleza poética da mesma. Pouco conheço da banda Kadoshi. Em função disto, estou registrando acima algumas informações da banda, retirada da Wikipédia. Pretendo também, mais a frente postar outra música “Há momentos”.

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As bênçãos da vida crucificada – As recompensas eternas da vida crucificada

Sl 133:1

“Como é bom e agradável quando os irmãos vivem em união!”

       O valor de qualquer jornada sempre pode ser medido pelas dificuldades ao longo do caminho. Quanto mais difícil a jornada, mais satisfatório o destino.  Tenho pensado na vida crucificada como uma jornada. Tem um começo, é claro, mas o fim  nunca está deste lado da glória. Sou lembrado disso por um hino chamado “A mensagem real”.

Sou forasteiro aqui; em terra estranha estou;

Celeste pátria, sim, anunciando vou.

Embaixador, por Deus, de reinos de além-céus,

Venho em serviço do meu Rei.

       Não são muitos os cristãos que se consideram estrangeiros “em terra estranha”. Mas é exatamente isso que somos se somos cristãos. Se começamos a jornada e estamos vivendo a vida crucificada, este mundo certamente não é o nosso lar. É por isso que nunca deveríamos estar muito confortáveis nesta vida.

       Alguns foram mal informados sobre a vida cristã e a vida crucificada. Por algum motivo, eles pensam que é um caminho fácil. Acreditam que Deus eliminará todos os problemas e dificuldades e que eles serão capazes de viver sem nenhum tipo de distração ou perturbação. Como qualquer um que tenha feito essa jornada sabe, não é o que acontece. Se a sua jornada não é atravancada de dificuldades, provações e fardos, você simplesmente pode estar no caminho errado.

       É impossível ler a Bíblia e não ver que cada homem e cada mulher de Deus enfrentaram dificuldades e problemas extremos. A história da Igreja também está repleta de casos de lutas enfrentadas pelos cristãos, até maiores que os mártires da Igreja sofreram. Se a vida cristã é tão fácil como alguns acreditam, então por que toda essa história de lutas e dificuldades e martírios?

TIPOS DE DIFICULDADES

       As dificuldades podem ser divididas em algumas categorias. Primeiro podem ser uma distração. Por “distração”, quero dizer que elas podem tirar-nos do curso principal. Voltando à fazenda na Pensilvânia, arávamos usando um cavalo. Para aquele cavalo não se distrair, precisávamos colocar antolhos nele.

       As dificuldades que atravessam o nosso caminho podem distrair-nos do nosso verdadeiro propósito diante de Deus. Podemos ficar tão imersos nas nossas dificuldades que não vemos mais nada. Podemos esquecer a direção que estávamos seguindo. Se você estudar a história de Israel, descobrirá que toda a jornada desse povo foi cheia de distrações após distrações. Ele estava andando em certa direção, e então algo ocorria para distraí-lo e o empurrava para a esquerda ou a direita.

       É claro que as dificuldades que atravessam o nosso caminho nos podem desanimar. Muitos têm dificuldade em acreditar que um cristão possa ficar desencorajado em algum momento. Quando um cristão tem dificuldades que o levam ao ponto de desanimar, ele é tentado a acreditar que na realidade não nasceu de novo. A verdade é que as várias dificuldades que ele enfrenta têm o potencial de encobrir seu bom senso e anuviá-lo com uma boa dose de desânimo.

       É triste ler ou ouvir de uma pessoa que começou bem, mas de algum modo se distraiu e morreu no caminho. O apóstolo Paulo lidou com isso entre os cristãos gálatas:

Gl 3:3

“Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?”

       Os gálatas haviam começado bem, mas alguma coisa no caminho os havia distraído do propósito original, levando-os a um estado de desânimo. Eles começaram a sentir como se tivessem de lutar por si sós. É aí que nós também encontramos problemas. As dificuldades são um aspecto comum da vida. Mas deveríamos ser encorajados por aquilo que Paulo escreveu aos coríntios:

1ª Co 10:13

“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.”

Penso, nesse mesmo sentido, que o valor de uma pessoa sempre pode ser medido pelo que ocorre quando ela está realmente enfrentando problemas. É certo que vamos enfrentar dificuldades e problemas. O caminho da vida crucificada traz muitos obstáculos, impedimentos e perigos. Assim, não é o fato de termos essas dificuldades, mas o que realmente determina a qualidade do nosso relacionamento com Deus é como lidamos com elas. Se desistimos, o que isso mostra a respeito da nossa confiança em Deus?

O EXEMPLO DO REI DAVI

       Ninguém teve mais dificuldades e problemas que o rei Davi, conforme se registra no Antigo Testamento. Estou certo de que em algumas ocasiões ele mesmo criou dificuldades e problemas para si. Na maior parte dos casos, contudo, suas dificuldades e pesares foram causados pelo chamado de Deus em sua vida.

       Davi reconta essas dificuldades no salmo 57. Esse salmo é extraordinário porque nos faz vislumbrar o coração desse homem. A qualidade da vida de Davi é percebida na maneira pela qual ele enfrentou sua dificuldade.

       No salmo 57, Davi confessa a natureza angustiante de suas dificuldades. No versículo 1 ele as chama de ‘calamidades” (Almeida Revista e Atualizada). É sempre bom reconhecer o problema que está à sua frente. Quantas vezes as pessoas desconsideram um problema ou realmente não vêem bem diante delas? Nada é mais perigoso que estar diante de um problema ou dificuldade e não ter conhecimento disso.

       Davi não desconsiderou suas “calamidades”. Ele as reconheceu como eram de fato. Não tentou explica-las, ignorá-las ou culpar alguém por elas. É isso o que realmente fazemos com frequência quando experimentamos calamidades. Por algum motivo, acreditamos que se pudermos culpar alguém por nossos problemas, os problemas desaparecerão. Isso simplesmente não acontece.

       Não penso que havia um único osso covarde no corpo de Davi. Desde o momento em que enfrentou Golias até seu leito de morte, Davi nada temeu, exceto Deus. Imagine um adolescente em pé, com cinco pedras lisas na mão, diante de um dos maiores soldados de sua época. Golias era um gigante em muitos sentidos. Não era apenas grande, mas também uma maquina de combate. Acho que é seguro dizer que Golias nunca havia perdido uma batalha. A história de suas lutas era tremenda. Por isso os filisteus enviaram Golias para lutar com o exército de Israel. Sabiam do que ele era capaz.

       Entretanto, Golias nuca tinha visto Davi. Golias acusou Davi de não saber o que estava fazendo. Acusou-o de não compreender o que realmente estava em jogo. Mas Davi disse a Golias que não lutaria com forças próprias, mas em nome de Javé, o Deus de Israel. Desde que Davi estivesse do lado de Deus, não havia nada que temer.

       O embate de Davi com Golias estabeleceu um padrão para o restante de sua vida.

O LADO POSITIVO DAS DIFICULDADES

       Há um lado positivo em encarar problemas e dificuldades severos. Podemos aprender muito quando os enfrentamos. Precisamos lembrar-nos, contudo, de que o inimigo que enfrentamos, aquele que nos ataca, pode discernir a nossa condição espiritual e usar isto contra nós. Essa é a estratégia do inimigo. Ele conhece os nossos pontos fracos e os ataca com toda malignidade do fogo do inferno. Mas eis o que o Diabo não sabe. O apóstolo Paulo nos mostra:

2ª Co 12:10

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.”

       Os que estão na jornada da vida crucificada conhecem a dinâmica espiritual dessa declaração. É na nossa fraqueza que Deus se manifesta de maneira poderosa. O rei Davi sabia que sua força não estava em si mesmo, mas em Deus.

SOLUÇÕES FALSAS PARA AS NOSSAS DIFICULDADES

       Assim como enfrentamos muitas dificuldades e problemas na nossa jornada, assim também encontramos muitas soluções. Livros aos montes nos oferecem soluções para uma ou outra das nossas dificuldades ou problemas. Em sua maioria, porém, esses livros ficam aquém do alvo.

       Uma solução oferecida esses dias é amarrar o inimigo. Quando sentimos o inimigo atacar, precisamos firmar os pés e confrontá-lo. Isso é uma manifestação de machismo espiritual. Queremos mostrar ao criador de problemas, e a qualquer um que esteja nos observando, que não podemos ser enganados.

       O único problema é que o Diabo nunca enfrentará você diretamente. E é melhor eu dizer: o Diabo não joga limpo. Ele usa regras forjadas por ele ao longo do caminho. Um cristão achar que consegue adivinhar as intenções do Diabo é, provavelmente, a idéia mais perigosa que se pode abrigar.

       O Diabo adora quando o convidamos para a batalha. É para isso que ele vive. Ele sabe que não pode vencer, mas sabe também que pode causar algum dano no processo. Toda a  agenda do inimigo pode ser resumida em um objetivo: atrapalhar Deus por meio de seus filhos. O Diabo pensou que podia fazer isso com Jó no Antigo Testamento. Mas o que o Diabo não sabia era que Deus tinha controle absoluto de cada passo do caminho.

        Outra solução que alguns cristãos tentam é usar as Escrituras para desafiar o inimigo. Mas o que esses cristãos não percebem é que o Diabo conhece as Escrituras melhor do que alguns teólogos. O coração do Diabo não está cheio de dúvidas, mas de ódio e ciúmes. Seu ódio e seus ciúmes de Deus o cegam para a realidade do senhorio de Deus.

       Para qualquer cristão, usar as Escrituras sem o Espírito é como entrar numa batalha com uma espada de papel. Não é só a palavra que fará o Diabo dar meia-volta; não, é a Palavra e o poder.  O Diabo pode citar as Escrituras melhor que qualquer professor de seminário, mas quando a Palavra está sob a direção do Espírito Santo, ela sempre atingirá o seu alvo mortal.

A SOLUÇÃO DE DUAS PARTES PARA AS NOSSAS DIFICULDADES

       Quando Daniel foi lançado na cova dos leões, nada fez para se defender. Ele não tentou prender o inimigo. Não tentou desafiar os inimigos citando as Escrituras. Simplesmente deixou a situação nas mãos de Deus. Isso me leva à solução de Davi para seus problemas. No salmo 57, Davi revela a única solução para dificuldades, problemas e calamidades. Essa solução possui duas partes.

Parte um: Refugie-se em Deus

       Em Salmos 57:1, Davi diz: “Eu me refugiarei à sombra das tuas asas, até que passe o perigo” (Salmos 57:1). Em vez de sair para lutar as próprias lutas, Davi se refugiou em Deus. Como ele deve ter sido tentado a mostrar sua força e seu poder ao inimigo! Mostrar ao inimigo que ele não era alguém com quem se podia mexer deve ter sido uma grande tentação para um homem como Davi. Em vez de se envolver com o inimigo, porém, Davi refugiou-se na sombra das asas de Deus.      

       Que verdade bendita compreender que, em meio a todas as nossas dificuldades  e calamidades, temos um refúgio. Certamente há momentos de entrar na batalha e envolver-se com o inimigo. Mas isso deve acontecer sob as ordens diretas do Capitão da nossa salvação. O jovem Davi compreendeu isso quando deparou com Golias.

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1ª Sm 17:47

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão.”

       A batalha sempre é do Senhor.

Parte dois: Exalte Deus

       O outro aspecto da solução de Davi encontra-se em Salmos 57:5. Davi se refugiou em Deus e, ao mesmo tempo, deu uma oportunidade para Deus ser exaltado. “Sê exaltado, ó Deus.” Esta era a paixão de Davi. O único meio de Deus ser exaltado era Davi encontrar refúgio nele.

       Davi não era oportunista. Ou seja, ele não buscava oportunidades de se exaltar acima do povo que liderava, nem mesmo de se exaltar acima de seus inimigos. Decerto, ao longo do caminho, ele havia tido muitas oportunidades para fazer isso.

       Ainda que não fosse um homem perfeito, Davi tinha perfeita confiança em Deus, não em si mesmo. É aqui que arranjamos problemas. Certamente confiamos em Deus, mas por algum motivo confiamos em nós acima de Deus, só para o caso de Deus não dar conta do recado. Davi não era assim. Ele se colocava em tal posição que, se Deus não desse conta, tudo estaria perdido.

       De novo, considere o exemplo de Davi e Golias. Você aprecia o grande risco assumido por Davi? Muitas vezes me pergunto porque o Rei Saul permitiu que Davi fosse até lá enfrentar Golias daquela maneira. Se Davi tivesse falhado, Israel teria falhado. Toda a situação entre Israel e os filisteus se resumiu a um adolescente de nome Davi e suas cinco pedras lisas e uma funda. É difícil imaginar Davi em pé diante do gigante. Se Deus não desse conta, tudo estaria perdido para o garoto e para os israelitas.

A LINGUAGEM DO CÉU

       O resumo é: Você está disposto a dizer “Ó Senhor, exalta-te acima de mim e de tudo o que sou — posses, amigos, confortos, prazeres, reputação, saúde e vida – tudo. Testa-me, Senhor, e vê se eu realmente consigo deixar tudo em tuas mãos. Coloca minha vida na linha, para que eu não seja totalmente eu, mas totalmente teu, conhecendo a verdade de que posso refugiar-me em ti”.

       Se você chegou até aqui, sugiro mais um passo em sua oração: “Ó Senhor, dispara uma cadeia de circunstâncias que me leve ao lugar em que eu possa dizer sinceramente; ‘Se exaltado acima dos céus’”.

       Você já se perguntou que linguagem se fala no céu? É isso. Essa é a linguagem do céu. Eles virão do norte, do sul, do leste e do oeste. Virão de países que falam alemão, espanhol, grego e sírio. Virão de todo o mundo e nunca terão de se sentar e se submeter ao processo de aprender uma nova língua. No reino de Deus todos falarão a mesma língua, cuja tônica será: “Digno é o cordeiro que foi morto de receber a glória, a honra e o poder” (v. Apocalipse 4:11). Você conhecerá a linguagem do céu quando chegar lá sem ter de estudá-la – e você não falará com sotaque.

       O alvo da vida crucificada é deixar-se colocar numa posição tal em que Deus é exaltado. Quando você permitir que Deus seja exaltado em suas dificuldades, estará na condição perfeita para aspirar a doce fragrância da presença dele.                             

Saudai o nome de Jesus

Edward Perronet (1726-1792)

 

Saudai o nome de Jesus,

Arcanjos vos prostrai.

O Filho do glorioso Deus,

Com glória coroai.

O Filho do glorioso Deus,

Com glória coroai.

Ó escolhida geração

Do bom, eterno Pai,

O grande autor da salvação,

Com glória coroai.

O grande autor da salvação,

Com glória coroai.

Ó perdoados por Jesus,

Alegres adorai.

O Deus da paz, o Deus de luz,

Com glória coroai.

O Deus de paz, o Deus de luz,

Com glória coroai.

Ó tribos, raças e nações,

Ao Rei divino honrai.

A quem quebrou os vis grilhões.

Com glória coroai.

A quem quebrou os vis grilhões,

Com glória coroai.

A VIDA CRUCIFICADA – COMO VIVER UMA EXPERIÊNCIA CRISTÃ MAIS PROFUNDA

A.W.TOZER

EDITORA VIDA. 

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Os 3.000 anos de história de Israel em um vídeo de 10 minutos.

A animação mostra jornada do povo judeu ao longo dos séculos, saindo de sua pátria, passando pelo exílio e superando a ameaça de extinção, até o retorno e a independência em uma próspera democracia que celebra agora seu 70º aniversário!

Acrescentei a Biografia de William Carey, pai das Missõe Modernas. Atuou na Índia.

Alterei  nomenclatura da postagem “Hedonismo”, para “Egoismo, Hedonismo e Narcisismo”.

Em pesquisa na internet sobre o tema Hedonismo e Narcisismo, encontrei esta lição da “Escola Bíblica Dominical Belas Artes”.

Excelente e completo.

O texto original da postagem coloquei como comentário.

Vale a leitura e reflexão do material.

Acrescentei também um texto do Pb Rubens Amorese “Pluralismo versos Narcisismo” como comentário da postagem contextualizado com o documento.

Excelente e atual. 

Acrescentei um material associado ao tema da postagem “Os extremos da Ideologia de Gênero”, do CACP.

Acrescentei um texto excelente, encontrado na revista lições bíblicas – adulto da cpad e no livro de apoio das lições bíblicas associado ao tema de direitos humanos. 

 

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Joias neste mundo

O fundamento da vida crucificada

A cruz pelo lado da ressurreição

 Joias neste mundo

“Essa questão de estarmos escondidos com Cristo em Deus pode ser naturalmente dividida em quatro segmentos. O primeiro ponto: “A sua vida”. O segundo ponto: “Está escondida”. O terceiro ponto: “Com Cristo”. E então o último ponto: “Em Deus”. Eis sobre a terra as joias do céu. A sua fé é sua segurança reforçada, e aqui está a cura de todas as curas : “A sua vida está escondida com Cristo em Deus.”

A esperança da Igreja é que, “quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória” (Cl 3:4). Essa é esperança da Igreja. Não temos todos os detalhes. Éramos inteligentes demais uma geração atrás, quando pensávamos conhecer todos os detalhes. Sabíamos exatamente tudo o que era possível saber acerca das profecias. Agora é diferente. Temos de falar nas profecias porque o que nos ensinaram nos foi arrancado de sob os pés e de algumas das nossas opiniões. Sem dúvida Cristo virá e, quando vier, estará com ele em glória. Exatamente como você estava com ele quando Cristo morreu e ressuscitou, estará com Cristo quando Ele vier em glória. Por enquanto, espera-se que você aja de acordo com aquilo que crê.

“É como a noiva que deve ser separada do noivo por um breve momento. Ela escreve algumas cartas e é ávida por lhe telefonar. Quer estar com ele. Ele está fora, em algum lugar, tentando conseguir uma casa para viver com Ela. Ela diz: “Não me importa a casa. Quero estar com você”. O importante não é a casa, com os enfeites e a mobília e todo o resto. Ela anseia por ele. É o que acontece com Jesus Cristo. Desejamos Jesus Cristo, e a glória virá por si.

 A.W.TOZER

A VIDA CRUCIFICADA

EDITORA VIDA

 

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Acrescentei este texto no link associado a igreja cristã, de Hideide Brito Torres, bispa da Igreja Metodista e presidente da 8ª Região Eclesiástica.

Excelente o texto. Vale a leitura e meditação.

Disponibilizei este texto “A Bíblia é traduzida dos originais. Mas o que isto significa?”.

Excelente este material, disponibilizado pela Ultimato Online do Pastor Vilson Scholz.

Eu possuía vários documentos do tempo que fiz o BETEL. Este documento é parte dele, que estou disponibilizando a todos. 

Adquiri este livro “Psicologia Pastoral”, quando participei do 9º Congresso Nacional de Escola Dominical, que ocorreu no RIOCENTRO, em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante. Muito bom, com uma linguagem de fácil entendimento e aplicação na vida cotidiana, levando-se em consideração as características pessoais e individuais do leitor. 

Em face disto estou disponibilizando este material “Aprendendo a viver em harmonia com o próximo” no blog.

Acrescentei um documento como comentário na postagem, abordando a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém/Israel, no ano de 2018.

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Os véus que obscurecem a face de Deus – Reconheça os véus – Parte II

Fp 3: 13,14

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

       A mensagem, os objetivos e os métodos do Novo Testamento permanecem adormecidos.  Atos realizados no nome do senhorio de Jesus Cristo são senhorio só no nome. Substituindo o verdadeiro de Cristo, introduzimos a nossa própria mensagem, os nossos próprios objetivos e os nossos próprios métodos para alcançar estes objetivos que são, em todos os casos, absolutamente não bíblicos.

        Seria heresia – será que se constitui uma mente radical – se você orasse pedindo que Deus purificasse a intensão do seu coração com o indizível dom de sua graça? Essa, claro, é a grande oração do autor de A nuvem do não saber: “Deus […] suplico-te que purifique a intensão de meu coração com o indizível dom de sua graça, para que eu possa amar-te perfeitamente e louvar-te dignamente”.

       Ansiar amar a Deus e louvá-lo dignamente deve significar mais que as palavras que você pronuncia. Deve custar-lhe tudo. Seria heresia? Alguém deveria ser preso por isso? Deveria por isso ser condenado ao ostracismo de acordo com a nossa hinódia, de acordo com nossos livros devocionais, de acordo com a história da Igreja remontando até Paulo e de acordo com a vida de todos os santos? Não, não penso que seria.

       O apóstolo Paulo disse que, para ganhar Cristo, teria renunciado a todo este mundo (v. Filipenses 3: 7,8). Ele queria que todos conhecessem Cristo como uma experiência consciente, para usar uma linguagem moderna, e para receber o Reino dos céus. Informou que orava todo tempo pedindo que Cristo habitasse no coração de cada cristão (v. Ef 3:17). Declarou aos Coríntios: “Examinem-se para verse vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser q eu tenham sido reprovados!” (2ªCo 13:5). E aos romanos: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Rm 8:9). É pela habitação de Jesus que recebemos as riquezas de Deus e vemos seu rosto sorridente.

       Infelizmente, entre os cristãos e a face de Deus tem-se desenvolvido o que chamarei de “véus de obscuridade”. Esses véus escondem as preciosas riquezas de Deus daqueles dentre nós que prosseguem rumo à perfeição. O efeito é que já não conseguimos ver a face sorridente de Deus.

RECONHEÇA OS VÉUS

       Num dia nublado e escuro, o brilho do Sol fica obscurecido. O Sol ainda está lá, mas a nossa capacidade de aproveitar os raios solares fica grandemente reduzida. Assim é no mundo espiritual. Há certos véus que se colocam entre nós e deus e têm efeito semelhante. Esses véus são em geral de confecção nossa. Permitimos que se desenvolvam na nossa vida e, na maior parte das vezes, nem temos consciência do impacto que exercem sobre nós. Deixe-me descrever outros dos véus mais problemáticos.

Defesa de  direitos

       É aqui que encontramos muitas dificuldades. Tudo o que reclamo para mim torna-se um véu que obscurece Deus aos meus olhos. Aquilo a que não renuncio de maneira absoluta e entrego para Deus fica entre mim e Deus. Alguns cristãos acreditam que, se jejuarem o suficiente e orarem sobre algo por tempo suficiente, Deus mudará de idéia sobre certo assunto. Não nesse caso. Nem todo jejum e oração do mundo podem remover esse véu.

       Depois que eu colocar tudo no altar, o brilho da face sorridente de Deus será visto. Penso que, depois que Abraão renunciou a qualquer direito sobre Isaque, passou a olhar o mundo de maneira bem diferente. Aquilo a que você se apega o puxará para baixo e o atrapalhará em sua busca da perfeição espiritual.

Medo

       O pai do medo é a incredulidade. O medo distorce o aspecto sorridente da face da Deus. Acredito realmente que Deus tem em mente o melhor para mm? Ou há um pouco de medo no meu coração obscurecendo suas boas  intensões? As minhas circunstâncias não servem para indicar se o divino favor sorridente está sobre mim. O medo faz que eu olhe as circunstâncias em volta em vez de levantar o olhar para a face sorridente de Deus.

       Se os três filhos hebreus na fornalha acesa tivessem mais consciência do fogo em torno deles do que de Deus que estava com eles, poderiam ter ficado desencorajados. Mas eles olharam além do fogo e viram a face sorridente de Deus. Tinham tanta consciência de Deus e de seu favor sobre eles que as Escrituras n os contam que, quando saíram da fornalha,  nenhum deles tinha o corpo queimado, e suas roupas nem sequer tinham cheiro de fumaça (v. Daniel 3:27).

Dinheiro

       O dinheiro é outro grande véu que obscurece a face de Deus diante do cristão. Como é fácil ficar enredado numa teia de finanças. Isso inclui não só ter muito dinheiro, mas também não ter dinheiro suficiente. Salomão foi sábio ao dizer:

Pv 30:7_9

”Duas coisas peço que me dês
antes que eu morra:

Mantém longe de mim
a falsidade e a mentira;
não me dês nem pobreza nem riqueza;
dá-me apenas o alimento necessário.

Se não, tendo demais,
eu te negaria e te deixaria,
e diria: ‘Quem é o Senhor?’
Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar,
desonrando assim o nome do meu Deus.”

       O véu do dinheiro nunca diz respeito à quantidade de dinheiro que você possui, mas a quanto o dinheiro possui você. Para a maioria de nós, não é preciso muito dinheiro para obscurecer a face sorridente de Deus. Qualquer coisa que fique entre você e Deus é o que basta.

Amizades

       A amizade é o véu mais difícil e que nos causa maior pesar. As nossas amizades podem ficar entre Deus e nós. Não estou pensando só nas nossas amizades com pessoas não salvas. A minha experiência tem sido que, depois da minha conversão a Cristo, os meus amigos não salvos me deixaram. Estou pensando principalmente nas amizades que temos dentro da igreja Às vezes essas amizades se tornam mais importantes para nós do que o nosso relacionamento com Deus.

       O problema aqui é que há uma grande dose de pressões no sentido de nos ajustarmos uns aos outros. O denominador comum somos nós mesmos. Somos chamados não para nos ajustarmos uns aos outros, mas para nos ajustarmos a Deus. Nada é mais maravilhoso e encorajador que a amizade cristã, mas quando essa amizade começa a substituir a nossa comunhão com Deus – e é fácil isso acontecer –, ela se torna um véu de obscuridade.

A nossa posição social

       Para muitos de nós, esse é o véu mais difícil de tirar. A maioria de nós estabelece sua identidade pela posição que ocupa. Essas posições então determinam a nossa influência na igreja e na comunidade. Não precisamos manter uma posição importante ou de grande renda. Pode até ser uma posição à qual você se ofereceu voluntariamente. O perigo à espreita está em permitir que a nossa posição substitua a aprovação divina na nossa vida. A aprovação dos homens pode distorcer a aprovação de Deus.

Arranque os véus

       Todos esses véus são aspectos da vida que, à primeira vista , parecem inocentes, mas certamente podem tornar-se algo que obscurece a face de Deus. Alguns cristãos percebem isso. Alguns compreendem essa verdade e fazem algo a respeito. Mas outros são como os israelitas. Vão a Cades-Barneia uma vez por semana por anos e depois voltam ao deserto. Então querem saber por que têm tanta areia nos sapatos.

       Simplificando, eles não passarão de Cades-Barneia. Não avançarão para a terra prometida. Seguir adiante rumo a uma vida crucificada exigirá algum trabalho e compromisso da nossa parte, e uma das coisas que precisamos fazer é arrancar os nossos véus de obscuridade para que a luz da face sorridente de Deus brilhe sobre nós.

       A face de Deus está sempre sorrindo, e nem todos os véus que mencionei, nem mesmo o Diabo, podem fazê-lo parar de sorrir na nossa direção. O Diabo pode soprar uma tempestade e coloca-la entre nós e a face de Deus, mas Deus ainda está sorrindo. Somos nós que estendemos os véus que obscurecem a visão.

Não tenha rivais para Deus

       O nosso Deus é um amante ciumento e não suporta rivais. Qualquer rival que você venha a construir torna-se uma obstrução entre você e seu Deus. Não digo que você não está ligado a ele ou não justificado pela graça. Digo que esta maravilhosa iluminação divina, essa habilidade de amar a Deus perfeitamente e louvá-lo de maneira condigna fica velada. Fica bloqueada e derrotada e, agora, deixou de ser ensinada há uma geração.

       Se você arrancar os véus e os colocar sob os pés, descobrirá que eles escondem tudo o que o incomoda. Tudo o que o amedronta passará, e nada haverá senão o céu limpo em cima. Cristo não precisa morrer de novo. Nenhuma cruz jamais precisa ser erguida novamente. Nada precisa ser acrescentado à expiação. A face de Deus continua sorrindo para seu povo; entretanto, há uma nuvem, um véu, escondendo essa face e esse sorriso.

Não se deixe enganar

       Alguns dizem que a apostasia acontece entre os pecadores, mas jamais entre os cristãos. Pode acontecer com as massas, mas não conosco. Mas os cristãos dos dias de hoje foram ensinados que podem fazer bater o coraçãozinho e obter um sentimento quente aconchegante de cânticos rurais, teatralismo grandioso e todo o resto que formam o culto em muitas igrejas modernas.

       Não os culpo. Mas eles estão sendo enganados, e os líderes religiosos têm mantido para eles e os lesados, assim como ocorreu nos dias de Jesus.  Jesus andou entre os líderes de seus dias com os olhos abertos e a visão arguta e exortou; “o que eles dizem e fazem pode ser teologicamente correto, mas não sejam como eles”. Os líderes responderam: “Vamos matar esse homem”. E o mataram. No terceiro dia, porém, ele ressuscitou. Então enviou o Espírito Santo para este mundo, e o Espírito é seu e meu.

 Não crie limites para o Espírito Santo

       Não deixe que ninguém diga quanto você pode ter no Espírito Santo. Só Deus pode dizer quanto você pode ter dele. Falsos mestres o instruem a não ficar empolgado e fanático, mas não lhes dê ouvidos.

       A geração passada foi levada a igrejas e comunidades evangélicas. O que agora é fundamentalismo em pouco tempo será liberalismo. Precisamos ter o Espírito Santo de volta nas nossas igrejas. Precisamos ter a face de Deus brilhando e velas acesas iluminando a nossa alma. Precisamos perceber sentir e conhecer a maravilhosa iluminação divina daquele que disse: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12).

       Dizer isso faz de mim um fanático? Se isso é fanatismo, então, ó Deus, mande-nos mais fanatismo. O verdadeiro fanatismo é quando você vai contra as Escrituras, acrescenta coisas e interpreta mal a Palavra de Deus. Mas nenhuma linha da Palavra de Deus foi mal interpretada por aquilo que estou dizendo aqui. Tudo é baseado na doutrina da fé – a fé dos nossos pais que ainda vive.

Pare de vaguear

       A questão é: Você está disposto a arranca r os véus do orgulho e da teimosia, da vontade própria, da ambição religiosa, da defesa de direitos, do medo, do dinheiro, das amizades e da posição social? Você está disposto a esmagá-los sob os pés?

       Talvez você esteja sob esses véus há muito tempo. Você tenta contorná-los orando, mas não funciona. Você precisa colocar esses véus sob os seus pés e erguer-se sobre eles. Precisa afastar todas essas coisas que existem entre você e a paz de Deus e olhar para a luz do sol. Então relaxe. Não há nada mais que você possa fazer. O nosso Deus aguarda otimista, querendo ajudar você. Ele está querendo fazer isso; aliás, ele está ansioso para fazê-lo.

       Não cruze os braços e não se deixe desanimar. Talvez você tenha estado em muitos altares e tido tantos livros que ficou confuso. Arranque os véus entre você e Deus e se deite ao sol de seu sorriso eterno. Pois até que o povo de Deus coloque os véus sob os pés, nada acontecerá.

 Eu recebo, ele assume

A.b. Simpson (1843-1919)

Aperto a mão do Amor divino,

Reclamo a graciosa promessa

E acresço à dele meu selo

“Eu recebo” –“Ele assume”.

 

Eu te recebo, bendito Senhor,

Entrego-me a ti,

E tu, de acordo com tua palavra,

Assumes por mim.

 

Recebo a salvação plena e gratuita,

Por meio daquele que deu a vida por mim,

Ele assume tudo o que serei,

“Eu recebo” — “Ele assume”.

 

Eu o recebo como minha santidade,

Meu espírito imaculado, veste celestial,

Recebo o Senhor, minha justiça,

“Eu recebo” – “Ele assume”.

 

Recebo o Espírito Santo prometido,

Recebo o poder do Pentecoste,

Para me encher e transbordar,

“Eu recebo” – “Ele assume”.

 

Simplesmente o recebo por sua palavra,

Louvo-o, pois minha oração escuta,

E reclamo minha resposta do Senhor,

“Eu recebo” – “Ele assume”.

 A VIDA CRUCIFICADA – COMO VIVER UMA EXPERIÊNCIA CRISTÃ MAIS PROFUNDA

A.W.TOZER

EDITORA VIDA

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei este link abordando temas associados a vida cristã como um todo.

Este texto “Vivendo uma vida cristã autêntica” retirei da revista ensinador cristão. Muito bom o texto  e atual, servindo para todas as camadas da sociedade com sua respectivas faixas etárias.

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/vida-crista/por-que-catolicos-romanos-e-ortodoxos-celebram-a-pascoa-em-datas-diferentes-2/

Muito bom e esclarecedor o texto. Vale a leitura.

Acrescentei um comentário, cujo documento a Ultimato disponibilizou na edição de nº 369, cujo tema é:

“Um retrato da infância e adolescência no Brasil.”

Muito bom o material. Vale a leitura e reflexão.

Já a algum tempo estava pensando em encontrar algo associado a missões e cultura, e encontrei este material, que reproduzo abaixo. 

Excelente, da Igreja Batista Renascer em Caixa Dágua- Olinda.

 

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Os véus que obscurecem a face de Deus – Reconheça os véus – Parte I

Fp 3:13-14

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

 

       A mensagem, os objetivos e os métodos do Novo Testamento permanecem adormecidos.  Atos realizados no nome do senhorio de Jesus Cristo são senhorio só no nome. Substituindo o verdadeiro de Cristo, introduzimos a nossa própria mensagem, os nossos próprios objetivos e os nossos próprios métodos para alcançar estes objetivos que são, em todos os casos, absolutamente não bíblicos.

        Seria heresia – será que se constitui uma mente radical – se você orasse pedindo que Deus purificasse a intensão do seu coração com o indizível dom de sua graça? Essa, claro, é a grande oração do autor de A nuvem do não saber: “Deus […] suplico-te que purifique a intensão de meu coração com o indizível dom de sua graça, para que eu possa amar-te perfeitamente e louvar-te dignamente”.

       Ansiar amar a Deus e louvá-lo dignamente deve significar mais que as palavras que você pronuncia. Deve custar-lhe tudo. Seria heresia? Alguém deveria ser preso por isso? Deveria por isso ser condenado ao ostracismo de acordo com a nossa hinódia, de acordo com nossos livros devocionais, de acordo com a história da Igreja remontando até Paulo e de acordo com a vida de todos os santos? Não, não penso que seria.

       O apóstolo Paulo disse que, para ganhar Cristo, teria renunciado a todo este mundo (v. Filipenses 3:7,8). Ele queria que todos conhecessem Cristo como uma experiência consciente, para usar uma linguagem moderna, e para receber o Reino dos céus. Informou que orava todo tempo pedindo que Cristo habitasse no coração de cada cristão (v. Ef 3:17). Declarou aos Coríntios: “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!” (2ªCo 13:5). E aos romanos: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Rm 8:9). É pela habitação de Jesus que recebemos as riquezas de Deus e vemos seu rosto sorridente.

       Infelizmente, entre os cristãos e a face de Deus tem-se desenvolvido o que chamarei de “véus de obscuridade”. Esses véus escondem as preciosas riquezas de Deus daqueles dentre nós que prosseguem rumo à perfeição. O efeito é que já não conseguimos ver a face sorridente de Deus.

RECONHEÇA OS VÉUS

       Num dia nublado e escuro, o brilho do Sol fica obscurecido. O Sol ainda está lá, mas a nossa capacidade de aproveitar os raios solares fica grandemente reduzida. Assim é no mundo espiritual. Há certos véus que se colocam entre nós e Deus e têm efeito semelhante. Esses véus são em geral de confecção nossa. Permitimos que se desenvolvam na nossa vida e, na maior parte das vezes, nem temos consciência do impacto que exercem sobre nós. Deixe-me descrever alguns dos véus mais problemáticos.

Orgulho e teimosia

        Sem dúvida os primeiros e mais fortes desses véus são o orgulho e a teimosia. Nada é mais adâmico que isso. A raiz de ambos é uma opinião inflada sobre nós. Aquilo que nos causa o maior problema é o que mais honramos.

       O termo muitas vezes usado nesse sentido é a palavra “ego”. Essa única palavra expressa a raiz de todos os nossos problemas com nós mesmos, com a nossa família, os nossos amigos e certamente com o nosso Deus. É quando usurpamos o lugar que cabe a Deus que ocorrem os problemas. O motivo pelo qual fazemos isso é que temos opinião mais elevada sobre nós mesmos do que sobre todos os outros, inclusive Deus.

       Mesmo quando achamos que estamos errados, a teimosia nos impede de reconhecer esse fato, de modo que não conseguimos seguir adiante. O problema com o orgulho e a teimosia é que eles se concentram em nós e obscurecem a face Deus, aquele que em todos os casos provê a solução para nossos problemas. O orgulho e a teimosia distorcem a importância da autoridade de Deus na nossa vida.

Vontade própria

       Associada ao orgulho e à teimosia, está a vontade própria. O aspecto perigoso desse véu é que se trata de algo muito religioso. No mundo natural, a vontade própria é algo positivo. Levada ao contexto da igreja, contudo, pode ser devastadora.

       A vontade própria sempre usurpa a vontade de Deus. À primeira vista parece muito boa, mas passe por pessoas com vontade própria e veja o que acontece. Deixe que algo desafie a vontade própria de alguém, inclusive a sua, e veja como isso é realmente. A vontade própria distorce a face sorridente de Deus e esconde o fato de que a vontade de Deus tem em mente o nosso melhor interesse a longo prazo. A vontade própria só se importa com o agora.

Ambição Religiosa

       A ambição religiosa é provavelmente o mais enganoso de todos os véus. Uma pessoa pode ser ambiciosa de maneira muito religiosa. Vemos isso o tempo todo. Infelizmente, a ambição religiosa em geral distorce a vontade de Deus.

       Ela funciona mais ou menos assim. A maioria das pessoas deseja que sua igreja cresça e seja uma força poderosa para Deus na comunidade. E isso é admirável. Mas junto vem uma pessoa religiosamente ambiciosa que gera tanta empolgação entre o povo que este se esquece de todo propósito da comunidade. O que Deus honra não é a grandeza. Aliás, na maior parte do tempo, vastas multidões impedem o que Deus realmente quer fazer.

       Alguns pastores estão empurrando suas igrejas além do escopo da autoridade divina. Algumas igrejas estão mais interessadas na política. Outras, nas questões sociais. Para outras, ainda o grande interesse é a educação. Todas essas coisas são boas, mas nenhuma delas faz parte da comissão que Deus deu à igreja. O fato de uma pessoa simplesmente revestir algo de terminologia cristã não o torna uma obra aprovada por Deus.

       A ambição religiosa distorce facilmente a aprovação de Deus sobre um grupo de pessoas.

A VIDA CRUCIFICADA – COMO VIVER UMA EXPERIÊNCIA CRISTÃ MAIS PROFUNDA

A.W.TOZER

EDITORA VIDA

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A Igreja e suas eras

“E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” (Ap 18.24)

.

Há uma maravilhosa obra literária sobre a História da Igreja, escrita de modo elegante, com estilo refinado e em tom de romance, de autoria de Daniel-Rops, da Academia Francesa de Letras. Li todos os tomos, já nem me recordo quantos, durante os meus anos de estudos filosóficos e teológicos. Não foi uma leitura obrigatória, não fazia parte do currículo, mas nem por isso deixou de ser-me altamente formativa e tremendamente prazerosa. Daniel-Rops classifica a história da Igreja em “eras”: “a Igreja e a era apostólica”; “a Igreja e a era dos mártires”; “a igreja e a era dos pais”; ‘a Igreja e a era dos confessores”. E por aí vai.

Confesso que grande parte da visão de conjunto que possuo hoje da história bi-milenar da Igreja fixou-se em minha mente devido à leitura desta obra. Em muitos momentos, por causa da maneira apaixonada como Daniel-Rops narra os eventos, tive a impressão, no momento da leitura de que ele ou eu éramos testemunhas oculares ou muito próximas dos acontecimentos. Mais tarde, contudo, descobri que, na verdade, a História da Igreja é também a minha história pessoal; é como um grande álbum de família onde estão registrados e eternizados os feitos de meus antepassados na fé. Com eles, aprendo como devo proceder na vida cristã e também aprendo quais erros e quais caminhos tomados por eles devo evitar a todo custo.

A História da Igreja nos ensina de onde saímos, nos confirma se estamos hoje no caminho certo ou não, e nos aponta misteriosamente para o glorioso futuro para onde estamos destinados como povo de Deus. Sendo assim, gostaria de nos próximos textos compartilhar um pouco as lições que aprendemos da Igreja e de suas “eras”. Comecemos pelos mártires, uma vez que a história apostólica já nos é bastante familiar; basta ler o Novo Testamento e de maneira especial, os Atos dos Apóstolos.

Precisamente, a “era” dos mártires inaugura já a História da Igreja nas páginas do Novo Testamento. Estêvão é chamado de “próto-mártir” do Cristianismo (Atos dos Apóstolos 8.58 ss). Há também a menção a um certo Antipas em Apocalipse 2.13 que deu a sua vida por testemunho. Certamente muitos outros fecundaram a semeadura do Evangelho com o seu sangue na grande perseguição que se seguiu à morte de Estevão e nos dias deste Antipas quando os Apóstolos ainda viviam, eles mesmos mártires da fé mais tarde (confira Hebreus 11).

O Império Romano perpetrou sistemáticas perseguições ao cristianismo nascente. Desde a difamação caluniosa de canibalismo e ateísmo até a de que eram golpistas insurgentes contra César. Neste contexto, além do martírio moral das difamações e calúnias, do empobrecimento e da estigmatização social, lento e incruento, por certo, havia aquele outro do derramamento de sangue, nas arenas, nos circos, nos tribunais, nos espetáculos públicos para a diversão dos ímpios, etc. Uma lista infindável de nomes de homens, mulheres, crianças, anciãos, pastores, ricos ou escravos obtiveram a máxima honra distintiva de um cristão: foram ornados com a régia púrpura de martírio testemunhando a Cristo com fidelidade invencível.

É certo que a maioria deles adormeceu em Cristo no mais completo anonimato. Outros, porém, tiveram seus nomes exaltados já aqui na Igreja terrestre e suas histórias foram registradas para o devido encorajamento na fé. Dentre estes, podemos citar: Policarpo de Esmirna; Inácio de Antioquia; Cipriano de Cartago; Justino; Felicidade e Perpétua; Evaristo; Faustino e Jovita; Potino, Blandina… e a lista se estende para miríades de testemunhos. Não é à toa que Tertuliano sentenciou: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos.” O martírio não era uma coisa glamorosa nos dias dos imperadores romanos Nero, Décio, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio. Os santos daqueles dias temiam por suas vidas. Cultuavam discretamente, nas catacumbas, por exemplo, antes do sol nascer. A Igreja vivia dias de apreensão, mas cada vez que a oportunidade do testemunho vigoroso e radical surgia, combatiam o bom combate da fé e passavam ao céu deixando na terra a mais emblemática demonstração de amor, obediência e gratidão à cruz hasteada no monte.

Vivemos dias de um outro martírio: o moral, o ético. Não menos cruel e destrutivo como o dos romanos. Nossos piores inimigos hoje atendem pelos nomes de relativismo, secularismo, mundanização, dessacralização, etc. Somos chamados, como nos dias dos mártires, a nadar contra a correnteza, a suportar com bom ânimo os ataques dos inimigos da fé, de dentro e de fora da Igreja. Somos convidados a resistir, a não ceder, a nunca trair o amor que nos comprou por tão alto preço.

É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.

 

http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-igreja-e-suas-eras#a+igreja+e+suas+eras

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

A Folha de São Paulo disponibilizou uma reportagem associado a energias renováveis, que inseri como comentário da postagem “Meu ambiente de trabalho.” Última gerência que trabalhei antes da minha aposentadoria pelo INSS na Petrobras.

Acrescentei um comentário associado a energias limpas.

Energia limpa tem potencial para suprir alta da demanda”.

Especialistas vinculam aumento da produção solar e eólica a mais pesquisa”.

O CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia) disponibilizou uma matéria sobre o assunto “Renovação Energética”, que registrei como comentário da postagem em questão. 
Muito interessante e excelente o documento, que estou disponibilizando a quem interessar.

Muito boa a reflexão de Isabelle Ludovico da Silva.

Muito atual e completa a reflexão de Christian Gillis em relação ao cenário político do Brasil nos dias atuais.

Vale a leitura e reflexão.

Acrescentei este texto, retirado da apostila adquirida no 9º congresso nacional de Escola Dominical “CELEBRANDO OS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE.”

Muito bom o material. 

Acrescentei este link, muito completo da , e anexado ao link todas as postagens associadas  a este vício.

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O Destino Final dos Mortos

Texto Áureo

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1ªCo 15:19).”

 

Os salvos, que morreram em Cristo, aguardam a ressurreição no céu e os ímpios a esperam no Hades, em sofrimento indizível.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lc 16:19-26

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;
E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

       Na lição de hoje estudaremos o destino final dos ímpios e dos salvos em Jesus Cristo.

       A Palavra de Deus nos garante que não será em vão a nossa esperança em Jesus Cristo, pois pela fé já temos assegurado um futuro glorioso ao seu lado. Para os ímpios, que não se arrependeram, é reservado o sofrimento e a condenação eterna, pois suas escolhas enganosas os levaram a desprezar a salvação de Deus.    

Ponto Central

  • Os crentes que dormem no Senhor vão ressuscitar para a vida eterna e os ímpios para o castigo eterno.

I – O ESTADO INTERMEDIÁRIO

  1. O que é?

       É o estado entre a morte física e a ressurreição, tanto dos salvos, como dos ímpios. Os salvos terão um destino diferente dos ímpios: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5:28, 29). A Palavra de Deus afirma que não existe purgatório e que também não há o “sono da alma”, nem tampouco a reencarnação, como creem alguns. Depois da morte segue-se o juízo divino.    

  1. O Sheol e o Paraíso.

      Sheol é um termo hebraico que pode significar sepultura ou “lugar ou estado dos mortos”. Em o Novo Testamento, Sheol é traduzido por Hades. Normalmente o Hades é visto como um lugar destinado aos ímpios. Deus livra o justo do Sheol ou da sepultura (Sl 49:15). O Sheol (inferno) é lugar de punição para os ímpios que não se arrependeram dos seus pecados e não entregaram suas vidas a Jesus Cristo (cf. Sl 9:17).

       O vocábulo “paraíso” é de origem persa e significa um parque ou jardim de paz e harmonia. Foi usado pelos tradutores da Septuaginta para significar o Jardim do Éden (Gn 2:8). Aparece apenas três vezes no Novo Testamento (Lc 23:43; 2ªCo 12:4; Ap 2:7).

  1. O lugar dos mortos.

      Os Teólogos entendem que “o lugar dos mortos”, o Hades, estava dividido em duas partes. Estes tomam como base o texto de Lucas 16:19_31, no texto que se refere a Lázaro e ao rico. O primeiro, fiel a Deus, foi levado para o “Seio de Abraão”, ou ao Paraíso, estando em repouso e felicidade. O rico, orgulhoso e incrédulo foi para o Hades, onde experimenta angústia e sofrimento atroz. Myer Pearlman diz que Cristo desceu ao Sheol (Sl 16:10; 49:15), “ao mundo inferior dos espíritos” (Mt 12:40; Lc 23:42,43), e libertou os santos do Antigo Testamento levando-os consigo para o paraíso celestial (Ef 4:8; 2ªCo 12:2). Desde então, os espíritos dos justos sobem para o céu e os espíritos dos ímpios descem para a condenação (Ap 20:13,14). Segundo os textos bíblicos, o Paraíso estaria em cima (Pv15:24a) e o Hades embaixo (Pv 15:24b).  

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

“Seol

      O Antigo Testamento usa a palavra hebraica Seol 65 vezes para descrever a residência dos mortos. A Septuaginta traduz esta palavra em grego como ‘hades’, e o Novo Testamento refere-se a isto diversas vezes (Lc 16:23). Nas traduções do Antigo Testamento para o inglês, a palavra aparece variadamente como ‘inferno’, ‘cova’ e ‘sepultura’. Seol pode ter diferentes significados, em diferentes contextos, trazendo alguma confusão e diferentes interpretações a respeito da natureza exata do seu significado. Seja a sepultura ou o mundo dos mortos, Seol fala das mais das profundezas, a antítese dos mais altos céus (Jó 11:8; cf. Pv 9:18). Seol também se refere a um lugar de punição do qual somente Deus tem o poder de libertar.”

II – A SITUAÇÃO DOS MORTOS

       Qual é a real situação daqueles que já morreram? O texto de Lucas 16 nos mostra a diferença entre o estado dos ímpios e dos justos após a morte. Vejamos:  

  1. O estado intermediário dos salvos.

       Na história do rico e Lázaro (Lc 16), vemos o estado intermediário dos salvos. O justo ao morrer é conduzido pelos anjos até o Paraíso (v.22). Que privilégio, que honra tem os salvos ao morrer, e serem recepcionados pelos anjos. Ao ladrão da cruz Jesus disse: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:42, 43). O espírito e a alma deixam o corpo e permanecem no lugar de espera (Paraíso), aguardando a ressurreição na Vinda de Jesus.

  1. Os justos são recebidos pelo Senhor.

       É o próprio Senhor Jesus quem recebe o espírito dos justos após a morte. Tomemos como exemplo o caso de Estevão que está narrado em At 7:59. Para espanto dos ímpios, eles verão Jesus recepcionar gloriosamente os que o aceitaram como Salvador.

       Os que morreram em Cristo, bem como os ímpios, vão manter sua identidade pessoal, sua personalidade e consciência depois da morte. Moisés, tendo sido sepultado por Deus, aparece, falando com Jesus no Monte da Transfiguração (Mt 17:3; Lc 9:30_32), ao lado de Elias, que foi arrebatado. Note-se que são os mesmos nomes, Moisés e Elias.

       A despeito de tudo o que foi dito, devemos lembrar que, para o salvo, a morte é um ganho: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”. Paulo tinha o “desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1:21, 23).

  1. O estado intermediário dos ímpios.

       Eles vão para o Sheol ou Hades, ou seja, o inferno, que é o seu destino final (Sl 9:17). Nesse “estado intermediário”, aguardam seu julgamento final.

       O Hades é um lugar “embaixo”, ou seja, oposto ao céu (“seio de Abraão”). O rico “ergueu os olhos”, vendo “ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” (v. 23): “Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo” (Pv 15:24).

       Fato é que os ímpios sofrerão e estarão conscientes. O rico ímpio estava em “tormentos” (v. 23) e clamava pedindo misericórdia (v. 24). Os ímpios que morreram sem Cristo estão “em prisão” (1ªPe 3:19) e ali eles vão se lembrar dos que ficaram na Terra (v. 28). As Escrituras Sagradas afirmam que estes não podem ser consolados por ninguém: ”E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá” (v. 26).

       Fica, pois, evidente que aqueles que descem ao Hades não podem se comunicar com os vivos. Eles são lembrados de que em vida tiveram oportunidade de ouvir as Escrituras, mas desprezaram as suas advertências (v. 27_31).

 SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

  • “O Estado Final dos Ímpios

       A Bíblia descreve o destino final dos ímpios como algo terrível e que vai além de toda imaginação. São as ‘trevas exteriores’, onde haverá choro e ranger de dentes por causa da frustração e do remorso ocasionado pela ira de Deus (Mt 22:13; 25_30). É uma ‘fornalha de fogo’(Mt 13:42, 50), onde o fogo pela sua natureza é inextinguível. Causa perda eterna, ou destruição perpétua (2ªTm 1:9), e ‘a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre’ (Ap 14:11; cf. 20:10). Jesus usou a palavra Gehenna como termo aplicável a isso.

       Depois do juízo final, a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap 20:14), pois este que fica fora dos novos céus e da nova terra (cf. Ap 22:15), será o único lugar onde a morte existirá. É então que a vitória de Cristo sobre a morte, como o salário do pecado, será final e plenamente consumada (1ªCo 15:26). Mas nos novos céus e terra não haverá mais morte (Ap 21:4)”.

III – O DESTINO FINAL DOS MORTOS

       Após passarem pelo “estado intermediário”, os mortos ressuscitarão. Os salvos irão para a “vida eterna” e os ímpios, “para desprezo eterno” (Jo 5:28, 29).

  1. O estado final dos salvos.

Após a primeira ressurreição (Rm 8:11), os salvos vão para as Bodas do Cordeiro, passarão pelo Tribunal de Cristo, e viverão com Deus por toda a eternidade. Esse é o destino final dos salvos. Seus corpos ressuscitarão e se tornarão incorruptíveis (cf. 1ª Co 15:42_44). O mesmo corpo que morreu será transformado por Deus e ressuscitará “em glória”, semelhante ao corpo de Jesus ao ressuscitar (Fp 3:21).

  1. O estado final dos ímpios.

Os ímpios ressuscitarão para “vergonha e desprezo eterno” (Dn 12:2). Seu destino final é o lago de fogo (Ap 20:15), onde haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 22:13). Ali os ímpios desfrutarão da companhia do Diabo, do Anticristo e do Falso Profeta (Ap 20:10; 21:8). Atualmente, muitos ímpios ficam impunes, mas no inferno estes receberão o castigo eterno por tudo o que fizeram de mal (2ªTs 1:9).    

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

  • “O Estado Final dos Justos

       A nossa salvação traz-nos a um novo relacionamento que é muito melhor do que aquele que Adão e Eva desfrutavam antes da queda. A descrição da Nova Jerusalém demonstra que Deus tem para nós um lugar melhor do que o Jardim do Éden, com todas as bênçãos do Éden intensificadas. Deus é tão bom! Ele sempre nos restaura a algo melhor do que aquilo que perdemos. Desfrutamos da comunhão com Ele agora, mas o futuro reserva-nos a ‘comunhão intensificada com o Pai, o Filho e o Espírito Santo e com todos os Santos. A vida na Nova Jerusalém será emocionante. Nosso Deus infinito nunca ficará sem novas alegrias e bênçãos para oferecer aos redimidos. E posto que as portas da cidade sempre estarão abertas (Ap 21:25; cf. Is 60:11), quem sabe o que os novos céus e terra terão para explorarmos?”

CONCLUSÃO

       O estudo da Escatologia é um dos mais edificantes para a Igreja em todos os tempos, principalmente no presente século, quando muitos sinais dão a entender que a vinda de Jesus poderá acontecer a qualquer momento.

      Que você possa prosseguir com o estudo da Escatologia Bíblica. Leia a Palavra de Deus, ore, jejue e esteja aguardando o maior acontecimento escatológico de todos os tempos: O arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

 Lições Bíblicas, CPAD – 1º Trimestre de 2016 – O Final de Todas as Coisas – Esperança e glória para os salvos

 

 

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A VERDADE HISTÓRICA E ARQUEOLÓGICA DA JERUSALÉM JUDAICA – Os Judeus e o Monte do Templo

EDIÇÃO ESPECIAL INTERNACIONAL DA RUA JUDAICA

Zachi Dvira*

Modelo do Segundo Templo no Museu Israel

Modelo do Segundo Templo no Museu Israel

 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) adotou, na quinta-feira (13 de outubro de 2016), uma resolução tendenciosa e política que desconsidera a histórica ligação do judaísmo com o Monte do Templo, lança dúvidas sobre a conexão dos judeus com o Muro das Lamentações e protesta contra as tentativas da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) de fiscalizar as obras sobre e ao redor do Monte do Templo a fim de preservar antiguidades e outros dados arqueológicos.

Essa é uma resolução puramente política que foi formulada por funcionários palestinos e que foi aceita pela Unesco exatamente como foi escrita. Ela busca apenas preservar a herança do Islã e, mesmo que isso seja importante, a Unesco não deve fazê-lo às custas do patrimônio cultural judaico e cristão. Essa resolução não reconhece a realidade diária de Jerusalém e do Monte do Templo. E sua agenda política se opõe à carta e à missão da própria Unesco de proteger e promover a ciência, a cultura, a educação e o patrimônio cultural.

Os eventos nas últimas décadas provam que as autoridades muçulmanas que atuam no Monte do Templo através da Waqf, que estão oficialmente sob os auspícios da Jordânia, mas, na prática, são controlados pela Autoridade Palestina e pelo Hamas, não se importam em preservar nem mesmo seu próprio patrimônio arqueológico ou promover a educação, a ciência e a cultura no local.

Em 1999, as autoridades muçulmanas escavaram um gigantesco poço na área sudeste do Monte do Templo, usando retroescavadeiras e removendo 400 caminhões de terra. Isso foi feito sem nenhum controle ou supervisão arqueológica. Consequentemente, nós estabelecemos o Temple Mount Sifting Project (Projeto de Peneiração do Monte do Templo) para salvar, preservar e estudar a vasta quantidade de artefatos arqueológicos que foi enterrada nesse solo e descartada. Nós recuperamos centenas de milhares de artefatos desse solo escavado, datando dos períodos do Primeiro e do Segundo Templos e de depois deles, incluindo artefatos das eras cristã e muçulmana que foram descartados.

Um artefato muçulmano muito interessante que foi achado, datado do século XVIII, é o selo de um proeminente Qafi(juíz) muçulmano, que também serviu como vice-Mufti de Jerusalém. Seu nome era Xeque ‘Abd al-Fattah al-Tamimi. O atual administrador da Waqf, Xeque Mohammed Azzam al-khatib al-Tamimi, é da mesma família e pode ser um de seus descendentes. É irônico que arqueólogos judeus são quem preservam a herança da Waqf islâmica que foi negligenciada e descartada pela própria Waqf.

O selo do século XVIII do Xeque ‘Abd al-Fattah al-Tamimi

O selo do século XVIII do Xeque ‘Abd al-Fattah al-Tamimi

A existência de Templos Judaicos está acima de qualquer dúvida. Há evidências substanciais nas numerosas fontes históricas que os viram, incluindo historiadores pagãos que não foram influenciados pela tradição judaica-cristã, como Beroso (século III A.C.), Menandro de Eféso (século II A.C.), Hecateu de Abdera (cerca de 300 A.C.), Mmaseas de Patara (cerca de 200 A.C.), Deodoro da Sicília (século I A.C.), Strabo (século I A.C.), Tácito (século I A.C.) e muitos outros.

Mesmo que não seja possível, em meio ao atual clima político, conduzir uma escavação arqueológica adequada no Monte do Templo, há muitos achados arqueológicos que apoiam o fato que é quase universalmente aceito: ele é o local dos Templos Judaicos. Muitos dos artefatos vêm do Temple Mount Sifting Project e muitos outros podem ou ser observados até hoje no Monte do Templo, foram encontrados acidentalmente durante restaurações ou foram achados em escavações arqueológicas dos sítios adjacentes.

Abaixo, exemplos de artefatos dentre muitos outros:

Inscrição de alerta do Templo – Em 1981, o arqueólogo francês Clermont-Ganneau encontrou uma inscrição grega de alerta a gentios para que não entrassem nos aposentos internos no complexo do Templo. Esse tipo de inscrição também foi testemunhada pelo historiador Flávio Josefo, do século I(Guerra 5, v, 2; Guerra 6, ii, 4; Antiguidades 15, xi, 5).

Inscrição de alerta do Templo – Em 1981, o arqueólogo francês Clermont-Ganneau encontrou uma inscrição grega de alerta a gentios para que não entrassem nos aposentos internos no complexo do Templo. Esse tipo de inscrição também foi testemunhada pelo historiador Flávio Josefo, do século I(Guerra 5, v, 2; Guerra 6, ii, 4; Antiguidades 15, xi, 5).

A inscrição de Beit Hatkiá – O professor de arqueologia Benjamin Mazzar encontrou, em 1972, essa inscrição em hebraico que tinha caído do canto sudeste inferior do Monte do Templo e foi achado nos escombros que estavam sendo escavados por arqueólogos nas proximidades. A pedra contém a inscrição “lebeit hatkiá lehachriz”, que quer dizer “à casa do tocar da trombeta para anunciar”. Historiadores judeus e fontes rabínicas descrevem o costume de tocar trombetas do Monte do Templo para anunciar a hora do shabat (o sábado judaico) e dos dias santos (Sucá 5: 5; Talmud Shabat babilônio 35: 2; Tosefta Sucá 4; Guerras IV, X, 12).

A inscrição de Beit Hatkiá – O professor de arqueologia Benjamin Mazzar encontrou, em 1972, essa inscrição em hebraico que tinha caído do canto sudeste inferior do Monte do Templo e foi achado nos escombros que estavam sendo escavados por arqueólogos nas proximidades. A pedra contém a inscrição “lebeit hatkiá lehachriz”, que quer dizer “à casa do tocar da trombeta para anunciar”. Historiadores judeus e fontes rabínicas descrevem o costume de tocar trombetas do Monte do Templo para anunciar a hora do shabat (o sábado judaico) e dos dias santos (Sucá 5: 5; Talmud Shabat babilônio 35: 2; Tosefta Sucá 4; Guerras IV, X, 12).

Selo DKA LYH – Em 2011, o arqueólogo Eli Shukrun encontrou um pequeno objeto de barro cozido carimbado com as letras hebraicas: ??? ??? (“DKA LYH” or ”Deka Leyah”). O objeto foi achado num túnel de drenagem no sopé do extremo sul do Muro das Lamentações. O estudioso talmúdico Shlomo Naeh mostrou convincentemente que esse é um objeto único que era usado como uma ficha/voucher que permitia aos sacerdotes do Templo controlar o comércio relacionado às ofertas de sacrifício realizadas no local. Essa prática é documentada na Mishná, o primeiro documento escrito da Lei Oral Judaica, datada de cerca de 200 D.C. (Shekalim 5: 3-5). A inscrição sobre o selo marca o tipo de sacrifício: “Dechar” (carneiro), “Aleph” (primeiro dia da semana) e “Yehoryariv” (uma das 24 famílias sacerdotais que trabalhavam em turnos no Templo).

Selo DKA LYH – Em 2011, o arqueólogo Eli Shukrun encontrou um pequeno objeto de barro cozido carimbado com as letras hebraicas: ??? ??? (“DKA LYH” or ”Deka Leyah”). O objeto foi achado num túnel de drenagem no sopé do extremo sul do Muro das Lamentações. O estudioso talmúdico Shlomo Naeh mostrou convincentemente que esse é um objeto único que era usado como uma ficha/voucher que permitia aos sacerdotes do Templo controlar o comércio relacionado às ofertas de sacrifício realizadas no local. Essa prática é documentada na Mishná, o primeiro documento escrito da Lei Oral Judaica, datada de cerca de 200 D.C. (Shekalim 5: 3-5). A inscrição sobre o selo marca o tipo de sacrifício: “Dechar” (carneiro), “Aleph” (primeiro dia da semana) e “Yehoryariv” (uma das 24 famílias sacerdotais que trabalhavam em turnos no Templo).

Sino dourado do Sumo Sacerdote – Na mesma escavação de Eli Shukrun no túnel de drenagem, um sino dourado foi encontrado, datando do período do Segundo Templo. Não há precedente para esse artefato em nenhuma escavação em Israel. Nosso único conhecimento de tal objeto é da descrição bíblica dos sinos costurados ao traje vestido pelo sumo sacerdote (Ex. 28:33-34).

Sino dourado do Sumo Sacerdote – Na mesma escavação de Eli Shukrun no túnel de drenagem, um sino dourado foi encontrado, datando do período do Segundo Templo. Não há precedente para esse artefato em nenhuma escavação em Israel. Nosso único conhecimento de tal objeto é da descrição bíblica dos sinos costurados ao traje vestido pelo sumo sacerdote (Ex. 28:33-34).

Mikvaot – Numerosas mikvaot (banheiras rituais judaicas de imersão para purificação) foram encontradas nas áreas em torno do Monte do Templo. Há também cavidades subterrâneas documentadas sobre o Monte do Templo que foram inspecionadas por exploradores no século XIX. Uma cisterna menos conhecida que está localizada diretamente debaixo da mesquita de Al-Aqsa foi encontrada pelo Departamento de Antiguidades do Mandato Britânico nos anos 40 do século XX, mas não foi publicada. Nós encontramos a documentação dessa mikve nos arquivos do Departamento de Antiguidades Britânico e publicado em 2008.

Mikvaot – Numerosas mikvaot (banheiras rituais judaicas de imersão para purificação) foram encontradas nas áreas em torno do Monte do Templo. Há também cavidades subterrâneas documentadas sobre o Monte do Templo que foram inspecionadas por exploradores no século XIX. Uma cisterna menos conhecida que está localizada diretamente debaixo da mesquita de Al-Aqsa foi encontrada pelo Departamento de Antiguidades do Mandato Britânico nos anos 40 do século XX, mas não foi publicada. Nós encontramos a documentação dessa mikve nos arquivos do Departamento de Antiguidades Britânico e publicado em 2008.

Arquitetura Herodiana – Diversas localidades sobre o Monte do Templo, especialmente os saguões de entrada do Portão Duplo sob a mesquita de Al-Aksa, preservam até hoje um dos melhores exemplos da arte herodiana gravada em pedra. Muitos portões do Monte do Templo atual ainda preservam resíduos dos portões do período final do Segundo Templo.

Arquitetura Herodiana – Diversas localidades sobre o Monte do Templo, especialmente os saguões de entrada do Portão Duplo sob a mesquita de Al-Aksa, preservam até hoje um dos melhores exemplos da arte herodiana gravada em pedra. Muitos portões do Monte do Templo atual ainda preservam resíduos dos portões do período final do Segundo Templo.

Seção do Muro Oriental do período do Primeiro Templo – As pedras mais baixas ao norte e ao sul do Portão Dourado do muro oriental são datadas por pesquisadores do Monte do Templo do período do Primeiro Templo (ver Leen Riymeyer, A Busca 2006). A elaboração dessas pedras se assemelha a pedras de alvenaria de muros em outros locais datados do período do Primeiro Templo.

Seção do Muro Oriental do período do Primeiro Templo – As pedras mais baixas ao norte e ao sul do Portão Dourado do muro oriental são datadas por pesquisadores do Monte do Templo do período do Primeiro Templo (ver Leen Riymeyer, A Busca 2006). A elaboração dessas pedras se assemelha a pedras de alvenaria de muros em outros locais datados do período do Primeiro Templo.

Depósito de lixo no período do Primeiro Templo nas encostas orientais do Monte do Templo – Em 2009, nós encontramos um depósito de lixo antigo nas encostas orientais do Monte do Templo que revelou um rico material arqueológico datado do século 10 A.C. (o tempo do Rei Salomão) até o século VII A.C. Os achados incluem uma rara impressão de selo com uma inscrição que descreve uma taxa que foi dada ao rei da cidade de Gibe’on. De acordo com as descrições bíblicas, a casa do rei também era situada no Monte do Templo.

Depósito de lixo no período do Primeiro Templo nas encostas orientais do Monte do Templo – Em 2009, nós encontramos um depósito de lixo antigo nas encostas orientais do Monte do Templo que revelou um rico material arqueológico datado do século 10 A.C. (o tempo do Rei Salomão) até o século VII A.C. Os achados incluem uma rara impressão de selo com uma inscrição que descreve uma taxa que foi dada ao rei da cidade de Gibe’on. De acordo com as descrições bíblicas, a casa do rei também era situada no Monte do Templo.

Coleção do período do Primeiro Templo encontrada na vala de fios elétricos da Waqf – Durante a escavação de uma vala da Waqf, em 2007, supervisionada pela Autoridade de Antiguidades de Israel, uma rica coleção de artefatos do Primeiro Templo foi encontrada ao sudoeste do platô elevado do Monte do Templo. Ela incluía cerâmicas, ossos e fragmentos de estatuetas que datam do século VI A.C., os últimos dias do período do Primeiro Templo.

Coleção do período do Primeiro Templo encontrada na vala de fios elétricos da Waqf – Durante a escavação de uma vala da Waqf, em 2007, supervisionada pela Autoridade de Antiguidades de Israel, uma rica coleção de artefatos do Primeiro Templo foi encontrada ao sudoeste do platô elevado do Monte do Templo. Ela incluía cerâmicas, ossos e fragmentos de estatuetas que datam do século VI A.C., os últimos dias do período do Primeiro Templo.

Uma cisterna de água no canto sudeste do platô elevado – Uma grande cisterna de água subterrânea documentada por pesquisadores do século XIX foi recentemente datada, pelo arqueólogo Tzvika Tzuk, como sendo do período do Primeiro Templo, de acordo com cisternas de água descobertas em outros sítios semelhantes em forma.

Uma cisterna de água no canto sudeste do platô elevado – Uma grande cisterna de água subterrânea documentada por pesquisadores do século XIX foi recentemente datada, pelo arqueólogo Tzvika Tzuk, como sendo do período do Primeiro Templo, de acordo com cisternas de água descobertas em outros sítios semelhantes em forma.

 

Artefatos do solo descartado do Monte do Templo
Os objetos abaixo foram encontrados pelo Temple Mount Sifting Project:

Impressão de selo Immer – A mais direta evidência já encontrada do Primeiro Templo vem de uma pequena impressão de selo feita de argila que foi originalmente anexada a um saco de tecido, possivelmente contendo prata ou ouro. No selo há a inscrição: “(Pertencente a)... […]lyahu (filho de) Immer”. A família Immer foi uma família sacerdotal muito conhecida no período final do Primeiro Templo, por volta dos séculos VII e VI A.C. “Pashur filho de Immer” é mencionado na Bíblia como “Diretor da Casa de Deus” (Jer. 20:1). Pode-se supor que esse objeto selou alguns dos preciosos produtos que eram mantidos no tesouro do Templo, que era administrado pelos sacerdores. Esse selo é a primeira evidência de escrita hebraica antiga do Monte do Templo e da atividade administrativa que acontecia no Primeiro Templo.

Impressão de selo Immer – A mais direta evidência já encontrada do Primeiro Templo vem de uma pequena impressão de selo feita de argila que foi originalmente anexada a um saco de tecido, possivelmente contendo prata ou ouro. No selo há a inscrição: “(Pertencente a)… […]lyahu (filho de) Immer”. A família Immer foi uma família sacerdotal muito conhecida no período final do Primeiro Templo, por volta dos séculos VII e VI A.C. “Pashur filho de Immer” é mencionado na Bíblia como “Diretor da Casa de Deus” (Jer. 20:1). Pode-se supor que esse objeto selou alguns dos preciosos produtos que eram mantidos no tesouro do Templo, que era administrado pelos sacerdotes. Esse selo é a primeira evidência de escrita hebraica antiga do Monte do Templo e da atividade administrativa que acontecia no Primeiro Templo.

Artefatos do tempo do Rei Salomão – Alguns dos artefatos encontrados pelo Sifting Project datam dos séculos X e IX A.C., o tempo do Rei Salomão, construtor do Primeiro Templo, e de seus sucessores. Esses artefatos são raros em Jerusalém e eles trazem à tona evidência crítica no intenso debate sobre o tamanho de Jerusalém nesse período. Alguns estudiosos, no passado, duvidaram de que o Monte do Templo era anexado a Jerusalém durante o século X A.C. Eles sugeriram que Jerusalém não era uma cidade capital, mas sim um pequeno vilarejo. Esses artefatos contradizem essa afirmação minimalista e confirmam o relato bíblico sobre Jerusalém nesse período. Esses achados incluem cacos de cerâmica, um raro selo de pedra e um rara ponta de flecha.

Artefatos do tempo do Rei Salomão – Alguns dos artefatos encontrados pelo Sifting Project datam dos séculos X e IX A.C., o tempo do Rei Salomão, construtor do Primeiro Templo, e de seus sucessores. Esses artefatos são raros em Jerusalém e eles trazem à tona evidência crítica no intenso debate sobre o tamanho de Jerusalém nesse período. Alguns estudiosos, no passado, duvidaram de que o Monte do Templo era anexado a Jerusalém durante o século X A.C. Eles sugeriram que Jerusalém não era uma cidade capital, mas sim um pequeno vilarejo. Esses artefatos contradizem essa afirmação minimalista e confirmam o relato bíblico sobre Jerusalém nesse período. Esses achados incluem cacos de cerâmica, um raro selo de pedra e um rara ponta de flecha.

Moeda de meio shekel de prata – Do período do Segundo Templo, o Sifting Project recuperou mais de 800 moedas judaicas. Muitas dessas moedas do fim do período do Segundo Templo parecem ter sido queimadas, provavelmente como resultado do incêndio que levou à destruição do Templo. Uma descoberta particularmente emocionante é uma rara moeda de prata cunhada durante o primeiro ano da Grande Revolta Judaica contra Roma (66/67 D.C.). A moeda mostra um ramo com três romãs e uma inscrição em hebraico antigo que diz “Jerusalém sagrada” (?????? ????). O outro lado da moeda mostra vasos do Templo com a inscrição “meio shekel” (??? ????). Essas moedas de meio-shekel eram usadas para pagar a taxa do Templo durante a Grande Revolta, substituindo o shekel Tiriano usado previamente. Parece que essas moedas de meio-shekel foram cunhadas pelas autoridades do Templo no próprio Monte do Templo. Essa taxa de meio-shekel para o santuário, mencionada no Livro do Êxodus (30:13-15), era paga por todo homem ao Templo Sagrado uma vez por ano. Nossa moeda de meio-shekel é bem preservada mas mostra cicatrizes do incêndio que destruiu o Segundo Templo em 70 D.C.

Cacos de Menorá — Um caco com um símbolo que se assemelha à menorá do Templo foi encontrado na peneiração. Baseado em seu tipo de cerâmica e textura, o cado data do período do domínio Bizantino sobre Jerusalém, de 324 a 640, ou do começo do período islâmico (séculos VII e VIII), mostrando que até mesmo nessa época havia uma ligação com o Templo judaico que foi destruído.

Cacos de Menorá — Um caco com um símbolo que se assemelha à menorá do Templo foi encontrado na peneiração. Baseado em seu tipo de cerâmica e textura, o cado data do período do domínio Bizantino sobre Jerusalém, de 324 a 640, ou do começo do período islâmico (séculos VII e VIII), mostrando que até mesmo nessa época havia uma ligação com o Templo judaico que foi destruído.

Rica pavimentação dos pátios do Templo de Herodes – Dezenas de azulejos de pedra opus sectile (intársia de pedra) foram encontrados pelo projeto de peneiração. Opus sectile (em latim: “trabalho cortado”) é a técnica de pavimentação de pisos em ricos padrões geométricos usando azulejos coloridos meticulosamente cortados e polidos. Muitos dos azulejos foram datados do final do período do Segundo Templo com base em azulejos semelhantes encontrados em palácios de Herodes. Suas dimensões são baseadas em fracções do pé romano (cerca de 29,6 cm). O historiador Flávio Josefo, escrevendo sobre os pátios abertos ao redor do Templo, disse: “Esses pátios inteiros que eram expostos ao céu eram cobertos por pedras de todos os tipos” (Guerra dos Judeus 5:2). Ultimamente, temos conseguido reconstruir alguns dos padrões desses pisos especiais usando princípios geométricos e através de semelhanças encontradas em desenhos de pisos usados por Herodes em outros locais.

Rica pavimentação dos pátios do Templo de Herodes – Dezenas de azulejos de pedra opus sectile (intársia de pedra) foram encontrados pelo projeto de peneiração. Opus sectile (em latim: “trabalho cortado”) é a técnica de pavimentação de pisos em ricos padrões geométricos usando azulejos coloridos meticulosamente cortados e polidos. Muitos dos azulejos foram datados do final do período do Segundo Templo com base em azulejos semelhantes encontrados em palácios de Herodes. Suas dimensões são baseadas em fracções do pé romano (cerca de 29,6 cm). O historiador Flávio Josefo, escrevendo sobre os pátios abertos ao redor do Templo, disse: “Esses pátios inteiros que eram expostos ao céu eram cobertos por pedras de todos os tipos” (Guerra dos Judeus 5:2). Ultimamente, temos conseguido reconstruir alguns dos padrões desses pisos especiais usando princípios geométricos e através de semelhanças encontradas em desenhos de pisos usados por Herodes em outros locais.

Ligação judaica com o Monte do Templo depois da destruição do Templo

As fontes rabínicas judaicas indicam que o local era foco de orações e pensamentos dos judeus durante todos os séculos depois da destruição do Segundo Templo (70 D.C.). Além disso, muitas inscrições (grafites) foram encontradas dentro do Monte do Templo, feitas por peregrinos judeus durante os períodos medievais. Isso apesar das dificuldades e do banimento à visitação e à moradia de judeus em Jerusalém. Essas inscrições indicam uma ligação contínua do Povo Judeu com seu local mais sagrado.

Documentos que foram encontrados na Guenizá do Cairo nos falam de residentes judeus de Jerusalém durante o começo do período islâmico que tinham o costume de rodear o Monte do Templo e rezar em frente ao portão do Monte do Templo. Um dos mais proeminentes rabinos judaicos na Era Medieval, o Rambam, escreveu que ele entrava no Monte do Templo e fazia um jejum privado anual por essa ocasião.

Sumário

Como mencionado acima, de acordo com fontes históricas abrangentes e tradições judaicas, cristãs e muçulmanas sobre o Monte do Templo, não há necessidade de evidência arqueológica para provar a existência do Templo Judaico sobre o Monte do Templo. Infelizmente, a ideologia de Negação do Templo, que foi criada 20 anos atrás e promovida por políticos e líderes religiosos palestinos, conseguiu se expandir para alguns pesquisadores árabes e, aparentemente, também foi adotada agora pela Unesco. Já que eles alegam que nunca foram encontrados artefatos arqueológicos provando a existência dos Templos judaicos sobre o Monte do Templo, é importante mostrar esses artefatos muito reais ao público em geral.

* Zachi Dvira (Zweig) é um arqueólogo e um dos diretores do Temple Mount Sifting Project, juntamente com Gabriel Barkay. Dvira é também ativo na luta para evitar a destruição de antiguidades sobre o Monte do Templo.


www.ruajudaica.com

Juscelino, me passou este artigo em 2016

A palavra Moriá é formada de duas palavras originais, MOR, que quer dizer essência ou perfume, YAH, que quer dizer o nome do ETERNO. O significado completo seria, a Essência do Senhor. Outro significado pode ser Moreh Yah, um pouco menos provável devido a forma de escrita, mas significaria, O Senhor é meu Mestre. No primeiro significado, pode estar associado ao local onde os sacrifícios eram feitos ao Senhor, e o cheiro dos sacrifícios e dos incensos sobiam ao Senhor como Cheiro Suave e Agradável ao Eterno.

No Judaísmo ele é o lugar mais importante para a fé judaica, o local mais sagrado que existe no mundo.

Para os cristãos romanos, o local mais sagrado é a Igreja do Santo Sepulcro, para os muçulmanos, são de maior importância as cidades de Meca e Medina na arábia saudita.

O Monte do Templo (em hebraico: הר הבית, transl. Har Ha-Bayit), em alusão ao antigo templo, pelos judeus e cristãos, e Nobre Santuário (الحرام الشريف, transl. Al-Haram ash-Sharif) pelos muçulmanos. É também conhecida como a Esplanada das Mesquitas pelos árabes, e considerado um lugar sagrado para muçulmanos e judeus e é um dos locais mais disputados do mundo. Muçulmanos e judeus da idade média acreditam que sob seus escombros está escondido o Templo de Salomão.

Os templos sobre as rochas que encontram-se no local foram construídos pelos muçulmanos e é o terceiro local mais sagrado do islamismo, referência a viagem até Jerusalém e a ascensão de Muhammad ao paraíso que foram fruto apenas de uma visão em um sonho de Maomé.

O local é também associado a vários profetas de Israel, sendo que os próprios muçulmanos consideram hoje estes profetas israelitas como “muçulmanos”. Lá localiza-se a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, construídas ambas no século VII, uma das estruturas mais antigas do mundo muçulmano.

O Monte do Templo é o lugar mais sagrado do judaísmo, já que no Monte Moriá se situa a história bíblica do sacrifício de Isaac. O lugar da “pedra do sacrifício” (a Sagrada Pedra de Abraão), o local foi eleito pelo rei Davi para construir um santuário que abrigasse o objecto mais sagrado da fé judaica, a Arca da Aliança.

As obras foram terminadas por Salomão, o filho de Davi, no que se conhece como Primeiro Templo ou Templo de Salomão e cuja descrição só conhecemos através da Bíblia, resistindo no local por cerca de mais de 400 anos e sendo profanado e destruído por Nabucodonosor II em 587 a.C., dando início ao exílio judaico na Babilónia.

No Novo Testamento há também muitas e importantes passagens que relatam milagres e ensinamentos de Jesus na localização e dentro do Templo de Jerusalém. Alguns anos depois foi reconstruído o Segundo Templo, que resistiu alí também por mais de 400 anos, sendo que voltou a ser destruído em 70 E.C. pelos romanos, afim de conter a revolta judaica.

Com a excepção do muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, que ainda se conserva e que constitui o lugar de peregrinação mais importante para os judeus.

Segundo a tradição judaica, neste mesmo local deverá construir-se o terceiro e último templo nos tempos do Messias. História

O Monte do Templo, conhecido como Monte Moriah é na realidade o local onde Abraão, o Pai da fé teria oferecido seu filho Isaque a Adonai, recebendo como resposta de que não havia necessidade do sacrifício e que um cervo havia sido lhe entre em substituição.

Além deste fato, segundo as Escrituras Sagradas, no mesmo local ficava localizada o celeiro de Araúna e seu campo de trigo, local onde o Rei Davi ofereceu o sacrifício ao Senhor afim de que a praga cessasse sobre a cidade de Jerusalém. Desta forma havia compreendido Davi de que este era o local que Adonai havia escolhido entre todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome e sua arca para sempre.

Neste mesmo local foram construídos posteriormente o Primeiro Templo sob o comando do Rei Salomão e o Segundo Templo sob o comando de Zorobabel que foi reformado e ampliado por Herodes o Grande. Com a queda de Jerusalém e a Queima do Templo no ano 70 E.C os judeus perderam seu principal local de culto e foram proibidos de residirem em Jerusalém por centenas de anos, sendo que este local caiu nas mãos dos romanos que construíram ali um templo a Zeus que posteriormente foi destruído e mais tarde no local foram construídas as duas mesquitas que resistem até os dias de hoje.

O Califa Omar ordenou a construção de uma mesquita ao lado sudeste do local, em direção a Meca, somente 78 anos após isto foi concluída a mesquita de al-Aqsa.

A construção original ficou conhecida por ter sido feito de madeira. Em 691 uma mesquita octogonal com uma cúpula foi construída sobre as rochas, chefiada pelo califa Abd al Malik, ficando o santuário conhecido como a Domo da Rocha (Qubbat as-Sakhra قبة الصخرة). Sua cúpula em si foi coberta de ouro somente em 1920. Em 715, os omíadas liderados pelo califa al-Walid I, construíram um templo nas proximidades de Chanuyos, que deram o nome de al-Masjid al-Aqsaالمسجد الأقصى, a al-Aqsa ou traduzido “a mais distante mesquita “, correspondente à crença muçulmana da lendária jornada noturna no relato do Alcorão e hadith feita por Muhammad(Maomé).

O termo al-Haram al-Sharifالحرم الشريف (Santuário Nobre) refere-se a toda a área que circunda a rocha, como foi chamado mais tarde pela mamelucos e pelo Império Otomano.

Após o local ter sido conquistado pelos cruzados, Saladino reconquistou Jerusalém e os templos em 2 de outubro de 1187, através do Cerco a Jerusalém. Antes da queda pelos cristãos, Saladino ofertou generosos termos de rendição, os quais foram rejeitados. Após o cerco ter iniciado, ele ofereceu 25% do reino de Jerusalém ao povo cristão, que também foi rejeitado, porém após a morte de uma série de muçulmanos (estima-se 5.000), as forças cristãs lideradas por Balião de Ibelin iniciaram a destruição dos locais sagrados muçulmanos localizados na Esplanada das Mesquitas, o que gerou a revolta entre os muçulmanos. Após a captura de Jerusalém, Saladino convidou os judeus a voltarem a cidade, sendo que estes anteriormente foram expulsos pelos cristãos.

Os judeus de Ashkelon, uma grande população judaica, aceitaram este convite e voltaram a viver em Jerusalém.

História recente

Frequentemente o acesso aos templos é bloqueado por questões de segurança (o que algumas organizações vêem como violações aos direitos humanos), porém em determinadas ocasiões do ano o acesso de fiéis oriundos da Cisjordânia é liberado pelo exército israelense; durante o Ramadã de 2008, por exemplo, o então ministro da defesa do país, Ehud Barak, permitiu o acesso, durante as reuniões de sexta-feira, apenas de homens entre 45 e 50 casados, mulheres de 30 e 45 anos, além de homens com mais de 50 e mulheres com mais de 45 anos.

Segundo a ortodoxia judaica, os judeus não devem subir ao Monte do Templo porque o consideram um lugar sagrado profanado e porque poderiam, sem querer, violar o Santo dos Santos do antigo templo, isto é, a zona do mesmo cuja entrada só estava permitida ao Sumo Sacerdote.

Os conflitos na região ocorrem constantemente devido a falsas acusações dos muçulmanos de que Israel põem em risco o local com escavações arqueológicas, mas no ano de 2007 foram os muçulmanos que fizeram escavações e construções ilegais, ampliando o número de mesquitas no local para três e causando a destruição de milhares de raridades arqueológicas que se encontravam no sub-solo.

O Waqfa, a organização muçulmana que controla o Monte do Templo constantemente realiza atos de incitação da população árabe contra a população judaica, o que resulta muitas vezes em casos de violência como o atirar pedras contra visitantes no Muro das Lamentações. A segurança no Monte do Templo ainda é feita pelas Forças de Segurança de Israel, devido a falta de confiança que há no Uaqfa em garantir a paz e a tranquilidade dos turistas que visitam o local.

https://www.cafetorah.com/o-monte-moriah/

 

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Fracassos Espirituais

       Recuso-me a ficar desanimado por qualquer coisa, mas o meu coração pesa de andar entre cristãos que estão rodando a quarenta anos no deserto, sem voltar para o pecado, mas também sem entrar na vida santa. Vagando em círculos sem propósito, às vezes um pouco mais quentes, às vezes um pouco mais frios, às vezes um pouco mais santos e às vezes um pouco mais profanos, mas nunca avançando. Adquiriram hábitos difíceis de quebrar, e é quase certo que viverão e morrerão como fracassos espirituais. Para mim isso é terrível.

       Um homem resolve ser advogado e gasta anos estudando leis e finalmente abre seu escritório. Logo ele descobre algo no próprio temperamento que lhe impossibilita ser um bom advogado. É um completo fracasso. Está com 50 anos, foi admitido na ordem aos 30 e, vinte anos depois, não foi capaz de se estabelecer como advogado. Como advogado é um fracasso.

       Um empreendedor compra um negócio e tenta operá-lo. Ele faz tudo o que sabe, mas simplesmente não consegue fazer o negócio progredir. Ano após ano, as contas estão no vermelho, e ele não obtém nenhum lucro. Toma emprestado o que consegue, encontra um pouco de ânimo e um pouco de esperança, mas esse ânimo e essa esperança morrem, e ele vai à falência. Finalmente ele vende tudo, com uma dívida impossível, e torna-se um fracasso no mundo dos negócios.

       Uma mulher é educada para ser professora, mas simplesmente não consegue conviver com as outras mestras. Algo em sua constituição ou em seu temperamento não lhe permite um bom relacionamento com crianças ou jovens. Então, depois de ser jogada de uma escola para outra, finalmente desiste, vai para algum lugar e arranja um serviço no qual lida com uma maquina grampeadora. Ela simplesmente não consegue ensinar e é um fracasso no mundo da educação.

       Conheço ministros que pensavam terem sido chamados para pregar. Eles oraram e aprenderam grego e hebraico, mas de algum modo não conseguiram fazer o público ouvi-los.  Simplesmente não conseguiram. Eram fracassos no mundo congregacional.

       É possível ser cristão e, ainda assim, ser um fracasso. Isso é o mesmo que Israel no deserto, vagueando. Os israelitas eram o povo de Deus, protegidos e alimentados, mas fracassados. Não estavam onde Deus queria que estivessem. Eles cederam. Estavam no meio do caminho, entre onde haviam estado e onde deviam estar. E isso descreve muitos que pertencem ao povo de Deus. Eles vivem e morrem como fracassos espirituais. Sou grato por Deus ser bom e generoso. Os fracassados podem engatinhar até os braços de Deus, relaxar e dizer: “Pai, baguncei tudo. Sou um fracasso espiritual. Não que eu tenha feito maldades por aí, mas estou velho e pronto para ir, e sou um fracasso”.

       O nosso Pai celestial, bondoso e gracioso, não dirá a essa pessoa: “Afaste-se de mim – nunca o conheci”, porque essa pessoa creu e crê em Jesus Cristo. O indivíduo simplesmente tem sido um fracasso ao longo da vida. Ele está pronto para morrer e está pronto para o céu. Imagino se não foi isso o que Paulo, o homem de Deus, quis dizer, ao declarar:

1ª Co 3:11-15

Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.”

       Penso que esse é o significado, certamente. Precisamos ser o tipo de cristãos que consegue salvar não apenas a nossa alma, mas também a nossa vida. Quando Ló deixou Sodoma, nada mais possuía além das roupas do corpo. Graças a Deus, havia saído. Mas teria sido muito melhor se, depois de despedir-se do portão, tivesse saído com os camelos carregados com seus pertences. Ele poderia ter saído de cabeça erguida, altivo, dizendo adeus à velha Sodoma. Seria muito melhor se pudesse ter partido dali com a família. E, quando se estabeleceu num novo lugar, poderia estar “ricamente provido” ao entrar (v.2ºPe 1:11).

       Graças a Deus, você vai conseguir. Mas você quer conseguir do jeito que anda agindo ultimamente? Vagando, perambulando sem destino? Quando haverá um lugar em que Jesus derramará “o óleo da alegria” sobre a sua cabeça, um lugar mais doce que qualquer outro no mundo todo, o trono da graça comprado com sangue (Sl 45:7; Hb 1:9)? A vontade de Deus é que você entre no Santo dos Santos, viva à sombra do trono da graça e saia dali e sempre volte para ser renovado, recarregado e realimentado. A vontade de Deus é que você viva no trono da graça, vivendo uma vida separada, limpa, santa, sacrificial – uma vida de contínua diferença espiritual. Isso não seria melhor que o caminho em que você anda agora?

Estamos marchando para Sião

(***)Isaac Watts (1674-1748)

Cheguemos, nós, que amamos o Senhor,

Que nossa alegria seja conhecida;

Juntar-nos em um cântico de doce harmonia,

Juntar-nos em um cântico de doce harmonia

E assim circundar o trono,

E assim circundar o trono.

Estamos marchando para Sião,

Bela, bela Sião;

Estamos subindo para Sião,

A bela cidade de Deus.

Deixemos os que se recusam a cantar

Os que nunca conheceram nosso Deus;

Mas os filhos do Rei celeste,

Mas os filhos do Rei celeste

Podem suas alegrias alardear,

Podem suas alegrias alardear.

O monte de Sião produz

Milhares de doçuras sagradas

Antes de alcançarmos os campos celestes,

Antes de alcançarmos os campos celestes,

Ou andarmos nas ruas de ouro,

Ou andarmos nas ruas de ouro.


Então que nossos cânticos se multipliquem,

E cada lágrima seja seca;

Estamos marchando pelas terras de Emanuel,

Estamos marchando pelas terras de Emanuel,

Para mundos melhores no alto,

Para mundos melhores no alto.

 A VIDA CRUCIFICADA – COMO VIVER UMA EXPERIÊNCIA CRISTÃ MAIS PROFUNDA

A.W.TOZER

EDITORA VIDA

 

Não tem jeito, muitas das vezes somente estando nos braços do Pai. Lugar de descanso, sarar as feridas que este mundo muitas das vezes nos impõe, ou mesmo, as circunstâncias desfavoráveis da vida que podem surgir. Somente assim, podemos superar os fracassos espirituais e continuar caminhando, marchando em direção a Canaã Celestial.

Pb Ricardo

(***)Isaac Watts (1674-1748)

 

Isaac Watts (1674-1748)
O pai da Hinologia Inglesa, Isaac Watts, nasceu em 17 de julho de 1674, em Sout­amp­ton, Eng­land. O pai de Watts foi um preso dissidente por suas opiniões religiosas. Isaac aprendeu grego, latim e hebraico com o Sr. Pinhorn, reitor de “Todos os Santos”, e diretor da “Escola de Gramática” em Southampton.
 
O gosto de Isaac para a poesia mostrou-se na primeira infância. Sendo assim, muitas promessas lhe foram feitas, oferecendo a ele uma educação universitária, onde ele seria ordenado padre na Igreja Católica da Inglaterra. No entanto, Isaac se recusou e, em vez disso, entrou em uma academia dissidente em Stoke Newington em 1690, sob os cuidados de Thomas Rowe, pastor da “Congregação Independente”Isaac juntou-se a esta congregação em 1693.
 
Watts deixou a Academia aos 20 anos e passou dois anos em casa. Foi durante este período que ele escreveu a maior parte de seus hinos e cânticos espirituais. Eles foram cantados a partir de manuscritos na capela de “Southampton”, e publicada entre 1707 e 1709.
 
Watts pregou seu primeiro sermão aos 24 anos. Nos próximos três anos, ele pregou freqüentemente, e em 1702 foi ordenado como pastor da “Congregação Independente” em Mark Lane. Naquela época, ele se mudou para a casa do Sr. Hollis, em Minories. Sua saúde começou a falhar, e Samuel Price foi nomeado como seu assistente no seu ministério.
 
Em 1728, a Universidade de Edimburgo concedeu a Watts um grau de Doutor em Divindade.
 
Faleceu no dia 25 de novembro de 1748 em Stoke Newington, Inglaterra. Seus restos mortais encontram-se no cemitério “Bun­hill Fields”, em Londres.
 
Isaac Watts é o letrista de 06 hinos no Hinário Adventista. São eles: (nºs 1, 24, 540, 548, 550 e 565).
 
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