A importância do conceito adequado a respeito de Deus – Olhe para a santidade

Jo 14:10_11

“Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo não são apenas minhas. Ao contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra.

Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; ou pelo menos creiam por causa das mesmas obras.”

      Se aprendemos algo com a História, sabemos que nenhuma nação se levantou acima da sua religião. Não acho que seja muito difícil provar essa afirmação. Quer a nação seja pura ou impura, superior ou inferior, ela depende da espécie de religião que tem.

       Durante um tempo, pode parecer que uma nação seja maior do que a sua religião. Pode, inclusive, ter uma religião inferior e, mesmo assim, atingir altos níveis. Nas qualidades que dizem respeito ao melhor da nossa humanidade, nenhuma nação conseguiu levantar-se acima da sua religião. …

       Uma segunda coisa é que nenhuma religião subiu mais alto do que seu conceito de Deus. Isso é o mais vital que pode ser conhecido sobre qualquer igreja, qualquer homem e nação. Toda religião, elevada ou não, pura ou impura, nobre ou pagã, depende totalmente do que ela pensa sobre Deus.

       Existiram no passado religiões pagãs que, embora não fossem cristãs – não eram redimidas –, conseguiram ter uma sociedade e alguma espécie de adoração pagã estáveis porque tinham um conceito elevado de Deus. Se tiverem um deus básico, terão uma religião básica. Se tiverem um Deus superior, terão uma religião elevada.

       Estou falando das religiões que não crêem em Jesus como o Salvador. Tem havido grandes religiões, mas todas elas têm sido dependentes do seu conceito de Deus. Um conceito elevado do altíssimo significa que todos os homens lutarão por coisas mais elevadas e farão o melhor que puderem, mesmo que estejam fora de Cristo e não tenham nascido de novo. Embora não sejam redimidos, tentarão algo melhor, se seu conceito de Deus for mais elevado.

OLHE PARA A SANTIDADE

       A terrível paródia com a qual nos deparamos hoje é o cristianismo sem santidade. Se você diz que aceita Jesus, mas leva uma vida desregrada, você não aceitou Jesus coisíssima nenhuma. Você é um homem iludido, pois não é melhor do que quando não tinha ouvido falar de Deus. As primeiras qualidades do cristianismo são santidade, pureza e retidão de vida, de pensamento e de aspirações. Temos um cristianismo hoje sem santidade. O Filho de Deus foi um Filho santo, o Pai é o Pai santo no Céu, e o Espírito Santo é o Espírito Santo. Nossa Bíblia é a Bíblia Sagrada, santa, e a Igreja é chamada da santa. O Céu é santo, e os anjos também são santos. Por conseguinte, devemos levar a sério a doutrina bíblica da espiritualidade e da santidade. As igrejas evangélicas resvalaram, de certa forma, para a sujeira.

       Jesus amava a todos. Ele os amava de um modo tranqüilo, sereno e maravilhoso. As pessoas iam até Ele, e isso tornava aqueles teólogos fariseus tão malignos quanto o diabo. Eles deveriam se perguntar por que as pessoas não iam até eles. Não os seguiam porque não encontravam calor humano. Um pássaro, por exemplo, sempre irá para o lado quente do telhado no começo da primavera. Uma codorniz costumava voar ao redor da casa na fazenda quando período de neve se findava. Você poderia andar pelo lado do monte onde estava a neve e não encontraria nenhum pássaro. No entanto, se subisse o monte e descesse onde o sol estava brilhante, encontraria uma ninhada de filhotes de codornizes esperado pelo calor. Todos gostam do sol quente quando está frio. Jesus atraia as pessoas porque ele era Deus andando ao redor, agindo como Deus em amor. As pessoas não iam com os fariseus porque estes não tinham amor. Eram fogo extinto no fogão. Ninguém quer ficar ao redor do fogão quando o fogo se apaga.

       Muitos não conhecem a alegria que costumávamos ter na fazenda, no inverno. Ligávamos um pequeno fogão a lenha arredondado até que estivesse bem quente, a ponto de ficar vermelho como um tomate. Você vinha meio congelado, esquentava as costas na cadeira e punha os pés naquela proteção ao redor do fogão. Não era tão quente, não a ponto de queimar os sapatos. Nenhum aparelho moderno podia superar aquele prazer tão simples. Hoje em dia, colocam-se saídas de ar quente embutidas na parede e fazem toda espécie de sistema de aquecimento. É mais conveniente, admito, mas falta graça, de alguma maneira. Você não pode simplesmente se encantar por um aparelho.

       Ninguém vai ao fogão quando o fogo se extingue. Jesus tinha amor em seu coração, e o amor é sempre quente. O amor é sempre atrativo. As pessoas vão às igrejas onde existe calor. Vão até os cristãos que são amigáveis.     

E Ele Habitou entre nós – Ensinamentos do evangelho de João

A.W. Tozer

Graça EDITORIAL

Publicado em Autores Diversos, Bíblia, Diversos | Deixe um comentário

Peixe como símbolo do Cristianismo, Por quê?

  • O peixe é um símbolo do cristianismo e muito usado em igrejas e representações religiosas; mas o porquê desse simbolismo por traz dessa figura? Temos muitos versículos nos evangelhos do novo Testamento, porém não temos como afirmar que foi esse o motivo que transformou o símbolo numa figura tão forte e importante para o cristianismo como foi e o é nos dias de hoje.

peixe como simbolo do cristianismo - logos princípios do reino

Nos tempos de Jesus e em Israel o peixe era algo muito comum na cultura existente, alguns dos próprios discípulos, foram pescadores, mesmo após seguirem a Jesus, pois O mesmo os intitulou “Pescadores de homens” (Mt 4:19), para que com as técnicas da pesca, detalhes que se aprendia apenas com o tempo de exercício na atividade, eles se tornassem pescadores de almas para o Reino; o mesmo símbolo também encontramos nos milagres ocorridos através das mãos de Jesus, quando houve a multiplicação que alimentou multidões, nos recordando que tudo é possível ao que crer.

 

A figura já teve uma variedade de significados e importâncias no decorrer da história, sendo um dos símbolos mais fortes e antigos do cristianismo, começando a ser utilizado mais ou menos no final do século 1 DC, e muito provavelmente antes da cruz, ele era usado pelos cristãos como meio de identificação entre eles nos tempos de perseguição do Império Romano, significando um sinal secreto de fé, quando um cristão encontrava outra pessoa que julgava professar a mesma fé, ele desenhava o arco ao contrário, formando assim a metade do peixe, e caso o julgamento fosse correto, o outro completava com a outra parte do arco, formando assim a figura de fé e esperança num Cristo Vivo.

O símbolo foi oficialmente associado ao cristianismo, tornando-se algo de uma grande intolerância para o estado Romano, onde por causa desse símbolo, muitos cristãos eram severamente punidos, torturados e mortos.

Mais por que o Peixe como símbolo do cristianismo?

 

Significado

Quando você era criança você certamente já deve ter brincado disso, é o que chamamos de “Acróstico¹” quando você pega um nome, e em cada letra do nome você descreve uma palavra, foi assim que fizeram com a palavra Peixe.

A palavra grega para peixe é “ΙΧΘΥΣ” “ICHTHYS” ou “ICHTHUS” (do grego antigo ἰχθύς, em maiúsculas ΙΧΘΥΣ ou ΙΧΘΥC, significando “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador“) e as suas letras formam o acrônimo (IESOUS + CHRISTOS +THEO +HYIÓS + SOTER ), (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), que era escrita com uma palavra abaixo da outra, formando-se o acróstico ichthus (peixe). É um símbolo que consiste em dois arcos que se cruzam para formar o perfil de um peixe, sendo um dos símbolos mais antigos do cristianismo.

Trata-se de um acrônimo, utilizado pelos cristãos primitivos, da expressão “Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr”, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (em grego antigo, Ἰησοῦς Χριστός, Θεοῦ ͑Υιός, Σωτήρ). Foi um dos primeiros símbolos cristãos, juntamente com o crucifixo e continua a ser usado pelas igrejas cristãs.

Histórico

Ichthys também era utilizado para marcar catacumbas cristãs na época da perseguição aos cristãos, pois era um símbolo que não era tão explicitamente cristão (como a cruz, por exemplo). Outra utilidade era o uso para comunicação: um cristão marcava um lugar com uma meia-lua para baixo, se o outro também fosse cristão, marcava a meia lua para cima, formando o símbolo também era desenhado por crianças nas portas de casa para que mostrasse aos outros cristãos que aquela era uma casa de família crista.

Acróstico ΙΧΘΥΣ/Peixe.

  • I – Iota de Iesous – Jesus em grego
  • X – Chi de Christos – Cristo em grego
  • È – Theta de Theou – Deus em grego
  • Y – Upsilon de Yios/Huios – Filho em grego
  • Ó – Sigma de Soter – Salvador em grego

peixe como simbolo do cristianismo ICHTHYS, logos princípios do reino

Vocábulo:

¹ Os acrósticos são formas textuais onde a primeira letra de cada frase ou verso formam uma palavra ou frase. Podem ser simples, com frases ou palavras que não tenham ligação entre si ou podem mesmo ser o encerramento de uma poesia . – Wikipedia

Ichthys

Ichthys, ou símbolo do peixe, representa o Cristianismo.

Uma outra versão contendo o acrônimo ΙΧΘΥΣ.

Publicado em Bíblia, Em destaque, História Eclesiástica | Deixe um comentário

Descanso – O Silêncio também é resposta

LINDO FUNDO MUSICAL PARA ORAR E REFLETIR

É tempo de descansar. Brevemente retornarei com uma sequência de novas postagens  e/ou postagens revisadas e atualizadas. Neste ínterim quem acessar o blog poderá clicar em qualquer link, pois há muitos textos e temas diversos para edificação e ensino bíblico.

Outrossim, estarei alterando após este período de descanso,  de 20 dias o tempo para liberação de novas postagens e/ou Revisões, atualizações e comentários nas postagens para cada 30 dias, intercalados.

É tempo de descanso

Publicado em Diversos, Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Quero conhecer o seu perfil – vale mais de uma opção – É anônimo

Publicado em Diversos, Em destaque, Estatísticas | Deixe um comentário

BIOGRAFIA – Jacó Armínio

Uma breve história sobre Armínio, e o arminianismo.

I-ARMÍNIO E O LIVRE-ARBÍTRIO

Breve histórico de Jacó Armínio

Jacob Harmensen, (*1560-1609) que transliterou seu nome para o latim transformando-se em , Jacobus Armínius, em português – Jacó Armínio, também é conhecido nos países de língua portuguesa, pela versão inglesa de seu nome – James ou Jacob Arminius.

Nascido em na cidade Holandesa de Oudewater, numa ambiência totalmente calvinista, estudou em Leyden, na Universidade Marburg (1575-1581) recebendo o título de doutor em teologia, na Basiléia (1582-1583), e em Genebra na Suíça (1584-1586).

Nem sempre Armínio nutria as idéias que hoje são conhecidas como arminianismo, era ele, um adepto do calvinismo, sendo inclusive, influenciado por Teodoro de Beza o sucessor de Calvino.

A controvérsia se deu, não por uma sublevação direta de Armínio, pelo contrário, a princípio o teólogo de Leiden preparou-se, por escolha de um sínodo local, a defender e teologia reformada, professada pela Igreja Holandesa, que vinha sendo atacada pelo teólogo Dirck Koornhet tendo como alvo principal de seus ataques, a doutrina da predestinação absoluta.

No afã de responder com propriedade as assertivas de KoornhetArmínio se lançou a pesquisas tendo como fonte de pesquisa, além das Escrituras, as obras teológicas dos Pais da Igreja. Todo esta empresa, produziu um efeito contrário, ou seja, Jacó Armínio terminou sua pesquisa corroborando as teses de Dirck Koornhet .

Sua principal característica é a defesa do livre-arbítrio humano. Por esse posicionamento, enfrentou forte oposição, perseguição e falsas acusações por parte dos teólogos calvinistas. Entretanto, esse teólogo holandês sempre apresentou uma postura tolerante e não combativa, embora convicto de suas opiniões.

O problema não terminou por aí, alias, absorver as idéias contrarias a teologia dominante, foi apenas o início. Exercendo o ofício pastoral (1588-1603), e nas atividades de professor em Leydem, a partir de 1603, suas questões começaram a ser publicamente divulgadas. Nas publicações de suas idéias e no conseqüente choque com a ala reformada mais radical, principalmente na figura de Franciscus Gomarus, que fora seu professor, que antojou o antiarminianismo, começou na vida de Armínio, uma intensa e enfadonha perseguição teológica e intelectual.

Uns dos pontos centrais da divergência de Armínio e Gomarus, era na doutrina da predestinação, que segundo o primeiro, Deus conhecia de antemão aqueles que recepcionariam a graça de Deus, em Cristo Jesus, já Gomarus defendia que Deus só levava em conta sua absoluta vontade, predestinando assim aqueles que, por única e inquestionável vontade, decidiu eleger. Em 1607, essas diferenças foram transformadas em protestos por parte dos calvinistas, tendo o sínodo holandês convocado Armínio e Gomarus a exporem suas divergências – outra conferência foi agendada em 1609, sem nenhum avanço, sendo que neste mesmo ano, Armínio morreu de tuberculose.

A morte de Jacó Armínio, não esfriou a controvérsia, sendo o seu ideário defendido, principalmente por Johannes Uitenbogaard e Simon Episcopius.
Em 1910 a controvérsia desencadeou em um sínodo, conhecido como Sínodo de Dort. A primeira reunião do sínodo foi realizada no dia 13 de Novembro de 1618 e a finda, a 154ª deu-se no dia 9 de Maio de 1619.

Como já dito, ambiência teológica da Holanda era calvinista, sendo que até seu príncipe regente, Mauricio de Nassau, numa medida política, destituiu e imprimiu uma vil intolerância contra vários ministros arminianos, que, além de serem acusados de hereges, perderam suas propriedades e foram exilados. É importante lembrar também que a intolerância da Igreja Reformada Holandesa, sob o manto do estado holandês, também produziu morte, pois, Van Oldenbarnevelt foi executado. Hugo Grocio, um dos maiores juristas da história, foi condenado a prisão perpétua, mas, graças ao auxílio de sua esposa, conseguiu escapar escondido em um baú, aparentemente cheio de livros.

O calvinismo foi beneficiado pelo estado holandês, porque, estando a Holanda em guerra com a católica Espanha, acreditava Maurício Nassau que o sentimento calvinismo era mais eficaz para impedir que seus patrícios fossem influenciados pelo catolicismo da Espanha.

Com a morte de Maurício de Nassau, e a conseqüente perda de poder dos calvinistas, os arminianos conquistaram liberdade de expressão, e isso ocasionou na fundação de igrejas e do Seminário Remonstrante, existente na Holanda até hoje.

*Eleição divina e livre-arbítrio
“Na Bíblia temos tanto a pré-destinação divina como a livre escolha humana, em relação à salvação; mas  não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros à perdição eterna. […]. Por outro lado, a ênfase inconsequente à livre vontade do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.”

1-Salvação e livre-arbítrio

Livre-arbítrio significa a tomada de decisão humana para a salvação conquistada por Jesus na cruz do calvário. A salvação é oferecida a todos os seres humanos indistinta e gratuitamente (Ap 22:17) e por uma escolha pessoal e livre de cada um. Todos os que o aceitam serão salvos e predestinados à vida eterna, pois Ele quer que todos sejam salvos (2ªPe 3:9). Essa maneira de pensar a Soteriologia é professada pelos pentecostais e teve sua origem em Jacó Armínio (1560-1609), sendo também explicada depois por JohnWesley (1709-91) e John William Fletcher (1729-85). Logo, com a teologia pentecostal, não necessariamente por não poder conviver com esta, mas especialmente porque  o calvinismo nega algumas dinâmicas do pentecostalismo, como será visto adiante, sendo, assim, irreconciliáveis. Essa declaração é necessária porque o calvinismo é, majoritariamente, cessacionista¹ (https://youtu.be/MIn74klWuKA). Portanto, de forma subjetiva, estão fazendo os pentecostais abdicarem da doutrina mais cara ao pentecostalismo, que é o batismo no Espírito Santo.

  • ¹Os cessacionistas não podem crer na revelação e inspiração interior porque isso vai contra suas teorias e teologias dogmatizadas e afirmadas há séculos. Essas teorias não têm mais respostas às perguntas modernas. Certamente que a ortodoxia é necessária, bem como a antiguidade dos preceitos religiosos diante da volatilidade e liquidez da atualidade, em que nada mais é estável, causando grande desconforto e insegurança nesse sentido. A religião cristalizada — nesse caso o calvinismo — é importante, pois estabiliza o sujeito e torna-se uma da últimas instituições não afetadas pelo pós-modernismo.  

       Os pentecostais também rejeitam a doutrina de Calvino por ela ser fatalista, muito acomodatícia quanto ao evangelismo, supondo certa injustiça em Deus, além de sugerir uma robotização humana; pode levar à acomodação quanto ao evangelismo, supondo certa injustiça em Deus, além de sugerir uma robotização humana; pode levar a acomodação humana quanto a santificação e ao empenho para a salvação de outros. Por isso, aproximam-se mais da doutrina de Armínio, mas isso não significa que toda a Teologia arminiana possa ser aceita sem qualquer problema. Este material, entretanto, não se propõe a encontrar estas falhas, mas simplesmente apontar a coerência existente entre a doutrina arminiana e a Teologia Pentecostal.

       É bom recomendar que não se façam disputas entre calvinismo e arminianismo, mas que se exercite a tolerância cristã e o respeito nas questões divergentes, que são muitas. Até porque os irmãos calvinistas são acusados por alguns, dada a ênfase fundamentalista de suas doutrinas, que são intolerantes; eles são levados ao orgulho espiritual por serem os predestinados;²   sua ação evangelística é quase nula e isolam-se das demais igrejas³. O calvinismo também confessa uma pureza doutrinária acimas das demais teologias evangélicas, pureza esta que acaba tornando-se um meio de auto-salvação.Apesar disso, há também, alguns pontos de contacto entre as doutrinas. Silas Daniel afirmou “que o calvinismo honra a Deus tanto quanto o arminianismo, claramente estou me referindo ao calvinismo majoritário, compatibilista (o outro extremo é o fatalista)”. Há pontos de contato especialmente no pentecostalismo mais popular, onde há “certo fatalismo quando se trata de ‘causas e consequências'”, especialmente diante de grandes tragédias. A frase “Deus assim quis” é muito comum sem levar em conta a lógica da afirmação em alguns contextos”.

  • ² Muito embora se afirme em alguns círculos pentecostais, especialmente no Brasil, que os calvinistas praticam o “parisitismo teológico”, ou seja, para sobreviver teologicamente e enquanto igreja, precisam firmar-se numa teologia diferente, eles nesse sentido, estão “evangelizando” os pentecostais. Deve-se destacar também que a ortodoxia cristã tem uma grande dívida para com a teologia reformada na luta contra as teologias liberais.
  • ³ Algumas correntes neocalvinistas podem ser mais moderadas e possíveis de um diálogo com pentecostais, mas não deixam de afirmar o cessacionismo.

Armínio escreveu que não poderia concordar com o calvinismo, chamando-o, então, de repugnante, tendo em vista algumas contrariedades que são: Deus jamais criaria algo, como a predestinação, para a condenação, com o propósito de não ser unicamente bom, ou seja, “que Deus criou algo para a perdição eterna para o louvor da sua justiça”; se Deus predestinasse alguém à perdição, seria para demonstrar a glória de sua misericórdia e da sua justiça, mas Ele não pode demonstrar tal glória através de um ato contrário à sua misericórdia e justiça, como a predestinação à condenação; se Deus condenasse os seres humanos desde a criação, Ele quereria o maior mal para as suas criaturas e teria predeterminado, desde a eternidade, o mal para elas, mesmo antes de conceder-lhes qualquer bem; assim, Deus quis condenar e, para que pudesse fazer isso, Ele quis criar, embora a própria criação é uma demonstração de sua bondade; entretanto, contrariando essa ideia espúria, Deus confere bençãos e benefícios sobre o mal e o injusto e até sobre aqueles que são merecedores de punição; o pecado é chamado de desobediência e rebelião; logo, Deus teria colocado alguns sob uma necessidade inevitável de pecar, o que seria impossível; a condenação é consequência do pecado; este entretanto, sendo causa, não pode ser colocado como meio pelo qual Deus executa o decreto ou a vontade de reprovação dos seres humanos; a predestinação tem um paradoxo intransponível, que é o fato de os pecadores destinados à condenação terem sido condenados antes mesmos de Jesus ter sido predestinado, muito embora Ele tenha sido morto desde a fundação do mundo para ser o salvador; isso desonra a Cristo e sua obra; se a salvação de alguns já tinha sido preordenada, Ele, então, foi apenas um ministro e um instrumento para dar-nos a salvação, assumindo um protagonismo secundário, e sua morte foi desnecessária, pois, quem fosse destinado à salvação teria sido salvo do mesmo jeito.

        Recentemente, tem havido uma aproximação ao calvinismo por parte de alguns pentecostais mais intelectualizados, mas isso se deve mais a uma lacuna pentecostal histórica quanto a educação teológica sólida, que deixou uma classe intelectualizada mais abandonada, do que propriamente a habilidade de fazer coadunar as duas teologias.

A ELEIÇÃO BÍBLICA É SEGUNDO A PRESCIÊNCIA DIVINA

        Eleição é a escolha que Deus faz com grupos ou indivíduos com fins específicos determinados por Ele — no caso aqui abordado, para a salvação. Uma das palavras hebraicas para eleição, yãdha’¹,  tem uma conotação amorosa no sentido de que Deus elege não simplesmente por uma mera escolha, mas especialmente porque seus afetos levam-no a escolher as pessoas para a salvação. Essa mesma palavra é usada quando o Antigo Testamento refere-se a um casal que teve relações sexuais, ou seja, há um envolvimento de afetos. A eleição amorosa também está presente num tero grego usado por Paulo (Rm 8:29), proginõskõ, que expressa o sentido de que Deus amou de antemão. Tendo em vista esse amor, Paulo escreveu poeticamente: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome ou a nudez, ou o perigo ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8:35_37). Assim, segundo a doutrina arminiana, Deus elegeu e destinou todos para a salvação (Jo 3:14_16; 1ªPe 2:9), “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:15).

       No Antigo Testamento, a eleição tem um significado mais específico do que no Novo Testamento. Exemplo disso é a escolha de Abraão e sua descendência, que, depois vieram a formar a nação de Israel. Deus chamou o patriarca e fez-lhe promessas, e este livremente respondeu o chamado; porém, diante dele, estava a possibilidade de não atender ao convite. A eleição de Israel (Is 51:2; Os 11:1) e alguns indivíduos dela, de maneira específica, é pontual na história porque Deus tinha o propósito de, através dessa nação, trazer o Salvador. Por ser uma eleição pontual, ela não pode servir de base, em se tratando de salvação, para estabelecer uma eleição absoluta e específica apenas para determinadas pessoas e outras não. A liberdade de escolha para obedecer que Deus deu para Israel e a desobediência e rebeldia do povo fizeram eles perderem algumas das bençãos prometidas (Jr 6:30; 7:29) , assim, servissem-nos de exemplo para não repetirmos os mesmos erros. (1ª Co 10:6,11).

        Por mais que pareça, a eleição não trouxe privilégios para a nação de Israel, mas, sim, responsabilidades. No entanto, por não conseguir cumprir sua parte na eleição, Israel nunca deixou de ser alvo do amor de Deus, embora sofresse as consequências (destruição da nação) por não agirem como povo escolhido.

        A eleição divina é o ato pelo qual Deus chama os pecadores para a salvação em Cristo e torna-os santos (Rm 8:29,30). Essa eleição é proclamada através da pregação do evangelho (Jo 1:11; At 13:46; 1ªCo 1:9), e Deus deseja que todos sejam salvos e respondam afirmativamente ao chamado para a salvação (At 2:37; 1ªTm 2:4; 2ªPe 3:9). Os que crerem serão salvos; os que não crerem, porém, serão condenados (Mc 16:16). Alguns, ao ouvirem o evangelho, se endurecem ainda mais em seus pecados (Jo 1:11; At 17:32) e perdem a oportunidade de salvação.

       Presciência é a capacidade que Deus tem de saber todas as coisas de antemão (At 22:14; Rm 9:23) e também de interferir na história humana(Ne 9:21; Sl 3:5; 9:4; Hb 1:3). Ele é soberano (Jó 42, provedor (Sl 104) e também sabe quem irá responder positivamente ao convite para a salvação (Rm 8:30; Ef 1:5). Ele proveu a salvação para todos, mas nem todos atendem ao seu convite, pois Ele mesmo, em sua bondade, deu para seus filhos a possibilidade da escolha. Assim, Deus cortou Israel (Mt 21:43 por escolha deles e enxertou os salvos em seu lugar, e foram esses salvos que se tornaram o Israel de Deus (Rm 11:17_24). Em sua soberania, estamos sob os cuidados e a presciência de Deus, mas também desfrutamos paradoxalmente da liberdade do livre -arbítrio dado por Ele, e isso aumenta a responsabilidade humana em obedecer aos seus mandamentos (Ap 3:20). “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10:38).

       Eleição é uma decisão de Deus desde a eternidade, mas é condicionada à vontade humana. Entretanto, essa vontade não prejudica em nada a vontade de Deus. Ele não é pego de surpresa diante da livre vontade humana, pois ele previu essa vontade. Podemos com toda a certeza afirmar que o que Deus predestinou foi, de fato, a vontade humana, no sentido de ela ser completamente livre, ou seja, Ele criou o homem determinando que este teria liberdade de escolhas. “Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade”(2ªTs 2:13).

       Antonio Gilberto ensina que “na Bíblia, mencionam-se a eleição divina coletiva, como a de Israel (Is 45:4; 41:8_9) e a da Igreja (Ef  1:4);e a individual, como a de Abraão (Ne 7:9) e a de cada crente (Rm 8:29).” Severino Pedro propõe outra forma. Ele classifica a eleição de quatro maneiras: preventiva, quando Deus usa de vários meios para impedir o mal na vida dos que são chamados e atendem à sua salvação (Gn 20:6); permissiva, que diz respeito às coisas que Deus não proíbe nem restringe, mas fica na vontade do homem (Dt 8:2); diretiva, que se baseia na vontade perfeita de Deus dirigindo a vontade humana (Gn 50:20); e determinativa, que é quando Deus decide e executa conforme a sua soberana vontade (Jó 2:2).

¹Outro termo hebraico utilizado é bãhar, que significa selecionar deliberadamente alguém.  

 2- O livre-arbítrio na Bíblia

       Deus nos criou à sua imagem e semelhança (Gn 1:26). Logo, por Ele ser naturalmente livre, também seus filhos possuem a faculdade de escolherem livremente. Por isso, o Criador sempre incentivou a nação a escolher o caminho da vida (Dt 30:19,20). Assim, segundo as Escrituras, se em Adão todos são predestinados para a perdição, em Cristo, todos são predestinados para a salvação: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim, todos serão vivificados em Cristo” (1ªCo 15:22; cf. Jo 1:12), pois, “se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, será salvo” (Rm 10:9).

       O livre-arbítrio é a possibilidade que os seres humanos têm de fazer escolhas e tomar decisões que afetam seu destino eterno, especificamente, se tratando da salvação. Isso quer dizer que cabe a cada um deixar-se convencer pelo Espírito Santo para ser salvo por Jesus ou não, embora Deus dê a todos a oportunidade. No jardim do Éden, o criador outorgou o livre-arbítrio ao homem (Gn 2:16, 17); a Israel deu também esta prerrogativa(Dt 30:19); e à humanidade o Altíssimo possibilitou escolha entre o caminho da salvação ou o da perdição (Mc 16:16).

A principal característica do arminianismo é o livre-arbítrio.

PONTOS BÁSICOS DA DOUTRINA DE ARMÍNIO

  1. A predestinação depende da forma de o pecador corresponder ao chamado da salvação. Logo, acha-se fundamentada na presciência divina; não é um ato arbitrário de Deus.
  2. Cristo morreu, indistintamente, por toda a humanidade, mas somente serão salvos os que crerem.
  3. Como o ser humano não tem a capacidade de crer, precisa da assistência da graça divina.
  4. Apesar de sua infinitude, a graça pode ser resistida.
  5. Nem todos os que aceitaram a Cristo perseverarão.

CONHEÇA MAIS

Eleição divina e livre-arbítrio

“Na Bíblia temos tanto a predestinação divina como a livre escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros à perdição eterna. […]. Por outro lado, a ênfase inconsequente à livre vontade do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas. “

II – ELEIÇÃO DIVINA E O LIVRE-ARBÍTRIO

1 – A eleição divina.

A eleição é uma escolha soberana de Deus (Ef 1:5,9) que tem como objetivo de seu amor todos os seres humanos (1ªTm 2:3,4). Não é uma obra que leva em conta o mérito humano, mas que é feita exclusivamente em Cristo (Ef 1:4). Em Jesus, Deus nos elegeu com propósitos específicos: para pertencer-mos a Cristo (Rm 1:6; 1ªCo 1:9); para a santidade (Rm 1:7; 1ª Pe 1:15; 1ªTs 4:7); para a liberdade (Gl 5:13); para a paz (1ª Co 7:15); para o sofrimento (Rm 8:17, 18); e para a sua glória (Rm 8:30; 1ªCo 10:31).

2 – Escolha humana e fatalismo

A graça comum (Rm 5:18) é estendida a todos os seres humanos, abrindo-lhes a oportunidade para crerem no Evangelho, o que descarta a possibilidade de a eleição ser uma ação fatalista de Deus – Fatalismo: acontecimentos que operam independentemente da nossa vontade, e das quais não podemos escapar. Ora, a eleição de Deus não é destinada somente a alguns indivíduos, enquanto os outros, por escolha divina, vão para o inferno. Isso vai contra a natureza amorosa e misericórdia do criador. Por isso, indistintamente. Ele dá oportunidade para que todos se salvem (At 17:30, pois Deus não fz acepção de pessoas (At 10:34).

3 – A possibilidade da escolha humana

Há vários textos bíblicos que apontam para o fato de o ser humano ser livre para escolher:”todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16); o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6:37); “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13). Uma das coisas mais belas da Palavra de Deus é que, embora o altíssimo seja soberano, Ele não criou seus filhos como robôs autômatos milimetricamente controlados. O nosso Deus deseja que todo o ser humano, espontânea e livremente, o ame de todo o coração e mente.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

…’Se Deus leva em conta nossos pecados, porque não nossas súplicas?’ Isso significa que a oração, a súplica, move a Deus. Numa palavra, ‘Deus e o homem não se excluem mutuamente, como o homem exclui ao seu semelhante no ponto de junção, por assim dizer, entre Criador e criatura; no ponto em que o mistério da criação — infinito para Deus e incessante no tempo para nós — ocorre de fato’. Isso significa que, ‘Deus fez (ou disse) tal coisa’ e ‘eu fiz (ou disse) tal coisa’ podem ambos ser verdadeiros’. Esta, inclusive é a forma arminiana e pentecostal de crer. A soberania divina coexiste com o livre-arbítrio e qualquer tentativa de explicar como isso ocorre leva e equívocos e discussões desnecessárias.

       Abaixo, segue um quadro comparativo entre as três principais correntes da doutrina da salvação, quanto a vários temas que demonstram as tensões e questões conflitantes entre elas:

Este slideshow necessita de JavaScript.

CONCLUSÃO

       O Evangelho é um presente oferecido a todas as pessoas, independente de méritos pessoais. Por isso o Senhor convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). Os que aceitam a esse convite estão predestinados a “serem conforme a imagem de seu filho”, Jesus Cristo (Rm 8:29). Deus deseja que todo ser humano seja salvo!

Lailson Castanha.

http://teologiaarminiana.blogspot.com.br/2009/01/uma-breve-histria-sobre-armnio-e-o.html

A Obra da Salvação – Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida – Livro de Apoio das Lições Bíblicas do 4ºT 2017 Adulto CPAD e Revista – Lições Bíblicas

Publicado em Bíblia, Diversos, Em destaque | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

O Rev. Hernandes Dias Lopes, na Celebração dos 500 anos da Reforma Protestante promovida pela Igreja Presbiteriana do Brasil na Arena Carioca no Rio de Janeiro citou esta guerra dos trinta anos. Em função disto resolvi incluir a mesma no link associado a história do cristianismo.

Disponibilizei este texto para leitura e reflexão, baseado em 1ª Jo 3:20.

Encontrei este material no Google, quando procurei algo sobre o tema. Em função disto resolvi incluir o mesmo no tópico associado a “Como ser salvo?”

O Juscelino Mariano, irmão em Cristo, aposentado da Petrobrás disponibilizou este documentário através do WhatsApp. Li  ouvi rapidamente o mesmo e estou neste momento adicionando-o como postagem no blog. Excelente, principalmente para quem é músico. 

Atualizei a postagem associada aos anjos acrescentando mais algumas informações relevante retiradas do livro de apoio das Lições Bíblicas do 1ºT 2019 Adulto CPAD.

Publicado em Diversos, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

O desafio hermenêutico das seitas

por Prof. Paulo Cristiano da Silva

O que constitui uma heresia? Grosso modo, heresia é um ensino errôneo acerca da Palavra de Deus. Portanto, podemos afirmar que existe uma falha hermenêutica no amago da heresia. Quando as regras da sagrada hermenêutica são ignoradas, surgem os mais variados tipos de teologias particulares que muitas vezes levará a pessoa longe do conhecimento verdadeiro sobre Deus e sua Doutrina. Nesta palestra queremos mostrar algumas regras básicas de hermenêutica para uma boa interpretação das Escrituras, usando para tanto, exemplos da má interpretação retiradas das próprias seitas para contrastar com cada uma destas regras. Boa palestra!

O que é Hermenêutica?

Do grego Hermenêutike que por sua vez, se deriva do verbo Hermeneuo (Interpretar)

Hermenêutica, é pois, a ciência que nos ensina os princípios, as leis e os métodos de interpretação.

Porque precisamos de hermenêutica?

A hermenêutica é algo que se pratica no cotidiano. É que aprendemos hermenêutica durante toda a nossa vida, desde o dia em que nascemos. Afinal, a falha em compreender o piscar dos olhos de alguém poderia significar um desastre em certas circunstâncias.

Será  que  é  necessário  interpretar  a  Bíblia?

Pedro e as cartas paulinas (2ª Pedro 3:15b – 16 ARA).

Aqui vemos Pedro afirmando três verdades importantes:

  1. Nem tudo nas cartas de Paulo era complicado.
  2. Mas havia certas coisas “difíceis de entender” nas cartas dele.
  3. Sempre existe a possibilidade de alguém “deturpar” a Palavra de Deus.

Principais Regras de Hermenêutica

Passaremos agora às principais regras de interpretação.

Regra Nº 1 – Análise textual

  • Leia toda a passagem no mínimo três vezes para se familiarizar com o assunto;
  • Leia todo o capítulo da passagem;
  • Marque as palavras difíceis do texto;
  • Observe as palavras que se repetem no texto.


Exemplos de má interpretação: Testemunhas de  Yeshuah – “Eia, Sus” (deus-cavalo)no salmo 35:25 – Teologia Popular “adúltera por adultera”,

Regra nº 2 – Análise Contextual

  • Leia todo o contexto; o que vem antes e depois da passagem que você está lendo para ter uma; compreensão total da mensagem.

Exemplos de má interpretação: Adventistas – “a guarda do sábado” em Ezequiel 20.12

Testemunhas de Jeová – “

  • Regra nº 3 – Análise Literária

Descobrir que gênero literário pertence o texto que se está lendo: poético, apocalíptico, histórico, epistolar, parábola.

Exemplos de má interpretação: Adventista “descanso de Deus” em Gênesis, mórmons – “a corporificação de Deus” nos Salmos etc…

  • Regra nº 4 – Análise Histórico Cultural

Na análise histórico-cultural o interprete procura descobrir o contexto histórico, político, econômico, cultural e religioso no qual os envolvidos estão inseridos.

Exemplos de má interpretação: Testemunhas de Jeová – “Jesus e a estaca”, “geena como sepultura”, etc…

Conclusão

Como você pôde perceber, os erros de interpretação que se tornam heresias são por causa do descuido para com as regras básicas da hermenêutica. Portanto, ao analisar uma literatura de seita ou conversar com algum adepto de grupos heréticos tenha em mente as noções aprendidas nesta palestra para não se tornar também presa fácil do ardil exegético (ou eisegético) das mesmas.

http://www.cacp.org.br/o-desafio-hermeneutico-das-seitas/

Publicado em Bíblia, Diversos, Estudo Biblico, Ministério CACP, Periódicos, religiões e seitas, Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Por que a Bíblia condena o Espiritismo?

Existem pelo menos seis razões simples e diretas porque o Espiritismo é condenado pelas Escrituras. Apesar dos esforços de alguns em querer usar a Bíblia para defendê-lo, na verdade estão utilizando um livro que os condena. O Kardecismo é contrário à Palavra de Deus.

Por que Deus condena o Espiritismo?

  • 1. Porque Deus abomina qualquer pessoa que consulta os mortos

“Não haja em teu meio nem adivinhador, nem agoureiro, nem magos…nem quem consulte aos mortos. O Senhor abomina aquele que faz estas coisas” (Deuteronômio 18.10-12)

  • 2. Porque na verdade os mortos não voltam nem se relacionam com os vivos

“Pois os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma. Não têm jamais recompensa mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. O seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram. Já não têm parte em coisa alguma que se faz embaixo do sol (Eclesiastes 9.5,6)

  • 3. Porque milhares têm sido enganados e escravizados pelo diabo, através dessas experiências

“É não é de admirar, pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Coríntios 11,14)

  • 4. Porque a Bíblia nos adverte contra ensinos e práticas enganosas

”Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé dando ouvidos a espíritos enganadores e ensinos de demônios” (1º Timóteo 4.1)

  • 5. Porque a verdade não vem através dos mortos, mas através da Palavra de Deus

“Porém Abraão lhe disse: Se eles não dão ouvido a Moisés e aos Profetas (a Palavra de Deus), tão pouco eles acreditarão, ainda que algum dos mortos volte a vida” (Lucas 16.31)

  • 6. Porque a reencarnação é um engano

“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hebreus 9.27)

por Pr Eguinaldo Helio de Souza

http://www.cacp.org.br/por-que-a-biblia-condena-o-espiritismo/

Publicado em Bíblia, Ministério CACP, Periódicos, religiões e seitas, Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

O CACP disponibilizou um artigo muito bom e atual “As páginas em branco no meio da Bíblia”, associando as mesmas ao período interbíblico. Este período foi um período de silêncio profético de aproximadamente 400 anos, e por isto apelidado “O Período negro”.

Ao observar continuamente que cidadãos moradores de Hong Kong tem visitado o blog continuamente(visitas no WordPress), comecei a pesquisar as características desta localidade e verifiquei que Hong Kong ( Hong kong) é uma localidade onde os cristãos chineses apresentam maior liberdade para se desenvolverem como cidadãos segundo os princípios bíblicos. Então criei estes dois tópicos associados a perseguição aos cristãos.

Esclarecedor e um bálsamo, pois apesar da liberdade que temos para pregar o evangelho em todos os rincões desta nação, não devemos ficar muito confiantes, pois existem sim perseguições nos dias atuais, pelo simples fato de procurar-mos viver uma vida reta, sem máculas, culpa, condenação. Pois as pessoas nos observam continuamente, outrossim, o sistema deste mundo, com práticas, costumes muitas vezes confrontam os princípios bíblicos de uma vida reta. Então a orientação do Sr Jesus de ser-mos simples como a pomba e prudentes como a serpente é muito atual e presente. 

Eu acrescentei este tópico “Um inimigo que precisa ser resistido”, no contexto de uma vida de “oração” e também associado a vida cristã relacionado a “Como ser salvo?”.

Primeiro, porque não é novidade para nenhum cristão praticante a necessidade de ter uma vida diária de oração e logicamente acrescentei este tópico relacionado a “Como ser salvo”, por que o homem ou mulher que aceita o Sr Jesus como Sr e Salvador de sua vida, ou seja, o novo convertido necessariamente precisa ser discipulado para viver neste mundo com retidão em todos os sentidos e muitas das vezes esta mudança é radical, logo é necessário saber a diferença real do que é certo e do que é errado, outrossim há muitos conceitos e práticas diárias na sociedade em que nós vivemos e que aparentemente são boas mas há certos elementos que são totalmente contrários aos ensinamentos bíblicos do que é viver uma vida reta, sem máculas, culpas ou condenações e passam desapercebidos. Eu abordei algo sobre isto, neste enigma (https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/cinco-coisas-que-voce-precisa-saber/um-enigma-qual-a-pior-mentira/).

É claro, que a leitura deste material irá contribuir para o aperfeiçoamento do irmãos em Cristo Jesus, porém a necessidade de estar sempre congregado e debaixo de uma liderança pastoral é fundamental para o crescimento sadio individual. 

A minha mãe é viúva a alguns anos e tenho notado  tristeza e o sentimento de ausência em seu ser. Em face disto procurei algo que pudesse não apenas passar para ela, como anciã, mas a todos e encontrei este excelente texto. Louvado seja Deus.

Publicado em Diversos, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

Homilética – Conceito, Definição e O que é Homilética

Homilética é um substantivo feminino. O termo vem da palavra homilia, do Latim homilia, do Grego homilia, que significa “reunião, sermão”, de homilos, que quer dizer “grupo, multidão”, mais o sufixo grego –etikos, que é utilizado para adjetivos correspondentes a substantivos.

A homilética é a teoria e a arte de pregar um sermão. Ela envolve técnicas para tornar a mensagem transmitida pelo orador mais fácil de ser compreendida por aqueles que o ouvem. Ao lidar com textos sagrados e com o anúncio da Palavra de Deus, o orador deve investir tempo para preparar-se tanto espiritualmente quanto intelectualmente, tendo por objetivo entregar um sermão que fale à consciência das pessoas, que seja relevante, edificante e transformador. Para isso, é essencial que o orador alie às técnicas de preparação do sermão, a oração, a dependência do Espírito Santo e o testemunho de uma vida pautada pela obediência às Escrituras.

Antes de preparar um sermão, o orador deve conhecer o público para o qual o direcionará. Isso fará com que escolha o vocabulário apropriado para a exposição, tornando-a mais acessível aos ouvintes. Conhecer a ocasião e o tempo reservado para a pregação é importante, pois um sermão entregue em um casamento com restrições de horário, por exemplo, será diferente daquele entregue em uma celebração dominical ou em um funeral. 

Saber manejar elementos da hermenêutica (a correta interpretação dos textos sagrados) e da exegese (investigação do texto bíblico dentro de seu contexto, buscando descobrir o significado do texto em si mesmo) é fundamental. Ler bastante e consultar diferentes traduções das Escrituras, gramáticas, comentários e dicionários teológicos ajudará a tornar a pesquisa prévia mais rica e apurada.

Escolher o tipo ou o método do sermão é outro passo a ser dado. Entre as diversas definições, destacam-se o sermão textual, o sermão temático e o sermão expositivo:

Sermão textual: os argumentos e divisões partem do próprio texto bíblico. Extrai-se as ideias a partir das Escrituras. Por meio desse modelo, o público pode acompanhar passo a passo a exposição do conteúdo consultando sua própria Bíblia.  

Sermão temático: os argumentos partem de um tema escolhido, de um mote externo. A partir do tema, o orador se debruça sobre a Bíblia para encontrar elementos que embasem o sermão.

Sermão expositivo: assim como o sermão textual, parte do próprio texto bíblico. Exigente, demanda mais tempo para a transmissão do conteúdo. Os argumentos giram em torno da exposição exegética e hermenêutica da Bíblia, buscando a ideia central do texto e a sua aplicação no momento presente.

Feito isso, é hora de organizar as ideias e pensar na introdução, no desenvolvimento e na conclusão do sermão. Buscar ferramentas que facilitam a compreensão, como ilustrações e histórias elucidativas é um bom recurso. No entanto, é fundamental que o orador tenha cuidado para que esses recursos não tirem a atenção do público de seu foco principal. Ajudar os ouvintes a entender a aplicação das verdades transmitidas também é um passo a ser considerado. A aplicação pode ser trabalhada ao final das divisões do sermão ou quando houver oportunidade dentro do esboço preparado.

Ao entregar um sermão ao público, é importante zelar para que a comunicação seja fluída e coerente, atentando para a postura, os gestos, o tom de voz, entre outros elementos. Após a pregação, dedicar tempo à oração, clamando a Deus para que frutifique as sementes lançadas, é uma atitude bem acertada, pois revela a dependência da unção de Deus para que o sermão seja de fato eficaz. 

Resumindo:  Homilética é a arte de pregar.

Homilética é o termo utilizado quando se faz uso dos princípios da retórica aplicados sobre o conteúdo da Bíblia (é ter como foco central a mensagem bíblica que se colhe ao estudar as Escrituras). Pode-se entender a homilética como a arte de discursar ou pregar com a finalidade de agradar.

Atualmente, o termo é raramente utilizado, pois foi substituído pela palavra “sermão”.

De toda forma, a homilética tem uma ideia bem precisa: é uma exposição oral, geralmente breve, sobre algum evangelho ou assunto doutrinário, realizada pelo sacerdote durante a missa, em uma linguagem de aspecto familiar e acessível.

Portanto, a homilética seria a arte da eloquência sagrada.

A homilética surgiu através do Cristianismo, ainda no século XVII, fazendo-se uso dos aspectos básicos da retórica desenvolvida pelos gregos.

O estudo da homilética vai da pesquisa ao púlpito, isto é, há desde o aprendizado do modo como compor e expor um sermão ou pregação bíblica até as formas de pregação, a preparação e qual a maneira mais eficaz e que torna mais interessante para chamar atenção do público.

Não somente essa vantagem, mas a homilética faz com que o ouvinte tenha uma compreensão completa do pregador e do que é transmitido por ele, além dele próprio ganhar uma maior orientação sobre sua leitura.

A hermenêutica é um termo que possui relação com a homilética, pois é conceituada como uma técnica ou arte de explicar e interpretar um discurso ou texto.

Para tanto, a homilética seria uma matéria da Teologia que orienta na organização dos estudos bíblicos para que sejam formatados como uma pregação, facilmente entendível e guardada pela Igreja. É, de um modo simples de ser entendido, como a melhor forma de comunicar – isto é, de maneira compreensível – a palavra de Deus a quem escuta, sempre tomando o devido cuidado para que a essência da verdade bíblica não seja perdida durante este processo.

Homilética e hermenêutica

Podemos perceber então que as características da homilética estão relacionadas de uma forma muito intima com as características da hermenêutica, na qual tem como objetivo desenvolver, através de técnicas, formas de entender, se expressar e explicar com facilidade e boa absorção do ouvindo, um texto ou fala.

Ambos trazem um ótimo estudo que desenvolve a percepção humana, levando o estudioso a níveis diferenciados de intelectualidade.

Não é difícil encontrar, nos dias de hoje, workshops e cursos que visem o ensinamento e treinamento de pessoas com o único objetivo de melhorar ou aprender a arte da homilética, transformando-os em ótimos oradores e interpretes de conteúdo.

https://www.significadosbr.com.br/homiletica

https://www.meusdicionarios.com.br/homiletica

http://mundocristao.com.br/conteudo/914/Voce-sabe-o-que-é-homiletica

Publicado em Bíblia, Diversos, Em destaque | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei este texto associado a escatologia “Quem é o Israel de Deus?”.

Acrescentei este texto retirado da revista Lar Cristão -EDIÇÃO 155 – MARÇO/ABRIL 2017, e acrescentei um comentário associando as quatro palavras diferentes que são traduzidas pela palavra “Amor” e e são conhecidas como Ágape, Fileo, Stergo e Eros,  registrados no dálogo entre Jesus e Pedro em João 21:15_17.

Acrescentei no meu comentário da postagem sobre a jocum, uma trilha sonora “Senhor dos Exércitos” que tocava enquanto os irmãos da Jocum apresentavam uma peça teatral no Auditório da Reduc, durante o intervalo de almoço, durante o período em que ainda estava na ativa. Encontrei ocasionalmente hoje, em 12/10/2018, ao fazer algumas pesquisas na internet e resolvi incluir a mesma neste comentário. 

Aproveitei o momento e acrescentei algo associado à Jocum.

Acrescentei algo sobre o “Frontiers”movimento internacional desde 1983, enviando pessoas de mais de 40 países diferentes para mais de 54 países muçulmanos, formando uma comunidade de mais de 240 equipes nos campos mais difíceis, convidando todos os povos  muçulmanos a seguirem Jesus. 

Publicado em Diversos, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

Quando devemos pregar a Cristo?

A questão da Cristocentricidade

Podemos defender com vigor a autoridade das Sagradas Escrituras – e na verdade devemos fazer isso –, mas perder tudo na hora da hermenêutica, a arte e a ciência da interpretação (Hermes era o mensageiro dos deuses gregos, vindo daí a palavra hermenêutica). A Bíblia é verdadeira, mas esse fato em si não tem nenhuma consequência se não prosseguirmos perguntando: “Sim, mas o que ela diz?”.

       Historicamente, a hermenêutica tem lidado com os princípios e as regras pelas quais os vários gêneros literários das escrituras devem ser compreendidos. Essas são as ferramentas com as quais o pregador escava o texto. Geralmente procuramos compreender a Bíblia como o fazemos com qualquer outro livro. Levando em conta o referencial do autor e sua intenção, damos ao texto uma leitura literal, plana e normal, levando em consideração obviamente, as figuras de linguagem. A pregação bíblica, como definimos, baseia-se fortemente nas habilidades dadas pelo Espírito Santo para o intérprete consciente.

       Uma das grandes belezas e glórias das Escrituras é ser vista em toda sua clareza. A Bíblia foi escrita para ser compreendida, não é obscura e muito menos ambígua. Certamente existem “algumas coisas difíceis de entender” (2ªPe 3:16). J. I. Packer nos ajuda nessa questão trazendo uma citação de um puritano do século XVII chamado William Bridge:

Para um homem piedoso, deveria ser como Moisés. Quando o homem piedoso vê a Bíblia em aparente contradição com as informações seculares, deve fazer o que Moisés fez quando viu um egípcio lutando com um israelita: mata o egípcio. Ele desconsidera o testemunho secular, sabendo que a Palavra de Deus é verdadeira. Mas quando vê uma aparente incoerência entre duas passagens das Escrituras, ele faz o que Moisés fez quando viu dois israelitas discutindo: tenta reconciliá-los. Diz: “Ah, esses dois são irmãos. Preciso fazer com que fiquem em paz”. É isso o que faz o homem piedoso.

       Como disse Agostinho, “a Bíblia é como um rio em que uma criança pode nadar e um elefante atravessa com dificuldade por causa da correnteza”. Qualquer crente sincero e orientado pelo Espírito Santo pode compreender e lidar com a Palavra. O estudo e a meditação são exigidos e devem continuamente ser aprimorados com mais e mais ferramentas que permitam aprofundamento constante e compreensão cada vez mais satisfatória.

       Nos últimos anos, a hermenêutica se envolveu com questões filosóficas e teológicas sobre a própria Escritura. A nova hermenêutica surgida a partir de Rudolf Bultimann e Martin Heidegger afirma que a própria linguagem é uma interpretação e não pode ser compreendida em relação aos textos antigos como se, de alguma maneira, incorporasse uma verdade objetiva. Compreender é essencial, envolvendo um “círculo hermenêutico” em que a personalidade e o texto se encontram numa vida diária contemporânea (é o “campo de consciência” de David G. Buttrick). Numa profunda discussão dessas questões, Anthony Thiselton insiste que, se o texto antigo deve ser vivo hoje para que de fato atinja seu objetivo, dois horizontes devem ser usados conjuntamente, tanto o do texto quanto o do intérprete moderno, e isso deve acontecer num nível mais conceitual.

       Não há problema de nos lembrarem de que não existe essa coisa de “exegese sem pressuposição”. J. D. Smart argumenta que a afirmação de uma objetividade absolutamente científica ao interpretar as Escrituras “envolve o intérprete numa ilusão tal sobre si mesmo que sua objetividade é inibida”. A hermenêutica não é uma ciência exata. Todos nós trazemos nossos sistemas, tradições, preconceitos e pecado para a tarefa de interpretar as Escrituras. Essa é uma das razões elas quais nossa compreensão difere e, em muitos casos, é simplesmente errada. Contudo, conscientes de nossas predileções e humildemente ansiosos pela instrução do Espírito Santo, podemos nos aproximar do texto das Escrituras para compreendê-lo.

       A postura diante do texto é muito diferente da de rendição a um Deus transcendente, que nos fala por meio de verdades objetivas. A nova hermenêutica tem perdido essencialmente o significado bíblico porque dá ênfase muito grande à auto compreensão. O fruto tem sido a confusão hermenêutica, um pluralismo ardiloso sem foco. O pregador deve manter a confiança na Bíblia que temos nas mãos como um conhecimento objetivo. A Bíblia tem status de verdade revelada independentemente da pessoa que se aproxima dela e de como a faz. Ela tem vida independentemente de minha compreensão. Não é uma verdade instável.

       Nossa tarefa ao pregar é averiguar o significado do texto bíblico. Eric D. Hirsch Jr. Fez a importante distinção entre significado e significância:

Significado é o que é representado por um texto; é o que o autor queria dizer com o uso de uma sequência particular de sinais; é o que os sinais representam. Por outro lado, a significância específica a relação entre o significado e uma pessoa, um conceito ou uma situação.

       A busca pelo significado é plenamente fundamental para o pregador que deseja comunicar a significância do texto bíblico no mundo de hoje.

Pontos de tensão na hermenêutica evangélica

Por trás do significado do texto está a intensão do autor. Precisamos fazer uso de todas as ferramentas disponíveis para a tarefa da compreensão do texto em seu contexto: gramática e sintaxe, informações arqueológicas e históricas (com bons comentários que sirvam de ajuda e verificação no processo), apenas para citar algumas. Algumas passagens apresentam mais claramente a intenção do autor do que outras. Em todas essas situações, estamos lidando com probabilidades. As passagens narrativas de maior dificuldade podem ser menos presumíveis do que certas seções didáticas em que a intenção básica parece ser afirmada de maneira bastante clara. É onde vemos que a hermenêutica não é uma ciência exata, uma vez que intérpretes piedosos nem sempre enxergarão o assunto do mesmo modo. Não existe um livro infalível que forneça o propósito do autor em toda e qualquer passagem. Uma salvaguarda importante para nós na interpretação é a analogia Scriptura, ou aquilo que as Escrituras ensinam como um todo, e a analogia fidei, aquilo que a igreja como um todo acredita sobre aquele assunto. Devemos ser cuidadosos para não impor categorias e conceitos da revelação posterior sobre os textos antigos, porque acreditamos na revelação progressiva. Contudo, nenhuma parte ou segmento da revelação divina pode jamais contradizer outra parte ou segmento. Os posteriores se baseiam nos anteriores em bela harmonia, como vemos no venerável sistema sacrificial do AT substituído pelo sacrifício definitivo de Jesus Cristo.

       Não se deve presumir que o significado que o autor quis dar ao texto deva ser sempre simples, pois a intencionalidade nem sempre é simples. Qualquer escritor ou agente (bíblico ou de outra área) pode ter uma intenção bastante complexa. Jesus realizou milagres como expressão de sua compaixão, mas também com o intuito de dar crédito ao seu ministério e ensinar lições e verdades (Lc 5:24). A narrativa da ressurreição tem vários propósitos. Em algumas passagens, pode ser mais difícil compreendermos o intuito único do autor, enquanto em outras compreendemos facilmente a possibilidade das múltiplas intenções. Seja qual for o caso, as descobertas da hermenêutica devem ser todas justificadas pelo próprio texto analisado dentro do seu contexto.

       Outra questão crítica na hermenêutica evangélica é como distinguir, dentro das próprias Escrituras, as proposições universais normativas para todos os tempos e os elementos culturais que partem de um âmbito temporal definido. Estamos lidando aqui com a parte da “significância” da definição de Hirsch. Pode haver implicações para nós até numa mensagem bastante específica para um rei antigo, mesmo se a situação como um todo não tiver relevância.  Na segunda reunião de cúpula do Conselho Internacional sobre a Inerrância da Bíblia, realizado em 1982, J. Robertson Mc Quilken apresentou a posição de que “todo ensinamento das Escrituras é universal, a não ser que as próprias Escrituras o tratem como limitado”. Mc Quilken levanta sete importantes perguntas para o intérprete:

  1. O contexto limita o receptor ou a aplicação?
  2. A revelação subsequente limita o receptor ou a aplicação?
  3. Este ensinamento específico está em conflito com outro ensinamento bíblico?
  4. A razão para determinada norma é apresentada nas Escrituras? Essa razão é tratada como normativa?
  5. O ensinamento específico é normativo assim como o princípio por trás dele?
  6. A Bíblia trata o contexto histórico como normativo?
  7. A Bíblia trata o contexto cultural como limitado? 

       É obvio que essas perguntas são importantíssimas para quem deseja se contextualizar com nossa cultura e, em especial, no contexto missionário em outros países.

       Poucas áreas têm sido mais difíceis para nós do que as questões relacionadas ao NT e como elas podem ser usadas no AT. Parece-me que é desnecessário argumentar que os escritores do AT entendiam plenamente tudo aquilo sobre o que eles profetizaram. A ideia de múltiplos cumprimentos da profecia do AT seria reconhecer a possibilidade de que um autor do AT não tivesse entendido plenamente a importância do que escreveu. Um escritor qualquer tem total compreensão das consequências do que escreve? Não perdemos controle da interpretação reconhecendo que os profetas não entendiam plenamente o momento em que suas profecias deveriam cumprir-se (1ªPe 1:10_12). Daniel escreveu sobre períodos de tempo (como em Dn 9:24_27) e tão claramente sobre coisas que ele não compreendia. Será que um leitor do Salmo 16 poderia compreender que esse texto é uma profecia sobre alguém que morreria e voltaria à vida novamente? Quanto Davi entendia de si mesmo? Teria Balaão compreensão clara das duas vindas de Cristo quando profetizou (v. Nm 24:17, 18)? Será que Abraão compreendeu a real extensão da sua descendência conforme lhe fora prometido?

       Existe um tipo de sensus plenior (significado maior das escrituras) a ser visto quando a revelação progressiva se completa. É por isso que J. I. Packer argumenta que se o significado e a mensagem de Deus

excedem o que o escritor humano tinha em mente, esse significado extra é apenas extensão e desenvolvimento dele, um esboço das implicações e o estabelecimento de relações entre suas palavras e as de outros, talvez declarações bíblicas posteriores de uma maneira que o próprio escritor, diante do caso, não poderia fazer.

       Esse reconhecimento não visa a introduzir nenhum elemento arbitrário em nossa peregrinação em busca do significado e da significância do texto das Escrituras.

       Em última análise, permanecemos ao lado dos reformadores, acreditando, que o todo das Escrituras deve interpretar as partes das Escrituras. Embora tenhamos dificuldades com Daniel, um profeta do sexto século antes de Cristo, e pesemos com cuidado suas profecias à luz da situação histórica e de seu conhecimento, terminas por mesclar Daniel e Apocalipse quando, como futuristas, falamos dos acontecimentos dos últimos dias. Acreditamos na unidade da revelação divina porque embora haja quarenta autores humanos diferentes, existe apenas um autor divino. Associamos Daniel, Joel, Zacarias, o Sermão do Monte, 2ª Tessalonicenses e Apocalipse. Desse modo, o NT, de acordo com a compreensão geral da igreja por todos os séculos deve finalmente ser decisivo para nossa compreensão do AT.  

A centralidade de Cristo

        Um foco crítico para várias dessas questões hermenêuticas é a própria questão prática de quando Cristo deve ser pregado no AT.

       “Ouço poucos sermões sobre Jesus” diz o início de um recente e interessante lamento da ala liberal. O pregador cristão, quer esteja pregando a partir do AT, quer do NT, deve apresentar Cristo como o referencial. O pregador cristão não pode pregar nenhum texto do AT como se fosse um rabino, porque o cumprimento das promessas se deu em Cristo, e vivemos debaixo da nova aliança. O pregador cristão tem um caso de amor eterno com o AT, a Bíblia que Cristo e os apóstolos tanto presavam. A nossa pregação de qualquer parte das Escrituras deve inserir-se dentro de uma clara percepção do constructo teológico e, para o pregador cristão, esse constructo é cristocêntrico.

       Nesse sentido, toda pregação bíblica é doutrinária. A nossa pregação está dentro de um sistema de compreensão. Esse constructo teológico deve ser o produto da exegese, da teologia bíblica, da teologia histórica e da teologia sistemática. A fraqueza da pregação sem essa consciência de construção é dolorosa para a congregação com o passar do tempo, embora talvez os membros não sejam capazes de mostrar exatamente qual é o problema. A falta de continuidade e coesão e a incoerência geral encontrada em muitas pregações somente ratificam que, embora haja análise, não tem havido uma quantidade significativa de síntese.

       A Declaração de Chicago sobre a Hermenêutica Bíblica (1982) afirma de maneira inequívoca: “A pessoa e a obra de Jesus Cristo são o foco central de toda a Bíblia. Afirmamos que não é correto nenhum método de interpretação que rejeite ou obscureça a centralidade de Cristo na Bíblia”. É desse modo que nosso Senhor via as Escrituras do AT: “E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras” (Lc 24:27). Jesus disse sobre o AT: “São as Escrituras que testemunham a meu respeito” (Jo 5:39). Os pregadores apostólicos viram o cumprimento do AT em Cristo e pregaram a Cristo conforme ele foi anunciado no AT (At 2:31; 3:24, 25; 8:35 e outras passagens). Paulo via o AT de maneira cristológica (2ªCo 1:20). Hebreus é um exemplo particularmente vivo de enxergar o AT a partir da plenitude da revelação em Cristo presente no NT (p.ex. Hb 10:7).

       Não possuímos um manual de interpretação do AT escrito pelos apóstolos, como Richard N. Longnecker mostrou tão brilhantemente na obra Biblical exegeses in the apostolic period [Exegese bíblica no Período apostólico]. Mais uma vez ficamos impressionados com o fato de que a hermenêutica não é uma ciência exata. O que está claro é que Jesus Cristo, como o unigênito filho de Deus, está no centro do “eterno plano” de Deus. É a vontade de Deus que “em tudo [Cristo] tenha a supremacia” (Cl 1:18). É o contínuo e fiel ministério do Espírito Santo para glorificar e dar testemunho de Cristo. Ele é o único caminho para o Pai, o único e suficiente mediador, por meio de quem podemos ser salvos, como se afirma em João 14:6, 1ªTm 2:5 e At 4:12. Desse modo, Paulo insistia frequentemente que pregava a Jesus Cristo, o Senhor crucificado. O tema mais perfeito do pregador cristão deve ser o Senhor Jesus Cristo. Charles Haddon Spurgeon disse que a verdadeira magnificência da pregação é exaltar nela a pessoa de Cristo. A história da pregação corrobora a alegação de Ronald Ward: “Se o pregador se abstém de comunicar a Cristo, ele não está pregando”. O que era verdadeiro para os pais da igreja, os reformadores, os puritanos, para John Wesley e Alexander Maclaren não é menos verdadeiro para nós. Um sermão sem Jesus é um jardim sem flores.

A centralidade de Cristo no Antigo Testamento

Existe hoje em dia muita discussão frutífera sobre a relação entre os dois testamentos (v. os livros recentes de Walter C. Kaiser Jr. e de Thomas E. McComiskey, assim como o clássico de S. Lewis Johnson). Ninguém é mais claro que John Bright quando afirma: “Cristo é para nós, na verdade, a coroa da revelação, por meio de quem a verdadeira significância do Antigo Testamento se torna finalmente evidente”. Essa é a estrutura fundamental dentro da qual o pregador de Cristo vai ao AT. Vamos analisar os depósitos de verdade incomparavelmente ricos que constituem o AT separando-os em três categorias.

       Profecias de Cristo no Antigo Testamento. O minério cristológico mais óbvio a ser garimpado no AT são as profecias messiânicas diretas. A Bíblia tem um corpo singular de profecia preditiva e de promessas. Isso tem imenso valor apologético, mas também é rico e cheio de verdades práticas para nós. O Talmude afirma que “todos os profetas profetizaram somente sobre o Messias” (Sanhedrin [Sinédrio] 99a). Afirma-se que cerca de 456 referências ao Messias foram identificadas no AT na sinagoga. Arthur T. Pierson falou do que Ele chamava de estágio mosaico ou germinal, estágio davídico ou embrionário e o estágio profético ou adulto. Canon Henry P. Liddon chama o livro de Isaías de “A mais rica mina da profecia messiânica”. A grande obra Cristologia do Antigo Testamento, de Ernest W. Hengstenberg, ainda é uma ferramenta muito útil na busca de tesouros relativos ao que o AT prediz sobre a pessoa e a obra do “Desejado de todas as nações” (Almeida Revista e Corrigida).   

       Figuras de Cristo no Antigo Testamento. Menos precisas e determinadas do que as verdadeiras profecias de Cristo são os tipos ou figuras de Cristo no AT. Johnson afirma com proveito que “tipologia é o estudo das correspondências espirituais entre pessoas, eventos e coisas dentro do plano histórico da revelação especial de Deus”. Isso pressupõe uma compreensão linear da história. Johnson cita B. F. Westcostt, que diz que “um tipo pressupõe um propósito na história de uma era para outra”.

       Certamente houve alguns excessos na tipologia a ponto de se achar que cada prego do tabernáculo de Israel e todo fio de cabelo da barba e um bode em Daniel são considerados como possuidores de muito significado. Mas a reação a esses excessos têm sido tão forte que parece haver um retorno a uma visão mais equilibrada que enfatiza a existência de pessoas, ventos, instituições, ofícios e ações pictóricos. As Escrituras falam de tipos e nos dizem que a “rocha era Cristo” (1ªCo 10:4). O livro de Hebreus usa a tipologia como sua hermenêutica básica. É certo que estamos pisando em terreno seguro quando o NT estabelece de maneira explicita a correspondência – seja com Adão, com dilúvio, seja com Melquisedeque. Não há questionamento sobre a serpente abrasadora, o maná, a Páscoa, Jonas dentro do peixe ou o casamento de Oséias. No caso das cidades, de refúgio, da vida de José, do sábado judaico e do calendário religioso, o bom senso e o julgamento cuidadoso nos ajudam a perceber aspectos e nuanças da obra redentora de nosso Salvador.

       Preparações para Cristo no Antigo Testamento.  A obra salvadora de Deus está em todo o AT. Nesse sentido holístico, tudo o que acontece no AT prepara para Cristo e se cumpre nele. Não podemos pregar o AT como se não houvesse um cumprimento futuro. Muito da pregação contemporânea em ambos os testamentos tende a ser fortemente exortativa, tendo apenas uma fina camada devocional. A Bíblia é vista hoje basicamente como fonte de instrução moral, com segredos para o sucesso, modelos de liderança e de ajuda. Fazer isso é se afastar do motivo principal das Escrituras: a intervenção divina por intermédio de Jesus Cristo. É dentro desse arcabouço que a responsabilidade ética e social se torna significativa e realizável. Os Dez Mandamentos são proclamados nesse contexto: “Eu sou o SENHOR, o teu Deus que te tirou do Egito, da terra da escravidão” (v. Ex 20:2_17). À parte dos atos redentores de Deus, só nos resta o tormento de um ideal não alcançado A lei é o tutor que nos leva a Cristo (Gl 3:24). Não existe nenhuma seção ou parte do AT que não seja messiânica no sentido mais crítico. O expositor não pode encerrar sua participação deixando apenas um aforismo moralista ou um imperativo, ainda que seja necessário. São privilégio e alegria nossos colocar a moldura de Cristo em volta da passagem. O propósito de Deus em Cristo é criativo, redentor, providencial e escatológico, ou seja, ele faz salva, cuida e completa. É em Jesus Cristo que tudo isso acontece. Cristo é o ponto principal.

       É nesse mesmo sentido que eu compreendo a exortação que Charles Haddon Spurgeon fez a um jovem pregador:

Você não sabe, meu jovem, que de toda a cidade, de todo o vilarejo e de toda a aldeia na Inglaterra, onde quer que se possa estar, existe uma estrada que vai para Londres? Do mesmo modo, em todos os textos das Escrituras existe uma estrada para Cristo. Meu caro irmão, ao se aproximar de um texto, sua função é dizer qual é a estrada para Cristo. Nunca encontrei um texto que não tivesse uma estrada para Cristo dentro dele mesmo e, se encontrar um, irei aos trancos e barrancos, mas chegarei até meu Mestre, pois o sermão não pode fazer outro bem que não seja conter um sabor de Cristo dentro de si mesmo. 

       O fato é que, se você pegar uma melancia, não importa por onde você a corte: ela continua sendo uma melancia. Robert Capon acusa os teólogos do século XX de, por vezes, jogarem “imensas quantidades da mais perfeitamente alinhada idiotice”. O exercício que Buttrick faz sobre a teologia homilética na obra Preaching Jesus Christy [Pregando Jesus Cristo] é bastante útil para testar a validade de algumas de nossas críticas. Para alguém, cuja “nova homilética” se encaixa perfeitamente na “nova hermenêutica”, não é de surpreender que por toda a sua obra ele seja historicamente séptico e agnóstico. Ele acha que os fatos da vida de Jesus, seus milagres e ensinamentos, não podem ser certificados. A cristologia parece horizontalizada. Existe um horizontalismo opressivo na pregação.

       A literatura apocalíptica é desprezada como destituída de significado para o homem moderno (em minha opinião, uma curiosa má interpretação de nossos tempos apocalípticos). “Cristo é sempre uma figura misteriosa e simbólica.” Ao destilar seu barthianismo, Buttrick parece ter perdido grande parte do elemento transcendente do Senhor Jesus. Como salvador pessoal, Jesus recebe as costas da mão. Nossa proclamação deve ser a salvação social. As imagens apocalípticas da ressurreição passada e futura devem ser postas de lado para descobrir o núcleo que permanece, a noção de uma nova era que está nascendo.

       Alguns dos velhos pais da igreja descambaram para a alegoria da pior espécie. Um deles entendeu que os três cestos do sonho que o padeiro contou a José eram a Santa Trindade e que o cabelo da noiva em Cântico dos Cânticos era a “massa de nações convertidas ao cristianismo”. Outro enxergava os quatro barris de água do confronto de Elias com os profetas de Baal como os quatro evangelhos. Um luminar posterior via o navio no mar da Galiléia como a igreja da Inglaterra e os “outros barcos” como os não conformistas. Os amigos de Jó eram hereges, seus sete filhos eram os doze apóstolos (?), suas sete mil ovelhas eram o povo fiel de Deus e seus três mil camelos eram os gentios depravados. Que caricatura! Contudo Bernard Ramm observa que foi a cristocentricidade da exegese alegórica que impediu que ela se tornasse um material descartável. É triste, mas deve ser dito que, nos caminhos da nova hermenêutica, a cristologia foi desonrada e reduzida. A questão principal da igreja sempre foi o que pensamos de Cristo. Ele é o ponto principal de toda a história. Que nossa pregação reflita e irradie com fidelidade e ardor a doutrina bíblica de Jesus Cristo. Ele ainda salva! 

Anatomia da Pregação – Identificando os aspectos relevantes para a pregação de hoje

David L. Larsen

Editora Vida

 

 

Publicado em Autores Diversos, Bíblia, Diversos, Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei algo sobre Hong Kong, uma ilha entre o arquipélago de ilhas, localizada na costa sul da China, densamente povoada, e local pelo qual o blog “Sal da terra e luz do mundo”, tem recebido muita visita nos últimos tempos. Segue abaixo os links associados a mesma.

Ao longo dos anos desde a criação do blog tenho escrito algo associado a missão portas abertas. Criei agora uma postagem associada a esta missão.

 

 Em minhas buscas pela internet associado ao tema “política” e “cristianismo” encontrei algo, que repasso acima.

Excelente o material, em todos os sentidos. Vale a leitura.

Acrescentei o Tabernáculo de Deus  em 3D. Esse Vídeo é uma visão mais panorâmica da Fé cristã e seus costumes e tradições.

Fiz questão de acrescentar este material que a Ultimato disponibilizou hoje em 21/05/2019 até associado a questão política atual. Sou apenas um cidadão que procuro seguir critérios pessoais no meu direito ao voto. Em função disto considerei de bom alvitre acrescentar um link no blog associado a política, e tenho procurado ser o mais isento possível ao selecionar algum texto relacionado a área.

Este documento, está contextualizado com esta visão.

Vale a leitura.

 

Publicado em A família, Bíblia, Lar Cristão, Periódicos | Deixe um comentário

Hermenêutica

Interpretação bíblica

Por Pr. Natanael Rinaldi

Essa imagem tem um atributo alt vazio; o nome do arquivo é estudando-a-biblia.jpg

O QUE É HERMENÊUTICA

    • A palavra hermenêutica significa: “interpretação do sentido das palavras; interpretação dos textos sagrados; arte de interpretar leis” (Dicionário Aurélio).
    • Em relação ao estudo bíblico: “Hermenêutica é o estudo de princípios de interpretação bíblica e a aplicação destes princípios no estudo bíblico”.
    • Nas Escrituras é usada em quatro versículos: Jo 1.42; 9.7; Hb 7.2 e Lc 24.27. Esse termo pode ser traduzido por explicar ou expor.

A LIBERDADE DA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA.

    • É um princípio defendido por nós, evangélicos, o direito de todas as pessoas interpretarem por si mesmas o significado do conteúdo da Bíblia Sagrada.
    • Este princípio foi um dos fundamentos da Reforma Protestante do século XVI.
    • Essa liberdade não nos dá o direito de interpretá-la da maneira que quisermos que mais nos agrade ou conforme os nossos interesses.

Observações:

1) Quando a sua interpretação particular o conduzir a uma conclusão diferente da posição evangélica histórica, deve ser considerada suspeita. Na maioria das vezes, depois de mais amplo estudo, você verá que errou em sua interpretação.

2) Somos devedores à história da igreja que registra o que os crentes do passado malharam na bigorna da sondagem da alma, da investigação escriturística e do debate.

3) A história da igreja é importante, mas não decisiva na interpretação da Escritura (cuidado!).

A IMPORTÂNCIA DA BOA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA.

    • Não podemos interpretar a Bíblia de forma irresponsável. Ela contém material muito sério, não pode-ser tratada com desdém.
    • Da boa interpretação bíblica depende o fazermos ou não aquilo que Deus espera de nós.
    • Os perigos nos últimos dias exigem uma hermenêutica sólida (2ªTm 4.1-4; 1ªTm 4.1-6; 2ªPe 3.16).
    • Somos encorajados a “manejar bem” a Palavra de Deus (2ªTm 2.15). A palavra traduzida “manejar bem” literalmente significa “cortar direito”.

Observação: Estejamos atentos para descobrir o real significado da mensagem bíblica para que não venhamos a ouvir, nós mesmos, a seguinte repreensão ouvida por alguns profetas contemporâneos de Jeremias: “Eis que sou contra esses profetas, diz o Senhor, que pregam a sua própria palavra, e afirmam: Ele disse”. (Jr 23.31).

MANEIRAS DE DISTORCER A MENSAGEM BÍBLICA.

  • Existem três maneiras de distorcer a mensagem bíblica:

1 – Acrescentando algo à sua mensagem (Ap 22.18).

2 – Omitindo parte dela (Ap 22.19).

3 – Forçando uma interpretação (Mt 4.1-11; 2ªCo 4.1-2; 2ªPe 3.16).

REGRAS BÁSICAS PARA SE OBTER UMA BOA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA.

1) Pedir constantemente a orientação divina.

    • Deus nos deu a sua Palavra, a Bíblia, para que conheçamos os seus planos para as nossas vidas. Desta forma, ninguém mais apropriado para explicar o significado da Palavra de Deus do que o próprio Deus (1ªCo 2.14-16).
    • Deve o intérprete permanecer em oração antes, durante e depois do estudo de qualquer passagem bíblica.
    • Deus providencia uma maneira para o intérprete entender o texto bíblico Inclusive poderá providenciar pessoas mais capazes e experientes para ajudá-lo nesta tarefa.

Exemplo: O caso do etíope em relação a Filipe (At 8.26-40).

Obs. O deus deste mundo, Satanás, faz o máximo que pode para impedir que as pessoas compreendam a verdade espiritual (2ªCo 4.14).

2)  Abordar todas as passagens com humildade.

    • Ao tratar com a palavra de Deus, seja humilde, esteja consciente de que dificilmente alguém atinge um completo conhecimento de qualquer texto bíblico.
    • Sempre pode haver mais alguma coisa que Deus deseja mostrar através dele, e você só aprenderá quando concluir que existe a possibilidade de desconhecer alguma parte.
    • O intérprete ao pensar que já sabe tudo, de forma arrogante, acaba por não enxergar as verdades ainda não descortinadas para a sua mente.
    • O conselho bíblico é claro: seja humilde, porque “adiante da honra vai a humildade” (Pv 33b), da mesma forma que “a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18b). Em suma, só aprendemos quando sabemos que não sabemos.
    • Notamos muitas vezes que passagens bem familiares da Bíblia são interpretadas de forma errada, simplesmente porque o intérprete está acostumado com elas. Talvez até as conheça de cor, só que não percebeu o significado verdadeiro. Trata-as com descuido, na ilusão de que já as conhece muito bem, não precisa se esforçar para aprender mais nada a respeito delas.

Exemplo: Mt 6.25-34 – Existe um Cântico que diz o seguinte: “Buscai primeiro o reino de Deus e toda a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas, aleluia, aleluia”. O texto bíblico não contém a frase “e todas as coisas vos serão acrescentadas”, mas sim “e todas estas coisas”. Lendo o texto, desde o versículo 25 até o 34, percebemos que a conversa é em torno do que comer, beber e vestir, nada mais do que isto, e Jesus está dizendo que seus discípulos não devem ficar ansiosos por estas coisas. Devem é buscar em primeiro lugar, o seu reino e também a justiça, confiantes que todas estas coisas: comida, bebida e vestuário serão acrescentados.

3) Observar o texto com muita atenção.

    • A falta de atenção é um dos principais fatores que levam à má interpretação bíblica no meio do povo de Deus.
    • Os membros das igrejas, em muitos casos, fazem uma leitura rápida do texto e tiram conclusões mais apressadas ainda, baseados não naquilo que está escrito, mas sim naquilo que eles acham estar escrito.
    • O texto deve ser observado de todos os ângulos, buscando-se as palavras-chave, aquelas que mostram a base central do assunto, e o significado da passagem como um todo.

Exemplos:

1) Zc 12,13 e 14. Observe a repetição da expressão “naquele dia”. Isto pode estar mostrando que o assunto básico destes três capítulos, tão difíceis, não é outro senão os acontecimentos daquele dia. O que vem a ser isto já é outro assunto e dificuldade, mas, chegando a essa conclusão, ainda que parcial, estamos no caminho certo para a interpretação correta e final.

2) SI 101.6. O salmista é quem afirma que procuraria encontrar pessoas fieis para serem seus companheiros. Não é Deus quem faz esta citação.

3) Lm 3.22-23. Observe que são as misericórdias do Senhor que são novas a cada manhã e não a sua Palavra, como muitos afirmam citando estes versículos.

4) Observar o contexto com muito cuidado.

    • Observar os versículos que precedem e seguem ao texto que se estuda;
    • Em qualquer trabalho de interpretação devemos levar em conta o contexto:

1) Imediato. Capítulo ou passagem completa.

2) Próximo. O livro que se encontra.

3) Geral. A Bíblia como um todo.

Exemplos:

1) Filipenses 4.13. Uma gravura de uma pequena formiga carregando uma enorme maçã, citando “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Essa forma de utilização do texto fora do contexto não passa de um pensamento positivo, sem base bíblica aceitável. O texto bíblico dentro de seu contexto (Fp. 4.10-13) mostra que Paulo podia, ou estava acostumado, a suportar qualquer situação, fosse ela de fartura ou de escassez, o que é muito diferente de poder fazer o que quiser.

2) Lucas 10.4-7. Alguns defendem a idéia de que todos os verdadeiros pregadores da mensagem de Cristo devem partir para os campos missionários sem levar nada para a própria sobrevivência. Observando esta passagem dentro do seu contexto:

– Contexto imediato (Lc 10.1-12). Esclarece que Jesus não estava dando uma fórmula fechada de como devem comportar-se os missionários de todos os tempos e, sim, passando orientações para apenas um pequeno grupo que deveria ir adiante Dele nos lugares e cidades por onde Ele mesmo passaria em seguida.

– Contexto próximo (Lc 22.35-38). Esclarece que a mensagem aos setenta discípulos, em Lc 10.1-12, e também aos doze, em Mt 10.5-15 e Lc 9.1-6, não são regras fixas em todos os tempos. Eram instruções para tarefas imediatas e bem definidas.

– Contexto geral (a Bíblia toda). A Bíblia nos esclarece que a igreja que envia deve manter de forma digna seu obreiro (1ªCo 9.7-14). Em Jo 13.21-30 observamos a presença de um tesoureiro no próprio grupo de Jesus.

3) João 9.3: “Nem ele pecou, nem seus pais”. O contexto limita o sentido da frase a que não havia pecado para que sofresse de cegueira como conseqüência, segundo erroneamente pensavam os discípulos. Entendemos pelo contexto que se trata da cura do corpo e não da saúde da alma, como pretendem os católicos, que deixando de lado o contexto imaginam encontrar aqui apoio para a extrema unção.

4) Mateus 26.27-29. Compreendemos pelo contexto que a palavra ‘sangue’ deve ser tomada em sentido figurado, desde o momento que Jesus, no dito contexto, volta a chamar ao vinho de fruto da videira, embora o tivesse abençoado. Percebemos que não vem de Jesus o ensino da transformação do vinho em sangue verdadeiro de Cristo.

5) Descobrir o pano de fundo da passagem.

    • Não basta conhecermos o texto em si. Precisamos conhecer muito daquilo que não está no texto, mas, sim por trás do mesmo, na tentativa de interpretá-lo corretamente.
    • Quanto mais pormenores o intérprete conseguir do pano de fundo da passagem, maior a possibilidade de um bom entendimento.
    • Deve-se procurar determinar, no mínimo, quem foi o autor da passagem, em que ocasião a proferiu, em que época viveram os personagens envolvidos, em que época foi escrito, por que foi escrito, qual a localização geográfica, qual a situação econômica, social, religiosa e política da época dos acontecimentos e além de outros itens esclarecedores.
    • Devemos buscar estas informações nos dicionários bíblicos, comentários disponíveis na atualidade e nas boas introduções, já publicadas.

Exemplo: Amós 4.1 “Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que esmagais os necessitados, que dizeis a vossos maridos: dai cá, e bebamos”. Pelo contexto imediato, percebemos que Amós está dirigindo a palavra às mulheres de Samaria, que faziam parte da classe alta, e que oprimiam o pobre cada vez mais, com a intenção de manter intacta a própria situação social que era extremamente vantajosa para elas. O problema é descobrir o porquê de ele as tratar pelo título “Vacas de Basã”. Seria isto uma forma de xingamento? Quando descobrimos ainda, por outros textos, que Amós era boiadeiro antes de ter sido chamado por Deus para ser profeta, e que Basã era uma região conhecida em Israel como excelente para a criação de gado, fica mais fácil de entender o apelido. Ele estava se referindo às mulheres bem tratadas de Samaria, aquelas que se alimentavam do bom e do melhor e conseguia com isto uma aparência exuberante, na mente de Amós, o boiadeiro, semelhantes às vacas criadas na região de Basã.

6)  Identificar os tipos de literatura

    • A Bíblia é composta de diferentes gêneros literários.
    • A variação nos métodos de transmissão não altera a qualidade e a procedência da mensagem bíblica.
    • Cada gênero literário tem suas particularidades que influenciem na interpretação.
    • A atenção ao gênero literário impede-nos de transformar uma passagem no que ela não é. Entre os gêneros literários que fazem parte da Bíblia temos: leis, relatos históricos, alegorias, provérbios, parábolas, orações, cartas, cânticos, visões, dramatizações, profecias, narrativas, genealogia etc.

Exemplos:

1) Interpretar Ez 37.1-14 como sendo uma narrativa histórica. Trata-se de uma visão.

2) A dramatização é uma forma de se transmitir uma mensagem bíblica (Jr 13.1-13; Ez 4.1-13).

    • Não interpretar passagens figuradas como literais e vice-versa.
    • Uma passagem literal não tem mais importância do que uma figurada.
    • Podemos ensinar uma verdade descrevendo-a literalmente ou de forma figurada, sem com isso diminuir o seu valor.
    • Alguns interpretam passagens literais como figuradas, porque elas não se enquadram na sua tendência teológica preconcebida.
    • Todas as vezes que interpretamos passagens figuradas como se fossem literais, e literais como se fossem figuradas, não estamos dizendo aquilo que a Bíblia diz.
  • Exemplos:

1) Zacarias 4.10 (Figurada). A passagem não descreve Deus como um ser monstruoso, possuidor de sete olhos. O que ele está mostrando é a capacidade divina de observar toda a terra.

2) Malaquias 4.5-6 (Profecia figurada). Verificar Mt 11.13-14 e Mt 17.10-13.

3) Mateus 14.13-21 (Literal). Alguns intérpretes afirmam que o real significado da passagem é que Jesus extraiu das multidões um latente espírito de generosidade. Quando viram que o menino compartilhou o seu almoço, seguiram o seu exemplo tirando os alimentos de sob os seus mantos.

4) Mateus 26.26 (Figurada). Jesus partiu pão e não seu próprio corpo, e portanto ele mesmo, santo e inteiro, lhes deu o pão, e não parte de sua carne. Usa, pois, Jesus, a palavra em sentido simbólico, dando-lhes a compreender que o pão representa seu corpo.

5) Mateus 16.19 (Figurada). O reino dos céus não é um lugar terreno onde se penetra mediante chaves materiais. As chaves estão simbolizando autoridade. Veja Jo 20.23 e Mt 18.18).

6) Salmo 91.4; Salmo 8.3;  2ªCrônicas 16.9 (Figuradas). Deus não tem corpo tangível – Jo 4.24; Lc 24.39.

7) Mateus 8.22 (Figurada). Aqueles que estão mortos, no sentido espiritual da palavra, podem assistir aos funerais dos que têm falecido no aspecto físico.

7) Descobrir os diversos significados de uma palavra.

    • Na linguagem bíblica, como em outra qualquer, existem palavras que variam muito em seu significado, segundo o sentido da frase ou argumento em que ocorrem.
    • Uma palavra só pode ter um significado correto dentro do contexto que ocorre. Seria um grande erro atribuir-lhe outros sentidos, ainda que verdadeiros em outros locais.

Exemplos:

1) A palavra manga, em português. Isoladamente ela não diz de forma clara a que se refere. Dentro do contexto poderemos descobrir se descreve uma fruta, uma parte do vestuário, um filtro afunilado, ou outra coisa qualquer.

2) Sangue:

. At 17.24-26 – significa um grupo de pessoas;

. Mt 27.25 – sentido de culpa e suas conseqüências, por matar um inocente;

. Hb 9.6,7 – se refere ao fluído que circula nas veias e artérias dos animais levando nutrição ao corpo;

Ef 1.7 e Rm 5.9 – aqui a palavra sangue equivale à morte expiatória de Cristo na cruz.

3) 1ªCoríntios 7.1Este versículo fala da necessidade de abstenção da imoralidade sexual. Seria errôneo concluir que o homem nunca deve tocar mulher, como um aperto de mãos cumprimentando-a.

4) Rins: Sl 16.7; Sl 7.9; Ap 2.23; Pv 23.16. Os hebreus costumavam dizer que os desejos vinham dos rins (BLH ‘a minha consciência’).

5) Coração (órgão): 2ªSm 18.4; At 16.14; 2ªCo 3.3; Ef 6.6: o centro de nossas emoções.

6) Lombos: Lc 12.35; 1ªPe 1.13 – A expressão “cingidos os lombos” vem do hábito dos judeus de amarrar suas roupas compridas quando queriam trabalhar ou andar depressa, para que não lhes atrapalhassem. Essa ação de amarrar as roupas significa estar preparado, pronto para agir – BLH – ‘… estejam prontos para agir’.

7) Camelo: Mt 19.24; Mc 10.25; Lc 18.25. O Dr. Jorge M. Lamsa explica que a palavra aramaica ‘gamla’ pode significar uma corda grossa, um camelo ou uma viga, e afirma que a palavra camelo é uma tradução errada, primeiro do aramaico para o grego e posteriormente para outras línguas, entre elas o português. Acrescenta que o Senhor quis dizer foi o seguinte: “Mas eu vos digo, que trabalho mais leve é passar uma corda grossa pelo fundo de uma agulha, que entrar um rico no reino dos céus”.

8) Buscar o significado para o receptor original.

    • Devemos buscar o significado da mensagem no seu contexto antigo ou próprio em que foi revelada, e separar aquilo que é a vontade de Deus para todos os tempos daquilo que dizia respeito somente ao receptor original.
    • Se não descobrirmos o sentido primário, não teremos como aplicar o ensino de forma correta.

Exemplos:

1) Lucas 18.18-22. Jesus não estava ensinando que para herdar a vida eterna é preciso vender tudo o que temos e dar aos pobres. Ele viu, naquele caso específico, a necessidade do jovem desfazer-se de tudo aquilo que o estava atrapalhando para obter a vida eterna. Embora a ordem para vender tudo tenha sido dada somente àquele jovem, a mensagem do valor do Reino de Deus, o qual ultrapassa qualquer riqueza, e vale mais do que tudo que venhamos a perder ou ter que deixar é para todos, em todos os lugares e em todos os tempos.

2) Atos 5.35-40. Os primeiros ouvintes desta história entenderam que Deus estava ao lado dos discípulos, que Ele tem poder para livrar e que os próprios discípulos eram um grande exemplo de obediência ao Senhor, a qualquer preço. Em nossos dias, porém, alguns têm fechado os olhos para estes ensinos tão claros que os receptores originais receberam, e têm procurado aplicar para situações atuais as palavras nos versículos 38 e 39, com o sentido de que, em matéria de religião, a obra procedente de Deus prospera e que não procede dEle não prospera. Não é difícil perceber, inclusive em nosso país, o quanto estão prosperando falsas seitas, como por exemplo, o Espiritismo, entre outras, totalmente contrárias à Bíblia e, sendo assim, não procedentes de Deus.

    • Tirar idéias do texto e não buscar textos para as conclusões.
    • Tenhamos todo o cuidado possível para não fazer da Bíblia um instrumento de apoio para as nossas próprias mensagens, idéias e pensamentos.
    • Os pregadores são os que mais correm o risco de apresentar suas próprias idéias como se fossem da Bíblia.
    • Não fale em nome dEle aquilo que Ele não disse. Isso pode render-lhe o desonroso título de falso profeta e as conseqüências dele decorrentes.

Exemplo: Basta ligarmos o rádio ou a televisão e sintonizarmos em algum dos canais ou das estações chamadas “evangélicas”, para percebermos o quanto isto é praticado em nossos dias.

    • Lembrar que a Bíblia é um livro de religião e não de ciência.
    • E um erro tratar a Bíblia como se fosse um livro de ciências, e, mais ainda, um livro de ciências que está sempre atualizado, sem necessidade de nenhum acerto, independentemente da época e do local em que está sendo utilizado.
    • Os autores humanos da Bíblia não eram cientistas e falaram de maneira compreensível, dentro dos conhecimentos da época.
  • A Bíblia é livro de religião e não de ciências. Esteja de acordo ou não com as ciências modernas ou futuras, ela continua sendo a mesma em matéria de religião.

Exemplos:

1) Levítico. 11.13-19 (morcego é mamífero ou ave?).

2) Jó 38.29 (a geada vem do céu ou ela se forma no próprio local em que a notamos quando pronta?).

    • Não valorizar em demasia as divisões oferecidas pelas versões bíblicas.
    • Os textos originais da Bíblia não tinham pontos, vírgulas, capítulos, assim como vários títulos de passagens bíblicas.
    • Estas divisões foram colocadas no texto bíblico para facilitar a nossa compreensão e são muito úteis para isto.
    • Estas divisões podem levar o intérprete a conclusões erradas. Busque sempre a unidade da mensagem e o significado de cada porção da Palavra de Deus.

Exemplos:

1) Jó 3.1-3. O versículo dois esta incompleto, não tendo sentido se for lido separadamente dos três. Os dois juntos deveriam formar apenas um.

2) Gênesis 1,2. O capítulo primeiro se encerra com o versículo trinta e um falando do sexto dia da criação, deixando, arbitrariamente, de fora o sétimo dia que vem logo em seguida. Para manter a unidade da mensagem, a divisão deveria ser feita após o versículo três do segundo capítulo. Veja como os próximos versículos não dão seqüência aos anteriores, mas iniciam um novo assunto.

3) Salmo 42,43. Não são dois Salmos como a divisão sugere, mas apenas um.

4) 2ªCoríntios 7.1 está ligado ao fim do capítulo 6.

5) Isaías 52.13-15 devia fazer parte do capítulo 53.

9) Interpretar textos difíceis à luz de textos fáceis.

    • Entre a interpretação de uma passagem mais obscura e a de mais clara, sobre o mesmo assunto, preferimos a interpretação da mais clara para explicar a partir desta a mais obscura.
    • Passagens difíceis, com termos raros, ou aparentemente contraditórios, devem ser interpretadas à luz de outros mais abundantes e claros, nos quais se percebem facilmente os ensinos gerais da Bíblia.
    • A Bíblia é o seu melhor intérprete. Este princípio segue naturalmente e necessariamente a pressuposição de que a Bíblia não se contradiz, e que Deus é o autor deste livro divino.

Exemplos:

1) Lamentações 2.1-6. Interpretando à luz do que está escrito de forma tão clara em Lm. 3.22-26, e do ensino geral da Bíblia, entendemos que para o autor de Lamentações Deus continua sendo bom, mesmo derramando sua ira sobre o povo de Jerusalém.

2) Atos 2.38. Lendo At 10.43-48 entendemos que o dom do Espírito Santo pode ser recebido por pessoas que ainda não se batizaram nas águas.

3) Lucas 14.26. Se esta declaração fosse tomada em forma literal, constituiria uma completa contradição com outras Escrituras que nos ensinam que devemos amar a nossos familiares Ef 5.28. Lendo Mt 10.37 já não só desaparece a contradição, mas compreendemos o verdadeiro sentido do texto.

Bibliografia:

  • Princípios de Interpretação da Bíblia – Walter A . Hennchsen . (Ed. Mundo Cristão).
  • Hermenêutica – E. Lund/ P. C. Nelson. (Ed. Vida).
  • Como Entender a Bíblia – Antonio Renato Gusso (Ed. E. D. Santos).
  • Bíblia Apologética (ICP Editora).

http://www.cacp.org.br/hermeneutica-interpretacao-biblica/

Publicado em Bíblia, Diversos, Estudo Biblico, Ministério CACP, Periódicos | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Excelente e atual o tema desta postagem  “Caminhando com Deus no deserto”.

Muito atual e impactante o texto que extrai do site da Ultimato.

Vale a leitura e reflexão.

Excelente este texto do Pr Valdir Steuernagel. Vale a leitura.

Ao ouvir com mais atenção a mensagem do Pr Hernandes Dias Lopes na comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante, foi sitado este massacre da noite de São Bartolomeu. Então, procurei algo sobre o tema e ao encontrar, resolvi acrescentar no blog, basicamente no link que aborda a história do cristianismo.  

Acrescentei o filme “Filme: Hudson Taylor – Missionário na China” grande herói da fé e seu evangelismo na china.

Publicado em A família, Bíblia, Diversos, Estudo Biblico, Lar Cristão, Lições Bíblicas e/ou Livro de Apoio CPAD, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

Os perigos que confrontam a Igreja Evangélica

A IRREPRIMÍVEL LEI DAS CONSEQUÊNCIAS

Ag 1:7

“Assim diz o SENHOR dos exércitos: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram”!”.

       A mente humana é constituída de tal modo, que precisa pôr-se a contemplar algo, sendo assim, compromete-se a ponderar o caminho dos outros. Os fariseus eram uma classe de pessoas que levava em consideração os erros de todos, menos os seus. Eles julgavam os pecados da meretriz, do coletor de impostos e do beberrão, mas jamais as próprias iniquidades. Uma voz dos altos céus nos está falando por meio da Palavra de Deus, dizendo: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram!” – observe-os com atenção e os considere seriamente.

       Tudo conspira a nos impedir de fazê-lo. A sociedade quer que façamos de tudo, exceto considerar nossos caminhos. Entretanto isso é mais importante do que qualquer outro aspecto que demande a nossa atenção. Você pode meditar acerca de uma casa, um carro, uma viagem ou a sua saúde – ou quaisquer dessas inúmeras opções legítimas. Contudo, mais importante do que o ramo de aprendizado com o qual você possa se envolver em qualquer lugar e hora, deve ser refletir sobre os seus caminhos de maneira cuidadosa, séria, inteligente e honesta. Quando as Escrituras advertem: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram!”, referem-se às nossas escolhas morais. Observe que você deve analisar os próprios caminhos, colocando o foco de sua atenção na obra do Espírito Santo, o que é contrário ao que nos habituamos a fazer.  

A LEI DAS CONSEQUÊNCIAS

       De fato, tudo está relacionada ao seu passado e ao seu futuro. Os atos cometidos, tudo o que existe, toda palavra que proferimos à obra que fazemos estão relacionados ao passado como consequência e ao futuro como causa, a qual produz outra consequência. Uma ilustração simples é a de um ovo no ninho. O ovo que está ali é um efeito de outro ato anterior, da ave que o botou. Enquanto é uma consequência, também é uma causa: um novo pássaro que irá nascer. É uma conexão entre o que era e o que será. O mesmo se aplica a todos os seus pensamentos e a todas as suas obras, formando um elo entre aquilo que o levou a fazer, pensar ou dizer algo e o resultado de tê-lo dito, pensado ou agido.

      Sempre há uma consequência. A maldição e a benção não chegam sem causa (Pv 26:2). Tudo [o que acontece] é um efeito de algo praticado. Cada acontecimento não é, simplesmente, um resultado de outro ato, mas também implica novas consequências. A palavra mais simples que você proferiu hoje surgiu de algum condicionamento da sua mente ou do eu coração no passado. Do mesmo modo, suas palavras terão consequências amanhã. Talvez, as implicações sejam brandas, mas haverá consequências. Tudo o que você é, diz, faz ou pensa remonta a alguma escolha do passado e, consequentemente, levará você a dizer, fazer, ser ou pensar outros fatores no futuro.

       Existem consequências de importância dupla. Os acontecimentos são importantes pelo que são em si mesmos e também pelo que causarão. Sendo criaturas inteligentes e morais, somos responsáveis por nossos atos. Se nos lembrássemos de que, um dia, teremos de prestar contas a Deus de todas as nossas obras e palavras, crendo nisso, esse fato faria uma diferença maravilhosa em nossa vida.

       Não tenho certeza, mas talvez este seja o aspecto mais importante sobre consequências, atitudes, efeitos e causas: a existência das implicações que incorrem sobre a nossa estrutura moral, ou seja, aquilo que recai sobre nós, porque o que somos determinará o nosso destino. O posicionamento que assumimos definirá se iremos para o Céu ou para o inferno.

      O ato de aceitar Jesus, quando verdadeiro, tem um efeito instantâneo sobre toda a nossa vida moral, transformando alguém mau em bom. Deus não irá, por algum artifício da graça, levar pessoas más, e mentes sórdidas, cheias de justiça própria e vis para o Seu Céu. Quando resgata um homem, Ele o redime do pecado. Se um indivíduo não for liberto da iniquidade, não é salvo de modo algum! Não existe qualquer ato de graça, ardil piedoso ou justificação, que possam levar um homem profano e impiedoso até a presença de Deus e ao santo Céu do Senhor. Ele não veio para chamar os justos, mas sim, os pecadores ao arrependimento (Mt 9:13). Nem, porventura, para aqueles que se achavam justos, mas sim se manifestou aos que reconheciam sua impiedade. Quando Cristo nos chama para si mesmo e nos salva, justifica-nos do nosso passado e da nossa maldade e, por um ato triplo, por meio da justificação, regeneração e santificação, torna-nos aptos para o Céu.

       É uma ideia errada pensar que a justificação é uma vestimenta concedida e colocada sobre um sujeito sujo e malcheiroso, precisando terrivelmente de um banho, e tomado por piolhos e sujeira acumulada em uma vida inteira, o qual se apresenta ousadamente no santo Céu do Deus Todo-Poderoso, entre serafins, querubins, arcanjos e os espíritos de homens justos e glorificados, e, então, displicente e petulantemente, diz: “O meu lugar é no inferno. Sou um homem imundo, mas o que você vai fazer a respeito disso? Estou vestido com as vestes de justiça de Cristo, e isso é o suficiente”.

      O Senhor só salva pecadores e apenas resgata aqueles que reconhecem sua iniquidade. Livra-os quando admitem quem são. Contudo, Ele os redime e os transforma em homens bons e cheios do Espírito Santo. Quando há qualquer outro ensino a respeito disso, não passa de uma heresia. Jon Newton1 era um puritano e ficaria horrorizado ao escutar as doutrinas que ouvimos hoje.

      Para todo ato há consequências que afetam nossa estrutura moral, ou seja, quem somos, o que é o mais importante sobre nós. Ninguém me engana com suas vestimentas. E é claro que também não o faz ao Espírito Santo. Não há quem possa pressioná-lo por sua boa aparência ou pela cor da sua pele, tampouco com seu grau de instrução, diplomas ou pelos lugares que frequentou. Nossas escolhas têm consequências que afetam nossa estrutura, seja para fortalecer uma virtude ou para corrompê-la. Você certamente, já conheceu pessoas cuja honra foi corrompida na essência, tal como uma árvore [podre] que está prestes a cair. No chão.

       Além disso, existe um efeito secundário relacionado ao que cada atitude causa em outras pessoas. Ninguém vive para si mesmo. Seja direta ou indiretamente, você está sempre influenciando profundamente os outros. Se estiver levando uma vida cristã displicente, talvez alguns indivíduos acabem usando o seu comportamento como escudo, um lugar onde possam ocultar-se da própria iniquidade, a que [certamente] é bem mais séria do que a sua. Talvez, alguns se ajoelhem à noite e digam: “Senhor, fazei com que eu seja parecido ao irmão fulano, ou à irmã Beltrana”. Isso vale para os dois lados, já que os atos têm consequências e resultam de escolhas, quer sejam impulsivas ou cuidadosamente calculadas. 

O ATO VITAL DA ESCOLHA

       Nenhum ato tem consequências tão abrangentes quanto a ação de escolher. Tudo o que somos resulta daquilo que elegemos por importante. Quem somos é um resultado do que escolhemos antes. Tudo o que faremos amanhã será um resultado das escolhas de hoje, que podem ser boas ou ruins, ignorantes ou calculadas, impulsivas ou surgirem de muita ponderação, como também, podem ser feitas por causa da amargura.

       Um jovem casal discute, e a moça resolve terminar o relacionamento. Então casa-se com outro e diz: “Vou mostrar o que é bom àquele idiota!”. Ela passa a viver a segunda escolha e, durante toda a vida, sussurra para as pessoas: “Esse foi o maior erro que cometi!”. Escolhas egoístas, covardes ou provocadas pelo medo de fazermos outras opções. Podemos decidir com sabedoria, altruísmo, visão, coragem, humildade, inspirados pela fé e obediência a Deus.

       As escolhas de um indivíduo distinguem-no como sábio ou tolo. Quem decide sabiamente tem consciência de que precisa prestar contas de todos os atos praticados com o corpo o tolo não procede assim. Na Bíblia a palavra tolo não descreve alguém com deficiência mental, mas como aquele que age sem pensar nas consequências.

       Entretanto, trata-se de algo mais profundo do que uma [mera] questão moral, já que envolve a ética, a justiça e o nosso relacionamento com os outros e nós mesmos. Está presente no espírito humano. Na Bíblia, o sábio não é necessariamente alguém instruído ou com alto nível cultural, embora possa ser o caso. Contudo, é um indivíduo que age com os olhos voltados às consequências. Ele pensa, “Quais serão os efeitos disso?”. Então, comporta-se de maneira que lhe traga resultados dos quis não precisará envergonhar-se ou temer no futuro. Isso explica a diferença entre a sabedoria e a tolice aos olhos de Deus.

      Alguém instruído, que desfruta de certa reputação na vizinhança, rico e que pensa no futuro, mas que nunca pondera o que acontecerá quando o seu coração para de bater é um tolo. Certa vez o Mestre também falou sobre isso (Lc 12:16_20). O inferno está cheio de imprudentes, e o Céu de sábios. Jamais haverá um tolo no Céu, bem como nunca, um sábio no inferno. De acordo com a definição de Deus, tolo é aquele que age de modo inconsequente, tomando decisões sem pensar na eternidade. Qualquer que aja assim não irá para o Céu. Lá, será repleto do oposto.

       A ideia de que Deus ama homens maus e não pode suportar um homem decente é uma heresia moderna. Isso não é e nunca foi verdade. Na Bíblia, não há sinal que nos leve a crer que isso seja verdade. Entretanto, se aquele que é mau, se tornar sábio a tempo hábil para fazer sua escolha à luz das consequências eternas, escolhendo Deus, Cristo e seu sangue, bem como o arrependimento e a libertação do pecado, transforma-se em sábio, e Deus o vê como tal. O Céu estará cheio de pessoas que procedem assim.

       Os tolos escolheram com quem se casar, mas não vislumbraram a eternidade quando o praticaram. Decidiram o que fazer com o seu dinheiro e assim o empenharam. Resolveram o que iriam dizer e pensaram: “A boca é minha. Essa língua me pertence. Quem pode ditar o que digo com ela?”. Portanto, disseram o que queriam, mas não pensaram no amanha, no dia do Juízo, na terrível face de Deus ou no Julgamento do Grande Trono Branco. Eles foram néscios.

       O inferno será um lugar para tolos, e o Céu, para os sábios. Haverá na Glória, aqueles que agiram sabiamente e, contudo, não sabiam ler ou escrever. Tal como na perdição, estarão homens instruídos, com tantos títulos junto aos seus nomes quanto a rabiola de uma pipa. Sabiam de tudo, exceto disto: foram inconsequentes.

ESCOLHA BEM HOJE

       A escolha mais importante a ser feita é entre a vida e a morte. O que decidiremos foi deixado por nossa conta. “Escolhei hoje”, diz o Espírito Santo. Fica a nosso critério. Se um homem não pode pecar, de modo algum pode ser santo. Se não pode optar em errar, não é livre e, se assim não for, jamais será santo. O livre-arbítrio é tão essencial à santificação quanto ao pecado. A santidade é a liberdade de escolha moral que resulta na decisão certa da santidade e da justiça. Ninguém escolhe a morte deliberadamente. Conforme disse Tennyson2:

Não importa o que diga o louco pesar

Nenhum homem que já teve nas narinas o fôlego mortal

Jamais desejou realmente a morte.

É a vida, e não a morte que ele almeja encontrar.

       Não há quem anseie pela morte; alguns simplesmente, escolhem o caminho que leva a ela. Determinam isso por meio de uma série de pequenas escolhas. A tolice moral foi sua deliberação definitiva, então, optaram por morrer. Não que tenham olhado para a morte e dito: “Escolho você!”, mas se voltaram a todos os caminhos prazerosos que conduzem a ela e disseram: “Essa é a minha escolha”.

       Cidades não escolhem apodrecer e sucumbir, simplesmente decidem por aquilo que as leva a essa situação. Assim como os homens não escolhem viver ou morrer, não optam pela vida em si mesma. Ninguém pode se levantar e afirmar: “Escolho a vida”. A pessoa pode declarar: “Escolho aquilo que dá vida. Decido pelo caminho da vida. Escolho a vida repudiando a morte”.

       A Bíblia adverte: escolhe, pois, a vida (Dt 30:19). Entretanto, você precisa ir até onde a vida está. Se quer água, precisa ir até onde ela está e bebê-la. Se escolhe ser salvo, precisa ir até onde o nosso Senhor e Salvador está para sê-lo e se entregar em Suas mãos. Nós fazemos a escolha certa começando pelo arrependimento.

       Há muitos que querem influenciá-lo. Alguns seriam cristãos melhores se não estivessem sob a influência daqueles que não são bons servos; por isso, são aconselhados a fazerem escolhas erradas. Esses mentores estão cegos, endurecidos, calejados ou moralmente desorientados e não poderão ajuda-los no último dia.

       Naquele dia, o camarada que está a guia-lo, influenciando-o dirá; “O que eu tenho com isso? Não posso responder por você. Dê seu jeito!”. Aquele sócio que tenta persuadi-lo a tomar atalhos e a ser um tanto desonesto nos negócios sorri, cumprimenta-o e diz a todos: “O bom e velho Joe… Ele é um cara sensacional! (Risos)”. Contudo, um dia, Joe terá de se apresentar sozinho [diante de Deus] – estamos falando de você –, e o seu sócio não poderá ajuda-lo.

       Se você tem uma vida cristã casual, aconselho-o a considerar os seus caminhos, optando por uma postura que envergonhará o Diabo e agradará a Deus. Gostaria de colocá-lo no caminho de uma vida vitoriosa, um serviço frutífero e um caráter santo.

      Você precisa fazer uma escolha, a qual resultará em atitudes que determinarão seu destino. Deus lhe deu a honra de poder escolher. Já escolheu o único que dá a vida?  

A GRAÇA E AS CONSEQUÊNCIAS COEXISTEM

       Uma das características da letargia espiritual é um entendimento falho da lei das consequências. Por alguma razão, muitos cristãos acham que, quando nascem de novo, não precisam mais lidar com o resultado de suas escolhas. Por isso, muitos encaram com desdém a ideia de arcar com esses efeitos. Afinal, eles dizem: “Estou vivendo pela graça”.

       Ninguém jamais questionaria o fato de que o rei Davi fora um homem piedoso. A Bíblia chega a afirmar que Ele era um homem segundo o coração de Deus (ver Atos 13:22). Entretanto, esse líder sofreu intensamente quanto a consequências. Com todas as vitórias que obteve, poderíamos facilmente presumir que ele não precisava se preocupar com isso.

       A história de Davi e Bate-Seba é bem conhecida por todos aqueles que leem as Escrituras (ver 2ª Samuel 11 e 12). Esse foi um dos momentos mais obscuros na vida de Davi. Ele fez determinadas escolhas, e, por causa disso, certas consequências se materializaram. Para cada ação, há um efeito correspondente.

       No caso de Davi, o ato foi o seu relacionamento adúltero com Bate-Seba. Esse comportamento foi uma escolha que o rei fez sozinho, pela qual teve de assumir a responsabilidade. A consequência foi a morte do filho que Bate-Seba esperava. Por mais que Davi tivesse implorado a Deus que poupasse a vida da criança, ela morreu. Um princípio bíblico que, muitas vezes, é interpretado erroneamente está registrado em Galatas 6:7 – ARA: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Trata-se da irreprimível lei das consequências.

       Por causa da crescente apatia espiritual entre muitos cristãos, algumas vezes fazemos escolhas sem qualquer consideração aos efeitos que incorrerão. Também cultivamos um espírito de expectativa imprópria. Quero dizer com isso que não associamos nossas expectativas às nossas ações. Não se engane: neste momento, você terá de enfrentar as consequências das escolhas que fez ontem. Amanhã terá de lidar com os efeitos das decisões tomadas hoje. 

VICTÓRY THROUGH GRACE

[VITÓRIA PELA GRAÇA]

Fanny J. Crosby3

Cavalga o Rei com poder,

Levando Seu grande exército

à batalha renhida vencer;

Veja-os avançar com valor,

vestidos de vestes de luz,

Aclamando o Nome do Mestre,

ouça-os bradar com vigor:

 

A batalha não pertence ao forte,

nem ao veloz a corrida,

mas ao sincero e fiel a vitória

pela graça é prometida.

 

Vencendo agora e para sempre,

quem é esse Rei majestoso

que lidera os grandes exércitos

dos que cantam o Seu louvor?

Ele é o nosso Deus e Senhor,

Salvador e Monarca divino;

Eles, estrelas fulgentes,

Filhos do Reino do seu amor.

 

Vencendo agora e para sempre,

Sobre todos és soberano,

Tronos e cetros perecem,

coroas perdem seu resplendor

Mas as tropas que Tu lideras

Permanecem fiéis e sinceras,

E encontrarão o repouso eterno

Quando aqui terminar a guerra.

1John Newton (1725-1807) foi um pastor anglicano e convertido traficante de escravos. Foi autor de muitos hinos, incluindo Amazing Grace. Fonte: Wikipédia.

2Alfred Tennyson (1809-1892) foi um poeta inglês. Uma de suas obras mais famosas é Idylls of de King (1885), um conjunto de poemas narrativos com base nas aventuras do Rei Artur e dos seus Cavaleiros da Távola Redonda. Fonte: Wikipédia.

3Frances Jane Crosby (1820-1915), também conhecida como Fanny Crosby, foi uma compositora lírica conhecida por se tornar a mais prolífera autora de hinos sacros conhecida, a despeito de ter ficado cega ainda criança. Fonte: Wikipédia. 

Os Perigos de uma Fé Superficial – Desperte da letargia espiritual

A.W.Tozer

Graça Editorial

Publicado em Autores Diversos, Bíblia, Diversos, Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei um comentário sobre “DEMOCRACIA PARTICIPATIVA É POSSÍVEL?”, extraído do site Politize.

Excelente o texto e muito atual, contextualizado com a postagem em questão.

Acrescentei um comentário “Dízimo: um ato de amor”, artigo compilado,  disponibilizado pelo CACP(Centro Apologético Cristão de Pesquisa), pois o tema e conteúdo é completo e tem tudo a ver com a postagem em si.

Este material “A função do discipulado da Igreja” está presente na Revista Portas Abertas Ano 36, nº10, e resolvi acrescentar no blog. Para melhor compreender o que é discipulado, acrescentei um link:

Eu escrevi alguma coisa sobre o discipulado na igreja. Basicamente, algumas definições.

Acrescentei um tópico “A VIGILÂNCIA EM RELAÇÃO À DOUTRINA”.

Esclarecedor e instrutivo, este tópico.

Publicado em A família, Diversos, Lar Cristão, Periódicos, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

O caminho para a superação desses desafios

VIVENDO COMO UM CRISTÃO INTENCIONAL

Hb 12:2

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

       O grande obstáculo para a vida cristã é a concepção de que, uma vez que aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador e acreditamos que tudo se resume a João 3:16, nossa vida esteja no piloto automático, e possamos, simplesmente, relaxar e desfrutar da viagem. Essa ideia é a fonte de muita desilusão e leva ao desânimo espiritual.

       Não existe um piloto automático em nossa experiência com Cristo. Cada passo é uma operação de fé que será furiosamente contestada pelo inimigo de nossa alma. Esse conceito leva a letargia espiritual. Libertar-se dessa tirania – custe o que custar – deveria ser a prioridade de todo cristão.

       Procurei enumerar alguns princípios para lidarmos com os diversos aspectos desse comportamento apático, principal condição entre os evangélicos hoje e responsável por inúmeros problemas. Permita que eu conclua este estudo com um conselho encorajador para aqueles que gostariam de ser libertos dessa escravidão espiritual, sob a luz gloriosa do propósito deleitável de Deus.

COMECE POR SUAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS 

       O primeiro passo é reconhecer o perigo da letargia espiritual. Se você não sabe que determinada situação é perigosa, não irá manter-se afastado dela e nada fará para evita-la. Em vez disso, sua atitude será negligente e indiferente – a fórmula perfeita para se chegar à condição de apatia.

      Certifique-se de começar por si mesmo. Muitos acham fácil enxergar problemas nos outros. Aliás, a maioria dos cristãos é muito habilidosa em reconhecer as falhas alheias, enquanto permanece totalmente cega à sua condição de vida. Nós nos tornamos especialistas nas fraquezas dos outros, mas extremamente ingênuos quanto a nossa condição diante de Deus. Foi exatamente disso que Jesus acusou os líderes religiosos de Sua época: 

Lc 6:41_42

E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”

Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”.

      É importante que cada um de nós reconheça esses sintomas em nossa vida e, depois, faça um voto solene de fazer algo a respeito. Um bom lema que encontrei nessa área é: “Seja tolerante com os outros e duro consigo mesmo”. Muitas vezes, somos culpados de aceitar em nós aquilo que condenamos veementemente nos outros. Para tanto, dependa da fidelidade do Espírito Santo para lidar com isso e, então permita que Ele faça tudo o que for preciso para trata-lo. Deus o ama demais para permitir que essa condição permaneça incontestada.

       O Espírito Santo é fiel para expor a sua condição espiritual. Sua responsabilidade é ouvi-lo, corresponder à Sua atuação e fazer um voto solene de quebrar a letargia a qualquer custo. Lembre-se do que Salomão disse sobre isso: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Ec 5:4).

       Lady Julian de Norwich1 entendia isso tão bem quanto qualquer outro autor que já li. Ela escreveu: “Ó Senhor, por favor, dê-me três feridas: a ferida da contrição, a da compaixão e a daqueles que anelam por Deus”. Então, ela acrescentou este pequeno pós—escrito, o que de mais belo já li: “Isso eu peço sem condições: Pai, faça o que peço e, depois, mande-me a conta. Qualquer que seja o preço, concordo em pagá-lo.”

       Nós evangélicos queremos que Deus faça todo o trabalho enquanto tomamos um caminho fácil para a Glória. Certamente, Cristo já pagou o preço por nossa redenção, mas nossa caminhada diária com Deus nos custará caro. Será que estamos dispostos a pagar alegremente esse preço? 

NÃO DEIXE DE SE REUNIR COM OS SANTOS

       O que nos atrapalha nesse processo é o nosso relacionamento com outros cristãos. Acredito que todos devam se associar a uma comunidade cristã, todavia, jamais deveríamos permitir que essa congregação dite o nosso crescimento espiritual. Os norte-americanos têm dificuldade de entender que o cristianismo não é uma democracia. O segredo da nossa caminhada cristão é entrega plena a Jesus Cristo e a ninguém mais. Algumas vezes, para seguir a direção do Espírito Santo, precisamos andar sozinhos, o que vai de encontro à nossa inclinação natural. Às vezes, precisamos nos afastar da multidão, até mesmo da multidão cristã.

       Quando o Espírito Santo começa a se mover em nós, acreditamos que podemos mudar os outros. Entretanto, como sempre, o “tiro sai pela culatra”, permitindo que a comunidade nos mude e estabeleça os nossos padrões. A psicologia grupal, às vezes, infesta até mesmo a igrejas, o que talvez explique por que muitas delas estão mortas em nosso país.

       Você não pode mudar a comunidade, pois está além do alcance e das possibilidades, mas tem como transformar a si mesmo. Ou, melhor dizendo, pode permitir que o Espírito Santo o faça, e esse renovo acontece bem no núcleo da sua vida. Então essa reviravolta interior, pouco a pouco, começará a afetar o exterior.

       O tipo certo de mudança pode afetar todos ao seu redor. Esse despertamento espiritual não depende de um grupo, mas é capaz de afetá-lo drasticamente. A renovação em sua vida pode modificar a comunidade. Tal qual uma chama possibilita inflamar tudo ao seu redor, o fogo do despertamento espiritual interior flui por nosso intermédio e toca todos os que estão à nossa volta, transformando, de fato, nossa comunidade.

UMA VIDA CONSAGRADA E CHEIA DE PROPÓSITO

       Denominamos essa influência intencional de vida cristã. Com isso, quero dizer que temos vivido os princípios e os mandamentos das Escrituras de maneira dedicada e propositada. A letargia espiritual resulta em um estilo de vida acidental e preguiçoso, por isso, nosso compromisso como cristão é ter um viver que se espelhe em Cristo. Não nos devemos parecer com os outros ou agir como eles, temos de ser igual a Jesus, agir como Ele e fazer o que faria no poder e na demonstração do Espírito Santo.

       Uma vida cristã motivadora é renovada pelo Espírito Santo e nos motiva a adotar um estilo de vida contrário a tudo o que está à nossa volta e em nossa cultura. Conforme as gerações anteriores costumavam ensinar, somos um povo consagrado. Somos separados do mundo para [servir a] Deus. Diversos aspectos são importantes para que possamos manter um estilo de vida cristã santificado.

A FÉ

       A fé não é uma fórmula ou um ritual mágico, mas sim, o resultado de um compromisso consistente e sacrificial com a litura bíblica e a oração. Muitos se satisfazem apenas com um versículo por dia, achando que será o suficiente para manter o diabo afastado. Isso é uma superstição sem sentido que precisa ser abandonada a todo custo. Nada jamais poderá substituir a simples leitura da Palavra de Deus, de preferência de joelhos. É claro que os calendários de leitura bíblica são importantes e, certamente, têm sua utilidade. Algumas vezes em minha leitura bíblica, um versículo ou uma palavra monopoliza o meu tempo e me arrebata, impedindo-me de ler outro versículo. São nesses momentos que preciso jogar fora todos os compromisso e esperar no Espírito de Deus de modo silencioso e paciente enquanto Ele ministra sobre mim aquela passagem, atraindo-me à Sua doce comunhão.

       Muito tem sido dito a respeito da fé nestes dias, cujo foco não está nas Escrituras. Precisamos rejeitar tudo o que seja contrário à Palavra. A fé não é o segredo para obter o que se quer. Além disso, não é uma fórmula mágica a qual, independente de quem a use, seja salvo ou não, obriga Deus a agir. Isso é insanidade religiosa e beira a bruxaria. Acredito firmemente que a verdadeira fé brota na alma do homem ou da mulher que se prostra com o rosto diante de uma Bíblia aberta e deixa Deus ser Deus em sua vida.

A OBEDIÊNCIA E A RENDIÇÃO

      Outro aspecto de uma vida cristã intencional é a obediência. Estou certo de que é aí que muitos fracassam. Para obter completamente, é preciso ouvir a voz de Deus com clareza. Novamente, isso está enraizado no meu relacionamento com a Palavra. Abraão ouviu o Senhor claramente e pôde obedecer-lhe de forma plena. Se quisermos desfrutar de uma vida de obediência, precisamos ter ouvidos para ouvir (Mt 11:15).

       Juntamente a essa questão, está a rendição, que é um ato claro de temor à Palavra de Deus. Quando falo de sujeição, invoco a ideia de entregar minha vida em absoluto e por completo a Deus, seja o que for que isso implique, sem qualquer condição. Alguns se dispõem a entregar 99% de sua vida ao Senhor, retendo o último um por cento. Ou nos rendemos integralmente, ou não fizemos nada que seja aceitável a Ele. O nosso Pai não aceitará uma entrega parcial. Ele zela por nós, deseja-nos por inteiro.

A PUREZA

       A pureza é um aspecto importante da vida cristã consagrada. Diz respeito à ausência de misturas. Todavia, a Igreja Evangélica tem se tornado extremamente habilidosa quanto a esse aspecto. Temos nos sobrecarregado tanto, que o cristão comum vive oprimido por obrigações religiosas, a ponto de nunca conseguir desfrutar da vida que Cristo planejou para ele. Ter uma vida pura é o mesmo que viver sem aditivos, ou seja, não se deixar diluir por elementos da cultura ou da religião. Significa, simplesmente, estar sob a autoridade do próprio Senhor Jesus Cristo. Nenhum outro nível de santificação é aceitável. À medida que desfruto intencionalmente da vida cristã, mantenho meu foco na pureza do Mestre, e, por Sua vida, vivo sem o jugo de outros assuntos ou interesses.

       Superficialmente, isso parece impossível. E, para falar francamente, é avesso à carne. Quanto mais tentamos ter uma vida cristã, mais somos sobrecarregados por elementos exteriores. Entretanto, colocando isso de lado, a fim de me recusar a ser afetado ou influenciado por tais fatores, abro caminho para que Deus trabalhe por intermédio de mim de acordo com Seus interesse e propósitos. O apóstolo Paulo tratou desse assunto da seguinte forma: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que vivo agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2:20). Não sou mais eu, mas Cristo em mim, a esperança da Glória (Cl 1:27).  

DESFRUTANDO DO FAVOR DE DEUS

       Aqueles dentre nós que estão absolutamente comprometidos a levar uma vida cristã cheia de propósito possuem uma grande vantagem. Tal benefício diz respeito ao que Deus pensa de nó: Ele quer o melhor para nós o tempo todo.

       O que o Altíssimo está fazendo na sua vida e na minha hoje não tem implicações apenas para o presente, mas por toda a eternidade. Quando Jesus Cristo estava na cruz, Ele pensava em nós. As lágrimas que fluíram no Calvário foram por nossa causa.

       O autor de Hebreus se refere ao fato de que Jesus suportou a cruza por causa da alegria que lhe estava proposta: Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hb 12:2). Qual foi essa satisfação? Todos aqueles que viriam a colocar a sua fé e a sua confiança nEle e se tornariam parte da Noiva de Cristo. Ele está sempre pensando em nós.

       Deus deseja colocar nossa vida debaixo da plena luz do seu favor. Isso requer que não sirvamos a nós mesmos nem agrademos aos outros ou a nós, mas nos entreguemos completamente, em absoluta rendição a Deus, por intermédio de Jesus, nosso Salvador. O resultado disso é uma vida cristã intencional.  

EM JESUS TENS A PALMA DA VITÓRIA2

Horatio Richmond Palmer3

Tentado, não cedas, ceder é pecar,

Melhor e mais nobre, será triunfar,

Coragem, ó crente, domina o teu mal.

Deus pode livrar-te de queda fatal.

 

Em Jesus tens a palma

Da vitória, minha ‘alma;

E também doce calma

Pelo sangue da cruz!

 

Evita o pecado, procura agradar

A Deus, a quem deves no corpo exaltar;

Não manches teus lábios com impura voz;

Defende tua alma do vício atroz.

 

Sê manso e benigno, qual morto até.

Na rocha eterna, firma tua fé;

Veraz é teu dito: de Deus é teu ser?

T’espera a coroa, tu podes vencer.

1Julian de Norwich (1342-1416, aproximadamente) é considerada um dos cristãos místicos (designação relacionada aos cristãos muito preocupados com a santificação e a devoção pessoal, a ponto de buscarem intensamente uma vida de oração e meditação nas Escrituras, ainda que isto lhes custasse certo isolamento da vida comum) mais importantes. Ela é venerada nas igrejas anglicanas e luteranas, como também na Igreja Católica.

Fonte: Wikipédia.

2Canção de número 75 do hinário Harpa Cristã.

3Horatio Richmond Palmer (1834-1907) nasceu em Sherburne, Nova York. Pertencia a uma família de músicos, sendo seu pai e sua tia seus primeiros professores. Formou-se pela Academia de Música Rushford, em Chicago, e, aos 20 anos, tornou-se seu diretor (1855-1865). 

Os Perigos de uma Fé Superficial – Desperte da letargia espiritual

A.W.Tozer

Graça Editorial

Publicado em Autores Diversos, Bíblia | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Descobri na wikipédia uma lista de denominações protestantes no Brasil, que disponibilizo neste documento.

Dando sequência ao estudo um pouco mais detalhado de algumas denominações, estou postando agora, algo sobre a Igreja Cristã Maranata.
Esta denominação segue os cinco solas da reforma protestante.

Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria

por Declaração de Cambridge

Muito interessante e instrutivo este texto, especialmente para quem está ou pretende ir  para o campo missionário.

Acrescentei este texto associado à religião e  política ”Estado religioso e igreja política”.

Muito bom o texto e facilmente entendido no contexto de nossa vida cotidiana.

Já a algum tempo, tenho observado que a frequência de visualizações das postagens no blog tem crescido em vários lugares, principalmente nos EUA e Europa. Obviamente que o blog tem seguidores frequentes em nações como Portugal, Angola e Moçambique, que acredito eu, serem nações cujos cidadãos falem a língua portuguesa, mas também em Hong Kong, um arquipélago localizado no extremo sul da China e tem um sistema político diferente do da China continental. O judiciário independente de Hong Kong funciona no âmbito da common law, e permite que os chineses do continente participem de congressos, seminários, etc. 

Em função destas características, procurei dados, ou informações concretas acerca do esfriamento do cristianismo nestas localidades e encontrei este excelente artigo, que disponibilizo a todos. 

Obviamente que estou procurando traçar um paralelo entre o esfriamento do cristianismo nestes continentes com o aumento de visualizações de postagens do blog.  

NOTA

Ao longo dos últimos meses tenho acrescentado páginas diversas contextualizadas com as postagens já liberadas ou material de cunho cristológico associado aos diversos links do blog. Nem sempre as coloco como “Revisões, atualizações  comentários nas postagens”. O mais importante é que estes materiais ou documentos complementam outros. 

Publicado em Bíblia, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

Os desafios que confrontam a Igreja Evangélica

O PERIGO DA VITÓRIA E DA DERROTA

Pv 24:16

“Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.”

        Muitos cristãos têm abraçado a filosofia da vitória a qualquer preço. O que quer que eu precise fazer para me tornar vitorioso deve ser permitido. Então, as pessoas que ilustram esse tipo de triunfo desfilam diante de nós até ficarmos envergonhados de quaisquer derrotas que possamos ter na vida. De acordo com os especialistas, a vida é uma longa sucessão de conquistas.

      O problema é que ninguém jamais experimentou uma vida de vitória absoluta, sem qualquer derrota, exceto o próprio Senhor. Até mesmo a expectativa do êxito, às vezes, pode criar um espírito de fracasso em nosso coração. Esse é um dos perigos que ameaçam os espiritualmente letárgicos, e ninguém parece estar advertindo quanto a isso. Sem conhecer os seus perigos, muitas pessoas já adoraram avidamente diante do altar da vitória.

       Permita apenas que eu mencione o seguinte: a vitória pode nos corromper, e a derrota pode nos destruir.

O PERIGO DA VITÓRIA

        A vitória, certamente, é um dos objetivos da vida cristã, mas que definição dela, temos usado? Lutamos para desfrutá-la, entretanto, quem nos diz o que realmente significa ser um vencedor? Precisamos examinar diligentemente as Escrituras para descobrir como Deus delineia uma vida cristã vitoriosa, para então nos comprometermos alcança-la. Qualquer outra definição é inaceitável ao cristão. Por ser isso demasiadamente importante, não devemos entender mal o seu significado.

       Permita-me dizer que há quem pense que uma vida cristã vitoriosa está isenta de quaisquer problemas, dificuldades ou derrotas. Na realidade, o contrário é verdadeiro. Ser vencedor consiste em derrotar os inimigos e as situações com as quais nos deparamos no caminho a cada dia ou momento. É por isso que a Palavra de Deus diz: Porque sete vezes cairá o justo (Pv 24:16a). Nós, às vezes, abraçamos a ideia de que um justo jamais cai. Assim sendo, enfrentamos o perigo da prepotência.

       A arrogância é o pecado que se segue ao sucesso. Já vi alguns comprarem o seu estilo de vida, dominando a todos. Tinham dinheiro para pagar, por isso a empregada, o jardineiro e todos os demais se tornaram seus escravos.

       Certa vez, liguei para um pregador famoso a fim de convidá-lo para ministrar em nossa igreja. Não consegui sequer falar com ele. A secretária informou que ele estava ocupado e não podia me atender. Isso aconteceu há muitos anos, e eu não sei se, após tanto tempo, ele falaria ou não comigo, em virtude de uma atitude condescendente à minha idade avançada. Deus sempre nos exortará por esse tipo de comportamento, Ele jamais permitirá que você tenha uma atitude intolerante com relação a alguém, se você for cristão. O Senhor o ama demais para deixá-lo agir assim impunemente. A arrogância sucede à vitória.

       Nosso Senhor entrou pelas portas de Jerusalém em um domingo. “Ele era filho de um carpinteiro” pensaram eles. Não fora educado em escolas, não conhecia nem usava os jargões dos corredores acadêmicos. Jesus falava a linguagem simples das ruas e dos povoados.

       Enquanto andava sobre o jumentinho pelas ruas de Jerusalém, com todo o povo aclamando e bradando Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! (Mt 21:9b), o Mestre poderia muito bem ter nutrido pensamentos de sucesso e vitória. Aquele teria sido o momento perfeito para que ele, de repente, pensasse: “Talvez o diabo tivesse razão. Eu poderia ser o rei do mundo. Meus amigos que queriam que eu fosse rei talvez estivessem certos quanto a isso”.

       É sempre uma grande tentação permitir que suas vitórias assumam proporções exageradas e lhe deem uma ideia errônea de quem você realmente é. Cuide-se quando sua reputação for celebrada. É fácil demais acreditar no que as pessoas estão dizendo a seu respeito. Jesus não permitiu que qualquer tipo de sucesso O desviasse de Seu propósito. Ele sabia em que direção estava indo e manteve-se nesse caminho. Atente-se caso você venha a estabelecer-se, sendo aceito em sua área de atuação como alguém vitorioso e bem-sucedido. Quando isso acontece, pode ser muito perigoso. Se sobrevierem reconhecimentos acerca de sua vida cristã, tome cuidado.

       A mesma multidão que disse: “Hosana!” bradou: “Seja crucificado!”. Tenha isso em mente. O grande político de hoje poderá estar na cadeia amanhã. A multidão que o acha digno de aclamação hoje poderá lhe dar as costas amanhã.

O PERIGO DA DERROTA OU DO FRACASSO

       O perigo da derrota é oposto ao da vitória. Você se lembra da famosa batalha que Israel travou diante de Jericó e de como as muralhas caíram? O povo de Deus se tornou autoconfiante demais, achando-se responsável pela própria vitória, então, partiu para Ai. Ele levou apenas alguns milhares de soldados, pensando: “Ah, olhem só o que Israel fez a Jericó!”, quando tudo o que havia feito fora gritar e tocar as buzinas de chifre de carneiro. Deus fizera tudo, mas o povo achava que o tinha realizado.

       Os israelitas devem ter imaginado que o ar das buzinas derrubara as muralhas. Na batalha seguinte, pensaram; “Ah, venceremos a cidade de Ai. Será fácil”. Eles se vangloriaram arrogantemente: “Estamos com tudo agora, nada faz mais sucesso do que o nosso próprio sucesso, por isso tomaremos Ai da mesma forma que fizemos com Jericó”. Então saíram com o peito estufado e cabeça erguida, mas logo tiveram de fugir vergonhosamente do povo de Ai, perdendo valiosos 35 mil soldados. Sua derrota sucedeu à sua vitória, do mesmo modo que os efeitos às causas.

      O perigo é que a vitória faz crescer um espírito arrogante dentro de nós, fazendo-nos pensar que somos invencíveis. Então, o inevitável acontece; de repente mergulhamos no fracasso, o que gera um espírito de desânimo, o qual, muitas vezes, leva, ao abatimento. A velha expressão shakespeariana “ele não tem estômago para isso” indica que uma pessoa não tem disposição para determinado trabalho, já que pode ser desagradável a ela. A perda de resistência, ou o desânimo, pode se comparar a alguém doente que perdeu completamente o apetite.

      No Reino de Deus, uma ou duas derrotas e alguns reveses, muitas vezes, podem nos levar ao ponto de não termos mais estômago para nada. Oramos, mas estamos indispostos, não há mais prazer nessa prática. Vamos à igreja, porém não tiramos qualquer proveito disso. Nada tem significado para nós. Os hinos parecem sem graça e insípidos, os sermões são enfadonhos. Tudo parece desenxabido porque perdemos o entusiasmo. Estamos abatidos e desanimados.

      Muitos dos escolhidos de Deus já experimentaram isso. Eles não perderam a vida eterna, ou mudaram seu relacionamento com o Pai, ainda são seus filhos. Cristo continua intercedendo por eles à destra do Pai. O Céu ainda é o seu lar, mas perderam, momentaneamente, o estômago. Eles não têm apetite. Foram derrotados, e, por isso, o fracasso tomou conta deles. Já fui a igrejas nas quais era perceptível que ninguém esperava que algo pudesse acontecer, e o resultado disso, é claro, é o que se poderia esperar… Nada.

       Existe um perigo real na derrota. Suponha que alguém escorregasse em uma calçada coberta de gelo, vindo a cair e dissesse: “Acho que não adianta tentar de novo”. Então, após finalmente ter conseguido erguer-se, andaria por mais um quarteirão, cairia novamente e diria: “Há algo de errado com o meu equilíbrio, terei de aceitar o fato de que jamais conseguirei ficar de pé novamente”. Em algum momento, é evidente que ele teria de ir para casa. Essa é uma atitude derrotista, ou seja, quando permitimos que um fracasso implante um retrocesso permanente em nosso coração.

       Certa vez, enquanto participava de uma conferência, deparei-me com um jovem pregador, sentado ao pé da porta principal. Era um rapaz forte e robusto, mas, naquela manhã, estava visivelmente cabisbaixo. Tentei conversar, brincar um pouco, mas ele não reagiu. Não sorriu nem respondeu. Disse apenas: “Sr Tozer, algo terrível me aconteceu”.

       Eu perguntei:

      -Qual é o problema? O que aconteceu?

      -Acabo de fazer a minha prova de ordenação e fui reprovado – disse ele. – Fui reprovado no exame, e, agora, eles não querem me ordenar.

       Eu sabia o que aquele jovem estava passando, e ele corria o risco de desenvolver um espírito de derrotismo.

       Então, procurei encorajá-lo e mudar um pouco o seu estado de espírito.

       -Abraham Lincoln foi derrotado duas vezes antes de ser eleito. Se Deus o chamou, vá até a sua junta examinadora e descubra no que você errou. Compre alguns livros, estude e peça uma nova chance.

       Ele levantou o rosto e perguntou:

       –É isso que o Senhor sugere?

       Eu respondi:

       É claro! Não se deixe derrotar por isso. O Senhor o escolheu e não revogará o seu chamado por causa de algumas questões que você não soube responder. Estude, descubra qual foi o problema, supere-se, aprenda, ore e peça que o Altíssimo o ajude. Da próxima vez você vai passar.

       Foi exatamente isso que aconteceu. Ele se tornou um jovem pastor bem-sucedido, e tudo ficou bem. Entretanto, se alguém não o tivesse encorajado, aquele poderia ter sido o fim do seu ministério. Provavelmente, ele teria entrado em seu carro, ido para casa e pensado: “Não adianta. Deus me abandonou, o Espírito Santo me desamparou, e eu não sei o suficiente para passar no exame”.

      Suponha que você ore por algo, não o receba, e pareça óbvio que não o receberá. Não permita que isso acabe com as suas forças. Talvez, o seu viver não esteja procedendo com retidão e ore de forma egoísta, ou ainda, tenha compreendido mal a vontade de Deus. Examine as Escrituras, acerte-se com o Senhor, entregando-lhe a chance de trabalhar em você e, só então, tente novamente. Desse modo, o Senhor lhe fará aguardar ou dirá que você está orando pela motivação errada, instruindo-o a orar por algo, o qual lhe concederá. Ainda é possível que Ele lhe entregue aquilo pelo qual você orava desde o início. De qualquer modo, não fique derrotado. 

REGRAS PARA VIVER UMA VITÓRIA OU UMA DERROTA

        Eu já treinei a mim mesmo, por meio da Palavra de Deus e da oração, a jamais olhar para o que acontece dessa maneira. Preciso permanecer ao lado de Deus, junto à ressurreição e á vitória, e assim viver. Permita que eu enumere quatro regras que o ajudarão a passar por uma vitória ou uma derrota.

NÃO CONFIE EM UM CORAÇÃO DESANIMADO

         Jamais confie em um coração quando você está se sentindo desanimado ou quando acaba de conquistar uma grande vitória. Se tiver acabado de sofrer uma derrota horrível, simplesmente aquiete o seu coração e não tome decisão alguma. Lembre-se de que isto passará.

       Sendo cristão, o Espírito Santo habita em você. Ele não o rejeitou. Se todos acreditam que você não é tão bom assim no que faz, se a sua voz não é tão gloriosa como gostaria que fosse, se o seu intelecto e a sua sabedoria, quem sabe, não são tão exemplares o quanto gostaria, ou, ainda, se souberam da sua derrota e a espalharam a todos, entristecendo-o, deixe que pensem o que quiserem a seu respeito.

       Um coração desiludido sempre exagera. Não confie em um espírito desanimado, pois ele jamais lhe dará um panorama real sobre você ou a sua situação.

 ADIE QUALQUER TOMADA DE DECISÃO IMEDIATA

        Muito pouco precisa ser decidido imediatamente. Dê tempo a você mesmo. Não há qualquer pastor que em algum momento já não tenha escrito sua carta de resignação em um sábado e, então, após receber a benção no domingo, tenha acabado por rasga-la. Não renuncie nem desista de algo quando estiver desanimado. Sentindo-se deprimido e triste, não tome qualquer atitude.

       Quantos, em momentos de profundo desânimo, já não se resignaram, desistiram, decidiram-se e tiveram de se arrepender por isso pelo resto da vida. Outros já passaram pelo vale do desânimo e perseveraram até saírem dele e entrarem na maravilhosa luz do deleite divino.

       Toda decisão que tomamos para o Senhor tem seu momento certo. Tomar atitudes prematuramente, às vezes, significa perder a benção de Deus. Então, quando você estiver no topo do mundo e disser: Posso todas as coisas naquele que me fortalece (Fp 4:13), tome a sua decisão. 

REFLITA SOBRE O SEU RELACIONAMENTO COM DEUS

        Independente da sua vitória ou derrota, o seu relacionamento com Deus não muda. Você não é menos amado por Deus quando fracassa do que quando é bem-sucedido.

       O convívio com os outros pode mudar, dependendo do seu status de vitória ou derrota, mas não é assim com o Senhor. Posso suportar a desconfiança dos meus amigos, mas não conseguirei aguentar o mesmo de Deus. À medida que examino as Escrituras, descubro, para o meu deleite, que o Todo-Poderoso me tem em altíssima estima. Embora cometa erros e tropece, ainda sou filho do Deus vivo. Ele olha para mim com um sorriso radiante de graça e misericórdia. Eu sou a menina de seus olhos afetuosos.

 SATURE-SE DAS PROMESSAS DE DEUS

        Passar um tempo a sós com Deus, mantendo a sua Bíblia aberta, pode transformar um coração triste e cheio de derrota em alegre, por causa das imutáveis promessas do Senhor. A Palavra de Deus não muda conforme nossos sucessos ou nossas derrotas. O Senhor é a sua rocha, a sua fortaleza, o seu Libertador, o seu Escudo, a sua Força e a sua Torre forte. Ele enviou desde o alto a Sua mão, segurando-o, e o retirou das muitas águas. Livrou-o de seu inimigo e dos que o aborreciam. O Altíssimo o transportou para um lugar espaçoso e o guardou, porque tem prazer em você (Sl 18:16_19).

 NÓS ESTAMOS DO LADO DE DEUS

        Existe um versículo que eu amo: Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR, meu Deus, alumiará as minhas trevas (Sl 18:28). Talvez a pequena chama tenha se extinguido. Mesmo assim, Deus a reacenderá para nós. Ele a inflamará e alumiará as nossas trevas. Creia nisso.

       O Senhor é o nosso Refúgio, e nós não deixaremos a vitória nos corromper nem permitiremos que a derrota nos desanime. Seguiremos adiante, permaneceremos acima de tudo isso, alegres em Deus, pois estamos vencendo, quer percebamos isso ou não; essa é a prerrogativa daqueles que vivem pela fé.

 

ON TO VICTORY

[AVANTE PARA A VITÓRIA]

Elisha A. Hoffman1

 

Cristãos, coloquem a armadura

Há uma vitória a ser ganha

Para o Senhor, para o Senhor

Tomem o capacete, o escudo e a espada

E avancem para a batalha

Munidos de Sua Palavra.

 

Desfraldem a Sua bandeira,

Arvorem-na sobre a Terra,

Proclamem a Sua verdade

Até que todas as nações

Reconheçam que Ele é o Rei

Por toda a Eternidade.

 

Quando findar a peleja,

E alcançarmos nossa vitória,

Os conflitos hão de cessar

E, em sua celeste morada,

A Igreja será coroada

De eterna e divina glória.

 

Será um momento de gozo,

Nossas línguas se encherão de louvor

Cada vez mais, cada vez mais

Ao contemplarmos o nosso Senhor

Por toda a eternidade.

Prossigamos para a vitória

 

Com Jesus, nosso General,

Com Jesus, nosso General

Prossigamos para a vitória,

Uma vitória gloriosa e final.

1Elisha Albright Hoffman (1839-1929), nascido na Pensilvânia (EUA), foi um pastor presbiteriano que compôs mais de dos mil hinos. Filho de ministro evangélico, cresceu cantando hinos sacros, tanto na igreja quanto em seu lar. Fonte: Wikipédia.

Os Perigos de uma Fé Superficial – Desperte da letargia espiritual

A.W.Tozer

Graça Editorial .

Publicado em Autores Diversos, Bíblia | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei este assunto contextualizado com o fato de habitar em uma nação democrática, e nada melhor do que entender qual é a função e características  dos três poderes desta democracia, a saber:

-Poder Judiciário;

-Poder Legislativo;

-Poder Executivo.

Acrescentei a música “Eis-me aqui”, cantado por André Paganelly e Aliança do Tabernáculo.

Acrescentei também alguma coisa sobre Jesus ser o pão da vida, retirado do Livro de Apoio das Lições Bíblicas do 3ºT 2018 Adulto CPAD, Adoração, Santificação e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. 

Acrescentei algo sobre o cristianismo nos EUA. Acrescentei também um vídeo com o exercito americano cantando a música “Days of Elijah”.

Só ouvindo para entender: “O segredo de ninguém vencer essa nação é a fé em Deus.” ( Joel Gomes). 

Acrescentei este documento “As incertezas de um chamado” que encontrei no link do Ministério Povos e Línguas.

Muito interessante este artigo, porque aborda situações diversas que levam, muitas das vezes, as pessoas refletirem:

1- Será que sou eu mesmo que devo ir?

2- Será que as dificuldades que tenho passado é um indicativo de que este chamado não é para mim?

3- Etc…

Isto aconteceu com Gideão e pode acontecer com qualquer um de nós, trabalhadores da Seara, do Sr Jesus.

Este texto é um incentivo para quem esta em dúvidas, no sentido, de prosseguir debaixo da mão de Deus.   

Acrescentei o texto do Bp Robinson Cavalcanti “Missão Integral da Igreja”.

 

Publicado em Bíblia, Revisões, atualizações, etc... | Deixe um comentário

Há Momentos – Banda Kadoshi

Há momentos que, na vida, pensamos em olhar atrás,
É preciso pedir ajuda para poder continuar.
E clamamos o nome de Jesus (2x)
E clamamos o nome, o nome de Jesus,
Ele nos ajuda a carregar a cruz.

Publicado em Adoração e Louvor, Bíblia, Em destaque, Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Retirei estes artigos da Revista Ultimato, edição nº372.

Acrescentei este documento associado à Missão Integral.

Acrescentei este documento associado à oração.

Acrescentei alguma coisa sobre a JMM (Junta de Missões Mundiais), organização missionária da Convenção Batista Brasileira, com atuação em mais de 75 países. Acrescentei também algo sobre os seguintes países, retirado da JMM.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Publicado em Adoração e Louvor, Bíblia, Em destaque, Revisões, atualizações, etc..., Videos e áudios em geral | Deixe um comentário

Alcançando a Índia

Resolvi disponibilizar estes dois vídeos que complementam  o estudo e conhecimento da nação indiana, com as suas castas e religiões diversas

Acrescentei também um material em power point da SEPAL com dados gerais sobre a Índia, contendo onze slides. Excelente e de fácil visualização, bastando clicar abaixo:

 

dados_sobre_a_india_sepal

Localização da Índia

Localização da Índia em verde escuro.
Território disputado da Caxemira (que inclui reivindicações de Paquistão e China) em verde-claro.

Índia (em hindiभारतBhāratpronunciado: [ˈbʱaːrət̪]; em inglêsIndiapronunciado: [ˈɪndiə]), oficialmente denominada República da Índia (em hindiभारत गणराज्यBhārat Gaṇarājya; em inglêsRepublic of India), é um país da Ásia Meridional. É o segundo país mais populoso, o sétimo maior em área geográfica e a democracia mais populosa do mundo. Delimitada ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pelo golfo de Bengala a leste, a Índia tem uma costa com 7 517 km de extensão. O país faz fronteira com Paquistão a oeste;[nota 1]ChinaNepal e Butão ao norte e Bangladesh e Mianmar a leste. Os países insulares do Oceano Índico — Sri Lanka e Maldivas— estão localizados bem próximo da Índia.

Lar da Civilização do Vale do Indo, de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, o subcontinente indiano é identificado por sua riqueza comercial e cultural de grande parte da sua longa história. Quatro grandes religiões — hinduísmobudismojainismo e siquismo — originaram-se no país, enquanto o zoroastrismo, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo chegaram no primeiro milênio d.C. e moldaram a diversidade cultural da região. Anexada gradualmente pela Companhia Britânica das Índias Orientais no início do século XVIII e colonizada pelo Império Britânico a partir de meados do século XIX, a Índia tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta social pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não violenta.

O governo da Índia também considera o Afeganistão como um país fronteiriço. Isso ocorre porque os indianos consideram todo o estado de Jammu e Caxemira como parte da Índia, incluindo a porção que faz fronteira com o território afegão. Um cessar-fogo promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948 congelou as negociações sobre o território reivindicado pelo Paquistão e pela Índia. Como consequência, a região que faz fronteira com o Afeganistão é administrada pelo governo paquistanês.

A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união, com um sistema de democracia parlamentar. O país é a sétima maior economia do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, bem como a terceira maior do mundo em PIB medido em Paridade de Poder de Compra. As reformas econômicas feitas desde 1991 transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo; no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, violência de género, doenças e desnutrição. Uma sociedade pluralistamultilíngue e multiétnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos.

Mapa da Índia

Etimologia

O nome Índia é derivado de Indus, que por sua vez é derivado da palavra Hindu, em persa antigo. Do sânscrito Sindhu, a denominação local histórica para o rio Indus. Os gregos clássicos referiam-se aos indianos como Indoi (Ινδοί), povos do Indus. A Constituição da Índia e o uso comum em várias línguas indianas igualmente reconhecem Bharat como um nome oficial de igual statusHindustão (ou Indostão), que é a palavra persa para a “terra do Hindus” e historicamente referida ao norte da Índia, é também usada ocasionalmente como um sinônimo para toda a Índia.

No interior do território indiano vive cerca de 1,2 bilhão de pessoas, isso coloca o país em segundo lugar entre os países mais populosos do mundo, sendo superado somente pela China, cuja população é de aproximadamente 1,3 bilhão de habitantes. A Índia apresenta uma taxa de crescimento vegetativo anual de cerca de 1,3%, percentual que preocupa, pois esse aumento na população representa muito. 

A numerosa população indiana possui uma grande diversidade cultural, étnica e religiosa. Há uma grande complexidade étnico-linguístico na Índia. A população é formada a partir de povos como: dravidianos e arianos, incluindo ainda grupos humanos de menor expressão. Quanto à língua, são aceitos como oficiais 18 idiomas, além de pelo menos 1 600 dialetos. Na índia cerca de 74% da população é de religião hinduísta, além de aproximadamente 12% de mulçumanos, e o restante, cerca de 14%, praticam outras religiões. 

Informações diversas

Nome: República da Índia. 

Capital: Nova Délhi. 

Cidade mais populosa: Bombaim (16,6 milhões). 

Religiões: Hindu, islamismo, cristã, sith, budismo, entre muitas outras. 

Mortalidade infantil: 34,61 mortos/1000 nascidos. 

Expectativa de vida: 65 anos. 

Independência: 15 de agosto de 1947. 

Subdivisões políticas: 28 Estados e 7 territórios da união. 

PIB: 2,9 trilhões de dólares. 

Gentílico: indiano (a). 

Moeda: rupia indiana. 

Religiões indianas

As religiões da Índia, são o conjunto das tradições religiosas correlatas que se originaram no subcontinente indiano, mais precisamente o hinduísmo, o budismo, o jainismo e o sikhismo (repare que são religiões originárias da Índia, mas não necessariamente maioritárias no país). Há também o Zoroastrismo , o Judaismo, o Cristianismo e o Islamismo embora estas quatro não tenham nascido na Índia.

Formam o subgrupo da classe maior das “filosofias orientais“. As religiões da Índia tem similaridades em credos, modos de adoração e práticas associadas, principalmente devido à sua história de origem comum e influência mútua.

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/india.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%B5es_indianas

Publicado em Bíblia, Diversos, Em destaque, Videos e áudios em geral | 1 Comentário

Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

O CACP(Centro Apologético Cristão de Pesquisas) disponibilizou algo sobre John Wesley “Wesley: Uma tocha tirada do fogo”, que disponibilizei na postagem, como comentário. Vale a leitura do texto, indicando o livramento divino para com este nobre homem de Deus.

Acrescentei uma série de documentos do autor e livro Psicologia Pastoral. Registrei em meus comentários algo sobre isto.

Segue abaixo uma imagem de alguns documentos disponibilizados.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Acrescentei este documento “Cristãos e Política: uma relação imprescindível”, retirado do site da ultimato.

Muito bom o material e contextualizado com o processo eleitoral atual, artigo excelente para leitura.

O CACP disponibilizou este documento, que estou postando agora, para quem desejar saber algo mais sobre o tema. 

Domingo, dia 02/09/2018 estava presente no casamento do meu filho Thiago e Phabyola. Registrei algumas imagens, vídeo e um áudio associado a celebração neste documento.

Publicado em Bíblia, Revisões, atualizações, etc..., Videos e áudios em geral | Deixe um comentário