Os perigos que confrontam a Igreja Evangélica

A IRREPRIMÍVEL LEI DAS CONSEQUÊNCIAS

Ag 1:7

“Assim diz o SENHOR dos exércitos: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram”!”.

       A mente humana é constituída de tal modo, que precisa pôr-se a contemplar algo, sendo assim, compromete-se a ponderar o caminho dos outros. Os fariseus eram uma classe de pessoas que levava em consideração os erros de todos, menos os seus. Eles julgavam os pecados da meretriz, do coletor de impostos e do beberrão, mas jamais as próprias iniquidades. Uma voz dos altos céus nos está falando por meio da Palavra de Deus, dizendo: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram!” – observe-os com atenção e os considere seriamente.

       Tudo conspira a nos impedir de fazê-lo. A sociedade quer que façamos de tudo, exceto considerar nossos caminhos. Entretanto isso é mais importante do que qualquer outro aspecto que demande a nossa atenção. Você pode meditar acerca de uma casa, um carro, uma viagem ou a sua saúde – ou quaisquer dessas inúmeras opções legítimas. Contudo, mais importante do que o ramo de aprendizado com o qual você possa se envolver em qualquer lugar e hora, deve ser refletir sobre os seus caminhos de maneira cuidadosa, séria, inteligente e honesta. Quando as Escrituras advertem: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram!”, referem-se às nossas escolhas morais. Observe que você deve analisar os próprios caminhos, colocando o foco de sua atenção na obra do Espírito Santo, o que é contrário ao que nos habituamos a fazer.  

A LEI DAS CONSEQUÊNCIAS

       De fato, tudo está relacionada ao seu passado e ao seu futuro. Os atos cometidos, tudo o que existe, toda palavra que proferimos à obra que fazemos estão relacionados ao passado como consequência e ao futuro como causa, a qual produz outra consequência. Uma ilustração simples é a de um ovo no ninho. O ovo que está ali é um efeito de outro ato anterior, da ave que o botou. Enquanto é uma consequência, também é uma causa: um novo pássaro que irá nascer. É uma conexão entre o que era e o que será. O mesmo se aplica a todos os seus pensamentos e a todas as suas obras, formando um elo entre aquilo que o levou a fazer, pensar ou dizer algo e o resultado de tê-lo dito, pensado ou agido.

      Sempre há uma consequência. A maldição e a benção não chegam sem causa (Pv 26:2). Tudo [o que acontece] é um efeito de algo praticado. Cada acontecimento não é, simplesmente, um resultado de outro ato, mas também implica novas consequências. A palavra mais simples que você proferiu hoje surgiu de algum condicionamento da sua mente ou do eu coração no passado. Do mesmo modo, suas palavras terão consequências amanhã. Talvez, as implicações sejam brandas, mas haverá consequências. Tudo o que você é, diz, faz ou pensa remonta a alguma escolha do passado e, consequentemente, levará você a dizer, fazer, ser ou pensar outros fatores no futuro.

       Existem consequências de importância dupla. Os acontecimentos são importantes pelo que são em si mesmos e também pelo que causarão. Sendo criaturas inteligentes e morais, somos responsáveis por nossos atos. Se nos lembrássemos de que, um dia, teremos de prestar contas a Deus de todas as nossas obras e palavras, crendo nisso, esse fato faria uma diferença maravilhosa em nossa vida.

       Não tenho certeza, mas talvez este seja o aspecto mais importante sobre consequências, atitudes, efeitos e causas: a existência das implicações que incorrem sobre a nossa estrutura moral, ou seja, aquilo que recai sobre nós, porque o que somos determinará o nosso destino. O posicionamento que assumimos definirá se iremos para o Céu ou para o inferno.

      O ato de aceitar Jesus, quando verdadeiro, tem um efeito instantâneo sobre toda a nossa vida moral, transformando alguém mau em bom. Deus não irá, por algum artifício da graça, levar pessoas más, e mentes sórdidas, cheias de justiça própria e vis para o Seu Céu. Quando resgata um homem, Ele o redime do pecado. Se um indivíduo não for liberto da iniquidade, não é salvo de modo algum! Não existe qualquer ato de graça, ardil piedoso ou justificação, que possam levar um homem profano e impiedoso até a presença de Deus e ao santo Céu do Senhor. Ele não veio para chamar os justos, mas sim, os pecadores ao arrependimento (Mt 9:13). Nem, porventura, para aqueles que se achavam justos, mas sim se manifestou aos que reconheciam sua impiedade. Quando Cristo nos chama para si mesmo e nos salva, justifica-nos do nosso passado e da nossa maldade e, por um ato triplo, por meio da justificação, regeneração e santificação, torna-nos aptos para o Céu.

       É uma ideia errada pensar que a justificação é uma vestimenta concedida e colocada sobre um sujeito sujo e malcheiroso, precisando terrivelmente de um banho, e tomado por piolhos e sujeira acumulada em uma vida inteira, o qual se apresenta ousadamente no santo Céu do Deus Todo-Poderoso, entre serafins, querubins, arcanjos e os espíritos de homens justos e glorificados, e, então, displicente e petulantemente, diz: “O meu lugar é no inferno. Sou um homem imundo, mas o que você vai fazer a respeito disso? Estou vestido com as vestes de justiça de Cristo, e isso é o suficiente”.

      O Senhor só salva pecadores e apenas resgata aqueles que reconhecem sua iniquidade. Livra-os quando admitem quem são. Contudo, Ele os redime e os transforma em homens bons e cheios do Espírito Santo. Quando há qualquer outro ensino a respeito disso, não passa de uma heresia. Jon Newton1 era um puritano e ficaria horrorizado ao escutar as doutrinas que ouvimos hoje.

      Para todo ato há consequências que afetam nossa estrutura moral, ou seja, quem somos, o que é o mais importante sobre nós. Ninguém me engana com suas vestimentas. E é claro que também não o faz ao Espírito Santo. Não há quem possa pressioná-lo por sua boa aparência ou pela cor da sua pele, tampouco com seu grau de instrução, diplomas ou pelos lugares que frequentou. Nossas escolhas têm consequências que afetam nossa estrutura, seja para fortalecer uma virtude ou para corrompê-la. Você certamente, já conheceu pessoas cuja honra foi corrompida na essência, tal como uma árvore [podre] que está prestes a cair. No chão.

       Além disso, existe um efeito secundário relacionado ao que cada atitude causa em outras pessoas. Ninguém vive para si mesmo. Seja direta ou indiretamente, você está sempre influenciando profundamente os outros. Se estiver levando uma vida cristã displicente, talvez alguns indivíduos acabem usando o seu comportamento como escudo, um lugar onde possam ocultar-se da própria iniquidade, a que [certamente] é bem mais séria do que a sua. Talvez, alguns se ajoelhem à noite e digam: “Senhor, fazei com que eu seja parecido ao irmão fulano, ou à irmã Beltrana”. Isso vale para os dois lados, já que os atos têm consequências e resultam de escolhas, quer sejam impulsivas ou cuidadosamente calculadas. 

O ATO VITAL DA ESCOLHA

       Nenhum ato tem consequências tão abrangentes quanto a ação de escolher. Tudo o que somos resulta daquilo que elegemos por importante. Quem somos é um resultado do que escolhemos antes. Tudo o que faremos amanhã será um resultado das escolhas de hoje, que podem ser boas ou ruins, ignorantes ou calculadas, impulsivas ou surgirem de muita ponderação, como também, podem ser feitas por causa da amargura.

       Um jovem casal discute, e a moça resolve terminar o relacionamento. Então casa-se com outro e diz: “Vou mostrar o que é bom àquele idiota!”. Ela passa a viver a segunda escolha e, durante toda a vida, sussurra para as pessoas: “Esse foi o maior erro que cometi!”. Escolhas egoístas, covardes ou provocadas pelo medo de fazermos outras opções. Podemos decidir com sabedoria, altruísmo, visão, coragem, humildade, inspirados pela fé e obediência a Deus.

       As escolhas de um indivíduo distinguem-no como sábio ou tolo. Quem decide sabiamente tem consciência de que precisa prestar contas de todos os atos praticados com o corpo o tolo não procede assim. Na Bíblia a palavra tolo não descreve alguém com deficiência mental, mas como aquele que age sem pensar nas consequências.

       Entretanto, trata-se de algo mais profundo do que uma [mera] questão moral, já que envolve a ética, a justiça e o nosso relacionamento com os outros e nós mesmos. Está presente no espírito humano. Na Bíblia, o sábio não é necessariamente alguém instruído ou com alto nível cultural, embora possa ser o caso. Contudo, é um indivíduo que age com os olhos voltados às consequências. Ele pensa, “Quais serão os efeitos disso?”. Então, comporta-se de maneira que lhe traga resultados dos quis não precisará envergonhar-se ou temer no futuro. Isso explica a diferença entre a sabedoria e a tolice aos olhos de Deus.

      Alguém instruído, que desfruta de certa reputação na vizinhança, rico e que pensa no futuro, mas que nunca pondera o que acontecerá quando o seu coração para de bater é um tolo. Certa vez o Mestre também falou sobre isso (Lc 12:16_20). O inferno está cheio de imprudentes, e o Céu de sábios. Jamais haverá um tolo no Céu, bem como nunca, um sábio no inferno. De acordo com a definição de Deus, tolo é aquele que age de modo inconsequente, tomando decisões sem pensar na eternidade. Qualquer que aja assim não irá para o Céu. Lá, será repleto do oposto.

       A ideia de que Deus ama homens maus e não pode suportar um homem decente é uma heresia moderna. Isso não é e nunca foi verdade. Na Bíblia, não há sinal que nos leve a crer que isso seja verdade. Entretanto, se aquele que é mau, se tornar sábio a tempo hábil para fazer sua escolha à luz das consequências eternas, escolhendo Deus, Cristo e seu sangue, bem como o arrependimento e a libertação do pecado, transforma-se em sábio, e Deus o vê como tal. O Céu estará cheio de pessoas que procedem assim.

       Os tolos escolheram com quem se casar, mas não vislumbraram a eternidade quando o praticaram. Decidiram o que fazer com o seu dinheiro e assim o empenharam. Resolveram o que iriam dizer e pensaram: “A boca é minha. Essa língua me pertence. Quem pode ditar o que digo com ela?”. Portanto, disseram o que queriam, mas não pensaram no amanha, no dia do Juízo, na terrível face de Deus ou no Julgamento do Grande Trono Branco. Eles foram néscios.

       O inferno será um lugar para tolos, e o Céu, para os sábios. Haverá na Glória, aqueles que agiram sabiamente e, contudo, não sabiam ler ou escrever. Tal como na perdição, estarão homens instruídos, com tantos títulos junto aos seus nomes quanto a rabiola de uma pipa. Sabiam de tudo, exceto disto: foram inconsequentes.

ESCOLHA BEM HOJE

       A escolha mais importante a ser feita é entre a vida e a morte. O que decidiremos foi deixado por nossa conta. “Escolhei hoje”, diz o Espírito Santo. Fica a nosso critério. Se um homem não pode pecar, de modo algum pode ser santo. Se não pode optar em errar, não é livre e, se assim não for, jamais será santo. O livre-arbítrio é tão essencial à santificação quanto ao pecado. A santidade é a liberdade de escolha moral que resulta na decisão certa da santidade e da justiça. Ninguém escolhe a morte deliberadamente. Conforme disse Tennyson2:

Não importa o que diga o louco pesar

Nenhum homem que já teve nas narinas o fôlego mortal

Jamais desejou realmente a morte.

É a vida, e não a morte que ele almeja encontrar.

       Não há quem anseie pela morte; alguns simplesmente, escolhem o caminho que leva a ela. Determinam isso por meio de uma série de pequenas escolhas. A tolice moral foi sua deliberação definitiva, então, optaram por morrer. Não que tenham olhado para a morte e dito: “Escolho você!”, mas se voltaram a todos os caminhos prazerosos que conduzem a ela e disseram: “Essa é a minha escolha”.

       Cidades não escolhem apodrecer e sucumbir, simplesmente decidem por aquilo que as leva a essa situação. Assim como os homens não escolhem viver ou morrer, não optam pela vida em si mesma. Ninguém pode se levantar e afirmar: “Escolho a vida”. A pessoa pode declarar: “Escolho aquilo que dá vida. Decido pelo caminho da vida. Escolho a vida repudiando a morte”.

       A Bíblia adverte: escolhe, pois, a vida (Dt 30:19). Entretanto, você precisa ir até onde a vida está. Se quer água, precisa ir até onde ela está e bebê-la. Se escolhe ser salvo, precisa ir até onde o nosso Senhor e Salvador está para sê-lo e se entregar em Suas mãos. Nós fazemos a escolha certa começando pelo arrependimento.

       Há muitos que querem influenciá-lo. Alguns seriam cristãos melhores se não estivessem sob a influência daqueles que não são bons servos; por isso, são aconselhados a fazerem escolhas erradas. Esses mentores estão cegos, endurecidos, calejados ou moralmente desorientados e não poderão ajuda-los no último dia.

       Naquele dia, o camarada que está a guia-lo, influenciando-o dirá; “O que eu tenho com isso? Não posso responder por você. Dê seu jeito!”. Aquele sócio que tenta persuadi-lo a tomar atalhos e a ser um tanto desonesto nos negócios sorri, cumprimenta-o e diz a todos: “O bom e velho Joe… Ele é um cara sensacional! (Risos)”. Contudo, um dia, Joe terá de se apresentar sozinho [diante de Deus] – estamos falando de você –, e o seu sócio não poderá ajuda-lo.

       Se você tem uma vida cristã casual, aconselho-o a considerar os seus caminhos, optando por uma postura que envergonhará o Diabo e agradará a Deus. Gostaria de colocá-lo no caminho de uma vida vitoriosa, um serviço frutífero e um caráter santo.

      Você precisa fazer uma escolha, a qual resultará em atitudes que determinarão seu destino. Deus lhe deu a honra de poder escolher. Já escolheu o único que dá a vida?  

A GRAÇA E AS CONSEQUÊNCIAS COEXISTEM

       Uma das características da letargia espiritual é um entendimento falho da lei das consequências. Por alguma razão, muitos cristãos acham que, quando nascem de novo, não precisam mais lidar com o resultado de suas escolhas. Por isso, muitos encaram com desdém a ideia de arcar com esses efeitos. Afinal, eles dizem: “Estou vivendo pela graça”.

       Ninguém jamais questionaria o fato de que o rei Davi fora um homem piedoso. A Bíblia chega a afirmar que Ele era um homem segundo o coração de Deus (ver Atos 13:22). Entretanto, esse líder sofreu intensamente quanto a consequências. Com todas as vitórias que obteve, poderíamos facilmente presumir que ele não precisava se preocupar com isso.

       A história de Davi e Bate-Seba é bem conhecida por todos aqueles que leem as Escrituras (ver 2ª Samuel 11 e 12). Esse foi um dos momentos mais obscuros na vida de Davi. Ele fez determinadas escolhas, e, por causa disso, certas consequências se materializaram. Para cada ação, há um efeito correspondente.

       No caso de Davi, o ato foi o seu relacionamento adúltero com Bate-Seba. Esse comportamento foi uma escolha que o rei fez sozinho, pela qual teve de assumir a responsabilidade. A consequência foi a morte do filho que Bate-Seba esperava. Por mais que Davi tivesse implorado a Deus que poupasse a vida da criança, ela morreu. Um princípio bíblico que, muitas vezes, é interpretado erroneamente está registrado em Galatas 6:7 – ARA: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Trata-se da irreprimível lei das consequências.

       Por causa da crescente apatia espiritual entre muitos cristãos, algumas vezes fazemos escolhas sem qualquer consideração aos efeitos que incorrerão. Também cultivamos um espírito de expectativa imprópria. Quero dizer com isso que não associamos nossas expectativas às nossas ações. Não se engane: neste momento, você terá de enfrentar as consequências das escolhas que fez ontem. Amanhã terá de lidar com os efeitos das decisões tomadas hoje. 

VICTÓRY THROUGH GRACE

[VITÓRIA PELA GRAÇA]

Fanny J. Crosby3

Cavalga o Rei com poder,

Levando Seu grande exército

à batalha renhida vencer;

Veja-os avançar com valor,

vestidos de vestes de luz,

Aclamando o Nome do Mestre,

ouça-os bradar com vigor:

 

A batalha não pertence ao forte,

nem ao veloz a corrida,

mas ao sincero e fiel a vitória

pela graça é prometida.

 

Vencendo agora e para sempre,

quem é esse Rei majestoso

que lidera os grandes exércitos

dos que cantam o Seu louvor?

Ele é o nosso Deus e Senhor,

Salvador e Monarca divino;

Eles, estrelas fulgentes,

Filhos do Reino do seu amor.

 

Vencendo agora e para sempre,

Sobre todos és soberano,

Tronos e cetros perecem,

coroas perdem seu resplendor

Mas as tropas que Tu lideras

Permanecem fiéis e sinceras,

E encontrarão o repouso eterno

Quando aqui terminar a guerra.

1John Newton (1725-1807) foi um pastor anglicano e convertido traficante de escravos. Foi autor de muitos hinos, incluindo Amazing Grace. Fonte: Wikipédia.

2Alfred Tennyson (1809-1892) foi um poeta inglês. Uma de suas obras mais famosas é Idylls of de King (1885), um conjunto de poemas narrativos com base nas aventuras do Rei Artur e dos seus Cavaleiros da Távola Redonda. Fonte: Wikipédia.

3Frances Jane Crosby (1820-1915), também conhecida como Fanny Crosby, foi uma compositora lírica conhecida por se tornar a mais prolífera autora de hinos sacros conhecida, a despeito de ter ficado cega ainda criança. Fonte: Wikipédia. 

Os Perigos de uma Fé Superficial – Desperte da letargia espiritual

A.W.Tozer

Graça Editorial

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei um comentário sobre “DEMOCRACIA PARTICIPATIVA É POSSÍVEL?”, extraído do site Politize.

Excelente o texto e muito atual, contextualizado com a postagem em questão.

Acrescentei um comentário “Dízimo: um ato de amor”, artigo compilado,  disponibilizado pelo CACP(Centro Apologético Cristão de Pesquisa), pois o tema e conteúdo é completo e tem tudo a ver com a postagem em si.

Acrescentei um comentário “Israel: Estado e Nação do Povo Judeu“.

O Parlamento de Israel aprovou nesta quinta-feira, 19/07/2018, um projeto de lei que define o país como um “Estado-nação do povo judeu”. Ele tem como emenda um controvertido artigo que prevê reservar novas áreas para os judeus.

Este material “A função do discipulado da Igreja” está presente na Revista Portas Abertas Ano 36, nº10, e resolvi acrescentar no blog. Para melhor compreender o que é discipulado, acrescentei um link:

Eu escrevi alguma coisa sobre o discipulado na igreja. Basicamente, algumas definições.

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O caminho para a superação desses desafios

VIVENDO COMO UM CRISTÃO INTENCIONAL

Hb 12:2

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

       O grande obstáculo para a vida cristã é a concepção de que, uma vez que aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador e acreditamos que tudo se resume a João 3:16, nossa vida esteja no piloto automático, e possamos, simplesmente, relaxar e desfrutar da viagem. Essa ideia é a fonte de muita desilusão e leva ao desânimo espiritual.

       Não existe um piloto automático em nossa experiência com Cristo. Cada passo é uma operação de fé que será furiosamente contestada pelo inimigo de nossa alma. Esse conceito leva a letargia espiritual. Libertar-se dessa tirania – custe o que custar – deveria ser a prioridade de todo cristão.

       Procurei enumerar alguns princípios para lidarmos com os diversos aspectos desse comportamento apático, principal condição entre os evangélicos hoje e responsável por inúmeros problemas. Permita que eu conclua este estudo com um conselho encorajador para aqueles que gostariam de ser libertos dessa escravidão espiritual, sob a luz gloriosa do propósito deleitável de Deus.

COMECE POR SUAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS 

       O primeiro passo é reconhecer o perigo da letargia espiritual. Se você não sabe que determinada situação é perigosa, não irá manter-se afastado dela e nada fará para evita-la. Em vez disso, sua atitude será negligente e indiferente – a fórmula perfeita para se chegar à condição de apatia.

      Certifique-se de começar por si mesmo. Muitos acham fácil enxergar problemas nos outros. Aliás, a maioria dos cristãos é muito habilidosa em reconhecer as falhas alheias, enquanto permanece totalmente cega à sua condição de vida. Nós nos tornamos especialistas nas fraquezas dos outros, mas extremamente ingênuos quanto a nossa condição diante de Deus. Foi exatamente disso que Jesus acusou os líderes religiosos de Sua época: 

Lc 6:41_42

E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”

Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”.

      É importante que cada um de nós reconheça esses sintomas em nossa vida e, depois, faça um voto solene de fazer algo a respeito. Um bom lema que encontrei nessa área é: “Seja tolerante com os outros e duro consigo mesmo”. Muitas vezes, somos culpados de aceitar em nós aquilo que condenamos veementemente nos outros. Para tanto, dependa da fidelidade do Espírito Santo para lidar com isso e, então permita que Ele faça tudo o que for preciso para trata-lo. Deus o ama demais para permitir que essa condição permaneça incontestada.

       O Espírito Santo é fiel para expor a sua condição espiritual. Sua responsabilidade é ouvi-lo, corresponder à Sua atuação e fazer um voto solene de quebrar a letargia a qualquer custo. Lembre-se do que Salomão disse sobre isso: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Ec 5:4).

       Lady Julian de Norwich1 entendia isso tão bem quanto qualquer outro autor que já li. Ela escreveu: “Ó Senhor, por favor, dê-me três feridas: a ferida da contrição, a da compaixão e a daqueles que anelam por Deus”. Então, ela acrescentou este pequeno pós—escrito, o que de mais belo já li: “Isso eu peço sem condições: Pai, faça o que peço e, depois, mande-me a conta. Qualquer que seja o preço, concordo em pagá-lo.”

       Nós evangélicos queremos que Deus faça todo o trabalho enquanto tomamos um caminho fácil para a Glória. Certamente, Cristo já pagou o preço por nossa redenção, mas nossa caminhada diária com Deus nos custará caro. Será que estamos dispostos a pagar alegremente esse preço? 

NÃO DEIXE DE SE REUNIR COM OS SANTOS

       O que nos atrapalha nesse processo é o nosso relacionamento com outros cristãos. Acredito que todos devam se associar a uma comunidade cristã, todavia, jamais deveríamos permitir que essa congregação dite o nosso crescimento espiritual. Os norte-americanos têm dificuldade de entender que o cristianismo não é uma democracia. O segredo da nossa caminhada cristão é entrega plena a Jesus Cristo e a ninguém mais. Algumas vezes, para seguir a direção do Espírito Santo, precisamos andar sozinhos, o que vai de encontro à nossa inclinação natural. Às vezes, precisamos nos afastar da multidão, até mesmo da multidão cristã.

       Quando o Espírito Santo começa a se mover em nós, acreditamos que podemos mudar os outros. Entretanto, como sempre, o “tiro sai pela culatra”, permitindo que a comunidade nos mude e estabeleça os nossos padrões. A psicologia grupal, às vezes, infesta até mesmo a igrejas, o que talvez explique por que muitas delas estão mortas em nosso país.

       Você não pode mudar a comunidade, pois está além do alcance e das possibilidades, mas tem como transformar a si mesmo. Ou, melhor dizendo, pode permitir que o Espírito Santo o faça, e esse renovo acontece bem no núcleo da sua vida. Então essa reviravolta interior, pouco a pouco, começará a afetar o exterior.

       O tipo certo de mudança pode afetar todos ao seu redor. Esse despertamento espiritual não depende de um grupo, mas é capaz de afetá-lo drasticamente. A renovação em sua vida pode modificar a comunidade. Tal qual uma chama possibilita inflamar tudo ao seu redor, o fogo do despertamento espiritual interior flui por nosso intermédio e toca todos os que estão à nossa volta, transformando, de fato, nossa comunidade.

UMA VIDA CONSAGRADA E CHEIA DE PROPÓSITO

       Denominamos essa influência intencional de vida cristã. Com isso, quero dizer que temos vivido os princípios e os mandamentos das Escrituras de maneira dedicada e propositada. A letargia espiritual resulta em um estilo de vida acidental e preguiçoso, por isso, nosso compromisso como cristão é ter um viver que se espelhe em Cristo. Não nos devemos parecer com os outros ou agir como eles, temos de ser igual a Jesus, agir como Ele e fazer o que faria no poder e na demonstração do Espírito Santo.

       Uma vida cristã motivadora é renovada pelo Espírito Santo e nos motiva a adotar um estilo de vida contrário a tudo o que está à nossa volta e em nossa cultura. Conforme as gerações anteriores costumavam ensinar, somos um povo consagrado. Somos separados do mundo para [servir a] Deus. Diversos aspectos são importantes para que possamos manter um estilo de vida cristã santificado.

A FÉ

       A fé não é uma fórmula ou um ritual mágico, mas sim, o resultado de um compromisso consistente e sacrificial com a litura bíblica e a oração. Muitos se satisfazem apenas com um versículo por dia, achando que será o suficiente para manter o diabo afastado. Isso é uma superstição sem sentido que precisa ser abandonada a todo custo. Nada jamais poderá substituir a simples leitura da Palavra de Deus, de preferência de joelhos. É claro que os calendários de leitura bíblica são importantes e, certamente, têm sua utilidade. Algumas vezes em minha leitura bíblica, um versículo ou uma palavra monopoliza o meu tempo e me arrebata, impedindo-me de ler outro versículo. São nesses momentos que preciso jogar fora todos os compromisso e esperar no Espírito de Deus de modo silencioso e paciente enquanto Ele ministra sobre mim aquela passagem, atraindo-me à Sua doce comunhão.

       Muito tem sido dito a respeito da fé nestes dias, cujo foco não está nas Escrituras. Precisamos rejeitar tudo o que seja contrário à Palavra. A fé não é o segredo para obter o que se quer. Além disso, não é uma fórmula mágica a qual, independente de quem a use, seja salvo ou não, obriga Deus a agir. Isso é insanidade religiosa e beira a bruxaria. Acredito firmemente que a verdadeira fé brota na alma do homem ou da mulher que se prostra com o rosto diante de uma Bíblia aberta e deixa Deus ser Deus em sua vida.

A OBEDIÊNCIA E A RENDIÇÃO

      Outro aspecto de uma vida cristã intencional é a obediência. Estou certo de que é aí que muitos fracassam. Para obter completamente, é preciso ouvir a voz de Deus com clareza. Novamente, isso está enraizado no meu relacionamento com a Palavra. Abraão ouviu o Senhor claramente e pôde obedecer-lhe de forma plena. Se quisermos desfrutar de uma vida de obediência, precisamos ter ouvidos para ouvir (Mt 11:15).

       Juntamente a essa questão, está a rendição, que é um ato claro de temor à Palavra de Deus. Quando falo de sujeição, invoco a ideia de entregar minha vida em absoluto e por completo a Deus, seja o que for que isso implique, sem qualquer condição. Alguns se dispõem a entregar 99% de sua vida ao Senhor, retendo o último um por cento. Ou nos rendemos integralmente, ou não fizemos nada que seja aceitável a Ele. O nosso Pai não aceitará uma entrega parcial. Ele zela por nós, deseja-nos por inteiro.

A PUREZA

       A pureza é um aspecto importante da vida cristã consagrada. Diz respeito à ausência de misturas. Todavia, a Igreja Evangélica tem se tornado extremamente habilidosa quanto a esse aspecto. Temos nos sobrecarregado tanto, que o cristão comum vive oprimido por obrigações religiosas, a ponto de nunca conseguir desfrutar da vida que Cristo planejou para ele. Ter uma vida pura é o mesmo que viver sem aditivos, ou seja, não se deixar diluir por elementos da cultura ou da religião. Significa, simplesmente, estar sob a autoridade do próprio Senhor Jesus Cristo. Nenhum outro nível de santificação é aceitável. À medida que desfruto intencionalmente da vida cristã, mantenho meu foco na pureza do Mestre, e, por Sua vida, vivo sem o jugo de outros assuntos ou interesses.

       Superficialmente, isso parece impossível. E, para falar francamente, é avesso à carne. Quanto mais tentamos ter uma vida cristã, mais somos sobrecarregados por elementos exteriores. Entretanto, colocando isso de lado, a fim de me recusar a ser afetado ou influenciado por tais fatores, abro caminho para que Deus trabalhe por intermédio de mim de acordo com Seus interesse e propósitos. O apóstolo Paulo tratou desse assunto da seguinte forma: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que vivo agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2:20). Não sou mais eu, mas Cristo em mim, a esperança da Glória (Cl 1:27).  

DESFRUTANDO DO FAVOR DE DEUS

       Aqueles dentre nós que estão absolutamente comprometidos a levar uma vida cristã cheia de propósito possuem uma grande vantagem. Tal benefício diz respeito ao que Deus pensa de nó: Ele quer o melhor para nós o tempo todo.

       O que o Altíssimo está fazendo na sua vida e na minha hoje não tem implicações apenas para o presente, mas por toda a eternidade. Quando Jesus Cristo estava na cruz, Ele pensava em nós. As lágrimas que fluíram no Calvário foram por nossa causa.

       O autor de Hebreus se refere ao fato de que Jesus suportou a cruza por causa da alegria que lhe estava proposta: Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hb 12:2). Qual foi essa satisfação? Todos aqueles que viriam a colocar a sua fé e a sua confiança nEle e se tornariam parte da Noiva de Cristo. Ele está sempre pensando em nós.

       Deus deseja colocar nossa vida debaixo da plena luz do seu favor. Isso requer que não sirvamos a nós mesmos nem agrademos aos outros ou a nós, mas nos entreguemos completamente, em absoluta rendição a Deus, por intermédio de Jesus, nosso Salvador. O resultado disso é uma vida cristã intencional.  

EM JESUS TENS A PALMA DA VITÓRIA2

Horatio Richmond Palmer3

Tentado, não cedas, ceder é pecar,

Melhor e mais nobre, será triunfar,

Coragem, ó crente, domina o teu mal.

Deus pode livrar-te de queda fatal.

 

Em Jesus tens a palma

Da vitória, minha ‘alma;

E também doce calma

Pelo sangue da cruz!

 

Evita o pecado, procura agradar

A Deus, a quem deves no corpo exaltar;

Não manches teus lábios com impura voz;

Defende tua alma do vício atroz.

 

Sê manso e benigno, qual morto até.

Na rocha eterna, firma tua fé;

Veraz é teu dito: de Deus é teu ser?

T’espera a coroa, tu podes vencer.

1Julian de Norwich (1342-1416, aproximadamente) é considerada um dos cristãos místicos (designação relacionada aos cristãos muito preocupados com a santificação e a devoção pessoal, a ponto de buscarem intensamente uma vida de oração e meditação nas Escrituras, ainda que isto lhes custasse certo isolamento da vida comum) mais importantes. Ela é venerada nas igrejas anglicanas e luteranas, como também na Igreja Católica.

Fonte: Wikipédia.

2Canção de número 75 do hinário Harpa Cristã.

3Horatio Richmond Palmer (1834-1907) nasceu em Sherburne, Nova York. Pertencia a uma família de músicos, sendo seu pai e sua tia seus primeiros professores. Formou-se pela Academia de Música Rushford, em Chicago, e, aos 20 anos, tornou-se seu diretor (1855-1865). 

Os Perigos de uma Fé Superficial – Desperte da letargia espiritual

A.W.Tozer

Graça Editorial

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Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Descobri na wikipédia uma lista de denominações protestantes no Brasil, que disponibilizo neste documento.

Dando sequência ao estudo um pouco mais detalhado de algumas denominações, estou postando agora, algo sobre a Igreja Cristã Maranata.
Esta denominação segue os cinco solas da reforma protestante.

Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria

por Declaração de Cambridge

Acrescentei um comentário na postagem associando a perseguição no mundo árabe, “Uma análise da perseguição aos cristãos no mundo árabe”.

Muito interessante e instrutivo este texto, especialmente para quem está ou pretende ir  para o campo missionário.

Acrescentei este texto associado à religião e  política ”Estado religioso e igreja política”.

Muito bom o texto e facilmente entendido no contexto de nossa vida cotidiana.

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Os desafios que confrontam a Igreja Evangélica

O PERIGO DA VITÓRIA E DA DERROTA

Pv 24:16

“Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.”

        Muitos cristãos têm abraçado a filosofia da vitória a qualquer preço. O que quer que eu precise fazer para me tornar vitorioso deve ser permitido. Então, as pessoas que ilustram esse tipo de triunfo desfilam diante de nós até ficarmos envergonhados de quaisquer derrotas que possamos ter na vida. De acordo com os especialistas, a vida é uma longa sucessão de conquistas.

      O problema é que ninguém jamais experimentou uma vida de vitória absoluta, sem qualquer derrota, exceto o próprio Senhor. Até mesmo a expectativa do êxito, às vezes, pode criar um espírito de fracasso em nosso coração. Esse é um dos perigos que ameaçam os espiritualmente letárgicos, e ninguém parece estar advertindo quanto a isso. Sem conhecer os seus perigos, muitas pessoas já adoraram avidamente diante do altar da vitória.

       Permita apenas que eu mencione o seguinte: a vitória pode nos corromper, e a derrota pode nos destruir.

O PERIGO DA VITÓRIA

        A vitória, certamente, é um dos objetivos da vida cristã, mas que definição dela, temos usado? Lutamos para desfrutá-la, entretanto, quem nos diz o que realmente significa ser um vencedor? Precisamos examinar diligentemente as Escrituras para descobrir como Deus delineia uma vida cristã vitoriosa, para então nos comprometermos alcança-la. Qualquer outra definição é inaceitável ao cristão. Por ser isso demasiadamente importante, não devemos entender mal o seu significado.

       Permita-me dizer que há quem pense que uma vida cristã vitoriosa está isenta de quaisquer problemas, dificuldades ou derrotas. Na realidade, o contrário é verdadeiro. Ser vencedor consiste em derrotar os inimigos e as situações com as quais nos deparamos no caminho a cada dia ou momento. É por isso que a Palavra de Deus diz: Porque sete vezes cairá o justo (Pv 24:16a). Nós, às vezes, abraçamos a ideia de que um justo jamais cai. Assim sendo, enfrentamos o perigo da prepotência.

       A arrogância é o pecado que se segue ao sucesso. Já vi alguns comprarem o seu estilo de vida, dominando a todos. Tinham dinheiro para pagar, por isso a empregada, o jardineiro e todos os demais se tornaram seus escravos.

       Certa vez, liguei para um pregador famoso a fim de convidá-lo para ministrar em nossa igreja. Não consegui sequer falar com ele. A secretária informou que ele estava ocupado e não podia me atender. Isso aconteceu há muitos anos, e eu não sei se, após tanto tempo, ele falaria ou não comigo, em virtude de uma atitude condescendente à minha idade avançada. Deus sempre nos exortará por esse tipo de comportamento, Ele jamais permitirá que você tenha uma atitude intolerante com relação a alguém, se você for cristão. O Senhor o ama demais para deixá-lo agir assim impunemente. A arrogância sucede à vitória.

       Nosso Senhor entrou pelas portas de Jerusalém em um domingo. “Ele era filho de um carpinteiro” pensaram eles. Não fora educado em escolas, não conhecia nem usava os jargões dos corredores acadêmicos. Jesus falava a linguagem simples das ruas e dos povoados.

       Enquanto andava sobre o jumentinho pelas ruas de Jerusalém, com todo o povo aclamando e bradando Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! (Mt 21:9b), o Mestre poderia muito bem ter nutrido pensamentos de sucesso e vitória. Aquele teria sido o momento perfeito para que ele, de repente, pensasse: “Talvez o diabo tivesse razão. Eu poderia ser o rei do mundo. Meus amigos que queriam que eu fosse rei talvez estivessem certos quanto a isso”.

       É sempre uma grande tentação permitir que suas vitórias assumam proporções exageradas e lhe deem uma ideia errônea de quem você realmente é. Cuide-se quando sua reputação for celebrada. É fácil demais acreditar no que as pessoas estão dizendo a seu respeito. Jesus não permitiu que qualquer tipo de sucesso O desviasse de Seu propósito. Ele sabia em que direção estava indo e manteve-se nesse caminho. Atente-se caso você venha a estabelecer-se, sendo aceito em sua área de atuação como alguém vitorioso e bem-sucedido. Quando isso acontece, pode ser muito perigoso. Se sobrevierem reconhecimentos acerca de sua vida cristã, tome cuidado.

       A mesma multidão que disse: “Hosana!” bradou: “Seja crucificado!”. Tenha isso em mente. O grande político de hoje poderá estar na cadeia amanhã. A multidão que o acha digno de aclamação hoje poderá lhe dar as costas amanhã.

O PERIGO DA DERROTA OU DO FRACASSO

       O perigo da derrota é oposto ao da vitória. Você se lembra da famosa batalha que Israel travou diante de Jericó e de como as muralhas caíram? O povo de Deus se tornou autoconfiante demais, achando-se responsável pela própria vitória, então, partiu para Ai. Ele levou apenas alguns milhares de soldados, pensando: “Ah, olhem só o que Israel fez a Jericó!”, quando tudo o que havia feito fora gritar e tocar as buzinas de chifre de carneiro. Deus fizera tudo, mas o povo achava que o tinha realizado.

       Os israelitas devem ter imaginado que o ar das buzinas derrubara as muralhas. Na batalha seguinte, pensaram; “Ah, venceremos a cidade de Ai. Será fácil”. Eles se vangloriaram arrogantemente: “Estamos com tudo agora, nada faz mais sucesso do que o nosso próprio sucesso, por isso tomaremos Ai da mesma forma que fizemos com Jericó”. Então saíram com o peito estufado e cabeça erguida, mas logo tiveram de fugir vergonhosamente do povo de Ai, perdendo valiosos 35 mil soldados. Sua derrota sucedeu à sua vitória, do mesmo modo que os efeitos às causas.

      O perigo é que a vitória faz crescer um espírito arrogante dentro de nós, fazendo-nos pensar que somos invencíveis. Então, o inevitável acontece; de repente mergulhamos no fracasso, o que gera um espírito de desânimo, o qual, muitas vezes, leva, ao abatimento. A velha expressão shakespeariana “ele não tem estômago para isso” indica que uma pessoa não tem disposição para determinado trabalho, já que pode ser desagradável a ela. A perda de resistência, ou o desânimo, pode se comparar a alguém doente que perdeu completamente o apetite.

      No Reino de Deus, uma ou duas derrotas e alguns reveses, muitas vezes, podem nos levar ao ponto de não termos mais estômago para nada. Oramos, mas estamos indispostos, não há mais prazer nessa prática. Vamos à igreja, porém não tiramos qualquer proveito disso. Nada tem significado para nós. Os hinos parecem sem graça e insípidos, os sermões são enfadonhos. Tudo parece desenxabido porque perdemos o entusiasmo. Estamos abatidos e desanimados.

      Muitos dos escolhidos de Deus já experimentaram isso. Eles não perderam a vida eterna, ou mudaram seu relacionamento com o Pai, ainda são seus filhos. Cristo continua intercedendo por eles à destra do Pai. O Céu ainda é o seu lar, mas perderam, momentaneamente, o estômago. Eles não têm apetite. Foram derrotados, e, por isso, o fracasso tomou conta deles. Já fui a igrejas nas quais era perceptível que ninguém esperava que algo pudesse acontecer, e o resultado disso, é claro, é o que se poderia esperar… Nada.

       Existe um perigo real na derrota. Suponha que alguém escorregasse em uma calçada coberta de gelo, vindo a cair e dissesse: “Acho que não adianta tentar de novo”. Então, após finalmente ter conseguido erguer-se, andaria por mais um quarteirão, cairia novamente e diria: “Há algo de errado com o meu equilíbrio, terei de aceitar o fato de que jamais conseguirei ficar de pé novamente”. Em algum momento, é evidente que ele teria de ir para casa. Essa é uma atitude derrotista, ou seja, quando permitimos que um fracasso implante um retrocesso permanente em nosso coração.

       Certa vez, enquanto participava de uma conferência, deparei-me com um jovem pregador, sentado ao pé da porta principal. Era um rapaz forte e robusto, mas, naquela manhã, estava visivelmente cabisbaixo. Tentei conversar, brincar um pouco, mas ele não reagiu. Não sorriu nem respondeu. Disse apenas: “Sr Tozer, algo terrível me aconteceu”.

       Eu perguntei:

      -Qual é o problema? O que aconteceu?

      -Acabo de fazer a minha prova de ordenação e fui reprovado – disse ele. – Fui reprovado no exame, e, agora, eles não querem me ordenar.

       Eu sabia o que aquele jovem estava passando, e ele corria o risco de desenvolver um espírito de derrotismo.

       Então, procurei encorajá-lo e mudar um pouco o seu estado de espírito.

       -Abraham Lincoln foi derrotado duas vezes antes de ser eleito. Se Deus o chamou, vá até a sua junta examinadora e descubra no que você errou. Compre alguns livros, estude e peça uma nova chance.

       Ele levantou o rosto e perguntou:

       –É isso que o Senhor sugere?

       Eu respondi:

       É claro! Não se deixe derrotar por isso. O Senhor o escolheu e não revogará o seu chamado por causa de algumas questões que você não soube responder. Estude, descubra qual foi o problema, supere-se, aprenda, ore e peça que o Altíssimo o ajude. Da próxima vez você vai passar.

       Foi exatamente isso que aconteceu. Ele se tornou um jovem pastor bem-sucedido, e tudo ficou bem. Entretanto, se alguém não o tivesse encorajado, aquele poderia ter sido o fim do seu ministério. Provavelmente, ele teria entrado em seu carro, ido para casa e pensado: “Não adianta. Deus me abandonou, o Espírito Santo me desamparou, e eu não sei o suficiente para passar no exame”.

      Suponha que você ore por algo, não o receba, e pareça óbvio que não o receberá. Não permita que isso acabe com as suas forças. Talvez, o seu viver não esteja procedendo com retidão e ore de forma egoísta, ou ainda, tenha compreendido mal a vontade de Deus. Examine as Escrituras, acerte-se com o Senhor, entregando-lhe a chance de trabalhar em você e, só então, tente novamente. Desse modo, o Senhor lhe fará aguardar ou dirá que você está orando pela motivação errada, instruindo-o a orar por algo, o qual lhe concederá. Ainda é possível que Ele lhe entregue aquilo pelo qual você orava desde o início. De qualquer modo, não fique derrotado. 

REGRAS PARA VIVER UMA VITÓRIA OU UMA DERROTA

        Eu já treinei a mim mesmo, por meio da Palavra de Deus e da oração, a jamais olhar para o que acontece dessa maneira. Preciso permanecer ao lado de Deus, junto à ressurreição e á vitória, e assim viver. Permita que eu enumere quatro regras que o ajudarão a passar por uma vitória ou uma derrota.

NÃO CONFIE EM UM CORAÇÃO DESANIMADO

         Jamais confie em um coração quando você está se sentindo desanimado ou quando acaba de conquistar uma grande vitória. Se tiver acabado de sofrer uma derrota horrível, simplesmente aquiete o seu coração e não tome decisão alguma. Lembre-se de que isto passará.

       Sendo cristão, o Espírito Santo habita em você. Ele não o rejeitou. Se todos acreditam que você não é tão bom assim no que faz, se a sua voz não é tão gloriosa como gostaria que fosse, se o seu intelecto e a sua sabedoria, quem sabe, não são tão exemplares o quanto gostaria, ou, ainda, se souberam da sua derrota e a espalharam a todos, entristecendo-o, deixe que pensem o que quiserem a seu respeito.

       Um coração desiludido sempre exagera. Não confie em um espírito desanimado, pois ele jamais lhe dará um panorama real sobre você ou a sua situação.

 ADIE QUALQUER TOMADA DE DECISÃO IMEDIATA

        Muito pouco precisa ser decidido imediatamente. Dê tempo a você mesmo. Não há qualquer pastor que em algum momento já não tenha escrito sua carta de resignação em um sábado e, então, após receber a benção no domingo, tenha acabado por rasga-la. Não renuncie nem desista de algo quando estiver desanimado. Sentindo-se deprimido e triste, não tome qualquer atitude.

       Quantos, em momentos de profundo desânimo, já não se resignaram, desistiram, decidiram-se e tiveram de se arrepender por isso pelo resto da vida. Outros já passaram pelo vale do desânimo e perseveraram até saírem dele e entrarem na maravilhosa luz do deleite divino.

       Toda decisão que tomamos para o Senhor tem seu momento certo. Tomar atitudes prematuramente, às vezes, significa perder a benção de Deus. Então, quando você estiver no topo do mundo e disser: Posso todas as coisas naquele que me fortalece (Fp 4:13), tome a sua decisão. 

REFLITA SOBRE O SEU RELACIONAMENTO COM DEUS

        Independente da sua vitória ou derrota, o seu relacionamento com Deus não muda. Você não é menos amado por Deus quando fracassa do que quando é bem-sucedido.

       O convívio com os outros pode mudar, dependendo do seu status de vitória ou derrota, mas não é assim com o Senhor. Posso suportar a desconfiança dos meus amigos, mas não conseguirei aguentar o mesmo de Deus. À medida que examino as Escrituras, descubro, para o meu deleite, que o Todo-Poderoso me tem em altíssima estima. Embora cometa erros e tropece, ainda sou filho do Deus vivo. Ele olha para mim com um sorriso radiante de graça e misericórdia. Eu sou a menina de seus olhos afetuosos.

 SATURE-SE DAS PROMESSAS DE DEUS

        Passar um tempo a sós com Deus, mantendo a sua Bíblia aberta, pode transformar um coração triste e cheio de derrota em alegre, por causa das imutáveis promessas do Senhor. A Palavra de Deus não muda conforme nossos sucessos ou nossas derrotas. O Senhor é a sua rocha, a sua fortaleza, o seu Libertador, o seu Escudo, a sua Força e a sua Torre forte. Ele enviou desde o alto a Sua mão, segurando-o, e o retirou das muitas águas. Livrou-o de seu inimigo e dos que o aborreciam. O Altíssimo o transportou para um lugar espaçoso e o guardou, porque tem prazer em você (Sl 18:16_19).

 NÓS ESTAMOS DO LADO DE DEUS

        Existe um versículo que eu amo: Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR, meu Deus, alumiará as minhas trevas (Sl 18:28). Talvez a pequena chama tenha se extinguido. Mesmo assim, Deus a reacenderá para nós. Ele a inflamará e alumiará as nossas trevas. Creia nisso.

       O Senhor é o nosso Refúgio, e nós não deixaremos a vitória nos corromper nem permitiremos que a derrota nos desanime. Seguiremos adiante, permaneceremos acima de tudo isso, alegres em Deus, pois estamos vencendo, quer percebamos isso ou não; essa é a prerrogativa daqueles que vivem pela fé.

 

ON TO VICTORY

[AVANTE PARA A VITÓRIA]

Elisha A. Hoffman1

 

Cristãos, coloquem a armadura

Há uma vitória a ser ganha

Para o Senhor, para o Senhor

Tomem o capacete, o escudo e a espada

E avancem para a batalha

Munidos de Sua Palavra.

 

Desfraldem a Sua bandeira,

Arvorem-na sobre a Terra,

Proclamem a Sua verdade

Até que todas as nações

Reconheçam que Ele é o Rei

Por toda a Eternidade.

 

Quando findar a peleja,

E alcançarmos nossa vitória,

Os conflitos hão de cessar

E, em sua celeste morada,

A Igreja será coroada

De eterna e divina glória.

 

Será um momento de gozo,

Nossas línguas se encherão de louvor

Cada vez mais, cada vez mais

Ao contemplarmos o nosso Senhor

Por toda a eternidade.

Prossigamos para a vitória

 

Com Jesus, nosso General,

Com Jesus, nosso General

Prossigamos para a vitória,

Uma vitória gloriosa e final.

1Elisha Albright Hoffman (1839-1929), nascido na Pensilvânia (EUA), foi um pastor presbiteriano que compôs mais de dos mil hinos. Filho de ministro evangélico, cresceu cantando hinos sacros, tanto na igreja quanto em seu lar. Fonte: Wikipédia.

Os Perigos de uma Fé Superficial – Desperte da letargia espiritual

A.W.Tozer

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Acrescentei este assunto contextualizado com o fato de habitar em uma nação democrática, e nada melhor do que entender qual é a função e características  dos três poderes desta democracia, a saber:

-Poder Judiciário;

-Poder Legislativo;

-Poder Executivo.

Acrescentei a música “Eis-me aqui”, cantado por André Paganelly e Aliança do Tabernáculo.

Acrescentei também alguma coisa sobre Jesus ser o pão da vida, retirado do Livro de Apoio das Lições Bíblicas do 3ºT 2018 Adulto CPAD, Adoração, Santificação e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. 

Acrescentei algo sobre o cristianismo nos EUA. Acrescentei também um vídeo com o exercito americano cantando a música “Days of Elijah”.

Só ouvindo para entender: “O segredo de ninguém vencer essa nação é a fé em Deus.” ( Joel Gomes). 

Acrescentei este documento “As incertezas de um chamado” que encontrei no link do Ministério Povos e Línguas.

Muito interessante este artigo, porque aborda situações diversas que levam, muitas das vezes, as pessoas refletirem:

1- Será que sou eu mesmo que devo ir?

2- Será que as dificuldades que tenho passado é um indicativo de que este chamado não é para mim?

3- Etc…

Isto aconteceu com Gideão e pode acontecer com qualquer um de nós, trabalhadores da Seara, do Sr Jesus.

Este texto é um incentivo para quem esta em dúvidas, no sentido, de prosseguir debaixo da mão de Deus.   

Acrescentei o texto do Bp Robinson Cavalcanti “Missão Integral da Igreja”.

 

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Há Momentos – Banda Kadoshi

Há momentos que, na vida, pensamos em olhar atrás,
É preciso pedir ajuda para poder continuar.
E clamamos o nome de Jesus (2x)
E clamamos o nome, o nome de Jesus,
Ele nos ajuda a carregar a cruz.

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Retirei estes artigos da Revista Ultimato, edição nº372.

Acrescentei este documento associado à Missão Integral.

Acrescentei este documento associado à oração.

Acrescentei alguma coisa sobre a JMM (Junta de Missões Mundiais), organização missionária da Convenção Batista Brasileira, com atuação em mais de 75 países. Acrescentei também algo sobre os seguintes países, retirado da JMM.

 

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Alcançando a Índia

Resolvi disponibilizar estes dois vídeos que complementam  o estudo e conhecimento da nação indiana, com as suas castas e religiões diversas

Acrescentei também um material em power point da SEPAL com dados gerais sobre a Índia, contendo onze slides. Excelente e de fácil visualização, bastando clicar abaixo:

 

dados_sobre_a_india_sepal

Localização da Índia

Localização da Índia em verde escuro.
Território disputado da Caxemira (que inclui reivindicações de Paquistão e China) em verde-claro.

Índia (em hindiभारतBhāratpronunciado: [ˈbʱaːrət̪]; em inglêsIndiapronunciado: [ˈɪndiə]), oficialmente denominada República da Índia (em hindiभारत गणराज्यBhārat Gaṇarājya; em inglêsRepublic of India), é um país da Ásia Meridional. É o segundo país mais populoso, o sétimo maior em área geográfica e a democracia mais populosa do mundo. Delimitada ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pelo golfo de Bengala a leste, a Índia tem uma costa com 7 517 km de extensão. O país faz fronteira com Paquistão a oeste;[nota 1]ChinaNepal e Butão ao norte e Bangladesh e Mianmar a leste. Os países insulares do Oceano Índico — Sri Lanka e Maldivas— estão localizados bem próximo da Índia.

Lar da Civilização do Vale do Indo, de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, o subcontinente indiano é identificado por sua riqueza comercial e cultural de grande parte da sua longa história. Quatro grandes religiões — hinduísmobudismojainismo e siquismo — originaram-se no país, enquanto o zoroastrismo, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo chegaram no primeiro milênio d.C. e moldaram a diversidade cultural da região. Anexada gradualmente pela Companhia Britânica das Índias Orientais no início do século XVIII e colonizada pelo Império Britânico a partir de meados do século XIX, a Índia tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta social pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não violenta.

O governo da Índia também considera o Afeganistão como um país fronteiriço. Isso ocorre porque os indianos consideram todo o estado de Jammu e Caxemira como parte da Índia, incluindo a porção que faz fronteira com o território afegão. Um cessar-fogo promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948 congelou as negociações sobre o território reivindicado pelo Paquistão e pela Índia. Como consequência, a região que faz fronteira com o Afeganistão é administrada pelo governo paquistanês.

A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união, com um sistema de democracia parlamentar. O país é a sétima maior economia do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, bem como a terceira maior do mundo em PIB medido em Paridade de Poder de Compra. As reformas econômicas feitas desde 1991 transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo; no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, violência de género, doenças e desnutrição. Uma sociedade pluralistamultilíngue e multiétnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos.

Mapa da Índia

Etimologia

O nome Índia é derivado de Indus, que por sua vez é derivado da palavra Hindu, em persa antigo. Do sânscrito Sindhu, a denominação local histórica para o rio Indus. Os gregos clássicos referiam-se aos indianos como Indoi (Ινδοί), povos do Indus. A Constituição da Índia e o uso comum em várias línguas indianas igualmente reconhecem Bharat como um nome oficial de igual statusHindustão (ou Indostão), que é a palavra persa para a “terra do Hindus” e historicamente referida ao norte da Índia, é também usada ocasionalmente como um sinônimo para toda a Índia.

No interior do território indiano vive cerca de 1,2 bilhão de pessoas, isso coloca o país em segundo lugar entre os países mais populosos do mundo, sendo superado somente pela China, cuja população é de aproximadamente 1,3 bilhão de habitantes. A Índia apresenta uma taxa de crescimento vegetativo anual de cerca de 1,3%, percentual que preocupa, pois esse aumento na população representa muito. 

A numerosa população indiana possui uma grande diversidade cultural, étnica e religiosa. Há uma grande complexidade étnico-linguístico na Índia. A população é formada a partir de povos como: dravidianos e arianos, incluindo ainda grupos humanos de menor expressão. Quanto à língua, são aceitos como oficiais 18 idiomas, além de pelo menos 1 600 dialetos. Na índia cerca de 74% da população é de religião hinduísta, além de aproximadamente 12% de mulçumanos, e o restante, cerca de 14%, praticam outras religiões. 

Informações diversas

Nome: República da Índia. 

Capital: Nova Délhi. 

Cidade mais populosa: Bombaim (16,6 milhões). 

Religiões: Hindu, islamismo, cristã, sith, budismo, entre muitas outras. 

Mortalidade infantil: 34,61 mortos/1000 nascidos. 

Expectativa de vida: 65 anos. 

Independência: 15 de agosto de 1947. 

Subdivisões políticas: 28 Estados e 7 territórios da união. 

PIB: 2,9 trilhões de dólares. 

Gentílico: indiano (a). 

Moeda: rupia indiana. 

Religiões indianas

As religiões da Índia, são o conjunto das tradições religiosas correlatas que se originaram no subcontinente indiano, mais precisamente o hinduísmo, o budismo, o jainismo e o sikhismo (repare que são religiões originárias da Índia, mas não necessariamente maioritárias no país). Há também o Zoroastrismo , o Judaismo, o Cristianismo e o Islamismo embora estas quatro não tenham nascido na Índia.

Formam o subgrupo da classe maior das “filosofias orientais“. As religiões da Índia tem similaridades em credos, modos de adoração e práticas associadas, principalmente devido à sua história de origem comum e influência mútua.

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/india.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%B5es_indianas

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O CACP(Centro Apologético Cristão de Pesquisas) disponibilizou algo sobre John Wesley “Wesley: Uma tocha tirada do fogo”, que disponibilizei na postagem, como comentário. Vale a leitura do texto, indicando o livramento divino para com este nobre homem de Deus.

Acrescentei uma série de documentos do autor e livro Psicologia Pastoral. Registrei em meus comentários algo sobre isto.

Segue abaixo uma imagem de alguns documentos disponibilizados.

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Acrescentei este documento “Cristãos e Política: uma relação imprescindível”, retirado do site da ultimato.

Muito bom o material e contextualizado com o processo eleitoral atual, artigo excelente para leitura.

O CACP disponibilizou este documento, que estou postando agora, para quem desejar saber algo mais sobre o tema. 

Domingo, dia 02/09/2018 estava presente no casamento do meu filho Thiago e Phabyola. Registrei algumas imagens, vídeo e um áudio associado a celebração neste documento.

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Os Grupos menos evangelizados no Brasil – Projeto mapeia presença evangélica em comunidades amazonenses

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Revista-Passatempos-Missionarios-2

Esta edição da revistinha PASSATEMPOS MISSIONÁRIOS é totalmente dedicada aos grupos menos evangelizados no Brasil. Além dos tradicionais caça palavras, palavras cruzadas, quizes e as Reflexões Missionárias.
Passatempos Missionários é uma publicação do blog Veredas Missionárias, e objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja sobre a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos.
Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas evangélicas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.
A revista possui 20 páginas, em tamanho A5, e está em formato PDF.

Fonte: Veredas Missionaria

Devido às especificidades da região, sempre foi um grande desafio reunir dados e informações quantitativas exatas e confiáveis sobre o trabalho missionário no Amazonas. Tendo em vista suprir essa necessidade, um grupo de cristãos, formado por missionários, pastores, pesquisadores e voluntários, iniciou em abril de 2012 o Projeto Fronteiras, que tem entre seus objetivos pesquisar e processar informações sobre as etnias indígenas a respeito das quais pouco se sabe, as migrações indígenas nos principais rios e os bolsões ribeirinhos menos evangelizados e socialmente carentes na Amazônia.

Após estabelecer uma metodologia e uma estratégia de pesquisa, os pesquisadores estiveram durante três anos em campo levantando e catalogando os dados, que podem ser acessado no site do Projeto.

O Projeto Fronteiras é resultado da parceria entre algumas organizações. Entre elas estão a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB ), Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), Projeto Amanajé e Instituto Antropos.

Confira a seguir o mapa criado pelo Fronteiras que identifica por cores a presença evangélica no estado do Amazonas

Essa imagem tem um atributo alt vazio; o nome do arquivo é Amazonas-por-cores-2.png

Cores de acordo com a presença evangélica nas comunidades

  • Vermelho: 0 a 10%.
  • Laranja: 11 a 20%.
  • Amarelo: 21 a 30%.
  • Verde: 31 a 40%.
  • Azul: acima de 41%.

De acordo com pesquisas, estima-se que o Amazonas tem em torno de 7.500 comunidades tradicionais. Se apenas 20% das comunidades tradicionais do Estado do Amazonas tem presença evangélica identificada, significa que os 80% restantes são 6.000 comunidades sem presença evangélica – que representa mais de 500.000 pessoas a serem alcançadas.

Revista Passatempo Missionários

Ultimato | Paralelo 10 ultimato@ultimato.com.br

Indígenas no Brasil — um universo pouco conhecido

Não há como negar que a realidade dos indígenas brasileiros é pouco conhecida pela maioria de nós.

Na introdução do livro Indígenas do Brasil, Ronaldo Lidório, o organizador, inicia assim o tema: “[Este livro] é uma convocação para percebermos que há vários universos sociais paralelos neste país. Um deles é a sociedade indígena” e, mais à frente, denuncia: “Por anos assistimos às injustiças mais profundas contra a sociedade indígena sem nutrirmos sentimento algum de revolta ou ao menos desconforto. Era um mundo à parte, responsabilidade de outros; a dor dos sofridos não era nossa luta”.

Eli Ticuna, um dos autores do livro A Questão Indígena — Uma luta desigual, concorda: “Quando pensamos no índio, a primeira imagem que vem à mente é aquela do homem nu, guerreiro com arco e flecha nas mãos, de olhos puxados, cabelos lisos e de rosto e corpo pintados. Há nessa imagem um misto de belo e exótico, ora idealizador, ora preconceituoso” e, em seguida, completa: “O índio brasileiro é cidadão que tem anseios, carências e necessidades específicas, que precisam ser supridas”. De um lado, idealizações; de outro, injustiça.

O texto da Equipe Curatorial da mostra “Dja Guata Porã — Rio de Janeiro indígena”, em exposição no Museu de Arte do Rio (MAR) desde outubro, salienta que, apesar do fato de que “ser carioca” seja inseparável de sua herança indígena — inclusive o próprio termo “carioca” vem da aldeia tupinambá Kariók, localizada no Outeiro da Glória –, esta presença não é amplamente reconhecida: “A história indígena do Rio de Janeiro ainda se mantém encoberta, silenciando a presença dos povos indígenas e sua enorme contribuição à nossa vida cotidiana e à nossa capacidade de imaginar o futuro”.

O que não sabemos sobre os indígenas do Brasil? 

Primeiro que é um universo diversificado e multicultural, com 340 diferentes etnias, falantes de 181 diferentes línguas. Algumas das etnias possuem uma população inferior a cem pessoas e existem pelo menos 27 grupos isolados, etnias que possuem pouco ou nenhum contato com outros indígenas ou não indígenas. Há uma crescente migração urbana — praticamente 50% dos indígenas brasileiros já vivem em áreas urbanas e para estes há acelerada perda da língua materna. Para os que permanecem em ambientes de aldeamento os problemas de saúde, educação e subsistência se intensificam. 

Houve uma explosão dos que passaram a se autodeclarar indígenas nas últimas décadas: em 1991, eram 294 mil. Em 2000, a pesquisa do IBGE contabilizou 734 mil indígenas e, em 2010, 900 mil.

O evangelho está em franco crescimento no grupo, sendo que 150 etnias possuem presença de igreja indígena. São dezesseis seminários e cursos com ênfase no preparo indígena. Segundo o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), 270 obreiros indígenas passaram por seminários entre 2007 e 2016; 182 etnias possuem presença missionária evangélica, representando mais de trinta agências e quase cem diferentes denominações. A tradução da Bíblia também avança, mas ainda há 69 línguas sem nenhuma porção bíblica traduzida.

Enquanto a expectativa de vida do brasileiro é de 73 anos, a dos indígenas é de 45. A mortalidade infantil média brasileira é de quinze crianças em cada mil nascidas vivas, entre os indígenas é de 43,46 e entre os ianomâmis é de 149. O suicídio entre jovens de 10 a 19 anos entre os indígenas é oito vezes maior do que entre jovens brancos e negros. A demarcação de terras indígenas é de vital importância para os índios. Veja no quadro subsequente a situação atual do processo demarcatório.

infográfico das páginas seguintes lança luz sobre o pouco conhecido universo indígena do Brasil. Ultimato espera provocar empatia que se traduza em envolvimento por meio de ações concretas.

Boa parte das informações contidas no infográfico foi extraída do banco de dados do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais do Brasil (DAI/AMTB). Fontes governamentais e de outras organizações foram consultadas. 

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/368/indigenas-no-brasil-um-universo-pouco-conhecido

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Adicionei um comentário “O que o budismo e a meditação tem a ver com o resgate dos meninos na Tailândia”, uma entrevista com Adriano Araújo, há quase 20 anos na Tailândia, que acompanhou de perto o resgate dos 12 meninos tailandeses e o seu treinador nas últimas semanas. Aliás, assim como o técnico dos “Javalis Selvagens”, Adriano também trabalha com futebol entre os tailandeses e é doutorando em Estudos Religiosos, Budismo e Sudeste Asiático na Universidade Mahidol, em Bangkok.

O sucesso do resgate comoveu o mundo e foi apontado como “milagre”, “sorte” e até como resultado da prática de meditação, conduzida pelo treinador durante os 18 dias nas profundezas do complexo de cavernas Tham Luang.

O pessoal da Ultimato também conversou com Adriano Araújo sobre os últimos acontecimentos.

O Ministério Povos e Línguas disponibilizou um artigo, com um tema muito atual “O avanço do reino nas cidades” que estou disponibilizando neste momento.

Atualizei este documento, incluindo mais algumas informações sobre o grupo, inclusive um vídeo de +/- 3 minutos, retratando os 5 Anos – Grupo Povos e Línguas e acrescentei dois comentários.

Muito bom, este grupo. E veja bem, eu o conheço em minhas pesquisas pela internet e obviamente ao acessar o link do mesmo.

É a igreja brasileira se movimentando em cumprimento ao ide do Sr Jesus. 

Excelente este material publicado pelo ministério Povos e Línguas e escrito por: ANTONIA LEONORA VAN DER MEER

Graduada em Letras com Mestrado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e Doutorado em Missiologia pela Asia Graduate School of Theology, Filipinas. Serviu por 10 anos como Missionária em Angola.

Mais um excelente material publicado pelo portal povos e línguas, que disponibilizo aqui.

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Tudo tem seu tempo certo

Família

Jaime Kemp

Cada família precisa aprender a desenvolver a arte de permanecer juntos, amadurecer… e ajustar-se diante das circunstâncias

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Primavera, verão, outono e inverno. Cada estação tem suas características próprias. Temperaturas, cores, flores e fauna diferentes. Quando eu era criança, entre oito e dez anos, enquanto crescia nas montanhas, na zona rural do norte da Califórnia, nos Estados Unidos, sempre gostei mais do verão. Não que eu não gostasse das outras estações, como, por exemplo, o inverno. O frio daquela região da América vinha acompanhado de muita neve, e isso me incentivou a aprender a esquiar com apenas sete anos de idade.
Ah, mas o verão! O verão anunciava o final do período escolar, além de colocar à disposição de um menino levado e cheio de energia a inesgotável diversão da vida no campo. Eu nadava nos lagos e pescava trutas nos rios, acampava ao lado do riacho com meu melhor amigo, Grant Landenslager, caçava faisão, coelhos e esquilos. O verão era, sem dúvida, a minha estação predileta.
Assim como o transcorrer do ano é marcado por diferentes estações, também no casamento existem diferentes fases, com suas alegrias e prazeres, lutas e dificuldades. Creio que posso mencionar pelo menos sete fases entre o dia do casamento e o dia da morte de um dos cônjuges. Todas elas carregam desafios, tentações, contentamentos e lutas.
Cada casamento é único, singular, entretanto cada casal, cada família precisa aprender a desenvolver a arte de permanecer juntos e amadurecer, enfrentar crises, tomar decisões, resolver problemas e ajustar-se diante das circunstâncias, sejam elas adversas ou não. Como disse o sábio rei Salomão em Eclesiastes 3.1: “Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião”. E no versículo 11, ele afirma: “Deus marcou o tempo certo para cada coisa…”.

As fases do casamento

Casamento é para ser um dueto, mas às vezes mais parece um duelo. O casal precisa aprender a viver em harmonia sob o mesmo teto, a fazer refeições juntos à mesma mesa e dormir na mesma cama.

Adaptação

Para alguns, o primeiro ano de casamento pode ser o mais difícil. Por quê? Bem, ao unir a “família Pereira” à “família Oliveira” eles percebem que cada uma tem suas tradições, suas idiossincrasias e sua maneira de encarar a vida. Dependendo da maturidade de cada cônjuge será mais tranquilo ou não conviver em harmonia. Mas, infelizmente, alguns casais não conseguem ajustar-se nesta primeira fase e logo no início da vida conjugal decidem separar-se.

Filhos pequenos

A segunda fase do casamento é aquela que anuncia a chegada dos filhos. Ela pode perdurar entre 5-10 anos, mas para alguns pode durar bem mais. Conheço casais que, depois de terem dois ou três filhos já nos primeiros cinco anos de casados, estão certos de que “fecharam a fábrica”, porém passados alguns anos, surpresa! Inesperadamente são presenteados com “uma raspinha de tacho”, como o povo gosta de dizer.
Essa fase projeta uma época de grande alegria, pois “os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção” (Salmos 127.3 – NTLH). Bebê e crianças pequenas são egoístas por natureza e querem (às vezes até mesmo exigem) que suas necessidades sejam satisfeitas imediatamente. Como costumo dizer, se não fosse pelo fato de as crianças serem pequenas e frágeis, a maioria estrangularia os pais num acesso de raiva descontrolada.
A responsabilidade de educar os filhos pequenos, associada à sabedoria de saber lidar com os quase constantes momentos de raiva descontrolada, urgências e emergências que eles têm, pode corroer o romantismo que o casal viveu serenamente durante a primeira fase do seu casamento. Algumas vezes uma criança pode unir mais o casal ou distanciá-lo, conforme a maneira como, de comum acordo, ambos decidem criar os filhos e do tempo que reservam e dedicam para cultivar e desenvolver seu relacionamento.
 

Filhos adolescentes

Esta é uma época, entre 10-17 anos, de mudanças e desafios para os filhos. Ela também pode ser uma fase de alegria para os pais, enquanto observam o amadurecimento gradual dos filhos, esforçando-se sempre para compreender e respeitar a velocidade de desenvolvimento e a facilidade ou dificuldade apresentada por cada um.
De uma coisa tenho certeza: os pais devem dobrar seus joelhos constantemente e pedir que Deus lhes dê sabedoria, muita paciência e graça para lidar com os filhos.
Muitas vezes, o que também pode dificultar essa fase é o fato de o homem, marido e pai deparar-se com o que chamamos de crise da meia-idade, entre os 35-45 anos. É um período difícil, quando aparentemente muitos homens vivem uma “segunda adolescência”, em geral justamente na época em que seus filhos estão chegando à primeira, na idade adequada. Isso explica a faísca de atrito que passa a existir entre eles. Também a mulher, esposa e mãe, pouco mais tarde, entra na menopausa, que, para muitas, causa desconforto e depressão.
Uma definição de maturidade é a habilidade de aceitar a vida como ela é, contudo nem todos são capazes. As pessoas lutam contra suas perdas, sonhos não realizados, frustração sexual, situação financeira e a monotonia do cotidiano.
 

Filhos jovens

A quarta fase pode predizer algum alívio. Os filhos estão cursando o colegial, a faculdade ou procurando emprego. Mas ela também traz desafios: a dificuldade de abertura de mercado para os filhos encontrarem um emprego, a responsabilidade de pagar a faculdade, que, geralmente, sobrecarrega o orçamento financeiro dos pais. Sei bem o que isso significa, pois paguei os quatro anos de faculdade para cada uma de minhas três filhas, sem falar nas despesas dos seus casamentos. Não é fácil. Mas isso não quer dizer que, além de desafios, existem muitas alegrais nessa fase. 

O ninho vazio

Quero alertar os casais a manterem a chama do amor bem viva ou correrão o perigo de chegar a essa fase bem distanciados emocionalmente. Talvez esse distanciamento seja o motivo por que muitos casais que vivem a realidade do ninho vazio, isto é, com os filhos praticamente ou já fora de casa, se separam, pois não têm mais nada para compartilhar, não cultivaram seu relacionamento durante as fases anteriores e então preferem terminar o casamento.
Embora os filhos sejam adultos, esse tipo de solução é tremendamente prejudicial a eles. Eu sei, pois foi exatamente isso que aconteceu com os meus pais. Por esse motivo, todo casamento precisa se reabastecer, do início ao fim, por meio do companheirismo, do romantismo, do amor e compartilhamento, especialmente quando o ninho fica vazio.

O casal fica sozinho novamente

As estatísticas provam que quando o ninho fica vazio, um grande número de casais desiste do casamento porque são surpreendidos pela triste constatação de que não têm mais nada em comum, que, com os filhos criados e assumindo sua própria vida, mais nada restou para uni-los.
Sempre digo que não existe nada mais bonito do que o amor e o romantismo demonstrados por dois jovens no dia do casamento, esperando com ansiedade a sua lua de mel. Não há nada mais bonito a não ser o amor e o carinho de duas pessoas idosas experimentando essa nova proposta de vida conjugal com adequação e conscientização, amor e afeto, aproveitando ao máximo seu “anos dourados”, dedicando-se juntos ao crescimento dos netos.

Missão cumprida

No início deste artigo contei que quando o inverno chegava com a neve, eu me divertia esquiando, com toda a energia de uma criança. Mas os anos passaram e agora estou vivendo a sétima e última fase da minha vida e do meu casamento com a minha querida esposa, Judith. Porém, meus 74 anos de idade não me impedem de sonhar e colocar minha esperança e o que resta da minha energia no ministério. Estamos atentos, na expectativa, aguardando o que Deus vai nos propor em relação a isso.
Olho para trás e penso em tudo o que vivi ao lado de minha esposa, minhas filhas, meus amigos e no meu ministério e sinto-me feliz. Quero continuar assim até o dia em que o Senhor nos chamar, eu e Judith, e nos “promover” para viver junto d’Ele.
Realmente não tenho mais a energia daquele menino que se acabava de tanto brincar, descendo a montanha em alta velocidade, destemido, num skate rudimentar, mas muito resistente, que meu pai fez para mim. Ainda me sinto animado e forte para viajar pelo Brasil e ensinar 200, 300 adolescentes e jovens sobre namoro, noivado, casamento e sexo.
 

Alguns segredos

Quero finalizar dizendo que cada fase do casamento e da vida familiar necessita de alguns fatores essenciais para sua estabilidade e harmonia:
1. O amor entre os cônjuges precisa ser cultivado em cada fase do casamento;
2. O compromisso de fidelidade deve ser respeitado, não importa a tempestade que venha desabar sobre a relação;
3. As expectativas devem ser reais e plausíveis em cada fase;
4. É necessário haver uma visão bíblica, séria, prática e acordada entre ambos a respeito de finanças;
5. Uma vida sexual sem egoísmo, que realize os dois;
6. Uma comunicação aberta, autêntica e crescente;
7. Uma vida espiritual sólida em que ambos desenvolvam o hábito de compartilhar a Palavra de Deus e a prática da oração.

Oro para que, seja qual for a sua idade, sejam quais forem as circunstâncias que o rodeiam, seu passado ou situação atual, você se sinta encorajado a encarar a vida como um atraente desafio e tenha a capacidade e a determinação de viver e aproveitar cada fase dela e do seu casamento segundo a vontade de Deus. Só dessa maneira você poderá desfrutar verdadeiramente de tudo o que ela pode lhe oferecer.

 Edição 138
Maio . Junho | 2014

http://www.revistalarcristao.com.br/138_materia.html

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É tempo de descansar

Cobre-me
Com Tuas mãos
Com poder
Vem me esconder, Senhor

Se o trovão e o mar se erguendo vêm

Sobre a tempestade eu voarei
Sobre as águas Tu também és Rei
Descansarei, pois sei que és Deus

Minh’alma está
Segura em Ti
Sabes bem
Que em Cristo firme estou

Se o trovão e o mar se erguendo vêm
Sobre a tempestade eu voarei
Sobre as águas Tu também és Rei
Descansarei, pois sei que és Deus

Estou neste momento entrando em um período razoável de descanso. De 14/09/2018 à 14/12/2018 não farei atualizações ou inserções de novas postagens. Talvez faça pequenas correções nas postagens durante este período, mesmo porque no geral trabalho desde o final da minha adolescência (+/- 38 anos), tendo apenas os períodos de férias pré-estabelecidas nos regimes de trabalho como estatutário e celetista e os afastamentos por motivo de saúde. Sinceramente, não sei se realmente vou ter atividades diversas fora do uso do blog. E não sei se viajarei, mesmo por que apesar de aposentado pelo inps (Petrobras) continuo na ativa no magistério a noite.

Imaginem…. Um homem com 55 anos, aposentado sem muitos afazeres domésticos… não sei… vou tentar… espero em Deus conseguir….. mas de qualquer maneira este período de aproximadamente três meses não farei novas postagens no geral.

O blog “Sal da Terra e Luz do Mundo” tem cumprido o seu propósito.

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/2016/01/30/visitas-no-wordpress/

 

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São até o momento 157.556 visualizações de pessoas em 103 países  diferentes no blog. Selecionei as dez nações que mais visitam o blog:

 

 

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IMPORTANTE: Se você, caro visitante esta ou é de uma destas nações acima, gostaria de lhe conhecer, saber um pouco das suas necessidades e procurar ser útil a ti em algo. Basta clicar nos links abaixo, ok.

Obrigado.

Pb Ricardo Fernandes Barbosa ADJ25A (Assembléia de Deus do Jardim 25 de Agosto, localizada na cidade de Duque de Caxias, RJ, Brasil).

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/minhas-preferencias-no-blog-sal-da-terra-e-luz-do-mundo/

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/minhas-preferencias-no-blog-sal-da-terra-e-luz-do-mundo/quero-lhe-conhecer-2/

Neste ínterim quem acessar o blog poderá clicar em qualquer link, pois há muitos textos e temas diversos para edificação e ensino bíblico.

 É tempo de descanso

Sair para um lugar deserto implica, literalmente, parar tudo, cessar todos os afazeres.

 

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Casamento do meu filho, Thiago e Phabyola

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Em meus comentários associados a mocidade, juventude falei algo da celebração do casamento do meu filho, lá em Brasília (DF) no Espaço Florativa(https://www.casamentos.com.br/sitio-casamento/espaco-florativa–e104593), domingo passado, dia 02/09/2018. Para ouvir, basta clicar no link abaixo. O áudio está um pouquinho longo (pouco mais de 40 minutos), mais acredito que está completo. Outrossim, pode ser ouvido por partes.

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/lar-cristao/jovens-mocidade/meus-comentarios-associados-a-mocidade-juventude/

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Telenovela como instrumento de aprendizagem moral e ética

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Lourenço Stelio Rega

Uma das tarefas que tenho dado aos meus alunos de ética é assistir alguns capítulos da telenovela das 21h da Rede Globo (que em geral não são reprisados no quadro “Vale a pena ver de novo”, em horário mais cedo), com um roteiro de avaliação em mãos. Os relatórios que eles têm feito são surpreendentes, pois, em geral, as pessoas assistem a um programa de TV, filme ou mesmo, telejornal, como se estivesse no “ponto morto” sem fazer a devida análise e avaliação do que está assistindo.  

Uma das perguntas que podemos sempre fazer é: por que isto que estou assistindo foi escolhido para ser assim?Por que as notícias deste telejornal focalizaram estes acontecimentos e não outros?Quais foram os critérios seletivos para estas escolhas?O mesmo ocorre com uma telenovela, o que está por trás do roteiro, das cenas que surgem a cada segundo de modo envolvente e brilhante diante de nossos olhos? O que o autor da telenovela e a própria rede de televisão estão querendo ensinar? Qual a ideologia que está por trás de tudo isso?  

O roteiro que dou aos meus alunos é muito simples, veja abaixo e experimente utilizar nesta próxima semana e me escreva os resultados que você obteve (escreva para: antissegregacionista). 

PARA UMA LEITURA ANALÍTICA DA TV

Procure analisar os programas tendo em mãos os seguintes itens:

  1. Qual o exemplo de caráter foi expresso pelo programa? Os exemplos de vida no programa poderão ser imitados, à luz da visão cristã de vida?
  2. Que tipo de relacionamento social foi visto? Como as pessoas são tratadas?
  3. Que sonho ou fantasia o programa gerou no telespectador? (Lembre-se que o aspecto bem forte da comunicação humana é essencialmente lúdico, portanto baseado em fantasia, sonhos, imagens, que são aspectos não verbais da linguagem ou comunicação humana).
  4. Qual a velocidade dos acontecimentos? O telespectador tem o necessário tempo para analisá-los a partir de referenciais éticos cristãos?
  5. Que ideais de vida o programa apresentou? O programa apenas retratou a vida como é ou apresentou ideais mais elevados de vida a serem alcançados?
  6. Que tipo de reação à vida foi transmitido? Exemplos:

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Eu sei que muita ênfase tem sido dada à Psicanálise, mas, queiramos ou não, há alguns princípios da Psicologia Comportamentalista que ainda não conseguiram ser superados, como o de que um estímulo repetido constantemente acaba se tornando em hábito. Cenas repetidas diariamente, com toda a dinâmica, cor, música de fundo, que demonstrem infidelidade, mágoa, ira, vingança, etc., podem fragilizar concepção de vida a respeito destes sentimentos que cada um de nós tem, fazendo uma profunda “lavagem cerebral” em nossos valores morais e éticos. 

E cada vez fica mais intensa a ruptura de fronteiras éticas e morais, não apenas pelas novelas da Rede Globo, mas por promovida pelos diversos meios massivos de comunicação. Em novelas passadas, por exemplo, falava-se em homo afetividade como algo possível, depois veio um beijo entre dois homo afetivos, depois cerimônia de união homo afetiva e agora na novela “Em família”, que se encerrou há poucos dias, houve muitos lances de como educar um filho e tratar do assunto da união homo afetiva (eles falavam em casamento, mas no caso é união por não envolver homem e mulher). E até foi engraçado, pois ele falava em homo afetividade, mas na cerimônia falou-se que eles eram homem e mulher, portanto a matriz bipolar continua. Já escrevi aqui nesta coluna artigo demonstrando que a homo afetividade não tem fundamento científico, nem base neuro-bio-genética. (querendo uma cópia é só me escrever), mas é fruto da validação subjetiva individual da Pós-Modernidade. Hoje há notícias de pesquisas, ainda inconclusas, procurando demonstrar que alterações nos “disruptores endócrinos” podem alterar e afetar a função erógena de uma pessoa. Se isso se confirmar, e confirmará também que a homo afetividade é uma disfunção, portanto, precisará de tratamento e cura. Isso tudo sem contar om a crescente fragilização matrimonial e familiar que é possível notar nas telenovelas, com a valorização da infidelidade, da traição, da mentira que agora passam a ser consideradas virtudes ao contrário.

Imagine que, dia após dia, semana após semana, o que ocorrerá com a estrutura de valores éticos de uma pessoa que se submete a assistir a uma novela, sem qualquer referencial de análise. Democracia significa que todos têm o direito de livre consciência e de decisão, que as pessoas têm o direito de avaliar o que ouve o que assiste.

Estamos vivendo sob uma ditadura ética imposta pela televisão (mas também pela ideologia instalada pelo atual governo) que nos quer determinar como educar nossos filhos, como deve ser nosso sentimento em relação ao nosso casamento e no trato das pessoas em situações de conflitos, invadindo nossos lares, nossas consciências.

Querido pastor, enquanto você imagina que os ensinos de seus dois sermões dominicais de meia hora cada estejam trabalhando com a construção de sólida estrutura ética e moral em suas ovelhas, será que durante a semana, os 30 minutos diários de imagens dinâmicas, coloridas e ainda com musiquinha de fundo, não poderiam estar atuando de modo mais profundo?

Não precisamos nos afastar disso tudo, mas ter uma atitude analítica e profética. Aliás, tenho percebido que nossas igrejas em geral perderam essencialmente essas primordiais funções. Por que não discutir com nossos filhos cada filme, cada programa de TV, com este roteiro numas das mãos e com a Bíblia em outra? A ética bíblica é de diálogo, a ética destes programas é de ditadura impositiva que não permite o diálogo. 

O Jornal Batista digital – Ano CXIV Edição 30 Domingo, 27.07.2014.

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei um artigo da Ultimato, associado aos gigantes da fé  “Raça de Gigantes”. Com a morte de Billy Graham, chegou ao fim uma galeria de personagens bastante singulares na história do protestantismo – os pregadores a grandes multidões, os evangelistas de massa. Graças aos seus talentos de oratória e organização, eles foram usados para levar a mensagem do evangelho a milhares e, depois, a milhões de pessoas.

Vale a leitura.

Acrescentei um texto disponibilizado na revista ultimato de maio/junho de 2018 “Etica cristã e secularismo” como comentário na postagem acima.

Acrescentei  a organização denominacional das Assembleias de Deus brasileiras.

Observando o site da Revista Lar Cristão, encontrei este texto. Muito bom e atual o tema.

Em função disto, estou disponibilizando o mesmo.

O Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP), disponibilizou um Texto compilado e adaptado por Maria Candida Alves, jun/2018.

Excelente e completo “Bíblia X Ciência”, que disponibilizei no blog, no link “Fé x ciência”. 

No 3º Trimestre de 2018 selecionei uma diversidade de hinos, músicas diversas que acrescentei em vários documentos ou postagens já disponibilizadas no blog ao longo do tempo. Fui inspirado pela Pessoa do Espírito Santo de Deus, mediante a disponibilização da CPAD na Revista Lições Bíblicas na classe dos Adultos o tema “Adoração, Santidade e Serviço” – Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Logo, se alguém já leu alguma postagem anteriormente, não fique surpreso, caso a mesma nos dias atuais apresente um hino ou louvor qualquer.

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O evangelho anátema

Ed René Kivitz

Ao comentar o fato de que o Diabo usou as Escrituras quando da tentação de Jesus, o Padre Antonio Vieira afirmou que “a palavra de Deus usada com sentido diverso daquele pretendido por Deus ao proferi-la é palavra do Diabo”. Isso é coerente com a dura recomendação do apóstolo Paulo: “Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja anátema — amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja anátema — amaldiçoado!” (Gl 1.8-9).

A maneira como a subcultura religiosa cristã, inclusive evangélica, interpreta e se apropria de textos bíblicos selecionados resulta num “outro evangelho”. Os textos bíblicos (mal interpretados) são transformados em clichês, e o conjunto dos clichês implica uma lógica absolutamente distinta da mensagem, vida e obra de Jesus.

Tome por exemplo a maneira como geralmente se interpreta a afirmação do apóstolo Paulo “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). O texto é exaustivamente usado para confortar pessoas vitimadas por uma tragédia ou infortúnio: “Não se preocupe, isso aconteceu porque Deus tem algo melhor para você”; “Deus fecha uma janela e abre uma porta”; “Deus sabe o que faz, ele está preparando algo grande para a sua vida”. Imagine o coração da mãe que ao sepultar o filho ouve como palavra de conforto a sugestão de que Deus levou seu filho porque deseja dar-lhe algo mais valioso, e que, ao fim, diante do bem maior, ela agradecerá pela morte do filho.

Bastaria ler o texto em seu contexto. O texto completo diz que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que foram chamados segundo o seu propósito”, a saber, “serem formados à imagem de seu filho Jesus, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. O bem para o qual concorrem todas as coisas é a formação da imagem de Jesus naqueles que amam a Deus. Isso não significa que você teve seu carro roubado porque Deus quer dar-lhe um carro melhor, ou que o roubo do seu carro acabou sendo bom para você, pois o seguro paga mais do que você conseguiria vendendo o carro (risos). Também não quer dizer que sua demissão se explica pelo fato de Deus estar preparando um emprego muito melhor para você. Romanos 8.28-30 significa — como diz a nota de rodapé da tradução da Nova Versão Internacional — que “em todas as coisas Deus coopera com aqueles que o amam, para trazer à existência o que é bom”, sendo que o que é bom é a imagem de Jesus Cristo.

Outro exemplo do “evangelho anátema” está baseado na afirmação de Jesus “se vocês tiverem fé e não duvidarem poderão dizer a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e assim será feito. E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão”. Desse episódio resulta o clichê “a fé remove montanhas”.

Evidentemente, Jesus não está ensinando como podemos nos valer da oração e da fé para promover nosso próprio conforto e satisfação pessoal. A montanha à qual Jesus se refere não representa um obstáculo qualquer na vida dos seus discípulos. Você não pode usar esse texto como motivação e garantia de superação de obstáculos. Jesus está se referindo ao monte Sião e, consequentemente, profetizando contra Jerusalém.

Jesus cita os profetas Jeremias e Joel: “Sião é como uma figueira estéril”. O contexto de Mateus 21.18-22 informa que o monte que abriga o templo é agora covil de ladrões e bandidos. E por isso sofrerá juízo. Jesus sabe perfeitamente que a mesma multidão que gritava “Hosana ao Filho de Davi” escolherá Barrabás, e gritará a respeito dele, Jesus, “Crucifica-o”. O Messias será rejeitado em Jerusalém. O povo de Jerusalém não o receberá pela fé. E o monte Sião deixará de ser o lugar central da relação entre Deus e o seu povo. O monte Sião será deslocado, a montanha mudará de lugar quando surgir um povo que tem fé. O apóstolo Paulo, em Gálatas 3.7, resume o ensino de Jesus dizendo que “os que são da fé, estes é que são filhos de Abraão”.

Jesus, portanto, não está ensinando que a fé é um recurso para que os seus seguidores superem obstáculos, vençam desafios ou realizem todos os seus desejos. “Tudo o que pedirem em oração, se crerem, receberão” não é, de forma alguma, um cheque em branco que Jesus oferece aos seus discípulos. Jesus está afirmando que seus discípulos são o povo da fé, que tira Sião do lugar, e coloca no centro da história um outro monte — o monte Calvário.

Uma casa se faz com tijolos, mas um amontoado de tijolos não é uma casa. Assim também um discurso evangélico se faz com textos bíblicos, mas um amontoado de textos bíblicos não é necessariamente o evangelho de Jesus Cristo. Não raras vezes é um “evangelho anátema”.

Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo. É mestre em ciências da religião e autor de, entre outros, “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”.

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/348/o-evangelho-anatema

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Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei algo sobre a REDE Mãos Dadas(*).

(*)=A Rede Mãos Dadas é composta por 36 parceiros institucionais e tem como objetivo fortalecer a sociedade brasileira em geral e especificamente cristãos evangélicos em suas ações voltadas à promoção das crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade social para uma vida digna na qual tenham seus direitos garantidos e exerçam sua cidadania de maneira integral.

Acrescentei um comentário,  “Jesus ou Buda: que diferença faz?”, retirado do site da Ultimato. Muito bom o comentário, em uma entrevista com Ziel Machado e Mila Gomides.

O CACP disponibilizou um artigo compilado, muito bom, associado a teologia da prosperidade. 

Excelente este artigo. Vale a leitura. 

Acrescentei o louvor “Tua graça me basta”. 

Acrescentei este texto que aborda com muita sabedoria o tema “O cuidado com alunos idosos na ED”.

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A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade

Nesta postagem estudaremos sobre a edificação da cidade e da popularmente conhecida Torre de Babel, pelos primeiros habitantes da terra no pós-dilúvio. A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade é o tema da Lição 10 das Lições Bíblicas do 4º trimestre de 2015 para a Escola Bíblica Dominical.

Texto Áureo

“E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gn 11:6)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 11:1-9

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.”

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O capítulo 11 do livro de Gênesis descreve o recomeço da civilização na terra após o Dilúvio. Embora não nos foi deixado muitos detalhes de como teria sido o mundo antediluviano, sabemos que após a catástrofe mundial aconteceram profundas mudanças na continuidade da raça humana. Uma das mudanças mais significativas ocorreu nesse capítulo de Gênesis, onde Deus confunde a língua dos homens, para não entender um a língua do outro.

Um dos fatores que levaram a primeira civilização humana à depravação total foi o monolinguísmo. Entre os filhos imediatos de Adão e Eva, inexistiam fronteiras idiomáticas, culturais e geográficas. Eis porque os exemplos de Caim e Lameque alastraram-se logo por toda a terra.

       Na lição de hoje, encontraremos a família noética correndo o mesmo perigo. Temendo um novo dilúvio, e recusando-se a povoar a terra, puseram-se os descendentes de Noé a construir uma torre, cujo topo, segundo imaginavam, tocaria os céus.

       A fim de impedir a degeneração da segunda civilização, o Senhor confunde-lhes a língua, levando a linhagem de Sem, Cam e Jafé a espalhar-se pelos mais longínquos continentes.

       Deste episódio, surge a multiplicidade linguística e cultural da humanidade.

No final dessa lição, poderemos notar também que mais uma vez nossa geração não se diferencia tanto em relação àquela que tentou construir a famosa torre.

Ponto Central

  • O monolinguismo contribuiu para que a primeira civilização humana se tornasse uma civilização depravada e distante do Criador.
  • Um dos fatores que contribuíram para que a depravação da humanidade viesse a crescer de forma vertiginosa foi o monolinguismo. A terra havia sido purificada pelas águas do dilúvio, mas a semente do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Não demorou muito para que o pecado se alastrasse novamente. Já que não havia impedimento quanto a língua, os homens cheios de soberba, e com um espírito de rebelião se unem para fazer um monumento que seria símbolo da sua empáfia. Deus não estava preocupado com a construção ou com o tamanho da torre, mas com a arrogância que dominava, mais uma vez o coração do homem. O Senhor abomina a altivez, o orgulho (Pv 6:17). Que venhamos guardar os nossos corações destes sentimentos tão nefastos.

I – A Torre de Babel

Em nenhum momento a Bíblia esclarece quanto tempo após o Dilúvio, aconteceram os relatos do capítulo 11 de Gênesis. Algumas pessoas encontram alguma dificuldade entre os capítulos 10 e 11 de Gênesis, pelo fato de no capítulo 10 já relatar uma divisão por línguas enquanto o capítulo 11 mostra o surgimento da diversificação de línguas.

A verdade é que esse foi apenas um método de organização e construção do texto utilizado pelo autor, onde no capítulo 10 ele enfatiza a descendência de Noé e as divisões geográficas, e no capítulo 11 ele mostra como ocorreram tais divisões com a dispersão da raça humana. Em resumo, o capítulo 11 antecede cronologicamente o capítulo 10. Existem também alguns interpretes que defendem que a ordem está correta (10 e 11), e acreditam que a confusão das línguas tenha ocorrido apenas dentro da história semita, porém essa posição não é muito aceita.

Não sabemos quanto tempo se havia passado desde que Noé saiu da arca até a construção da torre de Babel. De qualquer forma, seus filhos, Sem e Jafé, não puderam impedir seus descendentes de cair na apostasia de Cam.

1 – O monolinguismo

Como dissemos acima, existem alguns estudiosos que defendem a ideia de que a confusão das línguas tenha ocorrido apenas dentro da história semita. Eles entendem que o capítulo 11 pertence a uma seção do livro de Gênesis, dedicado aos semitas. Como consequência dessa interpretação, tal confusão das línguas teria originado diferentes dialetos apenas entre os semitas. Essa interpretação é bastante contestada. A interpretação mais aceita sobre o capítulo 11 de Gênesis é a de que a confusão das línguas teve um impacto total, ou seja, a humanidade estava concentrada ali, e que antes disso todos falavam o mesmo idioma, o que parece claro nos versículo 1 e 6. Não se sabe qual era o idioma inicial antes do relato desse capítulo e, embora alguns sugiram o hebraico, não existe fundamentação nenhuma para uma sugestão como essa. Abraão, ao deixar a sua terra natal, falava o arameu (Dt 26:5) que nos lábios de seus descendentes, sofreria sucessivas mudanças até transformar-se na belíssima língua hebréia. O interessante é que depois do cativeiro babilônico, os israelitas voltariam a usar o aramaico, inclusive Jesus (Mc 15:34).

Gênesis 11:1,6

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.

E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.”

2 – Uma nova apostasia

Em Gênesis 1:28 podemos ver uma ordem direta de Deus para que o homem se espalhe e povoe a terra. Em Gênesis 9:1-7 Deus, mais uma vez, claramente repete a mesma ordem. Já em Gênesis 11:4, encontramos o típico comportamento desobediente do homem, se recusando a fazer a cumprir a vontade de Deus e, sem uma intervenção divina, toda obra do homem sempre foi e sempre será inimizade perante Deus.

Gênesis 11:4

“E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.”

Se por um lado o monolinguismo facultava a rápida disseminação do conhecimento, por outro, propagava com a mesma rapidez as apostasias da nova civilização. E, assim, não demorou para que a revolta, misturada ao medo, se tornasse incontrolável. Por isso, revoltam-se os descendentes de Noé contra Deus: “Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11:4).

       Se Deus não tivesse intervindo a situação ficaria  mais insustentável do que no período anterior ao Dilúvio.

3 – Um monumento à soberba humana

O símbolo da desobediência e soberba que controlava aquela civilização era uma torre “cujo cume toque nos céus”. Não fica claro no texto se aquelas pessoas tinham medo de uma nova inundação, mesmo conhecendo a promessa de que Deus nunca mais castigaria a terra com um Dilúvio. Seja como for, o que o texto esclarece é que eles desobedeceram a Deus, e confiaram em seus próprios avanços tecnológicos.

Apesar das garantias divinas de que não haveria outro dilúvio, os filhos de Noé buscavam agora concentrar-se num lugar alto e forte. Entregando-se ao medo, acabaram por erguer um monumento à soberba e à rebelião.

A ordem do Senhor àquela gente era clara: espalhar-se até os confins da Terra. Quando não a obedecemos, edificamos dispendiosas torres, onde a confusão é inevitável. Cada um fala a sua língua, e ninguém se entende mais.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

  • “Os descendentes de Sem povoaram as regiões asiáticas, desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território de Jafé e Cam. Foi entre eles que Deus escolheu seu povo, cuja história constitui o tema central das Sagradas Escrituras.
  • Os descendentes de Cam foram notavelmente poderosos no princípio da história do mundo antigo. Constituem a base dos povos que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles estabeleceram-se na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia.
  • Os descendentes de Jafé foram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes do mundo moderno”.
  •  Decorridos 120 anos depois do dilúvio, os habitantes de Sinar começaram a construir uma torre, para talvez, formalizarem algum culto idólatra. Mas Deus confundiu-lhes a língua que falavam, dispersando-os em seguida. Daí em diante, a torre passou a ser conhecida como Babel que, em hebraico, significa “confusão”. É bem provável que a torre de Belus, na cidade de Babilônia, haja sido a culminação de Babel. Constituía-se ela numa pirâmide quadrada de oito pisos, cuja base media mais de um quilometro de circunferência (Gn 10:10; 11:9).

II – Confusão de Línguas

1 – Uma cidade à prova d’água

O objetivo principal daquelas pessoas era a construção de uma cidade muito bem estruturada que mantivesse toda a humanidade integrada (Gn 11:4). Essa cidade ficava em um vale nas terras de Sinar e, juntamente com a cidade, começaram a edificar uma torre bastante imponente. Naquela região não havia pedras para servirem de tijolo, e nem cal para ser usado como massa. Por isso o material usado foi a argila para fazer tijolos, e o betume para servir como uma massa. Ninrode foi o homem que assumiu a liderança daquele povo. Saiba quem foi Ninrode.

A engenharia dos descendentes de Noé era bastante avançada. De início, projetaram uma cidade epicentro seria uma torre que, segundo imaginavam, arranharia o céu (Gn 9:4). Aquele lugar se tornaria uma fortaleza impenetrável, mas independentemente dos planos dos homens, Deus lhes frustraria os objetivos e cumpriria sua vontade espalhando-os pela terra.

       Em seguida, preparam o material: tijolos bem queimados e betume. O seu objetivo era construir uma cidade a prova d’água. Se houvesse algum dilúvio, escalariam a torre, e tudo estaria bem. Na verdade, não queriam cumprir o mandato cultural que o Senhor confiara ao patriarca: povoar e trabalhar a terra (Gn 9:4).

2 – A torre que Deus não viu

Aos olhos dos homens, a torre parecia alta. Mas, à vista de Deus, nada era. Ironicamente, o Altíssimo teve de baixar à terra para vê-la: “Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam” (Gn 11:5).

       Assim são os projetos firmados na vaidade humana. Aos nossos olhos, muita coisa; à vista de Deus, tolas pretensões. Se o Senhor não tivesse intervindo, a segunda civilização tornar-se-ia pior do que a primeira (Gn 11:6). Nenhum limite seria forte o bastante para conter aquela gente, que já começava a depravar-se totalmente.

É importante dizer que a expressão Torre de Babel não aparece nos relatos do Antigo Testamento, porém ficou popularmente conhecida assim. Essa torre seria um tipo de centro e ponto de reunião daquela cidade. Podemos notar também o elemento antropomórfico na descida de Deus para ver a cidade e a torre que os homens estavam edificando.

3 – Quando ninguém mais se entende

Por isso mesmo, o Senhor decreta: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” (Gn 11:7). Nascia ali, na planície de Sinear, o multilinguismo.

       Como ninguém mais se entendia, os descendentes de Noé foram apartando-se uns dos outros, e reagrupando-se de acordo com a sua nova realidade idiomática. Os filhos de Sem formaram uma grande família linguística, da qual se originaram o aramaico, o moabita, o árabe e, mais tarde, o hebraico. O mesmo fenômeno deu-se entre as linhagens de Jafé e Cam. É bem provável que Pelegue tenha nascido nesse período (Gn 10:25).

       Apesar da confusão da linguagem humana, Deus permitiu que os idiomas conservassem evidências de um passado, já bastante remoto, quando todos os seres humanos falavam uma só língua.  

O versículo 7 do mesmo capítulo 11 do livro de Gênesis descreve com clareza o surgimento da variedade de idiomas. A confusão das línguas foi um juízo da parte de Deus sobre os homens que trouxe confusão, frustração e dispersão.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 “A história nos conta que, em assembleia, os novos habitantes de Sinar tomaram uma decisão totalmente fora da vontade de Deus. O propósito da ação é claro. Queriam fama (Gn 11:4). E desejavam segurança: “Para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”. Ambas as metas seriam alcançadas somente  pelo empreendimento humano. Não há dúvida sobre a ingenuidade das pessoas. Não tendo pedras, fabricaram tijolos de barro e depois queimaram bem. Viram a utilidade do betume abundante na área e o usaram como argamassa.

    O interesse principal desse povo não estava numa torre, embora também houvesse a construção de uma cidade. A torre ia alcançar os céus. Nada é dito sobre um templo no topo da torre, por isso não está claro se a torre era como os zigurates que houve na Babilônia.

O paganismo está indiretamente envolvido nesta história, pois havia um ímpeto construtivo em direção ao céu e o único e verdadeiro Deus foi definitivamente omitido de todo  planejamento e de todas as etapas. Mas Deus não estava inativo. O julgamento de Deus logo veio. Para demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. O grande projeto foi abandonado e a sociedade unida, sem temor de Deus, foi despedaçada em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é pungente. Babel significa ‘confusão’ e a diversidade de línguas resultou em balbucis ou fala ininteligível”. 

CONHEÇA MAIS

A Torre de Babel

         “Como a humanidade, descendendo novamente de uma única família, tornou-se tão dividida? A história da Torre de Babel explica. Deus introduziu idiomas que dividem o povo como um ato de julgamento quando os descendentes de Noé tentaram arrogantemente alcançar os céus. O capítulo 11 de Gênesis nos mostra os descendentes de Sem, a linha da qual surgiram Abraão e, em última análise, Cristo.”

III – A Multiplicidade Linguística e Cultural

O episódio da torre de Babel criou diversas fronteiras entre os descendentes de Noé: linguísticas, culturais e geográficas.

1 – Linguísticas

Da barreira idiomática, surgiu a noção de nacionalidade, responsável pela criação de países e reinos. Só os impérios, geralmente antagônicos a Deus, buscam unificar o que o Senhor separou em Sinear (Dn 3:7). A multiplicidade linguística dos povos oprimidos, porém, torna inviável tal unificação, ainda que possa ser considerada “duradoura”, como foi o império romano.

       Já imaginou se toda a humanidade falasse o russo ou o alemão? Homens como Stalin e Hitler teriam certamente dominado toda a terra.

As diferenças linguísticas separaram não apenas aquele povo, mas também todas as gerações posteriores. Ainda hoje, com todo o avanço tecnológico, o idioma é a principal barreira entre as pessoas de diferentes países.

2 – Culturais

Consequentemente acompanhando as diferenças linguísticas, vieram as profundas diferenças culturais. A diversidade linguística trouxe também a diversidade cultural. Cada povo, uma língua, uma cultura, e costumes bem característicos. Tais fatores tornam inviável um Estado totalitário mundial. O governo do Anticristo, aliás, reinará absoluto por apenas 42 meses(Ap 13:5). Logo após, será destruído.

3 – Geográficas

Após a confusão das línguas do capítulo 11, não restavam mais alternativas ao homem a não ser espalhar sobre a terra, estabelecendo assim as divisões geográficas.

Acrescente-se a essas dificuldades as fronteiras naturais: rios, mares, montanhas, vales, etc. Cada povo com o seu território. Deus sabe o que faz.

Conclusão

A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade

Desde o princípio o homem tenta uma espécie de unificação. O evento descrito no capítulo 11 não deixa dúvida sobre essa ambição. O maior problema disso tudo é que inevitavelmente os propósitos humanos são contra os propósitos de Deus. Nas planícies de Sinar o homem tentou edificar uma torre, cujo cume chegasse até o céu.

Nossa civilização não fica atrás daquela civilização. Por trás da construção da cidade e da torre existe um instrumento que conhecemos muito bem: a tecnologia. O propósito deles era que seus nomes fossem perpetuados em uma civilização unificada e, logo cedo, já se percebe o uso da tecnologia para propósitos egoístas e contrários a Palavra de Deus.

Quanto a nós, vivemos na era da globalização, do maior avanço tecnológico que a humanidade já viu, todos estão conectados, unificados e, de certa forma, controlados. Muitos estão adotando a tecnologia como religião, uma religião cujo homem é um deus. Mas isso é cumprimento da palavra de Deus, antes do fim a ciência chegaria a um nível nunca visto e, talvez, ninguém melhor do que nós conseguiu compreender até agora o que Deus disse na segunda parte do versículo 6, quando Ele avisa que aquilo era apenas o começo, e que não haveria mais limites para o que o homem planejaria fazer.

Gênesis 11:6

“[…] e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.”

O episódio de Babel não impediu a proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2:4). A Palavra de Deus, atualmente encontra-se em quase todas as línguas. O que parecia maldição fez-se benção para todos os povos.

 Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas 

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei este documento, disponibilizado pelo CACP, “O que é um Cristão?”.

Excelente a matéria e esclarecedora.

Vale a leitura.

Acrescentei estas noticias atualizadas do gigante asiático, os avanços e os retrocessos do cristianismo na China, país que deverá ter em 2030 a maior população cristã do mundo.

Acrescentei este belíssimo hino.

O que é um estado laico? O Brasil é um estado laico. Estas e outras perguntas são respondidas nesta postagem.

Resolvi fazer uma pesquisa rápida sobre o tema “Empresas Estatais e Empresas Privadas”, até porque trabalhei durante aproximadamente 32 anos na Petrobras, e criei este documento, tendo inclusive alguns comentários específicos.

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Aborto: Minha posição e a ética cristã

Encontrei algo sobre o tema “Aborto” no site do CACP e na revista Lições Bíblicas – Adulto, o assunto é tratado no contexto da Ética Cristã. Em face disto, fiz a composição dos textos para gerar o tema desta postagem.

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INTRODUÇÃO

O tema aborto implica agressão  à dignidade humana e a inviolabilidade do direito à vida. Em nossos dias, muitos segmentos da sociedade se mostram favoráveis ou simpatizantes à pratica do aborto. Acerca do assunto a Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida(Gn 2:7; Jo 12:10), e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte (1ªSm 2:6).

   Aborto: Conceito Geral e Bíblico

       Aborto é a interrupção da gravidez. Parte da sociedade o considera como um direito da mulher, mas a Bíblia trata-o como um crime contra a vida.

1-Conceito geral de aborto

       A palavra “aborto” é formada por dois vocábulos latinos: “ab” (privação) e “ortus” (nascimento), que juntos significam a “privação do nascimento”. O substantivo “aborto” é derivado do verbo latino “aborior” (falecer ou sumir), expressão que indica o contrário de “orior” (nascer ou aparecer). Assim, conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Esta interrupção pode ser involuntária ou provocada.

2-O aborto no contexto legal

       O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.) condenava o aborto. No código de Napoleão (1769-1821) era crime hediondo. No Código Criminal do Império no Brasil (1830) era proibido. Hoje, a legislação brasileira permite apenas nos casos de risco de morte à mulher, estupro e anencefalia. Nos demais casos o aborto ainda é crime (Art. 124, CP). No entanto, no Congresso Nacional, Projetos de Lei tramitam com a proposta de legalizá-lo em qualquer caso.

3-Conceito bíblico de aborto

       Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Ex 21:22_23). No sexto mandamento, o homem foi proibido de matar (Ex 20:13), que significa literalmente “não assassinar”. Os intérpretes do Decálogo concordam que o aborto está incluso neste mandamento. Assim, quem mata o embrião, ou o feto, peca contra Deus e contra o próximo.

4-O aborto na historia da Igreja

“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2). O apologista Tertuliano (150-220) ensinou que a morte de um embrião tem a mesma gravidade do assassinato de uma pessoa já nascida e que impedir o nascimento é um homicídio antecipado. O polemista Agostinho (354-430) e o teólogo Tomás de Aquino (1225-1274) consideravam pecado grave interromper a gestação e o desenvolvimento da vida humana.

5-Qual a posição da Igreja?

Apoiada nas Escrituras, a Igreja de Cristo defende a dignidade humana desde a concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1ªSm 2:6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida(2ªTm 3:8). Sabiamente, a posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB [Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil] é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ªAGO, 2013).

Conclusão

A valorização da dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios e doutrinas imutáveis do Cristianismo. Em uma sociedade secularizada o cristão precisa tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana (1ªTm 4:1,2).

As estatísticas acusam o Brasil de ser um dos campeões mundiais em assassinatos. Como não temos certeza dos números, não podemos afirmar que as milhares de vidas perdidas a cada ano superam os números de outros países violentos como Sudão e Coréia do Norte, onde a vida é ainda mais desvalorizada. E lamentamos os tiroteios nas favelas onde jovens disputam um espaço vantajoso no tráfico de drogas.

Mas devemos nos preocupar igualmente com a destruição de vidas de crianças antes mesmo de elas nascerem no Brasil. Não é somente nossa geração que mostra uma atitude de descaso diante dos seres humanos fracos e dependentes. Antes de o cristianismo protestar contra o assassinato de crianças não desejadas no velho Império Romano, elas eram abandonadas, expostas ao frio e fome, até a morte aliviar seu sofrimento. Na Idade Média, crianças excepcionais e mentalmente retardadas foram afogadas. O pretexto que acalmava as consciências dos assassinos era a suposta ausência de alma nessas crianças. Os nazistas mataram judeus e pessoas com problemas mentais, achando válido o argumento de que, assim, a raça ariana ficaria mais pura. Líderes de governos marxistas acreditaram na evolução materialista sem interferência divina. Assim, foi fácil concluir que não há crime moral nem pecado em, deliberadamente, abortar uma criança antes de ela nascer.

Pensando apenas na biologia, a vida começa com a concepção e continua até a morte. É impossível demonstrar um momento em que a alma foi acrescentada ao feto. O código genético que controla o desenvolvimento do ser humano existe desde o primeiro momento de união das células do pai e da mãe. O que a criança em formação necessita é um ambiente favorável à manutenção da vida e alimento adequado para sobreviver.

A Bíblia não fala diretamente sobre aborto, mas os judeus, através de sua história, trataram a vida com muito respeito. Josefo (Contra Apion II, 202) apresenta a convicção dos contemporâneos de Jesus: “A Lei… proíbe as mulheres de causar o aborto ou destruir o feto; uma mulher que assim faz é considerada infanticida porque ela destrói uma vida e diminui a raça” (citado por E.E. Ellis, Human Rights and the Unborn Child). O Didachê dos Doze Apóstolos (2.2) do início do século II mostra a posição cristã: “Não procure abortar nem praticar infanticídio”.

É impossível escapar da conclusão de que abortar deliberadamente uma criança é pecado grave contra Deus e contra a humanidade. Disse Helmut Thielicke (The Ethics of Sex, 1964, p.227). “Tudo o que é necessário é se referir a alguns fatos simples biológicos para mostrar que o embrião tem vida autônoma, e estes fatos devem ser suficientes para estabelecer seu status como ser humano” (citado por E.E. Ellis, ibid).

Os argumentos que persuadiram a maioria dos juízes da corte suprema dos Estados Unidos (Roe vs. Wade) a legalizar e apoiar o aborto se basearam na dificuldade encontrada em definir quando o feto começou a viver. As crianças ainda não nascidas foram tratadas como não-pessoas sem proteção da lei. Um minuto depois de nascer, se alguém deliberadamente matar essa criança, a atitude será tratada como infanticídio culpável, com punição severa pela lei. A incoerência da decisão da maioria dos juízes da Suprema Corte torna-se mais do que evidente.

A oposição maciça ao aborto legalizado no Brasil pela Igreja Católica Romana tem mantido a posição tradicional – o aborto nunca pode ser justificado. O pensamento protestante justificou o aborto nos casos em que a vida da mãe corria perigo. A secularização da sociedade cada vez mais enfraquece as barreiras éticas e religiosas. Os protestantes liberais pouca oposição fizeram à lei americana que favorece a decisão que dava à mulher grávida o privilégio de abortar seu filho se quisesse, sem nenhuma punição do estado.

Enquanto a teoria da evolução se torna cada vez mais convincente aos formadores de opinião, apresentada como fato nas universidades e escolas mais valorizadas do país, que esperança haverá para que o aborto se torne mais do que uma decisão puramente privada? Será que os evangélicos vão se posicionar contra o aborto com a convicção daqueles que crêem que Deus é o Autor da vida e somente Ele tem o direito de tirá-la?

Que Deus nos abençoe;

Russel Shedd

http://www.cacp.org.br/aborto-qual-e-a-nossa-posicao/

Valores Cristãos – Enfrentando as questões morais de nosso tempo – Lições Bíblicas do 2ºT 2018 Adulto CPAD

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

 O 2º Simpósio (Simpósio aborda a relação entre cristãos e direitos humanos no século 21)de Justiça Social do Exército de Salvação é o tema deste comentário relacionado a atuação de Exército da Salvação.

Acrescentei a Biografia de Suzanna Wesley, mãe de John Wesley (líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivacionistas da Grã-Bretanha). 

Acrescentei dois videos excelentes,:

– História da Fundação da Igreja do Evangelho Quadrangular

-Igreja do Evangelho Quadrangular – Doutrina

Acrescentei a Biografia de Aimee Mc Pherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular.

Acrescentei como comentário as respostas da Maria do P. Socorro R. Chaves – professora doutora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal do Amazonas e coordenadora do Parque Científico e Tecnológico para Inclusão Social e do Observatório de Economia Criativa-AM – sobre  quais são as duas principais questões ambientais que o Brasil precisa enfrentar, a partir da visão cristã.

Muito bom e atual estas respostas, interessante a leitura para quem se interessar pelo assunto.

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Não devo dormir com meu noivo antes do casamento

 

10 razões porque não devo dormir com meu noivo antes do casamento

É muito natural, hoje em dia, que um casal de noivos durma junto para testar o relacionamento dos dois: “Devemos ou não nos casar?” Esta maneira de agir do mundo é correta? Há pessoas que estão vivendo juntas há 10 ou 15 anos e parece estar dando certo (isto é o que eles dizem).

Vejamos algumas razões que nos mostram que esta maneira de pensar do mundo está contra os planos de Deus para a nossa completa felicidade no casamento:

1) Porque sexo antes do casamento não nos fará conhecer o verdadeiro amor

Quando estamos fora do centro da vontade de Deus, aquilo que estamos planejando para nossa vida não pode dar certo. Em 1ª Ts 4.3 a Bíblia nos diz:

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição;”

Deus não aprova o sexo fora do casamento.

O homem pode até dizer que é liberal, que não acha nada demais haver o sexo pré-nupcial, mas, bem no íntimo de sua alma, ele prefere se casar com aquela moça pura, obediente à Palavra de Deus e que se guarda para o seu marido que a conhecerá na noite de núpcias.

Muitos desses noivos liberais, quando conseguem o que querem da noiva ficam achando que ela já praticou sexo com algum ex-namorado. O que prova o contrário?

Moça procure chegar até seu esposo de cabeça erguida, sem ter de que se envergonhar, fiel não só a ele mas principalmente ao Senhor que foi o criador do sexo que é lindo e puro dentro do casamento.

2) Porque sexo antes do casamento  nos afasta do perfeito plano de Deus

Não devemos ver o sexo como um simples prazer de momento, ou como um ato físico, mas como a união entre duas pessoas numa só. É um ato tão íntimo que podemos dizer que parte de você fica com ele e parte dele fica com você.

Se você já teve relação sexual com outro, então quando você se casar não poderá dar a seu marido, ou vice-versa, 100% de você porque parte de você já ficou com outro (a). Deus fez você para ser única e exclusivamente de seu marido. É este o Seu plano.

3) Como me vejo após ter relação sexual antes de me casar?

Em 1ª Co 7:8,9, a Bíblia nos diz que é melhor casar-se do que abrasar-se. Ainda em 1ª Co 7:32, ela nos diz que o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor. A Palavra de Deus chama de fornicação ao sexo pré-nupcial.

Tanto o homem como principalmente a mulher se desvalorizam se fazem sexo antes do casamento. Viver juntos antes de se casarem, faz com que apareçam um sem número de problemas. A situação se torna tensa. Surge um clima de insegurança e de desconfiança, aparecem pressões no relacionamento, auto desvalorização e o que é pior… aos olhos de Deus, eles fornicaram.

4) Como me sinto após ter relação sexual antes de me casar?

Temos que admitir que o “sentimento de culpa” que, muitas vezes, vive dentro de nós, se deve ao fato de sermos pecadores, miseráveis e de não seguirmos os conselhos bíblicos de nosso Deus Santo que sempre quer o melhor par nós.

No livro “Resposta Francas a Perguntas Honestas” de Jaime Kemp, um jovem diz o seguinte: “Sou crente em Jesus, filho de pastor e presidente da União de Mocidade da minha igreja. Isto também é uma das causas do tremendo sentimento de culpa, do qual não consigo me libertar. Toda esta angústia deve-se a um fato ocorrido há quase um ano e meio atrás. Por alguns meses, mantive relações sexuais com a esposa do regente do coral de nossa igreja. Foi uma experiência amarga. O sentimento de culpa tornou-se insuportável e nos fez terminar com aquele vínculo ilícito. As conseqüências porém, têm sido terríveis. Perdi a paz, a alegria em servir a Deus e a ousadia de testemunhar sobre Jesus. Passei, inclusive, a sentir dúvidas sobre minha salvação. Por favor, me ajude!” Este exemplo não é, na verdade, sobre um fato que aconteceu entre dois noivos mas entre um jovem e uma mulher casada. Mas o que queremos focalizar aqui, é o sentimento de culpa que surge quando estamos fora da vontade de Deus, quando estamos em pecado. Mas graças ao nosso Deus que nos ama e nos perdoa se confessarmos os nossos pecados e mostrarmos um arrependimento genuíno (veja 1ªJo 1.9).

5) O que surge fatalmente após uma relação sexual antes do casamento?

Geralmente, é mais a mulher que sonha em um dia ficar a sós com a pessoa que “ama” e se entregar de corpo e alma pensando que vai ter momentos muito prazerosos. Mas, com a pergunta: “Para vocês a experiência sexual foi agradável,desagradável ou uma decepção?”, num levantamento feito em uma clínica de mães solteiras, chegou-se à seguinte conclusão: 50% disse que foi uma decepção; 30% disse que foi desagradável e revoltante, enquanto só 20% respondeu que foi agradável. 1ªTs 4:4,5 nos diz: “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”

6) Que riscos você corre se tiver relação sexual antes do casamento?

O sexo antes do casamento é arriscado sob vários aspectos: doenças venéreas, aids…

As doenças venéreas podem causar infecções sérias, cegueira e até a morte. A aids, depois de muito sofrimento, causa a morte. E o pior é que pode ser transmitida para os filhos com os mesmos efeitos. Veja o que pode acontecer com você: “Marta, uma jovem crente, era noiva de Tiago, presidente do jovens de uma igreja muito conceituada, de doutrina firme, e de comunhão invejável. Por causa do “amor” que havia entre ambos e dos carinhos, que cada vez ficavam mais audaciosos, decidiram dormir juntos e esqueceram qual era a vontade de Deus com relação a duas pessoas solteiras. E tudo foi mais ou menos assim:

MARTA dormiu com TIAGO que tinha dormido com HELENA e com MARIA que tinha dormido com JOSÉ que tinha dormido com 5 prostitutas (duas delas tinha AIDS). Por causa de uma noite de amor e prazer com o noivo crente (ela tinha certeza que não havia perigo nenhum), Marta contraiu o vírus da Aids.

7) Será que sua vida pode mudar completamente após ter relação sexual antes do casamento?

Ao visitar um lar de mães solteiras podemos ver o desespero refletido em cada rosto. São jovens que não sabem como enfrentar o futuro; não sabem se um dia conhecerão o verdadeiro amor e se constituirão um lar.

A jovem crente deve colocar seu namoro nas mãos do Senhor. Quando ela começa a pensar que é senhora de tudo, que sabe o que está fazendo é, então, que o inimigo de nossas almas começa a agir. E é aí que ela começa a fazer o que não deve e, de repente, pode descobrir que está grávida.

A gravidez pode acontecer com qualquer pessoa e esta pessoa pode, até mesmo, ser você. E, quando isto acontece, você pode trazer dentro de você uma criancinha que já a partir do 28o dia de fecundação tem o coração já a palpitar. No 30o dia, quase todos os órgãos já começaram a funcionar. Antes mesmo de você descobrir que está grávida o seu bebê já é uma pessoa e se você pensar em abortar você estará matando o seu filho. Sl 139:13-16 diz: “Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.”

Quando a gravidez é descoberta, começam a surgir os problemas: vergonha, despreparo financeiro e ressentimento mútuo.

Mesmo sabendo que Deus nos perdoa, devemos evitar tamanhos transtornos.

8) Será que imaginamos o tamanho dos problemas que podem surgir se tivermos relações sexuais antes do casamento?

Nunca tenha certeza de que o rapaz que você “ama” e que diz que a “ama” se casará com você quando souber que você está grávida. O homem, mesmo aquele liberal, prefere se casar com a moça que guardou a sua virgindade  para ele. Na sua maioria, o homem quer ser o primeiro.

Deus foi, é e será sempre o mesmo. Para Deus não existem frases como: “Agora é tudo diferente…!”, “Antigamente é que se pensava assim!”, “Agora é tudo natural, temos que nos conhecer bem para não darmos um passo errado!”.

Veja que problemão você arranjou: Você descobre que está esperando um filho de seu noivo e ele lhe diz: “Será que este bebê não é de outro?” ou “Não, não quero me casar com você, pois não a amo!”.

E quanto a seus pais? Como enfrentá-los?

E quanto à igreja? Como encará-la?

E quanto a Deus? De todos os problemas, este é o mais grave! O seu pecado não foi contra ninguém, mas somente contra Deus. Veja o que o rei Davi disse a Deus em Salmos 51.4: “Contra Ti, contra Ti somente pequei, e fiz o que é mal à Tua vista”.

9) Será que a incompatibilidade no casamento surge quando não aceitamos o plano de Deus em nossa vida e mantemos relações sexuais antes do casamento?

Como nos enganamos em pensar que sabemos o que é o amor! Muitas vezes, nos entregamos de corpo e alma ao nosso noivo e pensamos que o que estamos fazendo é uma demonstração do amor verdadeiro. Puro engano!!! O que está havendo entre os dois é apenas uma atração sexual.

O amor verdadeiro é aquele de 1ªCo 13 que diz que o amor é sofredor, é benigno, não é invejoso… é aquele que enfrenta fraldas e louça suja, cabelo despenteado, bebê chorando por toda uma (s) noite (s) , dificuldades financeiras, doenças… e mesmo assim os dois ainda se amam e seguem juntos enfrentando bons e maus momentos que surgem em suas vidas.

Quando você se casa e vê que está tendo um casamento infeliz é quando então você descobre que o que você sentia (e provavelmente ele também) era apenas uma atração sexual.

10) Será que seu casamento e sua felicidade estarão ameaçadas se você mantiver relação sexual antes do casamento?

No livro “Love, Dating & Marriage” de George B. Eager, ele diz que “o sexo antes do casamento lança a semente da dúvida e da desconfiança”.

Alguns casais que mantiveram relações sexuais antes do  casamento, aparentemente vão bem mas existe no coração do marido, ou da mulher, ou de ambos, sentimentos de desconfiança, rejeição, ressentimento, etc. Outros, mesmo casados, continuam procurando o verdadeiro amor, mantendo relações extra-conjugais. Estes estão sempre procurando novas experiências.

Vejamos alguns versículos que nos mostram o que Deus realmente pensa sobre o casamento: 1ªCo 6:18; Hb 13:14; 1ªCo 6:9,10.

Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. (1ª Co 6:18 BRP)

 Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. (Hebreus 13:14 BRP)

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?

Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1ª Co 6:9-10 BRP)

Do mesmo modo que Deus condena a fornicação, Ele nos perdoa se viermos a Ele arrependidos.

Vejamos os versículos: 1ªJo 1:7-9; Jo 6:37.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1ª Jo 1:7-9 BRP)

 Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (Jo 6.37 BRP)

Valdenira N. de M. Silva. Adaptado de George B. Eager

Extraído do site SolaScripturaTT em 09/08/2014   

http://www.cacp.org.br/10-razoes-porque-nao-devo-dormir-com-meu-noivo-antes-do-casamento/

Nos comentários, escrevi algo sobre “Uma vida Cristã equilibrada”.

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

O tema desta postagem está presente na Revista e Livro de Apoio das Lições Bíblicas do 2ºT 2018 CPAD.

Eu apenas fiz a composição deste material para um só documento. 

Excelente. Esclarecedor e de fácil leitura e aplicação para nós cristãos que combatemos o bom combate em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Acrescentei este texto do Pr Luiz Fernando, ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira em SP, associando as Escrituras sagradas, com os desvios relacionados a família nos dias atuais.

Muito boa a reflexão disponibilizada no portal da Ultimato acerca do tema, complementando os outros já postados anteriormente.

Vale a leitura e meditação. 

Acrescentei algo sobre o sacramento, contextualizado com as duas ordenanças divinas para a igreja.

Acrescentei algo sobre o tema “Elementos e formas de estado, sistema, forma e regime de governo”.

Muito bom, e esclarecedor.

Resolvi postar esta música, principalmente, devido a beleza poética da mesma. Pouco conheço da banda Kadoshi. Em função disto, estou registrando acima algumas informações da banda, retirada da Wikipédia. Pretendo também, mais a frente postar outra música “Há momentos”.

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