Minha Ordenação ao Presbitério na IADJ25Agosto, em Duque de Caxias no Rio de Janeiro

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Hoje Fui ordenado ao Presbitério na minha igreja, Igreja Assembléia de Deus Jardim 25 de Agosto em Duque de Caxias no RJ, Brasil.

Basicamente, atuo na Escola Dominical.

Atualmente como estou aposentado pelo INSS na Petrobras (Profissional de nível médio), permaneço na ativa apenas como articulador pedagógico após a minha readaptação (Profissional de nível superior – professor docente de química em ensino médio) até os 60 anos, horário noturno no Instituto de Educação Governador Roberto Siqueira.

Assim terei tempo para cuidar da minha saúde no geral e exercer o presbitério com a dedicação necessária.

Louvado seja Deus.

 

“Devemos estar preparados para combater a indiferença religiosa e o ceticismo à nossa volta que tanto tem contaminado vizinhos, colegas de escola e também do trabalho.”

Lições Bíblicas – CPAD – 3º T 2017.

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Igreja Metodista

Logotipo da Igreja Metodista e algumas informações

A Igreja Metodista é a principal expoente do metodismo, religião de fé cristã protestante.

O Metodismo é de origem inglesa, organizado pelo reverendo inglês John Wesley que enfatizou o estudo metódico da Bíblia, e busca a relação pessoal entre o indivíduo e Deus. Iniciou-se com a adesão de egressos da Igreja Anglicana e da Presbiteriana, bem como de dissidentes da Igreja Episcopal Americana.

Em 1784 John Wesley respondeu à falta de pregadores nas colônias (devido à Guerra Revolucionária Americana) ordenando alguns para a América, com o poder de ministrar sacramentos. Esta foi uma das principais razões para a separação final do Metodismo da Igreja da Inglaterra após a morte de Wesley. Esta separação criou, em nível mundial, uma série de denominações de igrejas “do” Metodismo. A influência de George Whitefield sobre a Igreja da Inglaterra também foi um fator na fundação da Igreja Metodista da Inglaterra em 1844. Através de atividades missionárias vigorosas o Metodismo se espalhou por todo o Império Britânico, o que se deu principalmente através da pregação de Whitefield durante o que os historiadores chamam de Primeiro Grande Despertar (na América colonial). Após a morte de Whitefield em 1770 o Metodismo americano entrou em uma fase Wesleyana e Arminiana mais duradoura de desenvolvimento.

História do metodismo no Brasil

Primeira missão

Em 1835 o Reverendo Foutain Elliot Pitts foi enviado pela Igreja Metodista Episcopal, dos Estados Unidos, com a missão de avaliar as possibilidades do estabelecimento de uma missão metodista nas terras brasileiras. Chegando ao país com uma carta de recomendação do então presidente americano Andrew Jackson, o Rev. Pitts desembarca no Rio de Janeiro. Mais tarde em 1836 e 1837, foram enviados o Rev. Justin Spaulding e Rev. Daniel Parish Kidder, com suas respectivas famílias, para compor a missão. Porém, essa missão é encerrada em 1841 por falta de recursos.

Missão da Igreja Metodista Episcopal do Sul

Com a divisão causada nos Estados Unidos durante a Guerra Civil, a Igreja Metodista Episcopal também se dividiu, no sul, foi criada a Igreja Metodista Episcopal do Sul e no Norte, os metodistas continuaram com o mesmo nome de antes da guerra.

Junius Estaham Newman, foi o primeiro pastor a se fixar permanentemente no Brasil. “J. E. Newman, recomendado para a Junta de Missões para trabalhar na América Central ou Brasil”: essa foi a nomeação que ele recebeu em 1866, na Conferência Anual. Após ter servido durante a Guerra Civil Americana, como capelão às tropas do Sul, observou que muitos metodistas do Sul emigraram para as Américas do Sul e Central e acompanhou-os.

A Guerra deixou endividada a Junta, sem possibilidade de enviar obreiros para qualquer local. Newman financiou sua própria vinda ao Brasil, com suas modestas economias. Chegou ao Rio de Janeiro, Niterói, em Agosto de 1867, mas fixou residência em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara d’Oeste, província de São Paulo. Desde 1869, pregou aos colonos, mas, dois anos mais tarde, no terceiro domingo de Agosto, organizou o “Circuito de Santa Bárbara”.

O primeiro salão de culto – antes era uma venda – foi uma pequena casa, coberta de sapé e de chão batido. Newman trabalhava com os colonos norte-americanos e pregava em inglês. Um dos motivos da demora de Newman em organizar uma paróquia metodista, é que ele pregava, principalmente para metodistas, batistas, presbiterianos e a todos que desejassem ouvir sua mensagem, pensando ser mais sábio unir os “ouvintes” em uma única igreja, sem placa denominacional. Mas depois, todas as denominações organizaram-se em igrejas, de acordo com sua origem eclesiástica nos EUA. Newman insistiu, através de suas cartas, para que os metodistas norte-americanos abrissem uma missão em nosso país.

Em 1876, a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal Sul, despertada através da publicação das cartas nos jornais metodistas nos EUA, enviou seu primeiro obreiro oficial: Rev. John James Ranson. Dedicou-se ao aprendizado do português para proclamar as boas novas aos brasileiros, sendo o responsável pela criação da primeira publicação metodista no Brasil, o Methodista Catholico.

J. E. Newman e sua família mudaram-se para Piracicaba, SP, onde permaneceram entre 1879 e 1880, quando as filhas de Newman, Annie e Mary, organizaram um internato e externato. O “Colégio Newman” é considerado precursor do Colégio Piracicabano, hoje Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

Metodismo em números

O Metodismo se faz presente em 130 países, somando 12 milhões de membros.

Atualmente, a distribuição dos Membros, Igrejas, Congregações e Pontos Missionários no Brasil é:

  • Aprox: 350.000 Membros;
  • 630 Igrejas;
  • 393 Congregações;
  • 508 Pontos Missionários.

Há outras denominações que se denominam metodistas no país, a saber: a Igreja Metodista Wesleyana (pentecostal), criada na década de 60 pelo bispo fluminense Gessé Teixeira de Carvalho, egresso da IMB, e que possui laços com outras Igrejas metodistas pentecostais, como a do Chile, possuindo hoje mais de 120 mil membros no país (segundo os próprios administradores da denominação), a Igreja Metodista Ortodoxa e outras, independentes, que não chegam aos 20 mil membros.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

 

 

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A Alegria está no Coração

 

Vivendo cada dia

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Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo. v.15

Leitura: Pv 15:13-31

Quando festejou seu 104.º aniversário, Tamer Lee Owens disse que “o riso, o Senhor e as pequenas coisas” a fizeram seguir adiante na vida. Esta senhora ainda encontrava prazer todos os dias ao conversar com pessoas, caminhar, ler a Bíblia, como tinha feito desde a infância. Ela dizia: “Não sei quanto tempo Ele ainda vai me deixar aqui, simplesmente agradeço ao Senhor pelo que já me deu.”

A maioria de nós não viverá 110 anos como ela, mas podemos aprender com Tamer Lee como desfrutar cada dia que nos é dado.

O riso — “O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate” (Provérbios 15:13). A verdadeira felicidade começa em nosso interior e transparece em nosso rosto.

O Senhor — “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra” (v.33). Quando Deus é o centro de nossa vida, Ele pode nos ensinar Seus caminhos.

As pequenas coisas — “Melhor é um prato de hortaliça onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio” (v.17). Preservar os relacionamentos de amor e desfrutar das coisas básicas da vida é mais importante do que riqueza e o sucesso.

Nem todos nós teremos uma vida longa — mas todos podemos viver bem a cada dia — com risos, com o Senhor e desfrutando das pequenas coisas da vida.

David C. Mccasland
A felicidade não é um local onde podemos chegar, é uma jornada diária.
Ministérios Pão Diário
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A secularização da Igreja – Entrevista com o Rev. Ageu Magalhães

http://www.cacp.org.br/entrevista-com-rev-ageu-magalhaes/

A secularização de uma sociedade pode ser entendida, em um sentido literal, como um processo pelo qual a religião deixa de ser o aspecto cultural agregador, transferindo para uma das outras atividades desta mesma sociedade este fator coercitivo e identificador. Ela faz com que tal objeto de análise já não esteja mais determinado diretamente pela religião.

A palavra secularização identifica um fenômeno histórico dos últimos séculos, pelo qual as crenças e instituições religiosas se converteram em doutrinas filosóficas e instituições levianas, além de identificar processos nos quais se verifica a transferência de bens da igreja a instituições seculares ou públicas. No nosso caso, estamos estudando a secularização que ocorre de forma menos dramática mas tão trágica quanto a exposta.

A secularização que presenciamos hoje em dia é um processo lento, sutil e bem elaborado, sua atuação quase nunca é percebida pelo cristão distraído ou absorvido pela vida secular, na verdade muitas vezes lhe parece muito natural e inofensiva.

As coisas mundanas adentram o rebanho de Deus, o qual, se estiver se consagrando e se dedicando a seu Criador, logo a detectam e a eliminam de seu meio, mas caso contrário, é bem possível que sejam recebidas com folguedo e entusiasmo e até usadas como oferta ao Senhor, à moda de Saul (1 Samuel 15:19-20).

Este processo demoníaco, no entanto, tem sido já há muito denunciado pela Palavra de Deus, que confirmada pelo Espírito Santo nos dons atribuídos à igreja, tem chamado o povo de Deus ao despertamento e à fuga do ócio venenoso que deixa-os sem tempo para orar, jejuar, interceder e comungar com os irmãos, mas com horas inteiras para gastar com outros mestres onde trabalha, estuda, ou na sala de sua casa diante de um aparelho de TV. Para finalizar, vamos reforçar lembrando que o ser humano tem um alto poder de adaptação, ou seja, consegue se adaptar e aceitar as mais adversas situações desde que lhe seja dado o tempo necessário. Assim, vemos que muitas coisas, claramente profanas e até monstruosas como a aparência vermelha, de tridente e chifres às vezes atribuída ao adversário já não apavora a muitos por já estarem familiariza dos com ela nos filmes de terror, nas piadas dos amigos de bar ou nos quadrinhos de bancas de jornais, demonstrando como a “máquina” pode ser silenciosa no funcionamento e ao mesmo tempo eficiente nos resultados. De forma semelhante, o mau quando administrado com cuidado, consegue se infiltrar na igreja usando este método, pois os cristãos vão se acostumando com sua aparência, a princípio inofensiva, e toleram-no, sem perceber sua discreta evolução e crescimento.
Bibliografia: Sites diversos
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A disciplina do descanso e do relaxamento na aposentadoria

aposentadoria-um-desafio-para-o-seculo-xxiConhecemos algumas pessoas que ao se aposentarem ficaram deprimidas. Os relatos de incidência de separações conjugais, doenças severas e até suicídios nos primeiros anos ou meses após a aposentadoria não são poucos.

Qual a solução? No momento, devido ao achatamento do salário dos aposentados, muitas pessoas passaram a fazer novos cursos e conseguir outros trabalhos, até diferentes daqueles a que dedicaram suas vidas. Isso é muito importante para trabalhar os neurônios dos que foram abençoados por Deus com a longevidade.

Mas a aposentadoria pode gerar prejuízos para a saúde física e mental, revela uma nova pesquisa. O estudo, publicado pelo centro de estudos Institute of Economics Affairs (IEA), com sede em Londres, descobriu que a aposentadoria leva a um “drástico declínio da saúde” no médio e longo prazos. Segundo a IEA, a pesquisa sugere que as pessoas devem trabalhar por mais tempo por razões de saúde e também financeiras.

O estudo, realizado em parceria com a entidade beneficente Age Endeavour Fellowship, comparou aposentados com pessoas que continuaram a trabalhar mesmo após terem alcançado a idade mínima para a aposentadoria e também levou em conta possíveis fatores. Philip Booth, diretor da IEA, disse que os governos deveriam desregular os mercados e permitir que as pessoas trabalhassem por mais tempo. “Trabalhar mais não será apenas uma necessidade econômica, mas também ajudará as pessoas a viverem vidas mais saudáveis”, disse ele. Edward Datnow, presidente da Age Endeavour Fellowship, acrescentou: “Não deveria haver uma idade ‘normal’ para a aposentadoria no futuro”.

Na Grã-Bretanha, o governo já planeja elevar a idade mínima para a aposentadoria. “Mais empresários precisam pensar sobre como podem capitalizar em cima da população mais velha e aqueles que querem se aposentar devem refletir duas vezes sobre essa questão”. O estudo, focado na relação entre atividade econômica, saúde e política pública de saúde na Grã-Bretanha, sugere que há uma pequena melhora na saúde imediatamente depois da aposentadoria, mas constata um declínio significativo no organismo desses indivíduos no longo prazo.

Segundo a pesquisa, a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de desenvolver depressão, enquanto aumenta em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico. O efeito é o mesmo em homens e mulheres. Já as chances de ficar doente parecem aumentar com a duração da aposentadoria.

De acordo com Hendricks (2000), “A aposentadoria que deveria ser uma chance de entrar no círculo dos vencedores, acabou ficando mais perigosa do que automóveis ou entorpecentes. É a chance de fazer tudo que leva a nada”.

A aposentadoria muitas vezes é uma transferência para a “terra de ninguém”, tremendamente inadequada para a cultura contemporânea, produzindo uma pessoa repentinamente desempregada e sem uma missão.

Não há na Bíblia nenhuma designação arbitrária de um tempo para parar de trabalhar, assim como a ideia de sustento financeiro federal.

A Lei Mosaica fixou a idade para aposentadoria de levitas em 50 anos: “Mas desde a idade de cinquenta anos desobrigar-se-ão do serviço e nunca mais servirão, porém ajudarão aos seus irmãos na tenda da congregação, no tocante ao cargo deles; não terão mais serviço” (Nm 8.25-26).

Isso significa que eles não se aposentavam da vida e do ministério, pois passavam a orientar os sacerdotes mais jovens.

Moisés concluiu sua carreira espetacular com 120 anos de idade em boa saúde, como foi registrado nos últimos versos de Deuteronômio. Josué, semelhantemente, trabalhou até a sua morte aos 110 anos de idade. O Novo Testamento relata sobre Zacarias, o sacerdote, pai de João Batista, sobre o apóstolo Paulo e sobre João, o discípulo amado, todos os quais são exemplos para trabalhar até o fim da vida.

Deus tem planos para as pessoas de idade mais avançada, o Senhor não criou ninguém para ficar de braços cruzados, esperando a morte chegar.

É necessário que haja um grande despertamento entre a população ociosa dos idosos brasileiros. Aposentadoria não é parar, é um estágio, uma fase.

Nossas Igrejas devem tratar com carinho e amor o seu grupo de idosos, formando ministérios e grupos, com a finalidade de desenvolvimento, pois atende às necessidades de associatividade do ser humano. Predispõe sentimentos de identidade e preserva a autoestima. Estimula a união para superar problemas. Reduz inseguranças e ansiedades.

Favorece a discussão de aspectos da realidade. Permite revisar conceitos. Serve como suporte para a obtenção de informações, amizade e afeto.

“Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói sim que destrói grandemente” (Mq 2.10).

Falemos sobre três tipos de disciplina. Vou chamar a primeira de disciplina do descanso. Somos criaturas extremamente psicossomáticas. Na verdade, somos criaturas psicossomáticas, porque somos corpo, mente e espírito. Não é fácil entendermos a inter-relação entre estes três elementos, mas sabemos que a condição de um afeta os outros.

Especialmente, a condição de nosso corpo afeta nossa vida espiritual. Às vezes, pessoas com um problema espiritual me procuram, e sei que a solução para seu problema espiritual é tirar uma semana de férias. Quando estamos cansados ou doentes, não temos vontade de ler as Escrituras, não temos vontade de orar e não temos vontade de dar testemunho de Jesus Cristo. Mas, quando nos sentimos bem fisicamente, estas coisas são fáceis. Portanto, aqui estão alguns aspectos da disciplina do descanso.

Primeiro, a necessidade de tirar um tempo para si mesmo.

Jesus não estava à disposição o tempo todo. O texto que eu gostaria de oferecer aos trabalhadores compulsivos é Marcos 6.45: “Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão”. Ele despediu a multidão, porque queria ir embora, descansar e orar, por isso não devemos nos sentir culpados se quisermos ter um período de descanso.

O segundo item que vem depois do descanso são os passatempos.

Mas todo cristão deveria ter um passatempo, mesmo quando se sente muito velho para praticar esportes.

Além do mais, isso mantém a mente ocupada, desligando-a das pressões do trabalho ou do ministério. Também permite que meditemos sobre as complexidades e as belezas da criação de Deus. Se possível, nossos passatempos deveriam levar-nos para o ar livre.

Um terceiro aspecto do descanso é o tempo com a família e os amigos.

Em nosso círculo familiar, no qual sabemos que somos amados e aceitos, podemos relaxar, mas todos precisamos de amigos fora do círculo familiar também.

Assim, há três reflexões para vocês sobre a disciplina do descanso e do relaxamento. Há a necessidade de tirarmos um tempo para descansar, a necessidade de termos passatempos ou praticarmos esportes e a necessidade de termos uma família e amigos. Estas são necessidades humanas. Nunca tenhamos vergonha de admitir que as temos.

Bibliografia:

1)Samuel Rodrigues de Souza, pastor, especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção RJ.

O JORNAL BATISTA – Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Ano CXV – Edição 09

2)Texto retirado de Desafios da Liderança Cristã, John Stott

http://ultimato.com.br/sites/john-stott/2016/12/08/a-disciplina-do-descanso-e-do-relaxamento/

 

É tempo de descansar. Brevemente retornarei com uma sequência de novas postagens  e/ou postagens revisadas e atualizadas.

 É tempo de descanso

É tempo de descanso

Sair para um lugar deserto implica, literalmente, parar tudo, cessar todos os afazeres.

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Igreja Presbiteriana

A Igreja Presbiteriana é oriunda da Reforma Protestante do século XVI, e mantém o caráter de Igreja Católica (o termo “católico”, derivado da palavra grega: καθολικός (katholikos), significa “universal” ou “geral”), como declarado no Credo dos Apóstolos. É uma denominação cristã comprometida com valores éticos e morais. Sua atuação no contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através de instituições de ensino desde o infantil até o superior,que têm alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por exemplo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Instituto Presbiteriano Gammon, entre outras.

O presbiterianismo refere-se às igrejas cristãs protestantes que aderem à tradição teológica reformada (calvinismo) e cuja forma de organização eclesiástica se caracteriza pelo governo de uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Há muitas entidades autônomas em países por todo o mundo que subscrevem igualmente o presbiterianismo. Para além de distinções traçadas entre fronteiras nacionais, os presbiterianos também se dividiram por razões doutrinais, em especial em seguida ao iluminismo.

História do presbiterianismo

O nome destas denominações deriva da palavra grega presbyteros, que significa literalmente “ancião”. O governo presbiteriano é comum nas igrejas protestantes que foram modeladas segundo a Reforma protestante suíça, notavelmente na Suíça, Escócia, Países Baixos, França e porções da Prússia, da Irlanda e, mais tarde, nos Estados Unidos. A crença se baseia na predestinação, segundo João Calvino, Deus já havia escolhido, desde o início, os abençoados com a salvação e os condenados à perdição eterna. O homem, por sua natureza pecadora, não era digno de mudar essa decisão nem de conhece-la. Para não viver angustiado pela dúvida, o crente deveria buscar sinais da graça divina perseverando em sua fé mantendo uma vida de retidão e de obediência a Deus.

Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as igrejas reformadas que adotaram uma forma de governo presbiteriano em vez de episcopal ficaram conhecidas como igrejas presbiterianas.

Igreja Presbiteriana St. Giles, Escócia

Igreja Presbiteriana St. Giles, Escócia

Na Escócia, John Knox (1505-1572), que estudara com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma em 1560. A primeira Igreja Presbiteriana, a Igreja da Escócia (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.

Na Inglaterra, o presbiterianismo foi estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da rainha Isabel I de Inglaterra. Em 1647, por efeito de uma lei do Longo Parlamento sob o controle dos puritanos, o presbiterianismo foi estabelecido para a Igreja Anglicana (Church of England). O restabelecimento da monarquia em 1660 trouxe também o restabelecimento da forma de governo episcopal na Inglaterra (e, por um período curto, na Escócia); mas a Igreja Presbiteriana continuou a ser considerada não-conforme, fora da igreja estabelecida.

Na Irlanda, o presbiterianismo foi estabelecido por imigrantes escoceses e missionários ao Ulster. O presbitério do Ulster foi formado separadamente da igreja estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas denominações holandesas, alemãs e francesas, foram combinadas nos EUA para formar aquilo que se tornou conhecido como a Igreja Presbiteriana (1705). A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a United Reformed Church, enquanto que esta tradição também influenciou a Igreja Metodista, fundada em 1736.

Os presbiterianos destacam-se pelo incentivo à educação, entre as numerosas instituições presbiterianas espalhadas pelo mundo destacam-se a Yale University, Universidade de Princeton e o Instituto e Universidade Mackenzie.

O governo presbiteriano

Igreja presbiteriana se esforça para manter a Unidade e a permanência das verdades bíblicas no seio da Santa Igreja. Seu governo é conciliar. Cada paróquia (ou igreja local) possui seu próprio Concílio (também chamado de Conselho ou Consistório), que é composto por presbíteros regentes, que são eleitos pela própria comunidade paroquial dos fiéis, com mandato de no máximo 5 anos, presbíteros esses que podem ser reeleitos quantas vezes a comunidade achar necessário e podem, também, ser depostos caso seja o desejo dos fiéis. Neste caso, o Conselho paroquial institui um Tribunal Eclesiástico para apurar as denúncias e nomeia um juiz, a defesa, a promotoria e o júri, que darão andamento ao processo de disciplina, deposição ou até excomunhão.

A união de quatro ou mais igrejas locais dá origem ao Concílio Presbiterial (ou presbitério), que se reúne a cada dois anos. Por sua vez, a união de vários concílios presbiteriais forma um Concílio Sinodal, que se reúne nos anos de intervalo das reuniões dos presbitérios. Finalmente, a Federação dos Concílios Sinodais (ou Sínodos) forma o Supremo Concílio, também chamado de Sínodo Nacional ou Assembleia Geral—como se dá na CNBB –, que se reúne a cada quatro anos, coincidindo com os anos de eleições para Presidente da República.

O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de um presbitério, ou seja: uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana.

O presbiterianismo assenta em pressupostos específicos sobre a forma de governo desejada pelo Novo Testamento:

  • A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
  • A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembleias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembleias são chamadas concílios.
  • Todas as pessoas são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).

Desta forma, o papel governamental dos presbíteros é limitado à tomada de decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos pastores e o serviço da congregação, orar por eles e encorajá-los na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas em que bispos detêm um poder concentrado.

Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de sessão ou conselho. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um sínodo. O concílio maior numa igreja presbiteriana é a assembleia geral ou supremo concílio.

Catedral Presbiteriana, Rio de Janeiro

Catedral Presbiteriana, Rio de Janeiro

O que é a Igreja Presbiteriana do Brasil?

Alderi Souza de Matos

Quanto à sua teologia, as igrejas presbiterianas são herdeiras do pensamento do reformador João Calvino (1509-1564) e das notáveis formulações confessionais (confissões de fé e catecismos) elaboradas pelos reformados nos séculos 16 e 17. Dentre estas se destacam os documentos elaborados pela Assembleia de Westminster, reunida em Londres na década de 1640. A Confissão de Fé de Westminster, bem como os seus Catecismos Maior e Breve, são adotados oficialmente pela IPB como os seus símbolos de fé ou padrões doutrinários. Outras igrejas presbiterianas adotam documentos adicionais, como a Confissão Belga e o Catecismo de Heidelberg. O conjunto de convicções presbiterianas, conforme expostas no pensamento de Calvino, de outros teólogos e dos citados documentos confessionais, é denominado teologia calvinista ou teologia reformada. Entre as suas ênfases estão a soberania de Deus, a eleição divina, a centralidade da Palavra e dos sacramentos, o conceito do pacto, a validade permanente da lei moral e a associação entre a piedade e o cultivo intelectual.

No seu culto, as igrejas presbiterianas procuram obedecer ao chamado princípio regulador. Isso significa que o culto deve ater-se às normas contidas na Escritura, não sendo aceitas as práticas proibidas ou não sancionadas explicitamente pela mesma. O culto presbiteriano caracteriza-se por sua ênfase teocêntrica (a centralidade do Deus triúno), simplicidade, reverência, hinódia com conteúdo bíblico e pregação expositiva. Na prática, nem todas as igrejas locais da IPB seguem criteriosamente essas normas bíblicas, embora elas tenham caracterizado historicamente o culto reformado. Os problemas causados pelo afastamento desses padrões têm levado muitas igrejas a reconsiderarem as suas práticas litúrgicas e resgatarem a sua herança nessa área fundamental. Quando se diz que o culto reformado é solene e respeitoso, não se implica com isso que deva ser rígido e sem vida. O verdadeiro culto a Deus é também fervoroso e alegre.

Finalmente, a vida das igrejas presbiterianas brasileiras não se restringe ao culto, por importante que seja. Essas igrejas também valorizam a educação cristã dos seus adeptos através da Escola Dominical e outros meios; congregam os seus membros em diferentes agremiações internas para comunhão e trabalho; têm a consciência de possuir uma missão dada por Deus, a ser cumprida através da evangelização e do testemunho cristão. Muitas igrejas locais se dedicam a outras atividades em favor da comunidade mais ampla, como a manutenção de escolas, creches, orfanatos, ambulatórios e outras iniciativas de promoção humana. Cada igreja possui um grupo de oficiais, os diáconos, cuja função primordial é o exercício da misericórdia cristã. O presbiterianismo tem uma visão abrangente da vida, entendendo que o evangelho de Cristo tem implicações para todas as áreas da sociedade e da cultura.

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Suas origens mais remotas encontram-se nas reformas protestantes suíça e escocesa, no século 16, lideradas por personagens como Ulrico Zuínglio, João Calvino e João Knox. O nome “igreja presbiteriana” vem da maneira como a igreja é administrada, ou seja, através de “presbíteros” eleitos democraticamente pelas comunidades locais. Essas comunidades são governadas por um “conselho” de presbíteros e estes oficiais também integram os concílios superiores da igreja, que são os presbitérios, os sínodos e o Supremo Concílio. Os presbíteros são de dois tipos: regentes (que governam) e docentes (que ensinam); estes últimos são os pastores. Em 2005, a Igreja Presbiteriana do Brasil tinha aproximadamente 4.800 igrejas locais e congregações, 263 presbitérios, 64 sínodos, 3.800 pastores, 415.500 membros comungantes e 125.000 membros não-comungantes (menores), estando presente em todos os estados da federação.

BIBLIOGRAFIA

-Wikipédia, a enciclopédia livre.

-http://www.mackenzie.br/7087.html

 

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Os Inimigos da Oração

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“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1ª Tm 2.1-4).

Existem seis armas terríveis que o Diabo usa para paralisar a vida de oração dos crentes:

  • Cansaço!

Como é paralisante o cansaço que o impede de perseverar na oração! Mas é justamente na oração que você supera esse estranho cansaço, pois a Bíblia diz: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.29,31). Entregue-se à oração, e você encontrará o descanso verdadeiro.

  • Distração!

Você não consegue se concentrar? Outros pensamentos vêm à sua mente quando você quer orar? Durante a oração, de repente você percebe que seus pensamentos estão bem longe? Essas são armas do inimigo que você derrota orando em voz alta. Davi diz no Salmo 55.16-17: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz”. Ore com voz forte e audível, e as distrações não terão poder sobre você

  • Inquietação interior

Uma inquietação inexplicável tomou conta de você? Justamente dessa inquietação é que você pode se livrar quando ora. Seja qual for a causa – pecado, nervosismo ou incredulidade – a Bíblia diz: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Sl 55.22). E mais: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42.11). Somente na oração você receberá ajuda para se libertar da inquietação de seu coração.

  • Pressa

A arma que Satanás provavelmente usa com mais sucesso contra os que querem orar é a pressa. O que diz a Escritura em Eclesiastes 8.3a? “Não te apresses em deixar a presença dele.” Não devemos ter pressa em deixar a presença do Senhor. Qual é a causa de sua pressa? A montanha de trabalho que espera por você! Seu trabalho parece não ter fim? Mas é justamente na oração que você recebe as condições para fazer seu trabalho bem feito e com rapidez. Quanto mais tempo você ora, mais trabalha. Sei muito bem que isso contraria nossa lógica, mas milhares de experiências confirmam essa receita, e a Bíblia diz em Isaías 55.2-3a: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá.” Através da oração constante, suas tarefas diárias serão supridas pelas fontes divinas de força. Admirado, você reconhecerá que o tempo que passou em oração fervorosa foi a melhor maneira de usar seu tempo, e a terrível arma da pressa terá perdido seu poder destrutivo sobre você.

  • Desânimo

O desânimo é uma arma que neutraliza muitas pessoas que oram. Desânimo é começar e parar. Desanimar é não olhar para longe o suficiente. A Bíblia diz: “Olhando firmemente para Jesus”. Esse olhar para cima, para Jesus, é desviar o olhar das coisas visíveis ao nosso redor e voltá-lo para Jesus – voltar-se para Ele orando! Você está desanimado por causa de sua fraqueza espiritual, desanimado por seus fracassos, desanimado pela dureza de coração das pessoas, desanimado pelas tristes circunstâncias em que vive? Paulo exclama em 2ª Coríntios 4.8 que em tudo ficamos “perplexos, porém não desanimados”. Por quê? Porque ele era um homem de oração. Isaías conclama: “Fortalecei as mãos frouxas e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará” (Is 35.3-4). Existe apenas um meio de nos livrarmos do desânimo e do desalento em nosso coração: através da oração. Enquanto escrevo estas linhas, parece que poderes das trevas tentam me impedir de dizer as coisas como elas são. Sei que Satanás faz todo o possível para deixar você tão desanimado a ponto de não conseguir crer que a oração de fato lhe abre as fontes divinas. Mas em Nome de Jesus esses poderes estão derrotados! Suplico a você que está desanimado: Ore! Faça hoje um novo começo! Diga em voz alta: “Eu escolho a vontade de Deus e, em Nome de Jesus, rejeito a vontade de Satanás”. A vontade de Deus é que você ore. A vontade de Satanás é que você se cale.

  • Preguiça

A preguiça é uma arma traiçoeira que Satanás usa contra aqueles que desejam se tornar pessoas de oração. É a arma da carne, a sensação de impotência. Você se ajoelha, quer orar, mas não consegue dizer uma única palavra. Tudo parece muito difícil. A carne não consegue orar. Como você consegue se livrar dessa incapacidade e dessa preguiça? A resposta é: ore com a Bíblia! Leia em voz alta as promessas que falam da oração. Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei, e abrir-se-vos-á” (Mt 7.7). Diga simplesmente a Deus: “Senhor, não consigo pedir, mas Tu dizes na Tua palavra que eu devo pedir, pedir com perseverança”. Exponha a Ele toda a sua miséria. Não fique calado! E enquanto você fala com Ele e lê Sua Palavra, de repente perceberá a faísca da oração acendendo seu coração, fazendo desaparecer sua preguiça e sua indolência, e suas orações alcançando o trono da graça.

Wim Malgo (1922-1992), foi fundador da “Obra Missionária Chamada da Meia-Noite” e presidente da “Associação Beth-Shalom para Estudo Bíblico em Israel”. Durante décadas suas mensagens bíblicas, proféticas e de santificação, profundas e atuais, transmitiram uma visão clara do Plano de Deus e ajudaram inúmeras pessoas em sua vida de fé.

 

Chamada.com.br

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Igreja Cristã Nova Vida

Catedral da Igreja de Nova Vida

Catedral da Igreja de Nova Vida

Orientação Pentecostal Reformada
Fundador Robert McAlister
Origem 1960 (56 anos)
Sede Igreja Cristã Nova Vida – Catedral
Países em que atua Brasil e Portugal

A Igreja Cristã Nova Vida é uma denominação cristã reformada pentecostal fundada no Brasil em 1960 por Robert McAlister

História

Oriundo do pentecostalismo clássico e filho de pastor, sua origem religiosa está na Assembleia Pentecostal do Canadá. Robert foi missionário em vários lugares do mundo e esteve pregando no Brasil em 1958/59 a convite das igrejas Assembleia de Deus e Evangelho Quadrangular.

Estabeleceu-se no Brasil, estudando a língua portuguesa e inaugurando um programa radiofônico. Logo em seguida alugou o nono andar da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), iniciando a Cruzada de Nova Vida, onde era pregado o pentecostalismo, acompanhado de manifestações de curas, libertação, batismo no Espírito Santo. Nessa primeira fase, o Bispo Robert foi sustentado financeiramente por três igrejas pentecostais americanas.

O seu ministério iniciou-se no Rio de Janeiro, através de um programa de rádio, a Voz de Nova Vida. Em 1961, foi realizado o primeiro culto na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no centro da cidade. A partir de então, o crescimento da igreja foi constante.

McAlister enfatizava a cura física e a libertação espiritual, a ponto de fixar no púlpito um cartaz com o seguinte versículo: “Ele perdoa todas as tuas iniquidades e sara as tuas enfermidades” (Sl 103:3). Mais tarde, McAlister foi para a televisão e, em 1968, publicou um folheto intitulado “Mãe-de-Santo: História e testemunho de Georgina Aragão dos Santos Franco – a verdade sobre o candomblé e a umbanda“, em que contava a trajetória de D. Georgina, dos cultos afro-brasileiros até a fé evangélica.

Robert construiu sua primeira igreja em 1964, em Bonsucesso. Logo em seguida, também construiu no bairro de Fonseca em Niterói. Uma grande marca foi a construção do templo da Rua General Polidoro, em Botafogo, antiga sede da denominação, em 1971.

Sob sua liderança, a igreja expandiu-se por vários estados brasileiros, sobretudo o Rio de Janeiro, chegando aproximadamente a 70 igrejas.

Em 1993, Robert McAlister faleceu e o seu filho Walter McAlister foi reconhecido como sucessor pelo Colégio de Bispos, como primaz da denominação. Porém, três anos após, a igreja dividiu-se em três grupos principais.

As igrejas que permaneceram sob a liderança de Walter formaram a Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida; as demais igrejas formaram a União das Igrejas Nova Vida e o Conselho de Ministros das Igrejas de Nova Vida do Brasil. A diferença básica entre as correntes gira em torno de doutrinas calvinistas defendidas pela Igreja Cristã Nova Vida, bem como a ênfase no resgate de tradições litúrgicas pela mesma igreja. Apesar disso, todas se reportam a Robert McAlister como pai espiritual.

Em 1988, Robert redefiniu a administração da denominação, onde as congregações passaram a agir com autonomia. Dessa forma, a partir de então, as congregações passariam a registrar-se como Igreja de Nova Vida, todas porém ligadas fraternalmente à igreja-sede (Botafogo), ou seja, Igreja Pentecostal de Nova Vida, que foi o registro original em Cartório.

Da Igreja de Nova Vida saíram os principais líderes do neo pentecostalismo brasileiro, como Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, R. R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, e Miguel Ângelo, fundador e líder do Ministério Cristo Vive; sendo que os mesmos praticam um pentecostalismo bastante diferente do fundador, Bispo Robert McAlister.

Em maio de 2008, o Colégio de Bispos da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida reuniu-se com o Presbitério Nacional para analisar a aplicação do termo “pentecostal” e, por não mais descrever a realidade da denominação, uma vez que tal termo está implicitamente ligado ao movimento neo pentecostal, foi então abolido o termo pentecostal e acrescido ao nome da igreja o adjetivo “cristã”, passando a denominar-se Igreja Cristã Nova Vida.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

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Imagens da Rosely, esposa e outras recordações.

 

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Faço questão de postar estas imagens hoje com algumas fotos da Rose em sua viagem quando completou 50 anos. Ela mesma me pediu para enviar para o Facebook. Eu apenas acrescentei outras imagens que considero relevantes e estarei disponibilizando brevemente no Facebook, além do WordPress que estou disponibilizando atualmente. Dia 29/12/2016, ou seja, daqui alguns dias estaremos completando 32 anos de matrimônio. Louvado seja Deus, pela minha esposa. Tracei alguns comentários nosso na postagem:

https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/2010/06/08/esposa-filhos-e-cunhada-2/

Rose, quando a conheci, trabalhava como caixa em uma padaria para manter a família, pois seus pais eram idosos e não podiam trabalhar. Ela era a filha caçula de dez irmãos, sendo cinco homens e cinco mulheres. Desses, apenas o José era solteiro, mas logo que Ela se mudou para Sepetiba, se casou. Neste ínterim, a mudança do Parque Suécia, em Duque de Caxias para Sepetiba foi providencial visto que lá, dois de seus irmãos poderiam ajudar nas despesas do lar. Quando conheci a Rose, sua mãe já frequentava a igreja aqui em Duque da Caxias. Ela era uma mulher cheia do Espírito Santo. Praticamente comecei a conhecer a família dela assim que foi morar em Sepetiba. Rose sempre foi uma mulher trabalhadora. Mas isso não impedia que nós saíssemos para namorar. Antes de ir para Sepetiba normalmente íamos ao clube Recreativo Caxiense, aqui em Duque de Caxias e logo depois lá em Sepetiba, no clube Náutico de Sepetiba ou no Recôncavo. Quando nos casamos ela passou a cuidar apenas do lar e dos filhos.

Pv 19:14

“Casas e riquezas herdam-se dos pais, mas a esposa prudente vem do Senhor.

Amo minha esposa e serva, e minha oração continua por ela é para que seja modelo de fé, sem máculas sem culpa ou condenação.

“A estranha perspicácia do cristão”

Permita-me entrar num limbo e declarar algo de que não tenho certeza; é um palpite sagaz baseado no conhecimento das leis espirituais.
É simplesmente isto: uma vez que a pessoa começa sua jornada de viver a vida crucificada, durante sua primeira fase dessa jornada experimenta algumas das piores semanas da vida. É nesse ponto que muitos desanimam, desistem. Os que perseveram descobrem que em vez de chegarem a um sol claro e brilhante, bem diante deles encontram-se mais desalentos, dúvidas e enganos.
Em vez de o elevar, esse tipo de ensino joga você ao chão. Mas deixe-me explicar: Os que foram assim desencorajados – os que bateram a cabeça no teto ou rasgaram o queixo na calçada – e sofreram algum tipo de derrota são os mesmos que estão chegando mais perto de Deus. Os que não são afetados – os que ainda podem ser mundanos e não se importam com isso – fizeram o progresso mínimo. Mas os que descobriram coisas ocorrendo contra eles – aqueles que anseiam e clamam pela vida crucificada, os que esperam que Jesus Cristo os lidere e se surpreendem por estarem sendo desencorajados por ele – esses provavelmente não percebem que estão muito perto do Reino de Deus.

A Vida Crucificada – Como viver uma experiência cristã mais profunda.
A.W.Tozer

Editora Vida

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As simpatias e o Ano Novo – Feitiçarias Caseiras

Simpatias para o Ano Novo

“Para passar o ano novo é recomendável usar roupas brancas. Para ter bastante dinheiro usa-se uma nota nova na carteira”

“Para conquistar um amor, coloque numa pequena vasilha algumas gotas de azeite de oliva, folhas de ciprestes e umas gotas de perfume de laranjeira. Misture tudo muito bem e guarde. Toda vez que você sair, passe um pouquinho dessa fórmula sobre as sobrancelhas e, em seguida, leia o Salmo 113, deixando-o aberto sobre a cabeceira da cama”.

“Para atrair sorte, faça um saquinho pequeno, com tecido vermelho, que nunca tenha sido usado. Coloque dentro dele um pouco de cera de abelha e feche-o. Carregue sempre na carteira ou no bolso, como patuá”.

“Para uma solteira conseguir casamento, conte três palmos de uma fita branca e corte. Amarre este pedaço da fita numa imagem de Santo Antônio. Deve colocar a imagem no quarto e pedir a Santo Antônio que lhe arranje um casamento. Se a mulher solteira for você, a simpatia também pode ser feita. Peça para que sua mãe ou uma amiga fiel faça a simpatia, sem que você veja”.

Estas são algumas das milhares de receitas mágicas de domínio popular, as quais muitos recorrem a fim de resolver seus problemas. Seus praticantes as chamam de simpatias e são largamente empregadas pelo povo brasileiro, sendo difundidas como inofensivas tradições folclóricas. Mas… Será que as simpatias são realmente inofensivas? Que poderes envolvem? Que perigos escondem? Quais os reais limites entre a fé e a superstição? O uso de palavras bíblicas santifica esta prática? Há alguma relação entre a simpatia e a bruxaria?

Possuir respostas para estas perguntas é vital. Pessoas que jamais entrariam em um terreiro ou se envolveriam com algum tipo de ocultismo tornam-se ingenuamente (ou não) vítimas das maldições inerentes a este tipo de prática. A inocência não serve de escudo.

Definindo simpatia

O que é mesmo simpatia? O dicionário Aurélio a define, entre outras coisas, como: “ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar”. Mas esta explicação é muito branda. A significação de um site sobre simpatia é outra bem diferente para esta prática: “Simpatia é a maneira ritual de forçar poderes ocultos a satisfazerem a nossa vontade”.
Este conceito é exato e sincero, uma vez que não são as meras palavras, atos, rituais e objetos que vão levar a realização do desejo do praticante da simpatia, mas, sim, os poderes nela invocados. Não são as gotas do azeite, os pingos da vela e/ou o pano vermelho os verdadeiros objetos da fé. Os praticantes, quando usam destas coisas, colocam sua fé em entidades indefinidas ou em algum santo católico, como no caso de Santo Antônio, Santo Expedito e São Jorge, muito comuns em simpatias.
Isso significa que, mesmo sem intenção, ou involuntariamente, procura-se criar algum vínculo com o mundo espiritual e manipulá-lo de forma a atender nossos desejos. A grande questão é: com quem a magia da simpatia lida?

Brincando com o inimigo

Neste mundo pragmático em que vivemos, o que as pessoas geralmente querem saber é: “Funciona?”. O mesmo site comenta: “A simpatia tem grande prestígio, dada a psicologia do povo que quer resultados imediatos, sem tratamento e sem trabalho, trazidos pelas escamoteações da mágica. Em suma, o milagre”.

Embora a única preocupação do praticante seja ter resultado imediato, ele, porém, não se detém para questionar qual a fonte do poder por trás das simpatias. Claro que a maioria não funciona, e o aparente efeito de algumas não passa de coincidência ou auto-sugestão. Mas quando se trata de um “milagre” real, os envolvidos não questionam o autor do suposto milagre, nem sequer cogitam que estes “poderes ocultos” têm como fonte os espíritos malignos.

A Bíblia relata que quando Moisés foi enviado por Deus ao Egito para falar a faraó acerca da libertação do povo hebreu, lançou sua vara ao chão e Deus a transformou em cobra. Entretanto, os magos egípcios fizeram o mesmo com seu poder (Ex 7.10-12). Os milagres foram iguais, mas a fonte deles era antagônica: Moisés invocava ao Deus verdadeiro, e os outros, cultuavam falsos deuses e espíritos malignos.

Assim, pode-se depreender que desejar milagres e não se preocupar com a “fonte de origem” é abrir a porta para a atuação do diabo. Sobre o poder do diabo em obrar prodígios a Palavra de Deus esclarece: “A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem. Perecem porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” (2ªTs 2.9,10; grifo do autor).

Fé e superstição

“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Logo, a fé bíblica, a fé verdadeiramente cristã, é uma conseqüência de se ouvir e aceitar a Palavra de Deus. A superstição, elemento essencial das simpatias, não tem seu fundamento nas Escrituras Sagradas, se é que possui algum fundamento. As pessoas que se envolvem com simpatias, o fazem pela indicação de outro, e não se preocupam em analisar os poderes ocultos que se escondem por trás das mesmas.

Mesmo o uso de objetos, palavras e atos narrados na Bíblia podem se degenerar em superstição. Embora a Palavra de Deus se utilize desses elementos, tais elementos, no entanto, só têm valor quando baseados na fé. “Tudo o que não é por fé, é pecado” (Rm 14.23).

Temos de fazer distinção entre as narrações bíblicas e os princípios bíblicos. Quando Deus ordenou ao povo de Israel que desse voltas ao redor dos muros de Jericó e tocasse trombetas para que os muros caíssem (Js 6), não estava ensinando com isso um ritual de “como derrubar muros”. A Bíblia é explícita ao dizer que “pela fé caíram os muros de Jericó” (Hb 11.30), e não pelo simples fato de serem rodeados. Houve uma ordem específica de Deus e uma obediência em fé correspondente, então Deus operou. A vitória veio de Deus pela fé, e não porque aquele era um ritual mágico.

Da mesma forma, o fato de Jesus ter cuspido na terra, feito lodo, passado nos olhos de um cego e este ter sido curado após lavar-se no tanque de Siloé, não significa que Jesus estava ensinando, com isso, um ritual para curar cegos (Jo 9.11). Aquele foi um milagre produzido pelo poder de Cristo mediante a fé, e não passos a serem seguidos pelos cegos que buscam cura. A Bíblia estava narrando um acontecimento, não ensinando um ritual para curar cegos.

É importante também mencionar a repetição de palavras que geralmente está inserida nas simpatias. Jesus condenou a prática das chamadas “rezas”, quando disse: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles…” (Mt 6.7,8). Embora no dicionário orações e rezas sejam palavras sinônimas, na prática, porém, as rezas tornaram-se fórmulas mágicas com poder em si mesmas, e não representam nenhuma manifestação de fé, no sentido bíblico.

É bom ratificar que, biblicamente, fé significa confiar (crer) em Deus e em Cristo (Jo 14.1). Os cristãos oram e tomam atitudes confiando nas promessas divinas, e não em meras palavras e atos por si só. Os praticantes da simpatia não agem de acordo com um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus.

O nome de Deus em vão

“SALMOS 37 e 38 – Leia os salmos 37 e 38 três vezes ao dia, durante três dias. Após tê-lo feito, publique o texto (salmo) no jornal no quarto dia e veja o que acontece. Faça dois pedidos difíceis e um impossível”.

Tem-se popularizado o uso de Salmos, ou mesmo do nome de Jesus, como simpatia para a resolução de problemas. Todos os dias, os jornais trazem uma coluna de agradecimento ou de recomendação de pessoas que aconselham os leitores a usar o “salmo tal” ou a “palavra tal” para resolverem seus problemas e alcançarem alguma coisa.

“Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êx 20.7). Embora alguns achem que, ao citarem a Bíblia, Deus ou Jesus valida este tipo de atitude, o oposto, no entanto, é que é verdade. As pessoas estão, de fato, querendo manipular a Deus por meio de palavras e ritos, quando a Bíblia ensina que isto é abominável aos seus olhos.

Nós, os cristãos, mais do que ninguém, reconhecemos o poder da Palavra de Deus. Mas este poder só é válido quando tomamos toda a Bíblia como regra de fé e conduta, e não quando extraímos trechos isolados e os usamos com um ritual, ou quando escrevemos um salmo ou outro trecho qualquer das Escrituras e os usamos como talismã. O salmo 91 é Palavra de Deus e, se creio nele e o aplico em minha vida, ele trará resultado. Entretanto, o mero pano ou papel onde ele está impresso não é um talismã para ser colocado atrás da porta para me proteger de espíritos malignos.

Temos de tomar cuidado para que a nossa fé não se deteriore em superstição e idolatria. Em Números 21.4-9, Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e colocasse sobre uma haste. Todos os israelitas que olhassem para ela seriam curados, e assim aconteceu. Todavia, com o passar dos dias, o povo de Israel, ao invés de colocar sua fé no Deus que os curava ao olharem para a serpente de bronze, puseram sua confiança na própria serpente e passaram a adorá-la e a oferecer-lhe incenso. Substituíram Deus por um dos instrumentos que Ele usou para abençoá-los. Por isso o rei Ezequias ordenou sua destruição: “Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã” (2ªRs 18.4; grifo do autor).

Feitiçaria caseira

“A bruxaria está na moda, e é possível encontrar cada vez mais adeptos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Suas fileiras exibem advogados, contadores e engenheiros […] As feiticeiras modernas não gostam de ser chamadas de bruxas. Preferem o termo medieval wicca (pronuncia-se uíca), que deu origem à witch (bruxa em inglês). A palavra vem do alemão arcaico, wic, que significa dobrar, porque a mágica teria função de mudar ou ‘dobrar’ os acontecimentos”. Mas, como diz Eddie Van Feu em seu livro Wicca – Rituais: “A verdade é que wicca é só um termo mais bonitinho para bruxaria”.
Os que consideram exagero comparar simpatia e feitiçaria fariam bem em atentar para este assunto. Vejamos os rituais ensinados no mesmo livro sobre wicca:

Para proteger seu lar

“Deixe romãs abertas na janela da casa para trazer paz e harmonia para sua família”, ou: “Faça uma cruz com dois pedaços de canela em pau e coloque-a escondida atrás da porta em sua escrivaninha”.

Para ter amor

“Guarde uma rosa ou um amor-perfeito dentro de seu livro de poesia ou do seu romance favorito. Tenha-o sempre à cabeceira, pois este é um poderoso talismã”.

Perguntamos: qual é, então, na prática, a diferença entre a simpatia e a bruxaria? Ambas se apóiam em rituais, objetos e palavras para alcançar seus objetivos. Ambas utilizam elementos cristãos. Ambas definem apenas vagamente os poderes envolvidos na realização de seus “encantamentos”. Em outras palavras, são usados apenas termos diferentes em relação ao mesmo tipo de prática. As forças malignas utilizadas pelos bruxos na História Antiga e Medieval continuam sendo acionadas por meio das chamadas “simpatias”. O sincretismo cristão encobriu essa realidade, mas não pode mudar a essência do que realmente envolvem essas práticas.

Os historiadores são unânimes em admitir que o catolicismo português trazido para o Brasil era fortemente influenciado pela bruxaria européia. Como resultado, as mesmas práticas continuam sendo realizadas “camufladamente”. Logo, simpatias nada mais são do que bruxarias caseiras efetuadas por pessoas que apenas querem resultados e estão dispostas a fazer qualquer coisa para alcançá-los.

Livrando-se da simpatia

“Andamos por fé, e não por vista” (2ªCo 5.7). Este é o fundamento da fé evangélica e bíblica. Quando o relacionamento diário com Deus se baseia em objetos, fórmulas, rituais e/ou palavras previamente estabelecidas, então ocorre um afastamento. Não importam quantas “graças” as pessoas digam que alcançaram por este meio, isto não prova que foi Deus quem realizou nada. O Novo Testamento rejeita completamente o uso de tais subterfúgios para se alcançar resposta divina, e o Velho Testamento só o faz quando é orientado por Deus e, mesmo assim, como símbolos espirituais de Cristo.

Não se engane, caro leitor, mexer com simpatia é mexer com o oculto, e todo benefício que resultar disso é aparente. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios (receitas de simpatia e magia) […] Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará” (Sl 1.1-3; parênteses do autor).

Notas:

Novo Aurélio – O Dicionário da Língua Portuguesa Século XXI, Ed. Nova Fronteira.

http://www.ifolclore.com.br/simpatias/intro.htm

http://www.ifolclore.com.br/simpatias/intro.htm

Classificados do jornal A tribuna, de Santos, de 22/03/03.

Revista Época, 21 de out. de 2002, p.86.

Eddie Van Feu: carioca que estreou no mercado editorial nacional com a revista Olha à frente!, Ed. Escala, onde assinou muitos outros materiais. Atualmente, edita a Talentos do Mangá e escreve uma bateria de livros de Wicca, além de produzir diversos roteiros para desenhistas de todo o Brasil.

Wicca – Rituais, Eddie Van Feu, Ed. Escala, p. 11.

Ibid., p. 23-4.

por Pr. Eguinaldo Helio de Souza

http://www.cacp.org.br/

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Igreja Batista

Sede: Londres (Aliança Batista Mundial)

Primeira Igreja Batista da América, organizada em 1638. Orientação: Protestante Origem: século XVII

 

A Igreja Batista é uma denominação cristã caracterizada pela rejeição ao batismo infantil, optando em seu lugar pelo batismo de fé, sempre através da imersão. O nome é derivado de uma comissão para que os seguidores de Jesus Cristo fossem batizados, os batistas interpretam o batismo — imergir em água — como uma exposição bíblica e pública de sua . Enquanto o termo “batista” tem suas origens com os anabatistas, e às vezes foi visto como pejorativo, a denominação historicamente é ligada aos dissidentes ingleses, ou movimentos de anti conformismo do século XVI. O movimento batista surgiu na colônia inglesa na Holanda, num tempo de reforma religiosa intensa.

Os batistas tipicamente são considerados protestantes históricos. Alguns batistas rejeitam essa associação. A maioria das igrejas batistas escolhem associar-se com grupos que fornecem apoio sem controle. A maior associação batista é a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, mas, há muitas outras associações de batistas no mundo. No Brasil, as maiores são a Convenção Batista Brasileira e a Convenção Batista Nacional.

As Igrejas Batistas formam uma família denominacional protestante de origem inglesa.

Nome

O termo batista vem da palavra grega (baptistés, “batista,” também descrevia João o batista), que é relacionado ao verbo (baptízo, “batizar, lavar, mergulho, imerge”), e o baptista latino, e está em conexão direta a “o batizado,” João o batista. Como um prenome que foi usado na Europa também como Baptiste, Jan-Baptiste, Jean-Baptiste, John Baptist. E na Holanda, frequentemente em combinações como Jan Baptiste ou Johannes Baptiste. Foi usado como um sobrenome. Outras variações também comumente usadas são Baptiste, Baptista, Battiste, Battista. Anabaptistas na Inglaterra foram chamados batistas em 1569.

Origem

A história academicamente aceita sobre a origem das Igrejas Batistas é a sua concepção como um grupo de dissidentes ingleses no século XVII. A primeira igreja batista nasceu quando um grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa em 1608, liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrinas batistas. John Smyth discordava da política e de alguns pontos da doutrina da Igreja Anglicana da qual ele era pastor após uma aproximação com os menonitas e, examinando a Bíblia, creu na necessidade de batizar-se com consciência e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja batista organizada. Até então, o batismo não era por imersão, só os batistas particulares por volta de 1642 adotaram oficialmente essa prática tornando-se comum depois a todos os batistas. A primeira confissão dos particulares, a Confissão de Londres de 1644, também foi a primeira a defender o imersionismo no batismo.

Igreja Batista no interior do Estado de Nova York.

Igreja Batista no interior do Estado de Nova York.

Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na Holanda desfez-se e parte dos seus membros uniram-se aos menonitas. Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612. A perseguição aos batistas e a outros dissidentes ingleses, fez com que muitos emigrassem. O mais famoso foi John Bunyan, que escreveu sua obra-prima O Peregrino enquanto estava preso. Nos Estados Unidos, a primeira igreja batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648. Em terras americanas os batistas cresceram principalmente no sul, onde hoje sua principal denominação, a Convenção Batista do Sul, conta com quase 15 milhões de membros, sendo a maior igreja evangélica dos Estados Unidos.

Existem ainda outras teorias sobre a origem dos batistas, mas que são rejeitadas pela historiografia oficial. São elas a teoria de Sucessão Apostólica, ou JJJ (João – Jordão – Jerusalém) e a teoria anabaptista. Ambas são rejeitadas pelos historiadores batistas Henry C. Vedder e Robert G. Torbet. A teoria de sucessão apostólica postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os batistas landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.

Essa teoria apresenta alguns problemas, como o fato que grupos como bogomilos e cátaros seguiam doutrinas gnósticas e o gnosticismo é contrário às doutrinas batistas de hoje. Também, alguns desses grupos que sobrevivem até o presente, igrejas como a dos valdenses (que desde a Reforma é uma denominação Calvinista) ou dos paulicianos, não se identificam com os batistas. A teoria anabatista é aquela que afirma que os batistas descendem dos anabatistas, que pregaram sua mensagem no período da Reforma Protestante.

O evento mais citado para apoiar essa teoria foi o contato que John Smyth e Thomas Helwys com os menonitas na Holanda. Todavia, além de em 1624 as cinco igrejas batistas existentes em Londres terem publicado um anátema contra as doutrinas anabatistas, também os anabatistas modernos rejeitam ser denominados batistas e há pouca relação entre os dois grupos.

Ambos grupos possuem algumas similaridades:

Existem algumas diferenças entre os batistas e os anabatistas modernos (por exemplo os menonitas):

  • Os anabatistas normalmente praticam o Batismo adulto por aspersão e não por imersão como os batistas;
  • Os anabatistas são pacifistas extremos e se recusam a jurar;
  • Os anabatistas creem em uma doutrina semi-nestoriana sobre a Natureza de Cristo, que não recebeu nenhuma parte humana de Maria;
  • Os anabatistas enfatizam a vida comunal enquanto os batistas a liberdade individual;
  • Os anabatistas recusam a participar do Estado, enquanto os batistas podem ser funcionários públicos, prestar serviço militar, possuir cargos políticos;
  • Os anabatistas creem em um estado de “sono da alma” entre a morte e a ressurreição.

Expansão mundial

Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey criou a Sociedade de Missões no Estrangeiro, para dar suporte no envio de missionários, sendo a Índia o primeiro campo missionário.

As Igrejas Congregacionais Americanas enviaram Adoniram e Ana Judson em 1812, para evangelizar a Índia, com destino a Calcutá. O casal encontrou-se com o missionário batista William Carey e seu grupo de pastores, e aceitou a doutrina de imersão dos batistas e foram batizados pelo Pastor William Ward. Outro missionário congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice tornou-se batista. Os Judsons permaneceram na Birmânia, atual Myanmar, e Luther Rice voltou aos Estados Unidos para mobilizar os batistas para a obra missionária.

Consequentemente em maio de 1814, foi fundada uma Convenção em Filadélfia com o nome de “Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro”. Desde então missionários batistas foram enviados à América Latina, África, Ásia e Europa.

Batistas no Brasil

Na foto a Capela do Campo, no Cemitério do Campo em Santa Bárbara d'Oeste.

Os imigrantes dos Estados Unidos fundaram a primeira igreja batista do Brasil.

Na foto a Capela do Campo, no Cemitério do Campo em Santa Bárbara d’Oeste.

Por força da Guerra Civil Americana de 1865, confederados do Sul dos Estados Unidos (confederados estes que eram esmagadoramente da Igreja Batista), começam a buscar outras terras de potencial agrônomo. O Brasil é um dos países escolhidos. Logo, em 1867, grupos de estadunidenses que somaram mais de 50.000 pessoas desembarcam nos portos brasileiros em busca de refúgio e terra fértil, vasta e barata. Avançando para o continente, escolhem a cidade de Santa Bárbara d’Oeste, para adquirirem terras e fixarem residência. Entre os emigrados, a maioria professava o protestantismo e entre esses, muitos eram Batistas. Já em 1870 fizeram publicar um “Manifesto para Evangelização do Brasil.” Tal manifesto, assim que publicado contou com assinaturas de Presbiterianos, Metodistas, Congregacionais e, por um Batista, o jovem Pastor Richard Raticliff, um dos emigrados, cuja família havia convertido através de Thomas Jefferson Bowne nos Estados Unidos. Em 1871, Batistas emigrados dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista do Brasil em Santa Bárbara d’Oeste. Anos mais tarde, em 1879, outro grupo de emigrados faz surgir a segunda Igreja Batista em solo brasileiro em Santa Bárbara d’Oeste no bairro da Estação, onde atualmente se localiza a cidade de Americana.

Enquanto isto, no Recife o Missionário Batista William  Buck  Bagby participa da conversão do sacerdote católico, Antonio Teixeira de Albuquerque. Por causa de perseguição, Teixeira de Albuquerque tentou refugiar-se em Maceió, sua terra natal, mas acabou mais tarde escolhendo Capivari, no Estado de São Paulo. Vindo a conhecer os Batistas em Santa Bárbara d’Oeste, batiza-se, é ordenado pastor e ajuda a comandar a evangelização que se iniciava entre brasileiros, franceses, ingleses e estadunidenses. Os Batistas de então, em Santa Bárbara d’Oeste, se unem para solicitar a Junta de Richmond, dos Estados Unidos, o envio de missionários ao Brasil. O trabalho de evangelização é intenso e brasileiros estão menos preconceituosos quanto à nova doutrina. Em 1881 chegam, William Buck Bagby e Ana Luther Bagby; Zacarias Taylor e Katarin Taylor. Os primeiros missionários são recebidos em Santa Bárbara d’Oeste e logo filiam-se à Igreja Batista existente e começam a estudar a língua portuguesa, tendo Antonio Teixeira de Albuquerque como professor.

Pouco tardou para que os dois casais de missionários, unindo-se a Antonio Teixeira de Albuquerque rumassem para o Estado da Bahia, onde em 1882, com cartas de transferência das igrejas em Santa Bárbara d’Oeste, organizaram a Primeira Igreja Batista de Salvador. Em um ano aquela igreja já contava 70 membros. Salvador também possuía uma comunidade de estadunidenses que fugiram da Guerra de Secessão. O Pastor Antonio Teixeira de Albuquerque, casado, rumou a Maceió, onde organiza a Primeira Igreja Batista e prega para seus pais. A vida de Teixeira de Albuquerque foi curta, vindo a falecer aos 46 anos de idade. O Brasil não resiste às pressões sociais e políticas, internas e externas, vendo capitular o Império, sendo proclamada a República, em 1889. Nela a liberdade religiosa estava consagrada na Constituição, ainda que, por enquanto, apenas no papel.

De Salvador, os missionários seguiram para outras capitais, plantando igrejas. De volta a São Paulo, com outros missionários recém-chegados foram organizando outras novas igrejas a partir de 1899 em São Paulo, Jundiaí, Santos, Campinas, São José dos Campos. Já em 1904 eram 7 Igrejas Batistas no Estado de São Paulo. Essas, reunindo-se em Jundiaí, organizaram em 1904 a Convenção Batista do Estado de São Paulo, então chamada de União Baptista Paulistana. Em 1914, eclode a Primeira Guerra Mundial, que faria ferver até 1918 toda a Europa. A Europa, destruída, vê muitos de seus habitantes saírem em busca de novas terras. O Brasil, e, principalmente o Estado de São Paulo, com um grande avanço na agricultura, (café, cana de açúcar e cereais) torna-se alvo de muitos desses europeus. Fugindo da guerra, aportam no Brasil muitos protestantes, somaram-se a eles as dezenas de casais de missionários dos Estados Unidos que continuavam chegando.

Doutrina

Doutrinariamente, os batistas possuem algumas particularidades:

  • Crença no Batismo Adulto por imersão – assim como os anabaptistas eles creem que o batismo seja uma ordenança para as pessoas adultas (ordenança, para os batistas, é diferente de sacramento: deve ser obedecida, mas é apenas ato simbólico e não obrigatório para salvação), que deve ser respeitada a menos que o indivíduo não tenha oportunidade de ser batizado. A diferença em relação aos anabaptistas, é que os batistas praticam o batismo por imersão.
  • Celebração das ordenanças do batismo e também da ceia memorial (não-sacramental), repetindo o gesto de Cristo e os apóstolos (“fazei isso em memória de mim”) partilhando-se o pão e o vinho entre todos os membros da Congregação.
  • Separação entre Igreja e Estado – antes mesmo do Iluminismo, já havia a consciência da separação entre Igreja e Estado entre os batistas.
  • Liberdade de Consciência do Indivíduo – o crente deve escolher por sua própria consciência a servir a Deus, e não por pressão estatal ou de Igreja Estabelecida.
  • Autonomia das Igrejas locais – como os batistas originaram do Congregacionalismo, enfatizam a autonomia total das comunidades locais, que podem agrupar-se em convenções. A exceção são os Batistas Reformados, que se originaram do calvinismo Presbiterianismo e dos Batistas Episcopais, que surgiram de missões anglicanas no Zaire.

Em termos de organização, a maior parte das igrejas batistas operam no sistema de governo congregacional, isto é, cada igreja batista local possui autonomia administrativa, regida sob o regime de assembleias de caráter democrático. Entretanto, a grande maioria das igrejas batistas são associadas a “convenções”, que são, na verdade, associações de igrejas batistas que procuram auxiliar umas às outras em diversos aspectos, como jurídico, financeiro e formacional (criação de novas igrejas). Essas associações não possuem qualquer poder interventor nas igrejas, pois uma das características da maioria dos batistas é a autonomia de cada igreja local.

Os batistas tradicionalmente evitaram o sistema hierárquico episcopalista como é encontrado na Igreja Católica Romana ou Igreja Anglicana, entre outras, como entre os metodistas. Todavia, existem variações entre grupos batistas, como a Igreja Episcopal Batista (de governo, obviamente, episcopal), presente em vários países da África e a Igreja Batista Reformada, de governo presbiteriano.

Bibliografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.    

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Resolvi alterar a nomenclatura da postagem ao substituir “O que quer dizer reforma” por “Os cinco solas da Reforma Protestante”, como sendo a mais completa Declaração de Fé definida na Declaração de Cambridge, pois relaciona as cinco solas seguidas pelas diversas denominações cristãs reformadas.

Acrescentei um texto como comentário da postagem. “O evangelho pertence a uma denominação?” da Editora Ultimato. Muito bom o texto. Vale a leitura e outro da postagem. “E a arte? O que a Reforma teve a ver com ela?”, da Editora Ultimato.

Aliás, esta revista possui excelentes articulistas que abordam sempre uma diversidade de temas com muita unção.

Acrescentei vários comentários associados a postagem. Excelente e esclarecedor os textos, vale a leitura para quem se interessar.

Acrescentei esta mensagem na tela principal do blog, como sub-tópico da Bíblia. Muito bom e esclarecedor o comentário.

Nunca é demais aprender. É louvável.

Este link alterei totalmente o nome de “Desvios e dificuldades inerentes ao dia a dia” para “Breves definições sobre a associação profissional ou sindical”, além de melhorar a organização e detalhar o conteúdo do mesmo.

Particularmente, entendo ser esclarecedor e instrutivo o conteúdo deste documento.  Por isto estou registrando esta afirmação em destaque em relação as outras correções já realizadas até o momento.

Acrescentei um comentário atualizado sobre a Perseguição na China.

 

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Quão Grande é o meu Deus em Hebraico / Gadol Elohai by Joshua Aaron

 

Gadol Elohai (Quão Grande É o Meu Deus)
Joshua Aaron

Gadol Elohai
Shiru ki Gadol Elohai
Kol echad Yirei
Ki gadol Elohai

Bridge (Name above all names):
Shem me’al kol shem
Otcha raui le’halel
Libi yashir ki gadol Elohai

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei dois comentários “Como a Bíblia foi escrita?” e algo que cita o aramaico. Material disponibilizado pelo Juscelino Mariano, muito bom.

Acrescentei um vídeo que o Ministério Portas Abertas liberou que trata da Igreja Perseguida na África e outro, muito bom, de pouco mais de cinco minutos “Você teria coragem de perguntar quem você realmente é?”.

Sugiro que veja.

Acrescentei um gráfico que mostra quais povos estão motivados com suas religiões, retirado do link “Movimento de Oração Paz no Oriente” e uma imagem “Teorema de Paracleto”, retirado de uma postagem do blog Paracleto retratando a história da igreja, avivamento e revoluções.

Acrescentei um comentário “A política e a religião”, do ministério CACP, Mostrando “A INFLUÊNCIA DE GRUPOS RELIGIOSOS NA POLÍTICA BRASILEIRA”.

Excelente a colocação do professor Paulo Cristiano. Vale a pena ler.

Resolvi alterar o nome da postagem “Cristãos e politica, uma relação imprescindível”, que é um texto muito bom, de Alderi Souza de Matos historiador, pelo texto do Pr presbiteriano, Ronaldo Lidório “De quem é o Evangelho”. 

Na verdade, eu apenas alterei a ordem dos documentos, pois agora o texto “De quem é o Evangelho” é o documento base, e o material do historiador oficial da Igreja Presbiteriana Alderi Souza de Matos “Cristãos e politica, uma relação imprescindível” agora fica como comentário da postagem.

Mesmo porque, o perfil do blog saldaterraeluzdomundo trata basicamente de ensino bíblico e evangelismo a distância, ainda que descreva algo associado a política, ação social, meio ambiente e cultura entre outros temas.

Acrescentei um texto do Livro de apoio das Revistas Lições Bíblicas – Oziel Gomes, como comentário.

Acrescentei um texto do CACP, cujo título é: “Profecias bizarras e incoerentes”. Muito bom o texto e um alerta para a igreja, quanto aos falsos profetas e/ou profecias.

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IECB – Igreja Evangélica Congregacional do Brasil

Igreja Evangélica Congregacional do Brasil de Três de Maio

Quem Somos

A IECB foi fundada em 11 de Janeiro de 1942 em Linha Morengaba, Panambi – RS, por sete comunidades livres que não pertenciam a nenhuma convenção:

  • Morengaba, Panambi
  • Linha 27, Ijuí
  • Padre Gonzales, Três Passos
  • Cerro Largo, Guarani
  • Ati-Açú, Sarandi
  • Marupiara, Paraíso do Sul
  • Nova Boêmia, Agudo

Começavam assim a surgir os congregacionais do sul, que recebiam no princípio apoio logístico da Argentina e dos Estados Unidos. A IECB existe portanto a mais de 60 anos no Brasil.

Desde o princípio, e até hoje, a IECB está constituída sob a seguinte base de fé:

Cremos num Deus Trino:

  • Deus Pai, Criador e Mantenedor de todas as coisas
  • Deus Filho, como Salvador e Remidor da Humanidade pela sua morte na Cruz
  • Deus Espírito Santo como agente santificador

Cremos na bíblia como a infalível palavra de Deus ao seu povo, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo.

Cremos no Céu como lugar onde Cristo está à direita de Deus e para onde levará a sua Igreja.

Cremos no Inferno, lugar onde Satanás e os Demônios serão lançados juntamente com todos aqueles que se afastarem de Deus.

Cremos nos Anjos como seres espirituais que executam as ordens de Deus e comandam o louvor na presença do Pai.

Cremos na vida eterna como dom gratuito de Deus por meio da Fé em Jesus, único nome no qual há Salvação, como também na condenação eterna daqueles que rejeitarem a Cristo nesta vida.

Cremos na imortalidade do Espírito e que a Fé é dom de Deus, que precisa provar-se pelas obras, e que um novo nascimento é imprescindível.

Cremos no arrebatamento e no regresso de Cristo bem como em todos os acontecimentos relacionados a Ele.

Cremos na indissolubilidade do casamento.

Cremos num único Batismo, o qual representa a aceitação na aliança da graça e a a inscrição na escola de Cristo, não tendo o poder salvífico e nem sendo perdoador de pecados.

Cremos que a Santa Ceia é a prática verdadeira da comunhão da Igreja com seu Senhor e dos crentes entre si através do pão e do vinho, que significam o corpo e o sangue de Cristo. Podem participar dela somente os que estão em ordem com Deus e com seus irmãos.

Cremos na ressurreição de Cristo e na sua volta, quando seremos revestidos de corpo incorruptível para novo Céu e nova Terra.

Cremos na Oração como meio de comunicação com Deus e como forma de agradecimento, louvor e intercessão, e também no valor do jejum em casos secretos e específicos como Jesus ensinou.

Cremos nos dons naturais e carismáticos, bem como nos sinais e milagres de Deus.

Cremos na plenitude do Espírito Santo, que acontece à medida da nossa consagração: quanto mais nos consagramos a Deus, mais Ele inunda nosso ser.

Confira no quadro abaixo os números da IECB hoje:

Número de Comunidades 221
Pontos de Pregação 117
Casas Pastorais 37
Igrejas Concluídas 182
Igrejas em Construção 25
Salões Sociais 62
Salões Sociais em construção 14
Famílias inscritas 8.186
Membros individuais 1.105
Número de pessoas 28.001
Crianças na Escola Dominical 2.078
Adolescentes na Doutrina 855
Jovens nas Ligas Juvenis 1.173
Senhoras na OASC 1.848
Cantores nos Corais 935
Programas de Rádio 31

História

Resultado de imagem para Simbolo da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil

Aventuramo-nos a afirmar que o Congregacionalismo remonta aos dias em que o próprio Senhor Jesus falou aos seus discípulos que, onde quer que estivessem dois ou três reunidos em Seu nome, Ele estaria no meio deles.

Na Idade Média, época da decadência espiritual da Igreja , uma grande fome e necessidade espiritual se fizeram sentir entre pessoas sinceras que buscavam um relacionamento real com o seu Criador. Elas sentiam que a vida cristã deveria ser mais do que ritualismo vazio e exploração financeira dos seus seguidores para fins escusos. Eram homens e mulheres que – apesar de muitos perigos e perseguições – foram andando sempre em busca da liberdade religiosa que ansiavam para expressar sua fé sem repressão.

Não podemos fazer aqui um relato extenso da história surpreendente desses bravos homens e mulheres cuja saga foi contada muitas vezes e registrada em muitos livros. Esboçamos apenas as origens da “Igreja Congregacional” para melhor compreender a herança deixada pelos Pais Peregrinos para a nossa igreja e cultura.

A história do Congregacionalismo viu sua primeira expressão nos Lolardos. Estes eram seguidores de John Wyclif, (1330 – 1384) um tradutor pioneiro das Escrituras para o inglês. Wyclif nasceu 153 anos antes de Lutero e 187 anos antes da divulgação das suas 95 teses. Protestou contra os abusos da igreja papal do seu tempo. Seus adeptos foram chamados de Puritanos porque primavam por uma igreja purificada interiormente e que fosse baseada somente na Bíblia. Alguns chegaram à conclusão de que a Igreja da Inglaterra jamais seria purificada; separaram-se então da Igreja, sendo, por isso, chamados de Separatistas. Formaram congregações independentes e, freqüentemente, eram forçados a reunir-se em secreto por causa da grande perseguição que lhes sobreveio. Muitos foram aprisionados e alguns até martirizados por causa da sua fé.

John Wyclif publicou uma série de tratados a partir de reflexões sobre a autoridade ou “domínio” divino e sua representação na terra, chegando a conclusões teológicas heterodoxas para a época. Idéias como a primazia da “comunidade invisível” dos eleitos e a dos preceitos da Escritura sobre a igreja institucional foram precursoras do protestantismo. Wyclif defendeu também a devolução dos bens eclesiásticos ao poder temporal encarnado pelo soberano. Não aceitou um homem como cabeça da igreja e sim somente a Cristo, pois o rei Henrique separara a igreja inglesa do papado e de Roma e tornara-se chefe da Igreja.

Suas idéias encontraram continuidade na tradição lolarda britânica e no movimento hussita da Boêmia, que as transmitiram aos teólogos da Reforma. Este movimento foi excluído de entre o clero por um escrito cruel contra a heresia no ano de 1401, mas o movimento leigo persistiu, apesar de tudo, até o tempo da Reforma. “A fim de levar o Evangelho ao povo, Wyclif começou a enviar seus “sacerdotes pobres”. Em pobreza apostólica, sem sapatos, vestindo compridas túnicas, com um bordão nas mãos, iam de dois em dois, como os antigos pregadores valdenses ou franciscanos. Diferiam deles por não fazerem votos permanentes. Enorme foi o seu êxito”. (História da Igreja Cristã – W. Walker – Vl I – Página 376) A ênfase que o congregacionalismo dá, ou deveria dar, aos pregadores leigos e sobre as Escrituras são sinais claros de sua ascendência lolarda.

Foi Robert Browne, um Puritano, que se tornou Separatista, o primeiro a reunir em Norwich (Condado de Norfolk, Inglaterra), em 1580, uma Igreja Congregacional legalmente reconhecida. Foi ele quem elaborou a idéia de Igreja congregada (Gathered church). R. Brown foi sem dúvida o pai intelectual do Congregacionalismo. Foi ele que também reconheceu a necessidade de concílios para relacionar as diferentes congregações locais entre si.

Outro marco importante foi a igreja congregada em Scrooby, um povoado perto do caminho a Londres de onde partiu o grupo que chegou a Leyden e depois para Plymouth. A congregação se reunia na casa de William Brewster. Quando se mudaram para Leyden, eles escolheram John Robinson como seu pastor e a igreja permaneceu ali durante doze anos antes de emigrar para a América do Norte (EUA).

Ninguém contou melhor a história da travessia até a América em um Mayflower abarrotado sob as ordens do capitão Jones, do que o próprio William Bradford, Eram 102 puritanos e com eles a semente do congregacionalismo partindo para a América em 1620 em busca de liberdade de fé. Bradford relata do surgimento da colônia de Plymouth, e de como a gente de Scrooby, depois de pesares, e perigos, impiedades, prisão, aborrecimentos, malícia e abuso por parte dos poderosos resolveu buscar sua liberdade no exílio. O início foi muito difícil e muitos não suportaram o rigoroso inverno. Refere-se também ao pacto de Mayflower, firmado pelos peregrinos em sua chegada na América, como sendo o primeiro instrumento da democracia na América. Descreve também a primeira celebração de “Ação de Graças”. Depois de benéficas chuvas que vieram em resposta a humildes e ferventes súplicas, que resultaram numa colheita farta, e separaram em agradecimento um dia de Ações de Graças. A magnífica herança que nos deixaram os Pais Peregrinos continua influenciando os padrões de expressão religiosa e cultural congregacional de nossos dias. O essencial é que esta herança na área religiosa é o conceito de Igreja Congregacional como Grupo Voluntário de Cristãos, submisso a Deus em autoridade espiritual e eclesiástica.

Logo após a chegada dos peregrinos ao novo mundo, Charles I assumiu o trono e a situação na Inglaterra piorou. A perseguição aos puritanos aumentou e por volta de 1640 aproximadamente 20.000 puritanos haviam partido para a América em busca da liberdade religiosa. Eles eram apaixonados pela palavra de Deus e queriam viver fundamentados na Bíblia em sua fé e prática, convencidos de que o Congregacionalismo é a forma bíblica de governo eclesiástico. Para eles Jesus era o Senhor da igreja global e de cada igreja local. A influência do congregacionalismo na América cresceu influenciando também a educação. A Universidade de Harvard e a de Yale foram estabelecidas para treinar os pastores congregacionais e a Universidade de Darthmauth treinava os missionários congregacionais para evangelizar os índios. Mais de 50 faculdades e universidades foram fundadas pelos congregacionais. Também estavam na dianteira da implantação de igrejas, pois lhes era inconcebível ter um povoado sem uma única igreja.

Em 1798 foi organizada a primeira Sociedade Missionária Nacional na América para cristianizar os indígenas e manter e promover o conhecimento cristão nos novos povoados dentro dos Estados Unidos. Em 1826 esta se tornou Sociedade Missionária Nacional Congregacional. Assim os Congregacionais também estavam na dianteira da atividade missionária.

Já em 1640 havia missionários aos índios, sendo David Brainerd um dos primeiros. A primeira Bíblia publicada no novo mundo foi uma tradução indígena. O começo do movimento missionário moderno também está ligado aos congregacionais e ao histórico encontro de oração de Haystack, quando uma noite um grupo de estudantes avistou um abrigo debaixo de um monte de feno durante uma tempestade. Naquele lugar estranho eles oravam e o Senhor avivou o zelo missionário em seus corações e surgiu a Junta Americana de Missionários para Missões Estrangeiras, a qual em apenas alguns anos havia enviado missionários à todas as partes do mundo. Em 1734 houve o primeiro grande avivamento no congregacionalismo americano através de Johnatan Edwards (1703-1758). Cem anos depois ocorreu o segundo grande avivamento com Thimoty Dwight, neto de Johnatan Edwards.

Na Alemanha, entre os teólogos após Lutero, surgiram homens piedosos como Philip Spenner (1635-1705) e August Hermann Francke (1663-1727) que enfatizavam a doutrina pura e uma vida piedosa, motivo pelo qual seus seguidores e adeptos eram chamados de Pietistas. Cansados de serem perseguidos alguns deles emigraram para os Estados Unidos onde encontraram um lar espiritual no meio congregacionalista. Alguns dos pietistas alemães emigraram à Rússia na região do rio Wolga onde vivenciaram um grande reavivamento. Quando o comunismo assumiu o comando naquele país muitos destes pietistas emigraram também para os Estados Unidos (em torno de 300.000), para o Canadá, e outros para o Chile, Paraguai, Argentina e Brasil. Os imigrantes pietistas que foram aos Estados Unidos também encontraram na Igreja Congregacional o seu lar espiritual. Aqui começa a real história da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil (IECB). Os pietistas que emigraram para a Argentina conheceram o congregacionalismo através das informações recebidas por correspondência dos seus parentes dos EUA. Solicitaram à Igreja Congregacional americana que lhes enviasse um missionário, o que ocorreu efetivamente em 1924 na pessoa do Reverendo John Hölzer. Este fundou comunidades, ordenou professores como pastores e fundou em Concórdia – Argentina o Instituto de Teologia para formação de pastores. Esta Faculdade de Teologia foi transferida e atualmente funciona em Urdinarain – Entre Rios.

O Dr. Robert Kalley, escocês veio para o Brasil como missionário, criando no dia 10 de maio de 1855 a primeira Igreja Evangélica de estilo congregacionalista e de fala portuguesa no Brasil: A Igreja Fluminense. Em 1916, com a união de diferentes denominações evangélicas, foi registrada a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais. Mais tarde surgiram diferentes linhas de Igrejas Congregacionais as quais se desenvolveram histórica – e doutrinariamente de forma independente.

No sul do Brasil estavam radicados muitos alemães evangélicos em congregações independentes que se reuniam livremente. Parte destas congregações era de linha pietista e outra parte era formada por comunidades tradicionais e sem muita espiritualidade. A maioria dissidente da Igreja Luterana, e que mantiveram suas culturas e tradições.

Em 1938 o Pastor Karl Spittler conheceu a Igreja Evangélica Congregacional da Argentina e uniu-se a ela com a comunidade de Linha Morengaba, Neu Wittemberg, hoje Panambi – RS.

No dia 11 de Janeiro de 1942, em Linha Morengaba, juntamente com outras seis igreja independentes, que são: Linha 27 – Ajuricaba; Feijão Miúdo Padre Gonzáles – Três Passos; Guarani – Cerro Largo; Ati-Açú – Sarandi; Marupiara – Vila Paraíso e Nova Boemia – Cachoeira do Sul, fundou-se a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil. O registro como pessoa jurídica, seus estatutos e regimento interno bem como as leis e regras que regem a IECB constam nos autos e atas da IECB.

Os pastores pioneiros eram professores leigos ordenados pastores, entre os quais lembramos: Karl Spittler, Otto Geier, Wilhelm Strauss, Heinrich Hirzel, Friedrich Stahlschuss, Albino Wagner, Osvaldo Hentges, Erwin Reich, Gottfried Rode, Manfred Krumbholz, Bernard Kremer…

Em Janeiro de 1948 o Instituto de Teologia da Argentina enviou os primeiros pastores congregacionais formados, a fim de darem continuidade ao trabalho dos pioneiros no Brasil. Os pastores Jan Serfas e Gustavo Altmann iniciaram suas atividades, o primeiro em Feijão Miúdo – Três Passos e o segundo em Linha XV de Novembro – Santa Rosa. Lembramos ambos em saudosa memória, pois se encontram com o Senhor na Glória, após servirem-No com muita fidelidade.

Com a rápida expansão da Igreja foi solicitado à Igreja nos Estados Unidos o envio de um superintendente. Assim, em 1949 o Pastor Richard Knerr veio dos EUA para supervisionar o trabalho da IECB, cargo no qual permaneceu até 1958, residindo na cidade de Ijuí – RS. Em 1959 o mesmo foi substituído pelo Pastor Valérius Schulz. Em 1961 foi fundado e construído no Brasil o Instituto Bíblico Evangélico Congregacional na Linha 4 Leste, Ijuí – RS, para preparar os candidatos do Brasil ao ministério pastoral, os quais concluíam seus estudos teológicos no Instituto de Teologia da Argentina. Em 1970 os pastores brasileiros assumiram a direção da IECB, sendo o seu primeiro presidente o já falecido Pastor Erich Witzke. Seguiram-se na presidência os pastores: Hartmut Hachtmann, Alfredo Achterberg, Ivo Lídio Köhn e Dorival Seidel.

Em 1970 também foi inserido o Curso Teológico no Instituto Bíblico, que passou a ser Seminário, com a faculdade de formar pastores. Esta entidade jurídica passou a chamar-se de: Instituto Bíblico e Seminário Evangélico Congregacional, sigla IBISEC. Em 1973 formaram-se os primeiros pastores no Seminário brasileiro: Lauro Schumann, Ivo Lídio Köhn, Zeno Wehrmann e Edelberto Racho. A Igreja expandiu-se do RS para SC, PR, MS, MT e ao país vizinho = o Paraguai. No Paraguai ela é regida por estatutos próprios, e no ano 2000 já contava com 19 comunidade, 4 casas pastorais, 14 templos construídos e 4 em construção, 384 famílias inscritas, num total de 1338 pessoas, atendida pelos pastores formados no IBISEC da IECB.

Segundo informações do “Kirchenbote Kalender”, em 1949 havia na Igreja Congregacional do Brasil: 7 paróquias, 7 pastores, 38 comunidades, 1788 famílias e um total de 8882 pessoas. Em 1959 eram 15 paróquias, 15 pastores, 107 comunidades, 3616 famílias, num total de 18004 pessoas, 50 Escolas Dominicais, 27 corais, 2 ligas juvenis, 6 grupos de OASC na Ordem Auxiliadora, 71 templos e 13 casas pastorais. Cinqüenta anos após o início as estatísticas de 2000 apontavam 38 paróquias ou campos missionários, 221 comunidades, 117 pontos de pregação, 37 casas pastorais, 182 templos concluídos e 25 em construção, 8186 famílias inscritas, num total de 28001 pessoas. Deste número 885 estavam na doutrina, 159 na Juventude Mirim, 1093 jovens nas ligas juvenis, 1848 senhoras na OASC, 935 cantores nos corais e 31 programas radiofônicos. Hoje temos 42 paróquias organizadas e mais de 60 pastores, incluindo os já jubilados.

A origem da IECB, portanto, fala da vida espiritual piedosa, casta, independente e prática. Nela devemos perseverar sobre ela devemos construir, mantendo identidade própria, sem se deixar influenciar por modernismos, tendências, usos e costumes ou tradições humanas. Tendo a palavra de Deus como autoridade máxima devemos continuar embasados na âncora da fé, edificados sobre a pedra angular que é Jesus Cristo, o Senhor ressurreto e eterno. No decorrer dos anos a IECB demonstrou perseverança e fidelidade. Precisamos mantê-la até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

IECB – Igreja Evangélica Congregacional do Brasil 

Copyright © 2012 IECB – Todos os direitos reservado

http://www.iecb.org.br/?id=historia

 

NOTA:Acrescentei um comentário, logo abaixo, que descreve entre outras coisas, a questão das cinco solas(O que é? Quais são?). Caso não apareça o comentário, basta clicar em cima da indicação do mesmo e logo aparecerá.

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei um material que o CACP produziu, complementando a biografia de Charles Finney.

Acrescentei um comentário “RESTAURADO O TÚMULO DE JESUS NA JERUSALÉM ANTIGA” retirado do site da Rua Judaica, disponibilizado pelo Juscelino Mariano.

Muito bom e atual este comentário. Vale a leitura do mesmo.

Acrescentei mais algumas informações esclarecedoras, na mensagem. 

Ao ler um artigo do Grupo Povos e Línguas tratando da questão da vocação, resolvi alterar a postagem “Um retrato da juventude evangélica -crença, valores, atitudes e sonhos”, colocando este texto como comentário e adicionando este artigo “Vocacionados”, no lugar.

Entendo que o tema da vocação é um chamado de Deus, que envolve preparação e discipulado, portanto a mudança da postagem com comentário é bem vinda.

Acrescentei um comentário, muito bom, retirado de uma edição do jornal batista digital “O ódio escondido no universo virtual”. 

Vale a leitura, pois complementa os outros comentários e o próprio texto da postagem.

Acrescentei outro comentário, um texto de Ultimato Jovem “Smartphone ou despertador”.

Acrescentei uma figura de um oleiro preparando um vaso e o texto bíblico correspondente.

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Os Principais Cismas do cristianismo e a Reforma Protestante

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O cisma ou Seita (do Inglês traduzido no conceito do Indu, da Índia antiga) é uma separação de uma pessoa ou grupo de pessoas do seio de uma organização ou movimento, geralmente religioso. O termo costuma referir-se a uma divisão que acontece no âmbito de um corpo religioso, com organização e hierarquia definidas.

Por derivação de sentido, a palavra pode aplicar-se a qualquer desacordo ou dissidência.

O adepto de um cisma é designado pelo adjetivo “cismático”.

Índice

1-Etimologia

O termo foi recebido pelo português a partir do grego σχίσμα skhísma, “separar, dividir”, através do latim eclesiástico schisma. A palavra já era registrada no vernáculo em 1393, evoluindo de “cisma” para “sisma”, no século XV, até a forma atual.

2-Cismas da cristandade

A palavra “cisma” é quase exclusivamente usada para designar as divisões ocorridas no cristianismo. Os principais cismas cristãos foram:

2.1-O Cisma do Oriente tradicionalmente datado em 1054;

O Cisma do Oriente separou a Igreja Católica em duas: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, a partir do ano 1054, quando os líderes da Igreja de Constantinopla e da Igreja de Roma excomungaram-se mutuamente.

2.1.1-Motivos do Cisma

As relações entre Oriente e Ocidente por muito tempo se amarguravam pelas disputas eclesiásticas e teológicas. Proeminente entre essas estavam as questões sobre a fonte do Espírito Santo (“Filioque“), se devesse usar pão fermentado ou não fermentado na eucaristia, as alegações do papa de primazia jurídica e pastoral, e a função de Constantinopla em relação à Pentarquia.

O distanciamento entre as duas igrejas cristãs tem formas culturais e políticas muito profundas, cultivadas ao longo de séculos. As tensões entre as duas igrejas datam no mínimo da divisão do Império Romano em oriental e ocidental, e a transferência da capital da cidade de Roma para Constantinopla, no século IV.

Uma diferença crescente de pontos de vista entre as duas igrejas resultou da ocupação do Ocidente pelos outrora invasores bárbaros, enquanto o Oriente permaneceu herdeiro do mundo clássico. Enquanto a cultura ocidental foi-se paulatinamente transformando pela influência de povos como os germanos, o Oriente permaneceu desde sempre ligado à tradição da cristandade helenística. Era a chamada Igreja de tradição e rito grego. Isto foi exacerbado quando os papas passaram a apoiar o Sacro Império Romano-Germânico no oeste, em detrimento do Império Bizantino no leste, especialmente no tempo de Carlos Magno. Havia também disputas doutrinárias e acordos sobre a natureza da autoridade papal.

A Igreja de Constantinopla respeitou a posição de Roma como a capital original do império, mas ressentia-se de algumas exigências jurisdicionais feitas pelos papas, reforçadas no pontificado de Leão IX (1048-1054) e depois no dos seus sucessores. Para além disso, existia a oposição do Ocidente em relação ao cesaropapismo bizantino, isto é, a subordinação da Igreja oriental a um chefe secular, como acontecia na Igreja de Constantinopla.

Uma ruptura grave ocorreu de 856 a 867, sob o patriarca Fócio. Este sabia que contribuía para aumentar o distanciamento entre gregos e latinos, e usou a questão do Filioque como ponto de discórdia, condenou a sua inclusão no credo do cristianismo ocidental e lançou contra ela a acusação de heresia. Desse modo, para o futuro as pendências não seriam apenas de natureza disciplinar e litúrgica, mas também de natureza dogmática, com o que se comprometia de modo quase irremediável a unidade da Igreja,

2.1.2-O Cisma

Quando Miguel Cerulário se tornou patriarca de Constantinopla, no ano de 1043, deu início a uma campanha contra as Igrejas latinas na cidade de Constantinopla, ordenando o fechamento de todas em 1053, envolvendo-se na discussão teológica da natureza do Espírito Santo, questão que viria a assumir uma grande importância nos séculos seguintes.

Em 1054, o legado papal viajou a Constantinopla a fim de repudiar a Cerulário o título de “Patriarca Ecumênico” e insistir que ele reconheça a alegação de Roma de ser a mãe das igrejas. O principal propósito do legado papal foi procurar ajuda do Império Bizantino em vista da conquista normanda do sul da Itália, e lidar com recentes ataques por Leão de Ácrida contra o uso de pão não fermentado e outros costumes ocidentais, ataques que tinham apoio de Cerulário. Em face da refusa de Cerulário em aceitar as demandas, o líder do legado, cardeal Humberto, excomungou-o, e Cerulário por sua vez excomungou Humberto e os outros legados.

O Massacre dos Latinos (1182), a retaliação do Ocidente com o Saque de Tessalônica (1185), o cerco e saque de Constantinopla (1204) na Quarta Cruzada, e a imposição dos patriarcas latinos pelo Império Latino que durou 55 anos tornou a reconciliação mais difícil, e aprofundou ainda mais a ruptura e a desconfiança mútua.

Houve várias tentativas de reunificação, principalmente nos concílios ecumênicos de Lyon (1274) e Florença (1439), mas as reuniões mostraram-se efêmeras. Estas tentativas acabaram efetivamente com a queda de Constantinopla em mãos dos otomanos, em 1453, que ocuparam quase todo o antigo Império Bizantino por muitos séculos. As mútuas excomunhões só foram levantadas em 7 de dezembro de 1965, pelo papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras I, de forma a aproximar as duas Igrejas, afastadas havia séculos. As excomunhões, entretanto, foram retiradas pelas duas igrejas em 1966. Somente recentemente o diálogo entre elas foi efetivamente retomado, a fim de tentar recomeçar juntas, apagando o cisma.

Em 12 de fevereiro de 2016 o Papa Francisco tem um encontro histórico com o patriarca da Igreja Russa Ortodoxa, em Cuba. Os dois líderes se reúnem privadamente no aeroporto de Havana por duas horas e apresentam uma declaração conjunta, na presença do presidente Raul Castro. Um dos principais motivos para o encontro de reaproximação das igrejas é a violência que ameaça extinguir a presença de cristãos – católicos e ortodoxos – no Oriente médio e na África. Ambas se manifestam contra os ataques extremistas islâmicos e a destruição de monumentos cristãos, especialmente na Síria. É o 1.° encontro de líderes das igrejas desde o Grande Cisma.

2.2-O Cisma do Ocidente

Chamado Grande Cisma, datado entre 1378 e 1417, quando havia dois pretensos Papas, um residindo em Roma e outro (os chamados antipapas) na cidade de Avinhão, na França.

O Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou simplesmente Grande Cisma foi uma crise religiosa que ocorreu na Igreja Católica de 1378 a 1417.

Entre 1309 e 1377, a residência do papado foi alterada de Roma para Avignon, na França, pois o Papa Clemente V foi levado (sem possibilidade de debate) pelo rei francês para residir em Avignon. Em 1378, o Papa Gregório XI voltaria para Roma, onde faleceria. A população italiana desejava que o papado fosse restabelecido em Roma. Foi então eleito Urbano VI, de origem italiana. No entanto, ele demonstrou ser um papa muito autoritário, de modo que uma quantidade considerável do Colégio dos Cardeais, anularia a sua votação e foi realizado um novo conclave, sendo eleito Clemente VII, que passou a residir em Avignon. Iniciara-se assim o Cisma, em que o Papa residia em Roma e o Antipapa residia em Avignon , reclamando ambos para si o poder sobre a Igreja Católica. Posteriormente, surgiria outro Antipapa em Pisa. O cisma terminou no Concílio de Constança em 1417, quando o papado foi estabelecido definitivamente em Roma.

2.2.1-História

De 1309 a 1377, o papa não residia em Roma, mas em Avignon, um período geralmente chamado de Cativeiro Babilônico, em alusão ao exílio bíblico de Israel na Babilônia. O Papa Gregório XI deixou Avinhão e restabeleceu a Santa Sé em Roma, onde morreu em 27 de março de 1378. A eleição de seu sucessor definiria a residência do futuro papa em Avignon ou em Roma. O nome do Bartolommeo Prignano, Arcebispo de Bari, considerado com uma rígida moral e inimigo da corrupção, foi proposto. Os 16 cardeais italianos presentes em Roma reuniram-se em conclave em 7 de abril. No dia seguinte escolheram Prignano. Durante a eleição houve grande perturbação na cidade, pois o povo de Roma e dos arredores esforçou-se para influenciar a decisão dos cardeais, que tomaram meios para evitar possíveis dúvidas. No dia 13 eles realizaram uma nova eleição e, novamente, escolheram o Arcebispo Prignano para se tornar papa. Durante os dias seguintes todos os membros do Colégio dos Cardeais aprovaram o novo papa, que tomou o nome de Urbano VI e tomou posse. Um dia depois, o cardeais italianos notificaram oficialmente a eleição de Urbano aos seis cardeais franceses em Avignon, que o reconheceram como papa e, em seguida, escreveram ao Imperador e aos demais soberanos. Tanto o cardeal Roberto de Genebra, o futuro Antipapa Clemente VII de Avignon, e Pedro de Luna de Aragão, o futuro Antipapa Bento XIII, também aprovaram sua eleição.

O Papa Urbano não atendeu às necessidades de sua eleição, criticou os membros do Colégio dos Cardeais e recusou-se a restaurar a sede pontifical em Avignon. Os cardeais italianos, então, em maio de 1378, se retiraram para Anagni, e em julho para Fonti, sob a proteção da Rainha Joana de Nápoles e Bernardon de la Salle, iniciaram uma campanha contra a sua escolha, preparando-se para uma segundo eleição. Em 20 de setembro, treze membros do Colégio do Cardeais fizeram um novo conclave em Fondi e escolheram Roberto de Genebra como papa, que tomou o nome de Clemente VII. Alguns meses depois, esse antipapa, apoiado pelo Reino de Nápoles, assumiu sua residência em Avignon. O cisma começava.

Clemente VII mantinha relações com as principais famílias reais da Europa. Os estudiosos e os santos da época normalmente apoiavam o papa adotado pelo seu país. A maior parte de estados italianos e alemães, a Inglaterra e a Flandres apoiaram o papa de Roma. Por outro lado, França, Espanha, Escócia e todas as nações aliadas da França apoiaram o antipapa de Avignon. O conflito rapidamente deixou de ser um assunto da Igreja para se tornar um incidente diplomático disseminado pelo continente europeu:

Avignon Roma

França, Aragão, Castela, Leão, Chipre, Borgonha, Condado de Saboia, Nápoles e Escócia reconheceram o reclamante de Avignon.

Portugal, Dinamarca, Inglaterra, Flandres, o Sacro Império, Hungria, Norte da Itália, Irlanda, Noruega, Polônia e Suécia reconheceram o reclamante de Roma.

Os papas excomungaram-se mutuamente, nomeando outros cardeais para compensar as deserções, enviando mensageiros para a cristandade defendendo sua causa e estabelecendo sua própria administração. Posteriormente Bonifácio IX sucedeu a Urbano VI em Roma e Bento XIII sucedeu a Clemente em Avinhão. Vários clérigos reuniram-se em concílios regionais na França e em outros lugares, sem resultado definitivo. O rei da França e seus aliados em 1398 deixaram de apoiar Bento, e Geoffrey Boucicaut sitiou Avignon, privando o antipapa de comunicação com todos aqueles que permaneceram fiéis a ele. Bento retomou a liberdade somente em 1403. Inocêncio VII já tinha sucedido Bonifácio de Roma, e após um pontificado de dois anos, foi sucedido por Gregório XII.

Na época do cisma ocorriam na península Ibérica as guerras fernandinas e a crise de 1383-1385, ambas opondo os reinos de Castela e Portugal por questões dinásticas. Assim, no tempo de Fernando I de Portugal a sua desastrosa política externa levou-o a apoiar o Papa de Avignon, que também tinha o apoio de Castela; depois da crise sucessória, como Castela continuasse a defender o Papa de Avignon, não será de estranhar que João I de Portugal, para mostrar bem a sua independência, fosse pelo Papa romano.

Em 1409, um concílio que se reuniu em Pisa acrescentou um outro antipapa e declarou os outros dois depostos. Depois de muitas conferências, discussões, intervenções do poder civil e várias catástrofes, o Concílio de Constança (1414) depôs o Antipapa João XXIII, recebeu a abdicação do Papa Gregório XII, e finalmente, conseguiu depor o Antipapa Bento XIII. Em 11 de novembro de 1417, o concílio elegeu Odo Colonna, que tomou o nome de Martinho V, com o que terminou o grande cisma do Ocidente e foi restabelecida a unidade.

O prestígio do papado foi profundamente afetado com esta crise, o que causou a criação da doutrina conciliar, que sustenta que a autoridade suprema da Igreja encontra-se com um concílio ecumênico e não com o papa, sendo efetivamente extinta no século XV.

2.3-A Reforma Protestante

Iniciada pelo Luteranismo, baseado nos ideais teológicos do padre Martinho Lutero.

Este cisma, separou inicialmente estados alemães da Igreja Romana, a partir da excomunhão papal em 3 de Janeiro de 1521, e posteriormente, estes ideais se alastraram por toda a Europa, separando da autoridade espiritual de Roma vários outros países e estados, posteriormente sub-dividindo-se em diversos grupos motivados pelos mais diversos ideais, até os dias de hoje.

Foi um movimento reformista cristão culminado no início do século XVI por Martinho Lutero, quando através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517  na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas.

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.

O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o protestantismo.

Entende-se por Reforma o movimento permanente na igreja para restaurar a energia e a espiritualidade eventualmente reduzidas ou perdidas por causa da fragilidade dos seus membros. A reforma de uma igreja oferece a oportunidade ímpar para se rever qualquer desvio não só de comportamento mas também de ordem dogmática (Conversas com Lutero – História e pensamento, p.98).

3-Pena canônica

A Igreja Católica excomunga os cismáticos(cristãos), tal como sucedeu a Lutero.

4-Referências

-Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Revisões, atualizações e comentários nas postagens

Segue abaixo, o link de mais cinco (5) postagens e comentários corrigidos e/ou revisados:

Acrescentei um texto e respectivos gráficos[final da mensagem], no comentário “Desempenho no ensino médio é o pior em matemática desde 2005” e um link nos comentários de uma reportagem veiculada pelo jornal O Globo que comenta algo sobre o Novo Ensino Médio.

Acrescentei dois comentários excelentes.

Acrescentei um comentário “Ego: O Problema Número um da Humanidade”, de T. A. McMahon — da Chamada.com.br.

Muito bom o comentário, apesar de longo. Há muitos ensinamentos ali.

Acrescentei um comentário “Não faça filhos, leia livros”, da Conversa Paralela (Editora Ultimato).

Muito bom o comentário e um excelente exemplo de uma atitude, contextualizada com a sociedade atual, no sentido de conscientizar os jovens das consequências da gravidez na adolescência. 

Acrescentei na tela principal o tópico “Você ainda não saiu do leite espiritual”. Um texto que o CACP disponibilizou associado a vida cristã. Posso afirmar inclusive que é um sub-tópico de: “O que você precisa saber para ser salvo”.

Afirmo isto com simplicidade, porque estamos falando de vida cristã. E vida cristã, envolve entrega e muitas das vezes sofrimento. Jesus mesmo afirmou “…E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” Marcos 8:34

Humanamente, ninguém gosta de sofrer. Jesus mesmo no calvário, em agonia o suor tornou-se como grandes gotas de sangue.

“E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.” Lucas 22:44

Agora, uma coisa é sofrer indevidamente, outra coisa é sofrer por um determinado pecado:

“Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;
Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.
Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?
Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.”
1ª Pedro 4:15-19

Acrescentei um vídeo curto em francês com os nomes e significados. Muito bom. Retirei o mesmo do “Movimento de oração Paz no Oriente”. 

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BIOGRAFIA DOS HERÓIS DA FÉ – HUDSON TAYLOR – MISSIONÁRIO NA CHINA

Introdução

James Hudson Taylor, nasceu em 1832, na cidade de Barnsley, em Yorkshire, na Inglaterra. Era de família metodista, e recebeu muita influência espiritual de seus pais e avós, bem como seus irmãos William e Amélia. Seu pai, um farmacista, sempre teve preocupação com a condição espiritual da China, e sempre que tinha oportunidade, realizava reuniões especiais para discutir como poderia ajudar aquele tão grande país.
Quando Hudson tinha apenas cinco anos, ele disse ao seu pai: “Quando eu crescer serei um missionário na China”. Apesar desta afirmação, os anos de adolescência de Hudson foram conturbados, e as influências de amigos não lhe ajudaram. Porém, sua mãe e irmã não cessavam de interceder por ele.

Conversão e Chamada

Em junho de 1849, aos dezessete anos, ao ler um folheto escrito pelo seu pai acerca da obra de Cristo, Hudson compreendeu o plano da salvação, e como resultado, entregou sua vida a Jesus. Neste mesmo ano, sentiu a chamada do Senhor para trabalhar como missionário na China. Ao dizer sim à chamada, começou a se preparar em todos os aspectos de sua vida, a fim de atingir o objetivo de evangelizar a China. Logo começou a aprender o Mandarim através de uma cópia do Evangelho de Lucas. Hudson também soube da grande necessidade de médicos na China, e assim começou a estudar medicina, a fim de estar preparado para o campo em que iria trabalhar.

Seu treinamento médico começou na cidade de Hull e continuou em Londres. Além disso, estudou Teologia, Latim e Grego. Por saber que deveria depender totalmente de Deus para o seu sustento diário na China, Hudson muitas vezes colocava-se em situações para provar sua própria fidelidade e confiança em Deus. Enquanto estava em Hull, vivia basicamente se alimentando de aveia e arroz, e grande parte do seu salário ofertava para a obra do Senhor. Um certo dia, quando evangelizava os pobres, um certo homem lhe pediu que fosse orar por sua esposa que estava morrendo em casa. Ao chegar ali, viu uma casa cheia de crianças passando fome, e a mãe que estava muito enferma. Compadecido daquela situação, depois de orar, tirou do seu bolso a única moeda que tinha, o sustento da semana, e ofereceu ao casal. Milagrosamente, naquele mesmo dia, alguém lhe procurou e trouxe um envelope cheio de dinheiro. Esta experiência ensinou a Hudson Taylor que Deus era o seu provedor.

 Partida Para China

No dia 19 de setembro de 1853, com 21 anos, e associado à Sociedade de Evangelização Chinesa, Hudson Taylor partiu para a China a bordo do navio de carga chamado Dumfries. Após seis longos meses de viagem com intempéries e perigos de morte, ele chega finalmente em Xangai. Ao juntar-se com outros missionários ingleses, residentes daquela mesma cidade, Hudson notou a grande deficiência da evangelização no interior do país. Nesta época, a China estava passando por momentos tumultuosos, e Xangai havia sido tomada por rebeldes. Por isso, todos os missionários estavam nas cidades da costa, e envolvidos mais com o comércio e a política externa, do que verdadeiramente com a evangelização da nação.

Ponderando tudo isso em seu coração, Hudson decidiu que haveria de trabalhar no interior da China, onde o evangelho não tinha sido levado. Assim, ele começou o seu trabalho distribuindo literatura e porções bíblicas para as vilas ao redor de Xangai, sendo uma delas Sungkiang. Ao estar no meio do povo, ele notou como as pessoas o olhavam diferente por causa de sua roupa ocidental. Sendo assim, ele decidiu adotar os costumes da terra, vestindo-se como um chinês, deixando seu cabelo crescer e fazendo uma trança, como os outros chineses. Este ato conquistou o respeito de muitos chineses, porém, para os missionários ocidentais, uma falta de senso.

Em 1856, Hudson começou a trabalhar na cidade proeminente de Ningpo. Ali, se casou em janeiro de 1858 com a senhorita Maria J. Dyer, filha de missionários, porém órfã, que trabalhava numa escola para meninas. Um ano depois, Hudson assumiu a direção da Missão Hospitalar de Londres em Ningpo. Não só Deus o prosperou, como muitos dos doentes aceitaram a Jesus e se recuperaram de suas enfermidades. Ele começou a orar por mais missionários para o país.

Volta à Inglaterra

Depois de estar sete anos na China, Hudson regressou à Inglaterra por motivos de saúde. Ao partir em 1860 para a Inglaterra, não imaginava que estaria seis anos longe do campo. Apesar da distância, o seu coração estava ligado à China. De frente a um mapa da nação, todos os dias ele orava, pedindo que Deus enviasse pessoas dispostas a ganhar as almas chinesas. Juntamente com o Sr. F. Gough, Hudson fez a revisão do Novo Testamento para o chinês e escreveu vários artigos sobre as missões na China.

Os Anos de Provação

Ao recrutar alguns missionários, Taylor viu a necessidade de ter uma missão que suportasse e direcionasse esses novos missionários no interior da China. Para este fim, é que a “Missão para o Interior da China” foi fundada. Durante o tempo que esteve na Inglaterra, enviou cinco obreiros para a China, e em 1864, Hudson pediu a Deus 24 missionários, dois para cada província já evangelizada no interior e dois para a Mongólia. Deus assim cumpriu o seu desejo, e em 26 de maio de 1866, Hudson e Maria, seus quatro filhos e os 24 missionários estavam embarcando no navio Lammermuir em direção à China.

Estabelecidos em Ningpo e em Hangchow, o trabalho missionário começou a se expandir para o sul da província de Chekiang. Dez anos depois, o norte de Kiangsu, o oeste de Anhwei e o sudeste de Kiangsi tinham sido alcançados.

Em um período de três anos, Hudson sofreu a perda de sua filha mais velha Gracie, seu filho Samuel, seu filho recém-nascido, e em julho de 1870, sua esposa também morre de cólera. Mesmo passando por este vale, Hudson Taylor não desistiu de sua chamada para a grande China.

Novos Horizontes

Em 1871, quando voltava para visitar o restante de seus filhos que haviam sido enviados à Inglaterra, Taylor teve a oportunidade de viajar com uma grande amiga e missionária na China, Jennie Faulding, com a qual se casou em 1872 na Inglaterra. Entre 1876 e 1878 muitos outros missionários vieram dar o seu apoio no campo, vindos de todas as partes do mundo. Hudson esteve por alguns meses acometido de uma enfermidade na coluna, a qual o paralisou, porém, ainda na cama, ele conseguiu enviar dezoito novos missionários para a China. Milagrosamente, depois de muitas orações, Deus o curou e ele voltou a caminhar com saúde completa.

Em 1882, Hudson orou ao Senhor por 70 missionários, e fielmente Deus proveu os missionários e o suporte para cada um deles. Em 1886, Hudson toma outro passo de fé, e pede ao Senhor 100 missionários. Milagrosamente, 600 candidatos se escreveram vindos da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda, se prontificando para o trabalho. Em novembro de 1887, Hudson anuncia alegremente a partida dos cem missionários para a China.

O trabalho da Missão se espalhou por todo o interior do país, segundo o desejo de Hudson Taylor, e no final do século, metade de todos os missionários evangélicos do país estavam ligados à Missão.

Em outubro de 1888, depois de haver visitado os Estados Unidos e Canadá, Hudson parte mais uma vez em direção à China, acompanhado de sua esposa e mais 14 missionários. Durante os próximos quinze anos, Hudson despendeu o seu tempo visitando a América, Europa e Oceania, recrutando missionários para China. O desafio agora não era apenas de cem, mas de mil missionários.

Sua Última Viagem

Em abril de 1905, com 73 anos, Hudson Taylor faz a sua última viagem à China. Sua esposa Jennie havia falecido, e ele tinha passado o inverno na Suécia. Seu filho Howard, que era médico, juntamente com sua esposa, decidiram acompanhar Hudson nesta viagem. Ao chegar em Xangai, ele visita o cemitério de Yangchow, onde sua esposa Maria e quatro de seus filhos foram sepultados, durante o seu trabalho naquele grande país. Após haver percorrido todos as missões estabelecidas pela sua pessoa, Hudson Taylor, estabelecido agora na cidade de Changsa, deitou-se numa tarde de 1905 para descansar, e deste sono acordou nas mansões celestiais.

A voz que cinquenta e dois anos atrás havia dito a Hudson Taylor: “Vai à China”, agora estava dizendo: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco fostes fiel, sobre muito te colocarei; ENTRA NO GOZO DO TEU SENHOR!”

http://www.sepoangol.org/hudson.htm

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Noticias atualizadas da Minha Saúde em Março de 2017


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