Honestidade

Todos os dias, enfrentamos situações que exigem uma prova de honestidade. É bastante, lembrarmo-nos da atitude que tomamos na última vez que o caixa de uma loja deu troco a mais, ou então quando tivemos a oportunidade de vender um objeto e ficamos tentados a não falar sinceramente sobre os seus defeitos com medo de não fechar o negócio. A Bíblia ensina que “os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite” (Pv 2:22). Se desejamos agradar a Deus e sermos abençoados, devemos aprender a praticar a honestidade.

1 – Honestidade – um princípio

Vale a pena ser honesto? Essa tem sido uma questão que tem instigado muitas pessoas, principalmente quando elas presenciam cenas de desonestidade, mau uso do dinheiro público e a impunidade para com aqueles que agem desonestamente. Rui Barbosa viveu momento de desilusão ao ver a corrupção e a impunidade dos seus contemporâneos. Sua indignação ficou marcada pelo discurso que proferiu em 1914 no Senado: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” (Rui Barbosa).

       Como cristãos, devemos tomar a honestidade como um princípio em nossas vidas.  A Bíblia mostra a amplitude dessa virtude: “Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;” (Cl 1:10).

       Se tomarmos o texto acima como base, podemos concluir que o princípio da honestidade exige, pelo menos, quatro atitudes básicas: andar dignamente perante todos; agradar ao Senhor em tudo frutificar em toda boa obra e crescer no conhecimento de Deus.

       Ser honesto não significa apenas fazer coisas corretas e dentro da Lei diante dos olhares alheios. Ser honesto é também ser capaz de manter-se puro, agindo dentro da lei mesmo quando estiver sozinho sem a presença de alguém para coibi-lo (Rm 13:13; 2ª Co 8:21).

Por volta do ano 250 a.C., na China antiga, um certo príncipe da região de Thing-Zda, norte do país, estava as vésperas de ser coroado imperador, mas de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua auspiciosa proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio ha muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao ouvir que ela pretenderia ir a celebração, e indagou incrédula:

– Minha filha, o que achas que fara lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta ideia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

– Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais serei a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar alguns momentos pelo menos perto do príncipe, isto já me torna feliz, pois sei que meu destino é outro.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

– Darei, para cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo, que valorizavam muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc…

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes de jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura, pois sabia que se a beleza das flores surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem de tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido e dia a dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada ela havia cultivado, e consciente do seu esforço e dedicação comunicou a sua mãe que independente das circunstancias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além do que mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, de todas as mais variadas formas e cores. Ela estava absorta, nunca havia presenciado tal bela cena. E finalmente chega o momento esperado, o príncipe chega e observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção e após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inusitadas reações, ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado, então, calmamente ele esclareceu:

– Esta foi a única que cultivou a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis (Neusa Behrend).

Portanto, procuremos refletir se temos agido honestamente em tudo, pagando ao Governo todos os impostos que estamos obrigados por lei, falando a verdade para os clientes sob pena de perdermos um bom negócio, sendo um exemplo para a família, a sociedade e a igreja.

2 – Repudiando a desonestidade.

       A desonestidade, quando praticada com frequência, orna-se um hábito que contamina a pessoa de tal modo que afeta a sua consciência. Seu mal comportamento passa a ser tratado pela pessoa como algo normal. (1ªTm 4:2).

       Ananias e Safira são exemplos de pessoas que sofreram terríveis consequências por causa da sua desonestidade (At 5:1_11). Para impressionar os apóstolos, eles venderam uma propriedade e trouxeram o dinheiro de oferta para a igreja. Só que eles retiveram parte do dinheiro. A desonestidade de ambos fez com que eles caíssem mortos diante dos apóstolos. O apóstolo Pedro falou-lhes antes que eles não eram obrigados a vender a propriedade, tampouco dar todo o dinheiro para a igreja: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?
Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5:3,4). 

As consequências vieram por causa da desonestidade.

Devemos repudiar a desonestidade e rejeitar qualquer coisa que nos proporcione benefícios ilícitos. Certo presidente de uma grande multinacional foi questionado sobre o porquê sua companhia não investia em países corruptos, onde a pratica do suborno era normalmente aceita. Ele prontamente respondeu: “Nunca construímos nesses países, não importa o quanto o projeto seja lucrativo, porque  não podemos nos permitir a isso. Se meus empregados souberem que agimos com desonestidade, acabarão tornando-se ladrões, e sua desonestidade nos custará mais caro do que poderíamos ganhar em qualquer projeto.”

3 – Um exemplo de honestidade

Devemos aprender a praticar a honestidade. O cristão precisa pôr em prática um novo padrão de vida sempre pensando em agradar ao Senhor. Os padrões de comportamento não evoluem automaticamente; necessitam ser postos em prática. A libertação do poder da carne depende da ação do Espírito Santo: “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”(Rm 8:13). Portanto, coopere com o Espírito Santo, trabalhando em conjunto com Ele para alcançar um novo caráter:”[…] Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”(2ª Co 5:17).

      Certo fazendeiro norte-americano encontrava-se em sua fazenda quando a ela chegou um colega que desejava comprar quatro vacas dele. Depois de escolhidos os animais, foi o preço fixado em 3.500 dólares. O pretendente ofereceu 3 mil que não foram aceitos. Separam-se sem realizar o negócio.

      No dia imediato, o fazendeiro, o que queria adquirir as quatro vacas, telefonou para o colega:

      – Você quer vender os animais por 3 mil dólares?

      – Não, vendo-os por 3.500 dólares.

      – Bem, vou fazer-lhe uma proposta. Jogue uma moeda de prata para cima. Se cair com a parte da coroa para cima, pagar-lhe-ei o preço pedido. Mas, se cair a parte contrária, pagar-lhe-ei apenas três mil dólares. Aceita?

      Momentos depois, ouviu-lhe o tilintar da moeda e o fazendeiro gritar:

      – Cara! Venha buscar os animais.

      Ele poderia ter dito o contrário, pois o colega nada via. Como crente, porém não podia enganá-lo. (Tesouro de ilustrações)  

Psicologia Pastoral – A Ciência do Conhecimento Humano como Aliada Ministerial

Jamiel de Oliveira Lopes – CPAD

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