UM PROFESSOR IMPRESCINDÍVEL

 

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       Uma escola excelente, por sua estrutura e por seu conteúdo, pelo ensino que ajuda a construir e pela formação essencial que promove, implica necessariamente em ação mediada, isto é, transformada por uma constante e atenta reflexão crítica, ao mesmo tempo conservadora e dinâmica de um saber pedagógico, constantemente renovado, e exercido pelo professor.

       Sem ele não existe excelência e aprendizagem significativa, não existe o papel formador da escola. Em síntese, o aluno é centro do processo de aprendizagem e de ensino, mas sem professor e intermediação não ocorre, a escola não existe. Nem o imenso desejo de aprender de um aluno, nem as técnicas e normas de uma escola, são suficientes para a concretização do ato didático perfeito, pois este se fundamenta na mediação de um grande professor.

       Um educador verdadeiramente extraordinário marca vidas, suscita lembranças, e mesmo que seus alunos, bem mais tarde, não se lembrem dele, sua atuação se faz sentir na leitura de um texto, na proposição do discurso e organização de ideias, na competência de um projeto. Um excelente professor marca a vida dos educandos, enquanto atua e também muito depois de fazê-lo.

       Um professor na verdade é um guia. Mas o que é um professor excelente? Quais atributos modelam essa profissão? Como identificar entre tantos postulantes aquele que expressa a “energia” e confiança de quem, por transformar pessoas, sintetiza todo processo de evolução da humanidade?

       Para que se chegue a essa resposta e para que o professor possa influir positivamente na personalidade de seus alunos, necessita a cada dia, em cada aula, desenvolver um esforço de progressiva transformação para compor em sua própria personalidade a totalidade ou a maior parte dez requisitos essenciais. São eles:

Humanidade – A compreensão de que não se fez professor sem a encarnação pessoal de valores humanos, de inteligência e de vontade, de coração e simpatia, que não só indicam tributos estáticos, como esforço persistente e diário de uma dedicação a cada aluno, para fazê-lo chegar aos bens da vida.

Prudência – Para adaptar o ensino à real possibilidade dos alunos, servindo-se para isso do esforço de conhecer cada aluno individualmente não só por seus meios de expressão pessoal e conceitual, mas também por seus sonhos e anseios emocionais.

Senso de justiça – Pela persistente busca de equilíbrio entre o aspecto objetivo de valorização da efetiva aprendizagem, como do aspecto subjetivo de dar ânimo, de confiar, de advertir e orientar.

Temperança – Pela capacidade de administrar e aplicar a disciplina externa e funcional, sancionando e, quando necessário, punindo a falta cometida, jamais a pessoa que a praticou. Temperança é sinônimo de firmeza com doçura, rigor com espontânea alegria.

Espiritualidade – Para, muito além dos dogmas desta ou daquela religião, nunca deixar de se fazer apóstolo que vive em si mesmo o entusiasmo e que em todas as oportunidades difunde a força da esperança de que é sempre possível construir um mundo um pouco melhor.

Otimismo – Pela certeza de que problemas existem para ser suplantados, pela confiança de olhar para frente não anula a consciência da realidade que se enfrenta, mas com certeza de que espera pela solução, luta-se pela íntima superação. Não existe otimismo no desconhecido, e por isso acredita mais em seus alunos quem mais intensamente procura, a cada dia, conhecê-los melhor.

Benevolência – Muito além de uma bondade alienada e indistinta, mas pela certeza de uma virtude mais alta e de um sentimento mais nobre mesmo nos alunos que se afastam do caminho, mas nos quais jamais se renuncia à esperança de um retorno. Benevolência é nunca desistir de aprender com colegas mais experientes e jamais se fechar em seu saber aos professores mais novos, é descobrir que mais se ajuda quem mais ajuda.

Preparação cultural – Paixão pelo que faz e pelos alunos que se acolhe possuir um indisfarçável complemento que se expressa na palavra “competência”, no saber fazer. E como esse atributo não se conquista senão pelo estudo permanente, dedicação extremada e atenção em a cada dia de coisas novas a aprender. É impensável se buscar qualidade em professor que não estuda muito, lê sempre, busca com seu grupo o caminho de mais conscientemente se aprimorar. Gostar do que se faz e amar a quem se faz materializa-se no esforço contínuo de cada vez aprender mais.

Preparação Psicológica – Não são pequenos os desafios de se trabalhar com pessoas e de fazê-las representadas em nossas emoções e sentimentos. São colossais as tentações de buscar no outro aquilo que mais se gosta, mas o esforço psicológico que a empatia exige e impõe implica em múltiplas transformações e em imensa capacidade da adaptação. Ser  professor é aceitar, ilimitadamente, os desafios de acolher mesmo quem não nos estima e não nos admira, e de fazer ao outro mesmo o que do outro não se espera.

Habilidade didática – O amplo conhecimento do cirurgião se materializa na habilidade de seus dedos e o estudo da música somente se torna concreto e pode ser usufruído por todos pela mágica habilidade do violonista em sensibilizar as cordas e fazer emergir melodias. De alguma forma, o amplo conhecimento do mestre e sua mágica sensibilidade jamais dispensa o jeito de, no espaço estreito de cada aula, integrar amor à severidade, alegria à objetividade, e entusiasmo em perceber transformações, fazer com arte e habilidade nascer competências em seus alunos. Estudar sempre a disciplina que se ensina se completa em também estudar muito a maneira de melhor ensiná-la.

Como se percebe, não é fácil ser professor. Não é fácil, mas é gratificante pela certeza de que assim buscando ser planta-se pensamentos, constrói-se o futuro, abrem-se sendas para a luz da mais bela esperança de um amanhã melhor. Ser um verdadeiro professor é possuir a chave da mente, e com ela abrir o sistema radiculado, alcançar a amígdala e propiciar o inestimável banho de dopamina, e assim se fazer executor de ideias.

 

CIÊNCIAS E DIDÁTICA

COLEÇÃO COMO BEM ENSINAR

EDITORA VOZES

Resolvi escanear o Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 21/01/2016, informando da minha readaptação Profissional no Magistério, como estatutário e professor docente turno, noturno em função extra-classe, em local onde não haja necessidade de subir/descer escada/rampa. A definição da escolha como articulador pedagógico, foi exercida dentro da minha unidade de trabalho com a diretora geral e secretaria.

 Movimentação - Diario Oficial

 

 

“Ser educador é ter o dom de transformar vidas!”

OJB Edição 42.

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Uma resposta para UM PROFESSOR IMPRESCINDÍVEL

  1. Conforme já havia comentado anteriormente, eu conclui o processo de readaptação profissional no magistério em função extra-classe, próximo a residência, para exercer a função de Professor Articulador Pedagógico, durante pelo menos cinco anos, no IEGRS (INSTITUTO DE EDUCAÇÃO GOVERNADOR ROBERTO SIQUEIRA), no horário noturno. O processo saiu em diário oficial em 21/01/2016, conforme anexado ao final desta mensagem.

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